Com os depoimentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de três ex-executivos da Odebrecht, inclusive de Marcelo Odebrecht, cresceu entre os políticos de Brasília um movimento para tentar separar na Justiça o que é dinheiro recebido por caixa 2 de dinheiro fruto de propina e corrupção.
Esses depoimentos, considerados uma espécie de prévia das delações da Odebrecht, provocaram forte impacto em todos os partidos políticos da base do governo e da oposição.
A avaliação é que isso é um indicativo de que poucos políticos conseguirão sobreviver aos depoimentos já homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Com base nas delações da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir em breve a abertura de inquéritos para investigar parlamentares citados pelos delatores.
Juristas que atuam para vários partidos e políticos já iniciaram conversas para fechar uma estratégia conjunta.
Contra essa tese, já há uma decisão do próprio STF durante o julgamento do mensalão, que considerou crime o caixa 2.
Mesmo assim, vários advogados tentam mudar essa interpretação do STF.
Nos últimos dias, os políticos foram pegos de surpresa porque não esperavam o movimento do ministro do TSE Herman Benjamin de pedir e fazer depoimentos de executivos da Odebrecht, o que antecipou um ambiente de muita apreensão em Brasília.
G1
Foto: Felipe Sampaio/STF
Sem chances.
Interessante que no interrogatório do ex-presidente Lula no aeroporto de Congonhas, seus interrogadores perguntaram várias vezes se ele "pedia" dinheiro para o Instituto Lula.
"Lula sempre respondeu que não.
Ele sabia que se admitisse ter pedido já estaria incorrendo em ilícito",.
Porém, "Temer e Aécio, ao contrário, se orgulham em confessar que pediram pessoalmente milhões à Odebrecht (só à Odebrecht?) e querem nos convencer que exigiram de que forma queriam receber a bufunfa: "olha, quero dinheiro limpo, viu, nada de caixa 2".
E foram atendidos imediatamente, sabe-se lá porque".
"E ficam indignados se alguém perguntar: mas, vem cá, a pessoa oficialmente encarregada de pedir contribuições oficiais de campanha não é o tesoureiro do partido? Ou o tesoureiro da campanha?
A Hipocrisia já é tão explicita que se torna ridícula!
Ridículo é querer misturar as coisas, meu caro. Doação eleitoral de empresas era lícita até pouco tempo. Solicitar algo lícito não pode ser diferente. Agora, TROCAR doação de empresa por favores legais ou negócios em estatais é CRIME, sim. Quanto a caixa 2, se você realmente leu o artigo, o STF considera crime. Porém, é óbvio que dinheiro para campanha política também não é o mesmo que aquele dirigido ao enriquecimento pessoal, que não passa de simples corrupção.
Tem que aprender com o PT (ou não):
"Foram todas doações legais de campanha, registradas e aprovadas pelo TSE".
Ouvi muito isso desde 2014, até decorei o texto.