
O presidente Jair Bolsonaro minimizou neste sábado (15) a troca de farpas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que “é natural” e lembrando que em casa “às vezes com os filhos”.
“Ninguém duvida da capacidade do Paulo Guedes, o que eu entendo nele e me inclinei a aceitar as suas teses, é que ele está dando números para que o Brasil possa sair da crise. Com essa reforma proposta que está aí, que o Paulo Guedes tem restrições em parte, o meu governo está garantido, a crise virá a partir de 2023, 2024. A gente não quer deixar para o futuro governo, que vai nos suceder a dor de cabeça da Previdência.”
Ontem a tarde, Rodrigo Maia, disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “está gerando uma crise desnecessária” e que o governo Bolsonaro virou uma “usina de crises”. Pela manhã, Guedes criticou as mudanças propostas pelo relator Samuel Moreira, do PSDB, no projeto de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Ele atribuiu as modificações a “pressões corporativas” e ao “lobby de servidores do Legislativo”.
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