O ministro da Economia, Paulo Guedes, condicionou nesta segunda-feira, 9, a estabilidade dos servidores à opinião pública. A estabilidade (que na prática impede que os servidores sejam demitidos) é um dos temas da chamada reforma administrativa, uma espécie de reformulação do RH do Estado.
“Mas pensamos no futuro. Vamos continuar dando essa estabilidade de emprego para quem entrou há apenas um ano? E se for um mau servidor? Queremos justamente que a opinião pública respeite o servidor que está atendendo bem e passou por uma avaliação”, afirmou.
O ministro defende que a estabilidade não seja automática, mas conquistada pelo servidor após anos de boas avaliações no trabalho. “O funcionário tem que passar na peneira, ser bem avaliado, para não ficar com essa imagem que o servidor tem hoje na opinião pública. É um trabalho de reconstrução do País que envolve todas as dimensões”, completou.
Como mostrou o Estado, a ideia da equipe econômica é que a estabilidade seja garantida para os servidores das carreiras de Estado. Os demais seriam contratados pela CLT (regime dos trabalhadores da iniciativa privada, que garante o pagamento do FGTS, mas o trabalhador não tem o emprego garantido). A definição das carreiras deverá ser discutida em regulamentação da PEC, segundo sinalizou integrantes do governo para os sindicalistas.
A reforma administrativa também prevê uma reestruturação do plano de carreiras do funcionalismo. Diagnóstico feito pelo Ministério da Economia identificou mais de 300 carreiras. A equipe econômica pretende reduzir a quantidade para 20 a 30, mas isso será feito numa segunda etapa.
Guedes admitiu que a reforma administrativa não foi enviada ainda pelo governo ao Congresso por um “problema de timing”. “Não adianta botar muita reforma ao mesmo tempo. Já aprovamos a Previdência, e enviamos agora o novo pacto federativo”, afirmou. O pacto federativo tansfere R$ 400 bilhões em recursos de exploração de petróleo e dá mais autonomia financeira para Estados e municípios.
Estadão Conteúdo

Se for inquirida a respeito do assunto, ninguém se assuste caso a opinião pública do RN crave 100% a favor da tal estabilidade no emprego público.
É preciso ser esgrimista do óbvio para não perceber que a economia potiguar é fundamentalmente baseada em contracheques.
A estabilidade existe para que o servidor não atenda a ordens superiores que sejam erradas ou desonestas e que por isso não venha a sofrer retaliações ou perseguições políticas, como acontece com os comissionados, que por muitas vezes obedecem aos chefes por se agarrarem aos cargos . para facilitar que o mesmo efetue denúncia contra os desmandos dos chefes, a demissão dos servidores estáveis É POSSÍVEL SIM, já existe, porém, nenhum político ou chefe tem coragem de realizar, apenas se livram do servidor problema, transferindo-o de setor. agora imaginem a qualidade do serviço e o nível de corrupção se o servidor não puder retrucar um chefe/apadrinhado de um político poderoso por temos de perder o emprego. "PARABÉNS" pela ideia de jogar a população contra o servidor, principalmente sem esclarecer o motivo do mesmo possuir a "tal estabilidade".
Verdade, reitero tudo que você disse. Trabalho em um órgão estadual e, por isso, vejo muita perseguição política contra servidores municipais. Imagina se não houvesse a estabilidade: demissões em massa, sob os mais infundados motivos, alegando-se o bem do serviço público, quando na verdade é somente um manto para colocar os "peixes" dentro do órgão. Isso sim seria um caos no serviço público. A eficiência seria fatalmente atacada.
Acho engraçado é jogar a população contra os concursados, enquanto isso não se fala em exonerar e extinguir os milhares de cargos comissionados em todos os poderes e entes políticos, especialmente a União! Também não ouço falar em diminuir salários do alto clero (juízes, promotores e procuradores, desembargadores, deputadores e senadores e ministros).
Por fim, o ministro alega que o servidor estável não é demitido e faz o que quer, ou seja, o famoso "caga e anda". Acho que ele desconhece a CF que elenca 4 possibilidades de demissão do servidor concursado. Existem mecanismos. O problema está em o órgão não exercer seu poder de punir os servidores faltosos.
Eu só vejo contradição no argumento desse ministro.
Meu Deus, pense ou Ministro BABACA.
Sr. Paulo Guedes vamos lavar esse país, e para tanto proponho começar fazendo uma reforma política: reduzindo número de políticos, de cargos comissionados, de verba partidária, de mordomias (sem casa, sem apartamento, sem veículos, segurança e motorista), quem quiser tais mordomias que arque com as despesas. Mas o Sr. sabe que é mexer num vespeiro, né? Feliciano gastou 157 mil para embelezar os dentes com verba pública. Mas precisa de muita coragem para mexer com seus pares, né verdade???
Avisa a esse demente que a avaliação de servidor já existe e se chama estágio probatório! Não existe carreira pública onde o servidor com um ano de serviço ganha a estabilidade.
Se existe essa avaliação então porquê não funciona.
Pense num serviço que deixa a desejar
Se não funciona, aí são outros 500. O problema aí é do Estado que é sucateado e mal administrado. Inclusive, maioria das queixas relatadas pela população se deve a falta de estrutura, efetivo e investimento por parte do Estado. A grande maioria dos servidores faz oq pode com a estrutura lhe é dada. É ilusão char q as coisas serão resolvidas apenas alterando a estabilidade do servidor.
Parabéns Sebastião! Disse tudo e mais um pouco. Qualquer um outro comentário, seja contra ou favor não vai em nada acrescentar.
O Senhor Ministro Paulo Guedes está certíssimo, não podemos passar a mão em quem estar a serviço do Estado, o Povo é quem reina e deve cobrar melhoras e exigir adaptações renováveis e competente. Parabéns pra cima deles….
"Parabéns pra cima deles…." . Para cima deles quem ???? os políticos canalhas e corruptos ??? o fundão partidário que todos nós sustentamos ???, os empresários desonestos sonegadores de impostos???? os tubarões do mercado financeiro que enriquecem cada vez mais às custas do trabalhador comum ???
Muita gente está sendo usada como massa de manobra de um lado e do outro e ainda não se deu conta. Talvez, quando a ficha cair, será tarde demais.
A opinião pública só é valida quando querem atingir servidores públicos, poderiam nortear também toda política pública, ex: verbas partidárias, número de deputados, senadores, municípios e vereadores, cartões corporativo, número de cargos comissionados, passagens aéreas, mordomias do poder… Coisas que incomodam, e muito a nação, sem que façam qualquer movimentação pra resolver, e que pesa nas finanças do país.
Sem falar do bilhões do fundo partidário e do fundo eleitoral. Dos juízes e promotores e seus salários altíssimos.
Mas, vamos botar a culpa no servidor pequeno pois ele não tem como se defender, afinal de contas, ele deve ser o único culpado pela incompetência dos gestores públicos e pela corrupção praticada pelos partidos.
Concordo com o Sebastiao.
Me mostre um único direito tirado dos políticos.
Belo comentário, me contemplou em tudo.