PCdoB, PDT, PSB, PSOL e PT anunciam obstrução à reforma da Previdência

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cinco partidos de oposição (PCdoB, PDT, PSB, PSOL e PT) anunciaram hoje (18) obstrução conjunta à votação do parecer da reforma da Previdência na Comissão Especial do Congresso que debate o tema. Com direito a apresentarem até nove destaques na comissão especial, as legendas pretendem discutir em conjunto os pontos a serem destacados.

Há mais de nove horas, a comissão debate o parecer lido na última quinta-feira (13). Com 154 deputados inscritos para falar, 91 contra e 63 a favor, os debates devem durar até três dias. Alguns deputados estão retirando os nomes para apressar as discussões. Segundo o relator da proposta na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), a intenção original é votar o texto na próxima semana.

Mais cedo, Moreira admitiu que pode apresentar um voto complementar com mudanças na proposta, após o fim dos debates. Ele disse que as discussões servem de base para ajustes no relatório. “Há possibilidade de o relator fazer um voto complementar após as discussões. Eu nunca tive a pretensão de que o relatório fosse um decreto. Ele está sujeito a alterações. Estou aqui para ouvir, para melhorar ainda mais o relatório”, disse.

O relator respondeu ao deputado Vinicius Poit (Novo-SP), de partido contrário ao aumento de 15% para 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido dos bancos, incluída na proposta. Segundo Poit, a medida deve resultar em aumento das tarifas bancárias e do spread bancário (diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e emprestam aos tomadores finais). Moreira argumentou que o relatório propõe a volta da alíquota que vigorou até o fim do ano passado e explicou que as tarifas não caíram desde então.

A retirada da capitalização (sistema de poupanças individuais do trabalhador) da reforma também foi ponto de discussão. O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) considerou “precoce” a exclusão do ponto e reiterou que o governo insistirá no tema. Também favorável à capitalização, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que o sistema ajudou a reativar a economia do Chile. “Claro que no Chile deu certo. O Chile tem uma renda per capita que é o dobro da do nosso país. O Chile cresceu 4% e nós crescemos 1%”, destacou.

Estados e municípios

O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) cobrou que governadores e prefeitos se mobilizem para que os estados e municípios sejam reincluídos na reforma. “É muito importante que os governadores que estão nos assistindo agora coloquem aqui a sua assinatura, coloquem aqui as suas digitais. Eles não podem depois, mais tarde, baterem na porta do governo. Então eles precisam estar presentes nessa discussão”, declarou. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que os governos locais poderiam ser recolocados na reforma, por meio de um destaque na comissão especial ou no Plenário.

Fórmula de cálculo

O cálculo dos benefícios foi outro ponto debatido. O deputado Aliel Machado (PSB-PR) disse que as pessoas vão perder 20% do valor do benefício com a mudança da média dos salários de contribuição dos 80% maiores salários para todos os salários. Segundo ele, seria adicionada uma perda de 40% caso o trabalhador tenha apenas 20 anos de contribuição.

Professores

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reclamou que as regras de aposentadoria dos professores permaneceram desconstitucionalizadas no relatório de Moreira. Ela questionou que alguns benefícios não estariam mais assegurados pela Constituição. Apenas a aposentadoria e a pensão por morte seriam garantidas.

A proposta do governo estabelecia idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de professores homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição. O relatório reduziu para 57 anos a idade mínima para mulheres, mantendo os 60 anos para homens. Os novos critérios, no entanto, serão definidos por lei complementar.

Militares

O deputado Capitão Wagner (Pros-CE) questionou a diferença de tratamento entre as Forças Armadas, os policiais civis e os policiais militares e bombeiros estaduais. Segundo o parlamentar, as alíquotas de contribuição estaduais são maiores que as das Forças Armadas. Enquanto os PMs e bombeiros terão de contribuir 35 anos, os policiais civis contribuirão por 30 anos.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) disse que os militares foram os verdadeiros privilegiados na discussão atual, por não terem teto de aposentadoria, enquanto os demais trabalhadores terão o benefício limitado a um valor máximo. Relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), defendeu que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal tenham as mesmas regras previstas para a Polícia Militar.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. povoUnido disse:

    só gente da esquerdalhada e burra, defendendo os interesses dos "companheiros"

  2. Tarcísio Eimar disse:

    Ah lampião vivo, pra começar a exterminar essa classe de políticos q conscientemente sabem da necessidade de aprovar a reforma mas sempre se viram, como forma de não perderem as mamatas

  3. Ricardo disse:

    kkkkk
    essa é a chamada "oposição construtiva".
    Os quadrilheiros que estão incomodados com a sangria de dinheiro do governo para enriquecer a custa de demagogia e hipocrisia.
    Vira latas do PT e simpatizantes

  4. paulo disse:

    BG
    Esses partidos da boquinha querem que o Brasil vá pro lixo. Não podemos aceitar isto passivamente, temos que nos unir (evidente os Cidadãos de bem) deste País para derrubar estes mau caraters.

  5. Anti-Político de Estimação disse:

    "…O Chile cresceu 4% e nós crescemos 1%…” . A questão é que esse crescimento no Chile só beneficiou quem já estava no topo da pirâmide sócio-econômica e os especuladores financeiros. Para a imensa maioria da população foi contrário : choro, ranger de dentes e suicídio.
    E mais um detalhe : com a capitalização quem financiará a aposentadoria dos que já estão aposentados ???????????

  6. LULADRÃO disse:

    Só os partidos que defendem essa raça de funcionários públicos marajás, não concordam.
    Partidos de vagabundos!

  7. Lsv disse:

    Nenhuma nividade . O Pt foi contra o plano cruzado e inúmeros beneficíos para o Brasil. É um bando de maloqueiro , alguns ricos, outros pertencentes a mais antiga profissão e outros descumprindo a lei da monigamia.

  8. J. Dantas disse:

    O Brasil sendo original e autêntico: cabaré do pior nível kkkkkkk

  9. Teixeira disse:

    Essa é mesma turma que ficou contra o bolsa família,a turma da oposição como sempre

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