TEMPO NO SEXO: Pesquisa diz que transas variaram de 33 segundos a 44 minutos, chegando numa média de 5,4 minutos

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Quando falamos de sexo numa roda de amigos, é bem comum rolar aquele constrangimento quando o assunto cai no tal do desempenho na cama. Este é um motivo, inclusive, de insegurança para muita gente. Expectativa e realidade se cruzam num jogo sempre nebuloso, afinal não sabemos quando o colega está dizendo a verdade sobre o próprio desempenho ou exagerando.

Uma pesquisa feita pelo site Saucy Dates em agosto deste ano, cujo objetivo era entender a expectativa das pessoas em relação ao sexo, mostrou que homens e mulheres (no total de 3.836 entrevistados) esperavam que a relação sexual (penetração) durasse cerca de 25 minutos. E isso sem incluir as preliminares.

Os entrevistados foram questionados com as perguntas “Quanto tempo durou a última vez que você fez sexo?” e “Quanto tempo você gostaria que o sexo durasse?”

Para contrapor esta pesquisa, uma outra feita por um psicólogo da Universidade de Queensland, Austrália, reuniu homens e mulheres para mapear o tempo que dura uma relação sexual. A metodologia foi simples: os casais cronometravam a duração de suas transas.

Os resultados? As transas variaram de 33 segundos a 44 minutos, chegando numa média de 5,4 minutos. Este é o resultado considerando penetração até ejaculação.

Se é pouco ou muito, isso vai depender de quem participa do sexo, mas penetração em si não é e não deveria ser a única opção de estímulo sexual. As preliminares podem ser mais importantes e prazerosas do que a penetração em si. Afinal, toques, estímulos, beijos e o uso de brinquedos ou produtos eróticos também fazem parte do sexo. A conexão na hora do “rala e rola” é mais importante do que a duração e devemos nos livrar desse apego ao tempo como uma métrica de sucesso.

Sucesso mesmo é chegar ao orgasmo com quem você quer e na intensidade que o momento permite. Sexo é liberdade, não algo a ser controlado.

Mayumi Sato – UOL