O gerente geral da Unidade Operacional da Petrobras no Rio Grande do Norte e no Ceará, Tuerte Amaral Rolim, garantiu a permanência da companhia no RN e o investimento de R$ 800 milhões previsto para o estado este ano, conforme o Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. As afirmações foram proferidas durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, realizada nesta quarta-feira (8), em Brasília, que debateu recentes ajustes internos no processo de gestão da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC).
Tuerte também esclareceu que a mudança na refinaria, cuja gestão passou para a área de Exploração e Produção, não acarretará demissões, nem diminuição na capacidade de produção de derivados de óleo e gás. “Nada muda nas instalações da RPCC e na operação da Petrobras no Rio Grande do Norte. O que muda é o modelo de gestão. Trabalhávamos com um processo integrado entre duas áreas. Agora, a Petrobras vai colocar a refinaria sob uma única gestão, otimizando a estrutura, reorganizando os processos e tornando o negócio mais eficiente”, explicou.
O gerente lembrou ainda que a Petrobras mantém robusta e consolidada infraestrutura no estado, responsável pela exploração e produção de petróleo e gás em 66 concessões em terra e 12 no mar, através de 29 plataformas ligadas por dutos submarinos, 5 mil poços e 130 estações de coleta que enviam o óleo e gás para 2 mil quilômetros de oleodutos e gasodutos até o Polo Industrial de Guamaré”, dimensionou.
A Azul Viagens anunciou, nesta segunda-feira (24), dois novos voos para Natal, com partidas de Goiânia (GO) e Curitiba (PR). As operações estão previstas para a alta temporada, entre dezembro de 2026 e o fim de janeiro de 2027, com o objetivo de ampliar a conectividade aérea da capital no período de maior movimentação turística.
O anúncio foi feito durante o Nordestur, evento realizado semestralmente pela Azul Viagens para apresentar dados de desempenho, novas malhas aéreas e projeções para destinos parceiros no Brasil. O encontro contou com a participação da Secretaria Municipal de Turismo (Setur) e de representantes do trade turístico do Rio Grande do Norte.
Nos seis primeiros meses de 2026, mais de 100 mil passageiros utilizaram voos internacionais com origem ou destino em Natal, segundo os dados apresentados no evento. O número representa crescimento de 92% em relação ao mesmo período de 2025.
Para o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, a inclusão das novas rotas na alta temporada pode contribuir para o movimento turístico da capital. “Comemoramos muito esse avanço. São novos voos chegando à cidade e mais turistas, o que movimenta e fortalece a nossa economia. É muito importante termos essa nova operação nesta alta temporada. Nosso objetivo é que esses voos operem tão bem que se consolidem e continuem de forma permanente em nossa malha aérea, e não apenas durante o período de alta temporada”, declarou.
Dados da Zurich Airport Brasil, administradora do Aeroporto Internacional de Natal (Natal Airport), mostram que o terminal registrou mais de 1,3 milhão de embarques e desembarques entre janeiro e junho de 2026. O volume é o maior registrado em um primeiro semestre desde o início das operações do aeroporto, em 2014, e representa crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado também corresponde à maior movimentação registrada em um primeiro semestre em um aeroporto do Rio Grande do Norte desde 2002.
A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), propondo um pacto para o fim da reeleição, que já valeria para o mandato do candidato à Presidência pelo PL, caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto.
Segundo relato de duas fontes próximas a campanha do PL e uma próxima ao governador de São Paulo, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio ao Planalto.
O pacote foi proposto para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha de Flávio, vista até hoje como incerta.
Em conversas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, se ele vencer a disputa à presidência do Senado, garante a aprovação na casa.
A discussão revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita à campanha de Flávio Bolsonaro.
O engajamento de dois nomes é extremamente importante para a campanha de Flávio: Tarcísio, que pode agregar votos no maior colégio eleitoral, e a própria Michelle Bolsonaro, que ajuda com votos dos segmentos feminino e religioso.
Na sexta-feira, em evento com Tarcísio, Flávio disse ao governador que aceita fazer um “mandato de transição”.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil (RFB), realizou uma fiscalização em uma empresa localizada no município de Parnamirim, na Grande Natal.
Durante a ação, cargas e encomendas que transitavam pelo estabelecimento foram submetidas a procedimentos de fiscalização e verificação voltados à identificação de materiais ilícitos. No decorrer da triagem, um cão de detecção da Receita Federal sinalizou positivamente para uma encomenda interestadual, indicando a presença de substância entorpecente.
Diante da sinalização, a encomenda foi aberta e inspecionada, sendo localizados e apreendidos diversos volumes contendo drogas, acondicionados no interior do pacote. A natureza entorpecente do material foi confirmada por meio de exame preliminar. O material apreendido será encaminhado para os demais procedimentos periciais pertinentes, incluindo a identificação e a quantificação da substância.
A partir da apreensão, a Polícia Civil irá apurar a origem do material e a eventual participação de outras pessoas no envio, transporte e recebimento da carga. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos.
A coligação de Allyson Bezerra perdeu a ação em que tentava retirar das redes sociais uma publicação da campanha de Álvaro Dias que associa o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte a Abraão Lincoln. A Justiça Eleitoral julgou a representação improcedente e revogou a liminar que havia determinado a retirada do conteúdo.
A decisão é do desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho e foi proferida nesta segunda-feira (24). A ação havia sido ajuizada contra Álvaro Dias e seu candidato a vice, Babá Pereira, após a publicação de uma imagem de Allyson ao lado de Abraão Lincoln.
A coligação de Allyson alegava que a fotografia teria sido produzida artificialmente e sustentava que Álvaro e Babá haviam “fabricado uma realidade visual que não existiu”. Após analisar as provas apresentadas pela defesa, porém, a Justiça foi taxativa: “não se sustenta” a afirmação de que os representados teriam fabricado a imagem.
A defesa demonstrou que a mesma imagem já circulava publicamente desde pelo menos abril deste ano. A decisão cita publicações anteriores do Jornal De Fato, Notícias em Foco, Blog do Raniele Gomes, Portal Na Boca da Noite, Potiguar News e Blog do Robson Pires. O magistrado também registrou que não existe nos autos elemento que vincule Álvaro ou Babá à criação original da imagem.
Outro ponto da decisão atinge diretamente o argumento político apresentado pela coligação de Allyson. Segundo o magistrado, o conteúdo já circulava havia meses “associado a narrativa de aproximação política entre os retratados”. O juiz também considerou que a ausência de uma declaração expressa de Abraão manifestando apoio a Allyson, argumento levantado pela coligação, não era suficiente para caracterizar a publicação como ilícita.
Ao final, a Justiça concluiu que não ficou suficientemente demonstrado que a publicação utilizasse conteúdo fabricado ou manipulado para divulgar fato notoriamente inverídico ou descontextualizado. Com isso, derrubou a restrição e liberou novamente a publicação de Álvaro e Babá.
A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do imposto de Renda 2026. Um total de R$ 1,24 bilhão será pago a 521.935 contribuintes. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Do total de R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
• 338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
• 86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
• 43.502 contribuintes não prioritários
• 26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
• 16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
• 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Menos lotes
Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.
Pagamento
O pagamento será feito em 31 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a rejeição entre os principais nomes testados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (24). Lula tem 49% de rejeição, contra 48% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A diferença de um ponto percentual representa empate técnico, mas indica uma inversão em relação às rodadas anteriores dos levantamentos do instituto.
A pesquisa ouviu 2.006 eleitores por telefone entre os dias 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e registrado no TSE sob o número BR-09028/2026.
O nome de Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, disparou nas buscas do Google após sua participação no debate presidencial da Band, realizado neste domingo (23). Segundo o Google Trends, as pesquisas pelo nome do psiquiatra e escritor cresceram mais de 1.000% nas últimas 15 horas.
Cury havia anunciado, de última hora, que não participaria do debate, mas voltou atrás e compareceu ao encontro que teve as ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Cury participou do debate ao lado de Renan Santos e Ronaldo Caiado.
Oficializado como candidato no início de agosto, Cury tem como vice o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante). Conhecido nacionalmente pelos livros sobre inteligência emocional, Cury tenta agora transferir sua popularidade como escritor para a disputa presidencial, com o lema “mente capitalista e coração social”.
A expansão das emendas parlamentares criou, segundo o ministro do STF Flávio Dino, um dos principais caminhos para esquemas de corrupção no país. O ministro afirmou que as emendas são hoje o “maior vetor da corrupção” no Brasil durante participação em um evento da Faculdade de Direito da USP nesta segunda-feira (24).
Para Dino, o problema está relacionado ao afrouxamento das regras fiscais durante a pandemia de Covid-19, período em que surgiu o chamado “orçamento de guerra”. Segundo ele, as emendas deixaram de se concentrar no aprimoramento de políticas públicas e passaram a atender “interesses de cunho privatista e eleitoral”, em alguns casos envolvendo desvio de recursos.
Dino relata a ação que trata das emendas de relator, e tem adotado medidas para ampliar a transparência sobre a destinação dos recursos. No domingo (23), declarou nulas as emendas solicitadas ou indicadas por presidentes de partidos.
A Polícia Federal suspeita que a lobista Roberta Luchsinger gastava cerca de R$ 100 mil por mês para manter uma casa usada pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação consta de uma investigação sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha, Roberta e o empresário Cléber Ribas.
Em uma conversa de agosto de 2025, transcrita pelos investigadores, Roberta afirmou a Ribas que os gastos com o imóvel estavam comprometendo outras despesas. “Ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de R$ 100 mil, então assim, não vai mais dar pra ter essas passagens”, disse.
Segundo a PF, a conversa sugere que era habitual o pagamento de passagens aéreas para Lulinha e que esses pagamentos poderiam ser interrompidos devido às despesas com o imóvel. A corporação, porém, ressalva que ainda precisa esclarecer a que casa Roberta se referia.
Informações de um processo trabalhista indicam que a lobista mantinha uma residência em Brasília frequentada por Lulinha e usada para eventos sociais com políticos. A defesa do filho de Lula nega que o imóvel tenha sido dele e afirma que ele apenas se hospedou ocasionalmente no local.
A investigação também aponta que Ribas pagou pelo menos R$ 2,5 milhões a Roberta entre março de 2024 e dezembro de 2025. Segundo a PF, parte das conversas entre os investigados envolve pagamentos de passagens e supostas intermediações de interesses empresariais junto ao governo.
A corporação investiga ainda possíveis atuações de Roberta e Lulinha para aproximar Ribas de órgãos públicos, incluindo a Dataprev. Duas empresas do empresário obtiveram contratos de cerca de R$ 30 milhões no Ministério do Desenvolvimento Social.
A defesa de Lulinha afirma que a PF trabalha com “inferências” e não apresentou elementos concretos que vinculem o empresário à casa. O advogado Marco Aurélio de Carvalho também disse que, à época da conversa, Lulinha já morava na Espanha e tinha apartamento em São Paulo.
Tenho quase certeza, que nesses dias, vão dizer que esse elemento (Lulinha) é filho de Bolsonaro, com exame de DNA e tudo, para dizer que é tudo culpa do Governo anterior… Já há farta provas que incriminam ele (Lulinha), com fortes indícios de conivência com o Governo Federal, sob a presidência de seu pai (Lula)… Espero que a PF, faça seu papel, como órgão de Estado e não de governo…
Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou nesta segunda-feira (24) que vai cobrar explicações da Polícia Federal sobre o nome dado à operação que investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a empresária Roberta Luchsinger.
O advogado disse que pretende questionar formalmente a PF sobre a origem e a justificativa para o nome.
A operação foi batizada de “Elli” e resultou na quebra dos sigilos de Lulinha e Roberta para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro. O nome provocou incômodo entre aliados do presidente, que interpretaram a denominação como uma possível referência indireta à expressão “Faz o L”, associada a Lula.
“Vamos pedir explicações sobre o nome, qual a origem e alguma explicação que justifique a alcunha”, afirmou. Segundo ele, caso não haja uma justificativa, a escolha poderia representar uma tentativa de antecipar uma condenação. “Isso é perseguição”, declarou.
A defesa de Lulinha pretende, portanto, obter esclarecimentos da Polícia Federal sobre a denominação utilizada na investigação.
O cara sendo investigado por ser o cabeça de uma organização criminosa que se beneficia de bilhões angariado em contratos com o governo do pai vai pedir explicações à quem tá investigando???? Realmento no Brasil o poste mija no cachorro!!!!!
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