Trabalhadores de várias unidades da Petrobras (PETR4) estão em greve desde o final da noite de quinta-feira (9), em uma paralisação de 24 horas que protesta contra o novo governo do presidente interino Michel Temer e o plano de venda de ativos da estatal, mas não há expectativas de paradas de produção.
Segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), funcionários de várias bases do Sistema Petrobras iniciaram o corte na rendição dos turnos das unidades operacionais.
O movimento também atinge algumas plataformas na Bacia de Campos, principal região produtora de petróleo, mas como se trata de uma greve curta atividades como a extração de petróleo acabam não sendo impactadas, com as gerências das unidades assumindo os trabalhos.
“Não terá parada de produção”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Tezeu Bezerra.
O sindicato, filiado à FUP, representa os trabalhadores da Bacia de Campos.
Procurada, a estatal afirmou que “as atividades da companhia estão dentro da normalidade”.
Entretanto, segundo Bezerra, o movimento desta sexta-feira abre caminho para outras paralisações e tem como objetivo preparar uma grande greve em algum momento deste ano.
O sindicalista destacou que a greve de novembro do ano passado, que foi a maior em 20 anos, contra a venda de ativos, foi preparada após diversas mobilizações que começaram em julho.
Mais força em 2016
Neste ano, Bezerra acredita que os movimentos terão mais força, já que os sindicalistas discordam fortemente do novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que ao assumir o cargo defendeu os desinvestimentos e o fim da obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora única do pré-sal.
“Ele quer entregar o nosso petróleo para estrangeiros”, disse.
Endividada e diante de preços mais baixos do petróleo, a Petrobras tem como meta obter mais de US$ 14 bilhões em 2016 por meio da venda de ativos, visando reduzir a alavancagem.
No Terminal da Transpetro de Cabiúnas, em Macaé (RJ), o corte de turno foi feito às 23h, disse a FUP em nota. O mesmo aconteceu na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Terminal de Campos Elíseos e na Termoelétrica Governador Leonel Brizola, em Duque de Caxias (RJ), segundo a federação.
A FUP afirmou que trabalhadores de dez plataformas de petróleo da Bacia de Campos também aderiram ao movimento.
No Paraná, os trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) estão parados desde a zero hora de sexta-feira.
Na Bahia, nos campos de produção terrestre do Ativo Norte, que foram colocados à venda pela Petrobras, segundo a FUP, os petroleiros iniciaram a greve na manhã de quinta e seguirão de braços cruzados até o final desta sexta-feira.
A paralisação nacional de 24 horas foi aprovada em todos os sindicatos da FUP, com exceção de Minas Gerais. A maior parte das bases iniciou as mobilizações na manhã desta sexta, segundo a entidade.
UOL, com Reuters
Foto: Reprodução/BZ Notícias
Os planos de desinvestimento já iniciou no governo Dilma. A venda da transpetro já estava emcaminhada . Não vi sindicatos fazendo paralisações "em defesa da Petrobrás "
PARECE QUE OS ALIENADOS PRECISAM LEVAR UMA PANCADA GRANDE NA CABEÇA PRA ACORDAREM… O PT OS TRAUMATIZOU "COM FORÇA DURANTE" TREZE ANOS.
Eles querem a volta do petrolão ? É isso ?
E a roubalheira do PT na PETROBRAS ninguém se manifesta. Muito estranho.
Privatização já!!!!
Um mínimo absurdo, porque só agora que esse povo está protestando??? ??
Rapaz essa situação reside entre a pena e o ridículo.
Pena pelo fato de eles serem reféns do governo do PT, reféns pq se qualquer outro governo que tenha qualquer leve sinal de probidade e responsabilidade com o Erário público, ele vai vender ou promover uma revisão imensa nos quadros com imensos cortes de pessoal.Ai por isso os servidores viram reféns de um partido que de tão irresponsável e arrogante permite no meio da maior crise da história da empresa, pagar PL e outras vantagens quando a empresa prejuízo tem de rodo!
Ridículo, por ver estes servidores pedirem de volta os seus algoses, que embora destruíram a empresa, ainda tinham a cara de pau de cobrar do povo Brasileiro a maior gasolina da história da existência do petróleo no Brasil, quando o preço do Barril é o menor da existência do petróleo!
Ai ninguém sabe se a empresa é vítima ou cumplicie!
A empresa é vítima, grande parte dos funcionários são cúmplices, principalmente os membros do sindicato dos petroleiros. Eles foram omissos e perniciosos a tudo que o PT fez na empresa e agora estão reclamando de quê? Não tem moral para nada! Terão que aceitar calados o que vem pela frente.
Os funcionários deixaram o PT acabar com a empresa, eles tem que dividir com o PT tudo de ruim por lá e a consequência da situação
Porque estes mesmos funcionários não se posicionaram diante dos roubos do governo anterior ? Não merece atenção esta greve. Tem/se de trabalhar é muito para aumentar a produção e a lucratividade.