Finanças

PF afirma que Dirceu e PT receberam ‘recursos espúrios’

IMG-20150813-WA0004A Polícia Federal afirmou em relatório à Justiça que a trama desvendada na Pixuleco II – 18.º capítulo da Operação Lava Jato – sobre desvios de valores a partir de contrato de consignados no Ministério do Planejamento representa ‘práticas ilícitas que propiciaram a obtenção de recursos espúrios para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores’.

A PF aponta para suposto envolvimento do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto na distribuição de propinas e crava que o dinheiro também foi usado para ‘pagamento de José Dirceu’. Ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula, Dirceu foi preso dia 3 de agosto na primeira Pixuleco por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Vaccari está preso desde 15 de abril.

O esquema descoberto na segunda etapa da Pixuleco, diz a PF, permitiu ‘sem sombra de dúvidas, a corrupção de agentes públicos’. No âmbito do Ministério do Planejamento a identificação de servidores envolvidos depende dos resultados das buscas realizadas nesta quinta-feira, 13, em dez endereços de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Brasília – incluindo quatro escritórios de advocacia, dois deles na capital paranaense.

A PF sustenta que ‘é inequívoca’ a conclusão de que o lobista Alexandre Romano, preso na Pixuleco II, precedeu outro lobista e também pagador de propinas Milton Pascowitch, que fez delação premiada e mergulhou Dirceu no esquema de propinas da Lava Jato.

Na representação à Justiça Federal, por meio da qual pede autorização para desencadear a Pixuleco II, a PF cita a empresa Consist Sotware, por meio da qual teriam saído repasses inclusive para Vaccari, Dirceu e o PT.

“É igualmente justo concluir que Alexandre Romano trabalhou, considerando que continua recebendo recursos da Consist, é possível que tenha trabalhado até recentemente com João Vaccari Neto. Desta forma, além de propiciar à Consist vantajosos contratos firmados com entidades privadas -à exceção de bancos públicos -indissociavelmente ligados a prestação de serviços que envolviam a gestão de dados de servidores públicos federais, Alexandre Romano passou a cobrar, da Consist, uma espécie de ‘taxa de manutenção dos contratos’, sem que houvesse, na verdade, qualquer prestação de serviços.”

Essa ‘taxa’, segundo a PF, passou a ser paga à Jamp Engenheiros,de Pascowitch, ‘sem prejuízo da remuneração que continuou a ser paga a Romano’. “Esta taxa, na realidade, nada mais era do que a destinação de recursos ao Partido dos Trabalhadores e outros agentes públicos ainda não identificados”, afirma o relatório da PF.

“Sob este aspecto, aliás, o deferimento da presente medida (buscas) apresenta especial relevância, sobretudo para se apurar os demais beneficiários dos recursos pagos pela Consist, pois é plausível que José Dirceu, dentre outros, também tenha recebido através das empresas vinculadas direta ou indiretamente a Alexandre Romano, assim como agentes públicos com poder decisório no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que oportunizaram a celebração do Acordo e, indiretamente, possibilitaram a celebração dos contratos da Consist com a ABBC e o SINAPP.”

Nos trechos em que cita João Vaccari Neto, a PF assinalou. “É igualmente justo concluir que Alexandre Romano trabalhou, e considerando que continua recebendo recursos da Consist, é possível que tenha trabalhado até recentemente com João Vaccari Neto.”

A PF transcreve trechos da delação premiada do lobista e pagador de propinas Milton Pascowitch, que cumpre prisão em regime domiciliar. “Conforme relato de Milton Pascowitch, Romano teria servido como um operador de João Vaccari e do Partido dos Trabalhadores junto à Consist.”

Segundo a representação da PF à Justiça Federal ‘a atuação de Romano junto à Consist foi confirmada pelo próprio diretor da empresa e demonstrada por meio das notas fiscais ideologicamente falsas apresentadas em sede policial’.

“Frise-se que o colaborador Milton Pascowitch já havia indicado Alexandre Romano como operador do PT junto à Consist, e que cabia a Romano repassar a João Vaccari valores devidos pela Consist pagos em razão de contratos que mantinham com o governo.”

Segundo o relatório da PF, no curso da Operação Lava Jato foi apurado o envolvimento da empresa Consist Software – outra razão social: SWR Informática Ltda – -”em esquema de pagamento de vantagens indevidas operacionalizado por Milton Pascowitch e seu irmão José Adolfo Pascowitch e destinadas ao Partido dos Trabalhadores por meio de João Vaccari”.

O próprio Pascowitch já havia falado da existência ‘de terceiro que o antecedeu como operador no recebimento das vantagens indevidas pagas pela Consist direcionadas a João Vaccari e, por conseguinte, ao Partido dos Trabalhadores por conta de ‘crédito’ que o PT possuía junto à Consis”

No Termo de Declarações número 19 de Pascowitch foi registrado pela PF. “Que o declarante, em determinada oportunidade, recebeu uma ligação de João Vaccari, que gostaria de falar com o declarante; Que marcaram uma conversa na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; que Vaccari então relatou ao declarante que o Partido possuía um crédito junto a uma empresa e que vinha apresentando problemas com um intermediário anterior de nome Eduardo Romano.”

A PF acredita que Vaccari indicou o telefone de um dos executivos da empresa Consist Software, o diretor jurídico Valter. “Foi realizada uma reunião entre o declarante (Pascowitch), seu irmão José Adolfo e, também Valter (jurídico da Consist), quando, a partir da atividade comercial da Jamp Engenheiros, de Adolfo e Valter, foi decidido que formalizariam um contrato com o escopo de contatos comerciais entre a Jamp e a Consist para aquisição de um software de gerenciamento de empréstimos na modalidade de crédito consignado.”

Segundo Pascowitch não houve qualquer prestação de serviços referente ao contrato. “Os valores do contrato foram ‘acertados’ entre o declarante e Valter. O contrato tinha um valor global estimado de aproximadamente R$ 12 milhões, em pagamentos mensais.

Pascowitch disse que, ‘ao que se recorda’ os valores de faturamento eram informados mensalmente por e-mail por Valter para seu irmão José Adolfo para a emissão de notas fiscais. No total foram faturados aproximadamente R$ 15 milhões referentes ao contrato, destaca a PF, amparada no relato de Pascowitch.

Desse montante eram descontados 20% a título de tributos, 15% eram retidos na Jamp Engenheiros e o restante destinado a João Vaccari.

“Os valores eram entregues pelo declarante (Pascowitch) na sede do PT em SÃO PAULO, diretamente para João Vaccari”, registrou Pascowitch em sua delação premiada. “Que os recebimentos começaram em 2011 e seguiram até outubro de 2014; que os contatos com João Vaccari eram sempre realizados por telefone, para o celular do declarante; que João Vaccari ligava para o declarante tanto do telefone fixo do Partido dos Trabalhadores quanto de seu telefone celular; Que não sabe dizer a que título se referiam os pagamentos, mas sabe que a Consist integrava um grupo de empresas e que os valores eram pagos em razão de contratos que mantinham com o governo; que tem conhecimento de que a empresa contratante Consist Software não era a empresa principal do grupo; Que não sabe dizer quais contratos a empresa mantem ou mantinha com o governo;”

A PF destaca: “Percebe-se, portanto, que Milton Pascowitch já mencionara em sua colaboração a existência de outro operador no esquema de corrupção envolvendo a Consist Software e João Vaccari, o qual teria sido substituído pelo colaborador por conta de desentendimentos com Vaccari.”

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO, QUE DEFENDE VACCARI

“A defesa repudia essa acusação de que ele fazia recolhimento de propinas. Vaccari jamais recolheu dinheiro a qualquer título. O que ele fazia, cumprindo suas obrigações enquanto tesoureiro do PT era de pedir doações para o seu partido. Todas as doações arrecadadas por Vaccari são legais, depositadas em conta bancária, com recibo e prestação de contas às autoridades competentes”.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE IMPRENSA DO EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU (CASA CIVIL/GOVERNO LULA)

A defesa de José Dirceu esclarece que o ex-ministro não tem qualquer vínculo com a empresa JD2 Consultoria e Participações – alvo de buscas na Pixuleco II – como erroneamente foi divulgado pela mídia na manhã desta quinta-feira, 13.. O advogado Roberto Podval também afirma que José Dirceu não conhece nem nunca teve qualquer relação com Alexandre Romano, preso na 18ª fase da Operação Lava Jato.

Fausto Macedo, Estadão

Opinião dos leitores

  1. Mais alguém notou que o PT não se diz inocente, mas que outros fizeram o mesmo?
    Como se isso significasse sua inocência.
    Espanta é saber que tem imbecil útil que jura que tudo é mentira. Tal qual o corno que avisado que a mulher está com outro, ao chegar em casa e constatar tudo, retorna e avisa que não é outro não, é o mesmo.

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O SILÊNCIO DE ADÉLIO BISPO: Autor da facada em Bolsonaro se recusa a responder perguntas durante avaliação de saúde mental

Fotos: Divulgação/2° BPM e Reprodução

O silêncio marcou a nova avaliação de saúde mental de Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a visita de uma equipe multiprofissional à Penitenciária Federal de Campo Grande, em 11 de junho, ele se recusou a responder às perguntas e permaneceu calado.

Segundo apurou a coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles, Adélio até aceitou receber os profissionais, mas apresentou agitação durante o atendimento e mesmo sem responder aos questionamentos, a equipe registrou observações sobre seu estado de saúde.

Uma psicóloga apontou psicose afetiva. Um enfermeiro e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas. A assistente social também registrou esquizofrenia e relatou um comportamento diferente do observado em avaliações anteriores.

Adélio já tem diagnóstico de esquizofrenia paranoide e precisa passar por uma atualização da avaliação biopsicossocial, usada para definir necessidades de tratamento e atualizar seu Projeto Terapêutico Singular.

Considerado inimputável pela Justiça, ele cumpre medida de segurança, e não pena de prisão. Hoje, não existe previsão para que ele seja colocado em liberdade.

Uma avaliação realizada no início deste ano já havia apontado grave comprometimento do contato com a realidade, com alucinações frequentes e prejuízo funcional significativo. O laudo também registrou que Adélio não reconhece estar doente nem compreende a necessidade de tratamento.

Com informações de Metrópoles

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[VÍDEO] Paisagens, cultura e tradições do Seridó potiguar viram atração nacional no Globo Repórter

O Seridó potiguar foi destaque no Globo Repórter exibido na noite desta sexta-feira (21), pela TV Globo, em uma reportagem que apresentou ao Brasil as paisagens, a cultura e a história da região.

A programa apresentado pelos jornalistas William Bonner e Sandra Annenberg percorreu diferentes pontos do Geoparque Seridó, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2022. O território reúne aproximadamente 2,8 mil km² e seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas.

A reportagem mostrou formações rochosas, serras, cânions, vales e outros atrativos naturais e culturais que fazem parte dos 21 geossítios do geoparque, além de manifestações e tradições culinárias e musicas do Seridó potiguar. O programa completo pode ser visto aqui.

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PF encontra mensagem em que lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia “prosseguir com liberação da obra dele”

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal encontrou mensagens no celular da lobista Roberta Luchsinger afirmando que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, marcou uma reunião do governador do Maranhão, Carlos Brandão, no Palácio do Planalto. Segundo ela, Lula havia dito que iria “prosseguir com aquela liberação da obra dele” no Estado.

A mensagem foi enviada a Lulinha em 22 de maio de 2024. Roberta disse que Brandão seria recebido pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e que ela havia avisado o governador de que Lulinha conseguira a agenda. A reunião ocorreu naquele dia, segundo registros oficiais.

Um mês depois, em 21 de junho, Lula esteve em São Luís e anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em obras para o Maranhão pelo Novo PAC. Entre os projetos estavam a renovação da concessão do Porto do Itaqui, um novo berço do terminal e um corredor de transporte na Avenida Litorânea.

Segundo a PF, Roberta intermediou contratos de R$ 5,8 milhões entre a empresa 3Structure, de Cléber Ribas, e o governo maranhense em 2024. Ela recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões de Ribas entre março de 2024 e dezembro de 2025 por serviços de assessoria.

A investigação também identificou que Roberta recebeu R$ 4,4 milhões da HSLZ Ltda., empresa contratada pelo governo do Maranhão para administrar o Hospital dos Servidores Públicos do Estado.

A PF aponta ainda que Roberta mantinha contatos com autoridades estaduais e federais. Ela e Lulinha também tinham relação pessoal com o deputado federal Fábio Macedo (Podemos-MA) e sua mulher, Lorena Macedo, então subsecretária de Representação Institucional do Maranhão.

Carlos Brandão negou relação com Roberta e afirmou que sua agenda “não depende da articulação de terceiros”. A defesa de Ribas disse que a contratação da lobista ocorreu para serviços lícitos de assessoria. O Palácio do Planalto não se manifestou, e a defesa de Lulinha criticou os vazamentos da investigação.

Da esq. para a dir.: Cleber Ribas, da 3Structure; Lorena Macedo, subsecretária do MA; Fábio Macedo, deputado federal e marido de Lorena; Roberta Luchsinger, lobista; Lulinha, filho do presidente Foto: Reprodução

Uma foto obtida pelo Estadão mostra um momento de descontração, no município de Barreirinhas (MA), porta de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos principais destinos turísticos do Brasil.

Na imagem aparecem o deputado Fabio, Roberta, Lulinha e Cleber Ribas. Todos estão acompanhados por seus respectivos cônjuges.

Com informações de Estadão

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Onda 22 mobiliza o Alto Oeste: Álvaro Dias faz carreata, participa de comício e prestigia lançamento de Juninho Saia Rodada em Caraúbas

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu uma extensa agenda no Alto Oeste potiguar nesta sexta-feira, com passagens por Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e Caraúbas, onde prestigiou o lançamento da candidatura de Juninho Saia Rodada a deputado federal. Ao lado do candidato a vice-governador, Babá Pereira, Álvaro participou de encontros com lideranças, de uma grande carreata e de um comício que reuniu a população da região.

Em Rodolfo Fernandes, Álvaro foi recebido pela prefeita Claudinha Cavalcante, pela vice-prefeita Soraih e pelos vereadores Stefanye Cavalcante, Renato Júnior, Meyre Bezerra e Miliano Barbosa. A agenda contou com uma grande carreata pelas ruas do município, que reuniu suplentes, eleitores, apoiadores e amigos em uma tarde marcada pela participação popular e pela recepção ao candidato.

Durante a agenda, Álvaro agradeceu a acolhida e reafirmou seu compromisso com Rodolfo Fernandes, destacando a parceria com a prefeita Claudinha Cavalcante. “Contem comigo, população de Rodolfo Fernandes. Junto com a prefeita Claudinha, vamos juntos mudar o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Em São Francisco do Oeste, Álvaro participou de um comício e foi recebido pela prefeita Gisely Porfírio, pelo ex-prefeito Lusimar Porfírio, pelo vice-prefeito Cícero Gomes e pelos vereadores Júnior Alexandre, presidente da Câmara Municipal, Joelma Mathias, Geniosmo Pinheiro, Pretinha e Herico Soares. O encontro também contou com a presença do deputado estadual Dr. Kerginaldo.

A agenda teve como encerramento um grande evento em Caraúbas, onde Álvaro Dias e Babá Pereira prestigiaram o lançamento da candidatura de Juninho Saia Rodada a deputado federal. Uma passeata pelas ruas do município antecedeu o grande comício, reunindo lideranças políticas, apoiadores e eleitores em uma noite de mobilização.

O lançamento de Juninho encerrou a agenda pelo Alto Oeste, que passou por Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e Caraúbas e reforçou a presença da Onda 22 na região. Ao lado de Babá Pereira, Álvaro segue percorrendo o interior e ampliando o diálogo com lideranças e a população, levando a mensagem: “Pra mudar o que taí”.

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[VÍDEO] “Não tenho dúvida que isso terminará na prisão de Lulinha e no indiciamento de Lula”, diz vice de Flávio sobre escândalo das fraudes no INSS

Vídeo: Revista Veja/VEJA em Foco/YouTube

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (21) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será preso e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será indiciado pelas fraudes no INSS.

Em entrevista ao programa VEJA em Foco, Gaspar, que foi relator da CPMI do INSS, declarou: “Não tenho dúvida, por esses anos de experiência, que isso terminará na prisão de Lulinha e no indiciamento de Lula”. Segundo ele, “Lula sabia o que estava acontecendo. A cúpula do INSS toda do governo Lula está presa.”

Segundo o deputado, Lulinha teria integrado um esquema com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a lobista Roberta Luchsinger. “Lulinha se associou em organização criminosa com o Careca do INSS e a Roberta Luchsinger e participaram recebendo vantagens indevidas de Careca do INSS com dinheiro dos aposentados e pensionistas”, afirmou.

Gaspar também acusou o presidente de ter conhecimento do esquema: “Não venha Lula dizer que não sabia desses escândalos de corrupção de seu governo, está dentro do gabinete da Presidência”, e citou casos como o do Mensalão e o Petrolão.

Com informações de Veja

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PESQUISA DATAFOLHA: 41% avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo; 33% consideram bom ou ótimo

Avaliação do governo Lula — Foto: Arte/g1

Imagem: Reprodução/g1

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha questionou aos eleitores como eles avaliam o trabalho do presidente Lula neste terceiro mandato. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21) são do primeiro levantamento feito pelo instituto após o início oficial da campanha.

41% dos entrevistados avaliam o trabalho de Lula como ruim ou péssimo. Para 33%, o trabalho é considerado bom ou ótimo. Outros 25% classificam como regular. Já 1% não soube responder.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

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PESQUISA DATAFOLHA: 50% desaprovam o governo Lula, enquanto 47% aprovam

Aprovação do governo Lula — Foto: Arte/g1Imagem: Reprodução/g1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra como o eleitorado brasileiro avalia o terceiro mandato Lula (PT) na Presidência da Repúbica. Foi o primeiro levantamento realizado pelo instituto após o início da campanha.

50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 47% aprovam. Outros 3% não souberam responder.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

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[OPINIÃO] MÁRIO SABINO: Caso Lulinha pode impedir reeleição de Lula

Foto: Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles

O colunista Mário Sabino, do portal Metrópoles, comentou nesta sexta-feira (21), que as investigações que apuram o envolvimento de Lulinha com o tráfico de influência e corrupção podem impedir a reeleição do seu pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Lulinha pode derrotar Lula, e as instituições que não param de funcionar se movimentam para tentar conter a sangria. O desespero é evidente”, comentou o colunista.

Segundo a coluna, depois do corpo mole e das manobras processuais da PF nas investigações sobre o suposto tráfico de influência do filho do presidente, André Mendonça agora tem de enfrentar a presteza da PGR, que quer tirar Lulinha da alçada do ministro e mandar o seu caso para a primeira instância, alegando que ele não tem foro privilegiado.

Mário Sabino questiona o por qual motivo Paulo Gonet não fez o mesmo com os condenados de 8 de janeiro, que segundo ele seriam todos cidadãos bem mais comuns do que o filho do presidente.

“Porque a letra da lei, no Brasil, tornou-se instrumento de ocasião, assim como a jurisprudência do STF. A razão jurídica depende de quem julga e de quem é julgado”, lamentou Mário.

O blogueiro questiona ainda se a PGR pediria para mandar Lulinha para a primeira instância, se o relator do caso do INSS fosse Alexandre de Moraes, Flávio Dino ou Gilmar Mendes.

De acordo com o colunista, Lulinha virou problema urgentíssimo para Lula, porque os vazamentos para a imprensa se avolumaram e apontam, na razão inversa à presunção de inocência, que o rapaz está mais enredado do que se pensava com o bando que roubou de aposentados e pensionistas e que, sabe-se agora, enxergava o governo do chefão petista como mina de ouro em outros negócios para o bem da humanidade.

Com informações da Coluna de Mário Sabino do Metrópoles

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PF aponta Lulinha como destinatário de pagamentos de empresário interessado em contratos do governo


Greg Salibian / Folha Press

A Polícia Federal identificou mensagens e movimentações financeiras que apontam Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, como possível beneficiário de pagamentos e despesas bancadas por um empresário interessado em negócios com o governo federal.

De acordo com o relatório da PF divulgado pelo Estadão, o empresário Cléber Ribas de Oliveira teria pago ao menos R$ 2,5 milhões à lobista Roberta Luchsinger, que atuava na intermediação de interesses empresariais junto a órgãos públicos, incluindo a Dataprev.

Mensagens apreendidas pelos investigadores citam pagamentos destinados a “Fábio”, além de despesas como passagens aéreas. Em outro diálogo, Lulinha teria pedido à lobista: “Emite a NF pro Cleber”, segundo o relatório.

A PF também aponta que Lulinha participava de reuniões relacionadas aos interesses empresariais de Cléber e que Roberta aparentava ter autorização para agir em seu nome. O relatório recomenda o aprofundamento das investigações para esclarecer o papel de Lulinha e eventual vantagem obtida.

Com informações do Estadão

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Senador aciona PF e PGR para rastrear paradeiro de Lulinha e avalia acionar a Interpol


Reprodução / Redes sociais

O senador Carlos Viana (PSD-MG) informou nesta sexta-feira (21) que acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de solicitar o apoio da Interpol para localizar o paradeiro de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida busca assegurar que ele possa prestar esclarecimentos sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência na gestão petista.

Viana, que presidiu a CPMI do INSS, também articula no Congresso Nacional a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito — a CPMI do Lulinha — para apurar supostas ligações do empresário com lobistas e investigados em esquemas de desvios direcionados a aposentados e pensionistas.

“Acabo de acionar a PF e a PGR para saber oficialmente onde está Lulinha e se ele está à disposição das investigações. Se estiver no exterior e houver necessidade, pedi que sejam avaliados todos os mecanismos de cooperação internacional cabíveis, inclusive os canais da INTERPOL. Quero uma resposta simples: Se a PF precisar ouvi-lo amanhã, sabe onde encontrá-lo?”, destacou Viana por meio de suas redes sociais.

Mais cedo, o parlamentar protocolou um requerimento direcionado à Presidência da República para requisitar documentos, registros de reuniões, acessos, contatos e dados sobre a suposta oferta de cargo à lobista e amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger, citada em mensagens apreendidas durante as apurações.

“Não estamos investigando um sobrenome. Estamos tentando descobrir se relações pessoais e acesso ao centro do poder foram utilizados para abrir portas do governo a interesses privados. […] A investigação precisa ir até o fim”, justificou o senador, que disputa a reeleição por Minas Gerais.

Como parte dos desdobramentos jurídicos, Viana também solicitou nesta quinta-feira (20) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a preservação e o rastreamento de elementos probatórios vinculados a Lulinha, abrangendo mensagens, transações financeiras, eventuais contas no exterior e registros de contatos com órgãos e autoridades públicas.

Em contrapartida, desde a deflagração da CPMI do INSS, a defesa de Lulinha classifica as acusações como infundadas e motivadas por interesses político-eleitorais. O advogado Marco Aurélio Carvalho cobrou o encerramento do inquérito policial que apura a suposta proximidade entre seu cliente e o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema bilionário de fraudes contra segurados. A defesa já formalizou pedidos de arquivamento, sustentando a ausência de indícios consistentes que justifiquem a continuidade das investigações contra o filho do presidente.

Com informações do Diário do Poder

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