Judiciário

PF vê indícios de que advogado desacatou Lewandowski no avião

Polícia Federal acredita que “há indícios do cometimento de crime de desacato” pelo advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, que, em um voo que ia de São Paulo para Brasília no último dia 4 de dezembro, disse ao ministro Ricardo Lewandowski ter vergonha do Supremo Tribunal Federal e vergonha de ser brasileiro por causa da Corte.

O delegado da Polícia Federal Elias Milhomens de Araújo determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a discussão no episódio do avião três dias depois do episódio, no dia 7 de dezembro. Na portaria que autorizou a abertura da investigação o delegado destacou a necessidade de “apurar possível ocorrência do tipo previsto no art. 331 do Código Penal Brasileiro (desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela)”. A lei prevê detenção de seis meses a dois anos ou multa.

Parecer assinado pela delegada Juliana Rossi Sancovich, chefe do Núcleo de Correições da Corregedoria Regional da Polícia Federal do DF, destaca que as oitivas e os vídeos do episódio “revelam conduta particular que, em tese, é capaz de menoscabar o prestígio da função exercida pelo órgão máximo do Poder Judiciário o que, salvo melhor juízo, se adequa o tipo previsto no art 331 do Código Penal”.

No documento, a delegada lembra que o crime de desacato corresponde à conduta capaz de ofender um funcionário público, não apenas no exercício da sua função, mas também em razão dela. Ela ressalta, no entanto, não ser incabível “aferição de juízo de culpabilidade” na primeira fase da persecução penal, mas defende a instauração de inquérito policial para a plena apuração do episódio.

O delegado Rodrigo da Silva Bittencourt, corregedor regional da PF, concordou com a avaliação da chefe do Núcleo de Correições e entendeu que há indícios da ocorrência do crime de desacato por considerar que Caiado tentou com sua conduta desrespeitar, desprestigiar o Supremo, na pessoa do ministro Ricardo Lewandowski.

Em depoimento ao delegado responsável pelo caso em 12 de dezembro, oito dias depois do episódio, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que o advogado o chamou pelo nome “de maneira exaltada, com o celular em punho, e passou a bradar insultos à Suprema Corte do Brasil”.

Segundo Lewandowski, “diante do elevado estado de exaltação do passageiro que bradava os insultos, preocupado com a segurança do voo e a tranquilidade dos demais passageiros” o ministro “solicitou à tripulação que acionasse a Polícia Federal do Aeroporto de Congonhas”.

O ministro disse “que até a chegada da Polícia Federal na aeronave o passageiro continuou agindo de maneira exaltada”. Lewandowski contou ainda que “durante o taxiamento, antes da parada completa, ele (Caiado) se ergueu na aeroonave e passou a bradar os mesmos insultos direcionados à Corte e à pessoa do declarante (ministro)”. O ato, de acordo com Lewandowski, “ocasionou um tumulto na aeronave, com manifestações favoráveis e contrárias à atitude dele.”

Em despacho desta quinta-feira, 27, o delegado Elias Milhomens de Araújo determinou que seja autuado o extrato de passageiros encaminhado pela Gol, os termos de declaração dos passageiros e que seja encartada a mídia contendo o vídeo fornecido pelo deputado Floriano Pesaro. O delegado informa que está pendente a resposta da Gol quanto à indicação dos tripulantes do voo. No despacho, o delegado juntou ainda cópia do ofício encaminhado pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli à Procuradoria-Geral da República.

Além de colher os depoimentos do advogado e do ministro, a Polícia Federal ouviu o agente que atendeu ao pedido do ministro ainda em SP, uma passageira que disse ter aplaudido o Cristiano e que o acompanhou na viatura até a Superintendência Regional do Distrito Federal, o deputado federal Floriano Pesaro (PSDB-SP), um servidor público federal, uma outra passageira e o então presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira.

Claret, que renunciou ao cargo há duas semanas, estava sentado na mesma fileira em que estavam o ministro e o advogado. De acordo com ele, Caiado “falava em voz alta, e tom agressivo, sendo possível ouvir além da primeira fileira”. O ex-presidente da Infraero disse ainda que “ficou preocupado com a passageira que se encontrava entre ele e o passageiro (Caiado) que se manifestava, pois ela ficou acoada”. Claret completou dizendo que “chegou a pedir calma a ele em tom de voz baixo”.

O caso

Após ouvir de Caiado que o Supremo é uma ‘vergonha’, o ministro Ricardo Lewandowski questionou se ele queria ser preso e pediu aos comissários da aeronave que partia de São Paulo com destino a Brasília que chamassem agentes da Polícia Federal. Ainda em São Paulo, Caiado gravou um vídeo em que diz ao ministro que tem vergonha da Corte e vergonha de ser brasileiro por causa do STF.

O episódio ocorreu no voo G3 1446, da Gol, que deixou o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h45, e aterrissou no Aeroporto Internacional de Brasília às 12h50, com 20 minutos de atraso.

No vídeo, o advogado diz: ‘Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês’. O ministro responde: ‘Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor’. Em seguida, o ministro diz que o advogado terá de explicar para a Polícia Federal o que falou a ele.

Acioli foi conduzido à Superintendência Regional do Distrito Federal, onde prestou depoimento, tendo sido liberado em seguida. Antes de esclarecer os fatos à autoridade policial, o advogado ficou retido por aproximadamente uma hora na aeronave que o levava a Brasília sendo acompanhado de perto por um agente da Polícia Federal. Em conversa telefônica com o Estado ainda dentro do avião, o advogado perguntou ao agente que o acompanhava o motivo de estar sendo mantido dentro dele. “Ele disse que eu não posso saber por que estou sendo retido”, disse à reportagem.

“Sou pessoa que tem retidão na vida, procuro não fazer mal aos outros, sou uma pessoa patriota, serena, amo o Direito e o País e acho que todo o cidadão tem direito de se expressar e sentir vergonha ou não pelo Supremo Tribunal Federal. Eu disse o que penso. A gente não vive ainda ditadura neste país. Acho que todas as pessoas têm direito de se expressar de forma respeitosa”, disse por telefone à reportagem, ainda no avião.

“(Ainda em São Paulo) A Polícia Federal chegou e perguntou se eu iria causar problemas. Eu falei que eu tenho direito de criticar o Supremo. Eu fiz respeitavelmente, é direito constitucional meu, não causei tumulto nem nenhum tipo de crime. Fiz minha parte que era me manifestar de forma respeitosa. Tiraram cópia do documento de identificação e liberaram o avião. Quando pousamos, fiz desagravo particular meu porque estou muito abalado emocionalmente”, contou.

Por meio de nota, o gabinete de Lewandowski informou que o ministro, ao ‘presenciar um ato de injúria’ à Corte, ‘sentiu-se no dever funcional de proteger a instituição a que pertence, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei’.

COM A PALAVRA, CRISTIANO CAIADO DE ACIOLI

“Eu estou sendo perseguido como inimigo do Estado tão somente porque fui digno de expor uma crítica, que acredito justa, feita de forma educada, tudo foi registrado, imagina se não fosse. Eu jamais ofenderia o Ministro Ricardo Lewandowski, a lei maior me assegura a liberdade de expressão , enquanto direito fundamental, o Estado jamais pode ser usado para exercer a censura disso. A própria Constituição veda toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Eu me dirigi respeitosamente, em tom baixo, sem me levantar, com deferência ao cargo do Ministro. Porque eu me dirijo assim independente do cargo e sim pelo próprio respeito às pessoas. Eu trato os lixeiros que passam na minha casa com o mesmo respeito que trato um Ministro. Respeito e acato a gente deve a todos, independentemente de status social e poder que a pessoa detém.

A liberdade de criticar os agentes políticos é um meio essencial de controle da própria democracia. Esse inquérito é estarrecedor, as gravações mostram de maneira inequívoca o perigo que toda a sociedade brasileira está correndo. Cabe frisar inicialmente que o Ministro em nota oficial do gabinete alegou que eu havia cometido crime de injúria contra o STF, agora já estão me acusando do cometimento de desacato? Como desacato se nem a serviço o ilustre ministro estava?

Acho que o assunto merece reflexão profunda de toda a sociedade e toda a imprensa livre, pois isso me parece puro uso da máquina do Estado para reprimir uma manifestação. Não interessa a vertente política, direita ou esquerda, todos tem o direito e o dever de expor os seus sentimentos.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Um ministro vagabundo, pilantra, não cabe nenhum adjetivo para classificar esse imundo, merecia uma cuspida na cara!!!

  2. Não passa de politicagem. Até na PF isso? Tá tudo filmado. Os 2 discursos. Agora vão abrir precedente pra sempre que um servidor federal for insultado com um "esse órgão e uma vergonha" ou "vocês não fazem nada, no sentido de não trabalhar" estarem diante de um caso de desacato e abrir um inquérito. Por fim, o próprio judiciário vinha entendendo que desacato era um crime em desuso (há decisões do STJ nesse sentido) , agora entenda….

  3. Mais UM.BABACA DA CORTE TENDO A PROTEÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL….ENQUANTO OUTROS COMUNS DO JESUS NA CAUSA….VERGONHA….O ADVOGADO ESTÁ CORRETISSIMO

    1. Verdade, Luladrão foi o primeiro a ter proteção da PF, o certo era desaloja-lo da sede de Curitiba e joga-lo direto na papuda.

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Política

SEM RUMO: Osmar Terra diz que Lula “não tem horizonte nenhum”

Foto: Reprodução

O deputado federal Osmar Terra (PL-RS) afirmou que o presidente Lula (PT) está “sem rumo” e disse que o governo não tem um projeto claro para apresentar ao país.

Na avaliação do parlamentar, o governo petista enfrenta dificuldades por não conseguir apontar uma direção para o futuro.

“O problema do Lula é que ele não tem horizonte para mostrar, já que ele não tem horizonte nenhum”, declarou Osmar Terra.

A declaração foi feita em meio às críticas da oposição à condução do governo federal e reforça o discurso de parlamentares contrários à gestão do presidente Lula, conforme o Diário do Poder.

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Economia

Ministro chama Milei de “palhaço”, mas números da economia argentina mostram recuperação, aponta colunista

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de “palhaço”. A declaração reacendeu o debate sobre a economia do país vizinho e os resultados do governo argentino, conforme o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os indicadores mais recentes mostram que a Argentina saiu de uma forte recessão e de uma inflação anual de 211% registrada em 2023. Em 2025, a economia argentina cresceu 4,4%.

Para 2026, as projeções apontam crescimento entre 3% e 3,5%, segundo estimativas de mercado citadas na publicação.

A comparação entre a declaração do ministro brasileiro e os números da economia argentina ganhou repercussão nas redes sociais, onde apoiadores e críticos de Milei passaram a usar os dados para defender posições opostas.

Durigan fez a crítica ao presidente argentino, mas os indicadores econômicos divulgados recentemente mantiveram Milei no centro do debate sobre os rumos da economia do país vizinho.

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Política

Governo Lula pode gastar até R$ 840 milhões com publicidade em 2026

Foto: Divulgação/PR

O governo do presidente Lula poderá gastar até R$ 840 milhões com publicidade institucional em 2026, ano eleitoral, segundo informações publicadas pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A publicação afirma que, entre janeiro e junho, já foram desembolsados R$ 255,3 milhões, restando R$ 584,7 milhões previstos até outubro.

De acordo com a coluna, o volume de recursos supera o recorde registrado em 2009 e é mais de três vezes maior que o gasto com publicidade do governo Jair Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.

O colunista também afirma que a estratégia amplia a divulgação das ações do governo federal com recursos públicos e sustenta que a fiscalização da Justiça Eleitoral sobre esses gastos seria insuficiente.

Ainda segundo a publicação, o aumento das despesas com publicidade cria uma relação de dependência financeira de veículos de comunicação em relação às verbas oficiais, o que, na avaliação do colunista, pode influenciar a cobertura jornalística durante o período eleitoral.

 

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Brasil

PF investiga 753 casos de crimes eleitorais antes das eleições

Foto: TRE-AC

Faltando menos de três meses para as eleições de 2026, a Polícia Federal informou que investiga 753 casos de crimes eleitorais registrados entre janeiro e julho deste ano. As apurações envolvem, principalmente, suspeitas de caixa dois, compra de votos, falsidade ideológica e inscrição fraudulenta de eleitores.

Os inquéritos representam uma média de quase quatro novos casos por dia. Nesta fase, a PF reúne provas para decidir se os investigados serão indiciados ou se os procedimentos serão arquivados. Entre os registros, há dois Termos Circunstanciados, destinados a infrações de menor potencial ofensivo, e oito ocorrências de flagrante.

Ceará e Rio de Janeiro concentram o maior número de investigações, com 81 casos cada, seguidos pelo Maranhão, com 79. Na outra ponta estão Acre, sem registros, Distrito Federal, com dois casos, e Roraima, com seis.

Apesar de os inquéritos estarem sob sigilo, decisões da Justiça Eleitoral ajudam a ilustrar esse tipo de investigação. Em maio, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a cassação do diploma do suplente de deputado federal Heitor Freire por irregularidades no uso de recursos públicos da campanha de 2022. Segundo o Ministério Público Federal, ele não comprovou a destinação de cerca de R$ 618 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Outro caso envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, condenado por abuso de poder político e econômico, uso irregular de recursos públicos e criação de programas sociais com finalidade eleitoral nas eleições de 2022. A defesa nega as acusações e afirma que não houve irregularidades durante o período eleitoral.

Os dados também refletem a fiscalização em anos de eleição. No primeiro turno de 2022, o Ministério da Justiça registrou mais de 1.100 ocorrências de crimes eleitorais, com 205 prisões e apreensão de cerca de R$ 1,6 milhão em dinheiro. As infrações mais comuns foram boca de urna, compra de votos, violação do sigilo do voto e transporte irregular de eleitores.

Levantamento do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral mostra ainda que 22% dos brasileiros afirmam já ter recebido ofertas de dinheiro, pagamento de contas, consultas médicas ou outros benefícios em troca do voto.

Metrópoles

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Brasil

Suplente de senador ganha R$ 46,3 mil? Entenda como é escolhido e quando assume

Foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado

Ao confirmar o número do candidato ao Senado na urna eletrônica, o eleitor aprova a chapa completa. Junto com o titular, o registro inclui dois suplentes que ganham o direito de ocupar a vaga, tomar decisões pelo estado e receber o salário integral de R$ 46.366,19 mensais (proporcional aos dias trabalhados). Como o mandato de senador dura oito anos, o dobro do tempo de deputados, governadores e do presidente , a possibilidade de um substituto assumir o cargo ao longo do período é frequente no cenário político brasileiro.

O suplente de senador não recebe salário fixo enquanto estiver inativo, mas ganha o subsídio integral de senador proporcional aos dias em que assume efetivamente o mandato. Quando convocado para substituir o titular, o valor bruto mensal é de R$ 46.366,19.

A estrutura foi desenhada pela legislação eleitoral para garantir que nenhuma das 27 unidades da Federação perca representatividade. Como o Congresso reúne 81 senadores, três para cada estado e para o Distrito Federal, a ausência de um parlamentar sem substituto direto deixaria a região em desvantagem nas votações do Congresso Nacional.

O papel do suplente antes da convocação

Enquanto o titular permanece no exercício do cargo, o suplente não integra a folha de pagamento do Senado e não tem direito a gabinete, assessores ou cota parlamentar. Ele também não participa de debates nem vota matérias na Casa. Para todos os efeitos jurídicos e administrativos, atua apenas como um cidadão cadastrado na Justiça Eleitoral para eventual substituição.

A convocação oficial só acontece quando o titular precisa se afastar. A legislação estabelece uma ordem de prioridade: o primeiro suplente é chamado primeiro. O segundo nome da chapa só assume se o primeiro estiver impedido ou recusar a posse.

As situações que geram a troca de senador

Afastamento temporário: ocorre quando o senador se licencia por período superior a 120 dias para tratamento de saúde, governar secretarias e ministérios no Poder Executivo ou tratar de interesses particulares.

Afastamento definitivo: acontece em situações de morte, renúncia, cassação do mandato pela Justiça Eleitoral ou quando o titular se elege para outro cargo Executivo, como prefeito, governador ou presidente da República.

Como exemplo, a vaga do Maranhão (MA) eleita em 2022 passou por esse processo. O titular Flávio Dino (PSB-MA) deixou o Senado para assumir o Ministério da Justiça e, depois, renunciou ao mandato ao ser aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, a primeira suplente, Ana Paula Lobato (PSB-MA), tomou posse e exercerá o mandato de senadora até 2031.

Poderes e salários durante o mandato

Assim que toma posse, o suplente passa a ter exatamente os mesmos direitos, deveres e prerrogativas de um senador eleito diretamente pelo voto popular. Não há qualquer limitação regimental sobre a sua atuação.

Durante o período em que estiver na vaga, além do salário de R$ 46,3 mil, o suplente comanda o gabinete, indica assessores, apresenta projetos de lei, discursa e vota em comissões ou no plenário, inclusive em propostas de emenda à Constituição.

Regras de escolha nas convenções partidárias

A definição dos dois suplentes ocorre antes do período de campanha, durante as convenções em que os partidos e coligações formalizam suas chapas. Os nomes são enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no momento do registro da candidatura.

Na urna eletrônica, não existe digitação de número específico para os substitutos. A foto e os dados dos suplentes aparecem na tela de confirmação no momento em que o eleitor digita o número do titular. O encerramento do mandato ou da substituição não impede os suplentes de disputarem pleitos futuros como titulares ou em novas composições.

Como checar a chapa do seu candidato

O eleitor pode consultar a composição completa das candidaturas ao Senado antes de votar. A verificação é feita na plataforma DivulgaCandContas, mantida pelo TSE.

Ao buscar o nome ou o número do candidato a senador titular do seu estado, o sistema exibe a ficha cadastral completa, acompanhada das fotos e dos dados do primeiro e do segundo suplente registrados na chapa.

Correio 24h

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Política

Aliados de Zema admitem que Joaquim Barbosa não deve ser vice

Foto: Divulgação/STF

Após a convenção que oficializou sua candidatura à Presidência da República, interlocutores de Romeu Zema (Novo) admitiam, nos bastidores, ser altamente improvável que o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC) seja o vice na chapa do ex-governador de Minas Gerais.

Embora reconheçam que as conversas existem, eles afirmam que a tendência dentro do Novo é formar uma “chapa pura”, com um nome da própria legenda para a Vice-Presidência.

Barbosa, que chegou a ser cotado pelo DC para disputar o Palácio do Planalto, “agrega pouco”, na avaliação de lideranças do Novo. Além disso, há resistência dentro do partido à ideia de buscar um nome de fora para compor a chapa.

A prioridade, explicam, é escolher um vice que ajude a unificar o partido em torno de Zema e que esteja disposto, por exemplo, a abrir mão de uma candidatura ao Legislativo para integrar a campanha presidencial.

Nesta segunda-feira (27/7), o Novo realizou sua convenção nacional, na qual Zema foi oficializado como candidato à Presidência da República. A definição do vice foi um dos principais temas discutidos durante o evento.

Ao falar com jornalistas, Zema admitiu que gostaria de ter Joaquim Barbosa como vice, mas ressaltou que a decisão ainda depende das conversas internas no próprio Novo.

Metrópoles

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Política

TSE manda Lula explicar, em 48h, propaganda em redes do governo

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Federação Brasil da Esperança e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentem, no prazo de 48 horas, explicações sobre o uso de perfis oficiais do governo para divulgar ações da administração federal no período de restrições eleitorais.

A decisão, assinada na última quinta-feira (23), foi tomada no âmbito de uma ação ajuizada pelo Partido Liberal (PL), que aponta que o governo teria utilizado canais institucionais para promover programas e realizações da gestão em meio ao período vedado pela legislação eleitoral.

Segundo o partido, cerca de mil publicações feitas nos perfis oficiais do Canal Gov, no Instagram e no X divulgam programas, obras e ações do governo, o que caracterizaria publicidade institucional proibida nos três meses que antecedem as eleições. Além de solicitar as manifestações de Lula, da federação e de Sidônio, Nunes Marques determinou que o Facebook e o X preservem as postagens questionadas.

Na decisão, o ministro afirmou que, em uma análise preliminar, diversas publicações “ostentam, em tese, conteúdo compatível com publicidade institucional voltada à divulgação de programas, ações, obras e realizações governamentais”, o que demonstra, em princípio, a plausibilidade jurídica da ação apresentada pelo PL.

Apesar disso, o presidente do TSE não acolheu, por enquanto, o pedido do partido para suspender as páginas oficiais do governo ou impedir novas publicações. Segundo ele, o elevado número de conteúdos questionados exige um exame mais aprofundado antes da adoção de uma medida mais ampla.

A Lei das Eleições proíbe a veiculação de publicidade institucional por agentes públicos nos três meses que antecedem o pleito, salvo exceções previstas em lei, com o objetivo de preservar a igualdade de condições entre os candidatos e evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral.

Pleno News

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Brasil

POLÊMICA: Deputado diz que Xuxa irá “traumatizar mais crianças” com show

Foto: Reprodução/Instagram

O deputado estadual Thiago Gagliasso (PL-RJ) criticou uma das apresentações da turnê O Último Voo da Nave, de Xuxa Meneghel, realizada neste fim de semana em São Paulo.

Nas redes sociais, o parlamentar compartilhou um vídeo do espetáculo e questionou o conteúdo da performance. “Perguntar não ofende: o show é pra maiores de 18 anos ou tá liberado a Xuxa traumatizar mais crianças?”, escreveu na legenda da publicação.

Nas imagens, Xuxa aparece executando uma das coreografias da turnê. A postagem repercutiu entre internautas, que concordaram com a crítica feita por Gagliasso.

“Os menores de 18 anos hoje em dia nem sabem quem é a Xuxa. Esse show é pra millennials com síndrome de Peter Pan”, comentou um usuário. “Lamentável o que está acontecendo hoje em dia. Não é mais como antigamente, estão acabando com a inocência das crianças”, escreveu outro.

Além da coreografia, Xuxa também foi alvo de críticas nas redes sociais pelas roupas escolhidas para as apresentações da turnê. A artista subiu ao palco usando bodys nas cores prata e dourado.

Os figurinos, no entanto, dividiram opiniões. Enquanto parte do público elogiou a produção, outros consideraram as peças “inadequadas” e criticaram a escolha da cantora.

“A necessidade de aceitação da Xuxa é tão grande que, mesmo aos 63 anos, ela se submete a essa exposição tão vulgar e desnecessária. Patética!”, escreveu um internauta. “Look horrendo, dança horrenda e bumbum horrendo!”, criticou mais uma pessoa.

Por outro lado, a apresentação também recebeu elogios dos fãs, que destacaram tanto o espetáculo quanto a boa forma da artista. “Foi lindo demais”, escreveu um internauta. “Foi perfeito, melhor ‘xou’ do mundo”, comentou outro. “Eu estava lá. Me emocionei muito e vou estar de novo no próximo”, afirmou uma terceira pessoa.

Metrópoles

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Política

Michelle Bolsonaro deve ficar fora das principais decisões da campanha de Flávio, dizem aliados

Foto: Reprodução

Aliados avaliam que, mesmo após a reconciliação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela pode não participar das principais decisões da campanha de Flávio à Presidência da República. A apuração é do Metrópoles.

De acordo com os aliados, Michelle poderá colaborar com a candidatura por meio da gravação de vídeos e da mobilização de apoiadores para pedir votos a Flávio.

Leia também: VÍDEO: Michelle Bolsonaro aceita pedido de desculpas de Flávio e anuncia reconciliação

Pessoas próximas afirmam que a ex-primeira-dama mantém o foco nos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Caso confirme a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, a prioridade também será sua própria campanha.

Michelle e Flávio retomaram o diálogo após o senador divulgar um vídeo com um pedido público de desculpas. Em resposta, a ex-primeira-dama disse que aceitava a retratação e que conversaria com o enteado para, segundo ela, “reunir um grande exército de pessoas de bem”.

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Brasil

Jornalista preso na Farra do INSS faz vaquinha por advogados e só arrecada 0,25%

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Preso por envolvimento no escândalo da Farra do INSS, o jornalista Adroaldo da Cunha Portal, ex-número dois do Ministério da Previdência, recebeu uma vaquinha para pagar R$ 250 mil a advogados, mas só chegou a 0,25% do valor. As informações são do Metrópoles.

Adroaldo foi preso em dezembro de 2025 e, agora, está cumprindo medidas cautelares determinadas pelo STF. Ele é próximo do senador Weverton (PDT) e do atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT).

A vaquinha é organizada por um perfil chamado “Amigos do Adroaldo” e foi lançada há duas semanas, no dia 14 de julho. Até a tarde desta segunda-feira (27/7), apenas duas pessoas contribuíram, além do autor da ajuda, chegando a R$ 620.

Junto com o link da vaquinha, vem circulando entre servidores do INSS uma cartilha informando que Adroaldo enfrenta um “momento crítico” após o STF ter determinado o afastamento de suas funções. O documento pede a contribuição para que ele consiga pagar R$ 250 mil a advogados e possa ter o direito à “ampla defesa”.

O ex-secretário-executivo foi apontado nas investigações por suposta facilitação de fraudes. A Polícia Federal localizou, em uma planilha de Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a anotação de um repasse de R$ 50 mil direcionado a Adroaldo Portal.

Segundo a PF, o registro feito pelo Careca do INSS é do dia 23 de abril deste ano e indicaria propina no valor de R$ 50 mil em favor de “Adro”.

Metrópoles

 

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