Entre os beneficiados estão o presidente do TCU, Raimundo Carreiro, o vice-procurador-geral eleitoral da Procuradoria, Humberto Jacques de Medeiros, e outros subprocuradores, como Ela Wiecko, Geraldo Brindeiro e Nicolao Dino, que disputou a vaga de sucessor de Rodrigo Janot, procurador-geral até setembro do ano passado.
Medeiros, por exemplo, tem em seu nome três apartamentos em Brasília. Carreiro é proprietário de duas quitinetes e de um apartamento.
Apenas um dos nove ministros do TCU não utiliza nenhum tipo de ajuda, por ser casado com uma ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que já é favorecida pela verba. Além dos três que têm auxílio-moradia, outros cinco ocupam imóveis funcionais.
O TCU é órgão auxiliar do Congresso no controle externo do governo federal e, segundo a própria instituição, tem a missão de ser “ser referência na promoção de uma administração pública efetiva, ética, ágil e responsável”.
A PGR representa a cúpula do Ministério Público, instituição definida na Constituição como “essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”
Reportagens da Folha nos últimos dias têm mostrado que pagar auxílio-moradia a beneficiados que têm imóvel próprio ou patrimônio elevado é uma prática no Judiciário, Executivo e Legislativo.
Na cúpula do Judiciário, 26 ministros do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho e do Superior Tribunal Militar fazem parte da lista.
Em São Paulo, quase metade dos juízes que recebem auxílio-moradia têm propriedades na capital paulista. Um deles, o campeão, tem 60 imóveis em seu nome.
No Executivo, ministros milionários do governo Michel Temer recebem ajuda para morar e para comer.
DESISTÊNCIA
Até agosto do ano passado, Raquel Dodge também era uma das beneficiárias do auxílio-moradia. Antes de assumir a cadeira de procurador-geral, no entanto, solicitou a suspensão.
Em seu pedido para abrir mão, ela disse não ter problema com a ajuda pública aos colegas procuradores.
Segundo a ONG Contas Abertas, a estimativa de gastos com o auxílio-moradia no Judiciário e Ministério Público em todo o país soma R$ 5 bilhões desde 2014.

O auxílio-moradia do judiciário (somado agora aos do legislativo, MPs, tribunais de contas e acessórios) é o tema da vez na pauta de escândalos, mordomias e desperdícios que se sobrepõem a cada semana. Outro dia era o dos carros com motoristas à disposição das autoridades, antes foi o dos vôos nos jatinhos da FAB, e assim vamos remando.
A grande repercussão do assunto na imprensa, na internet e principalmente nas redes sociais obrigará suas excelências a se mexer. Mudar alguma coisa para não mudar nada. Ou entregar os anéis para não perderem os dedos.
No caso dos carros com motoristas, o governo diz que vai reduzir a frota, mas vai criar um serviço de táxi ou aplicativo (Vale transporte não vale??). Para os auxílios-moradia e residências funcionais, provavelmente irão impor algumas restrições, mas darão um jeitinho de manter o padrão de suas excelências. Talvez um aumentozinho de salário, porque não?
No final, de nada vai adiantar. As sobras orçamentárias do judiciário e do legislativo sempre poderão ser remanejadas, quem sabe para comprar poltronas mais confortáveis, equipar UTIS ultramodernas para o Senado, pagar combustível para os deputados estaduais fazerem campanha em suas bases eleitorais, enviar comissões de deputados à Copa do Mundo da Russia…. Opções não faltam.
Cortar o auxílio-moradia e não devolver os recursos ao executivo, para que sejam investidos em serviços para a população não resolve o problema.
Mantenho minha sugestão: reduzir em 10% ao ano os orçamentos do legislativo, do judiciário e dos acessórios, durante 5 anos. Vamos encampar essa idéia, recolher assinaturas e encaminhar projeto de lei à Camara dos Deputados.
Esse assunto vem tendo espaço na mídia a muito tempo e ninguem lembra de um fato, então vamos a ele: “Na contramão das críticas petistas em relação ao pagamento de auxílio-moradia para o Judiciário, a ex-presidente DILMA ROUSSEFF abriu, em um dos seus últimos atos de governo, em 2016, um crédito extraordinário de R$ 419,4 milhões para gastos com residências de membros dos Poderes Judiciário e Legislativo, além da Defensoria Pública da União e do Ministério Público da União.”
Se o PT apoiou antes, qual a razão de condenar agora? Isso é o PT, não tem tese, não tem razão, não usa lógica, apenas quer o poder. Se para chegar ao poder tiver que negar a própria existência, irão fazer!
IMORALIDADE, DEVIAM TER VERGONHA!!!!
BG
É um verdadeiro ESCARNIO, indivíduos que deveriam dar exemplo são os piores TRAÍRAS do Povo Brasileiro abandonado por esses CARAS de PAU que passam a mão no dinheiro que não lhes pertence. Parece que temos que caminhar para um regime DURO para fazer valer a constituição que todos temos o dever de cumpri-la.
Caras de pau, se acham que ganham pouco sejam corretos e saiam pra iniciantiva privada!
Nao dar pra justificar o injustificável!
Quanto mais falam mais fede!
Falso moralistas!
Discurso ensaiado sem fundamento para quem ganha 34mil, querer justificar penduricalhos pra tirar 50mil e não respeitar o teto.