Na reta final da guerra do impeachment, os placares públicos dos votos nos jornais, sobretudo da “Folha de S.Paulo”, têm sido um dos principais palcos da guerra entre os aliados da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. A soberba da oposição, a oferta de cargos e verbas e a má repercussão internacional sobre o papel de Eduardo Cunha na condução do processo de impeachment também pesam na disputa política em curso em Brasília.
O ex-presidente Lula, Dilma e Temer participam neste sábado de um corpo a corpo com deputados federais. Dilma cancelou agenda pública para cabalar votos. Lula decidiu ficar em Brasília. Temer, que havia ido para São Paulo, retornou à capital federal.
O grupo de Temer procura convencer nomes que surgem como indecisos e favoráveis ao impeachment que já teriam se comprometido com a oposição a dizer aos jornais quais serão seus votos no plenário neste domingo. Os articuladores de Dilma tentam retirar desses placares públicos nomes que estavam pró-impeachment ou indecisos e jogá-los para a coluna que mantém Dilma no poder.
Ontem, quando o placar da “Folha de S.Paulo” baixou de 342 para 340, houve um impacto a favor do governo, indicando uma reação que a oposição classificou de tímida. Mas o resultado público foi favorável ao governo.
A partir de então, os deputados federais passaram a ser pressionados a assumir posições publicamente e também a confessar eventual mudança de lado.
Uma coisa é a lista interna dos articuladores de Dilma e Temer. Na manhã deste sábado, elas estariam no seguinte pé. Os favoráveis ao impeachment possuiriam por volta de 360 votos, talvez um pouco mais ou um pouco menos. Os contrários em torno dos 140, talvez um pouco mais ou um pouco menos.
Por isso, o governo faz um esforço para mudar a posição de 30 nomes (incluindo eventuais ausências). Se conseguir, o Palácio do Planalto quebraria a onda do “já ganhou”. A oposição investe na ideia de impedir que ocorra uma reversão de expectativas que ameace de forma consistente a margem de segurança acima dos 342 deputados _os dois terços necessários para aprovar o pedido de abertura de processo de impeachment.
Mais: as ofertas de cargos e verbas e a reafirmação de compromissos nesse sentido têm sido colocadas novamente na mesa nas conversas com deputados federais.
A soberba do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), que batizaram a sessão do impeachment de “Tchau, querida”, também causaram dano aos defensores do impeachment. O comportamento na quinta e sexta como se a queda de Dilma fosse inevitável e o tom de deboche no plenário causaram dano aos favoráveis à aprovação do parecer de Jovair Arantes (PTB-GO).
Na reta final, os aliados de Temer construíram uma estratégia inteligente de anunciar a cada dia o afastamento de um partido da base de apoio da presidente Dilma Rousseff. Já o governo contou com a ajuda da imprensa internacional, que repercutiu basicamente o seguinte raciocínio: uma mulher honesta e sobre a qual não há investigação formal estaria prestes a ser deposta por uma Câmara recheada de corruptos. O fator internacional tem funcionado a favor de Dilma.
Como a votação no plenário está prevista para acontecer a partir do fim da tarde de amanhã, os dois lados avaliam que ainda têm tempo para ganhar a partida final. Como reza uma máxima do futebol, o jogo só termina quando acaba.

Quem pode levar a folhinha a sério. .
bg me responda sinceramente vc é a favor, contra ou estar neutro. nesse processo de cassação da dilma. com a palavra o Sr. Bruno Geovani dono desse blog.
Temer, presidente, Eduardo Cunha, vice, e ainda tem brasileiro preocupado com as ameaças do Estado Islâmico…POR FAVOR!
Obs.: Não tenho partido político ou religião; tenho moral, caráter e dignidade!
Cláudio se mata um leão de cada vez….