Economia

Plano Real, que segurou inflação, completa 25 anos

Brazilian money background. Bills called Reais (Real).

Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990. “Era uma ginástica danada. Tinha que ir atrás de promoções e nem sempre eram suficientes”, conta Rute Maria de Souza, dona de um restaurante self-service há quase 30 anos na zona central de Brasília.

Tendo que repor constantemente a dispensa da cozinha do estabelecimento, a empresária ia mais de uma vez ao dia em supermercados e sempre via a mesma cena: “Eu me lembro das remarcações no mercado. Quando chegava, lá estava a maquininha trabalhando”.

Para fugir das intermináveis remarcações, a então professora de ensino fundamental Cléia Gerin, mãe de quatro filhos, estocava alimentos, material de limpeza e sabão para lavar roupa. “O feijão ficava velho, e assim era mais difícil de cozinhar. Acabava que gastava mais gás”, comenta, ao citar a necessidade de sempre comprar mais do que efetivamente precisava no mês para fugir da imparável subida de preços.

“A partir do momento em que recebia, era aquela loucura de ir ao mercado para comprar o máximo que pudesse, para durar o mês todo, e para não ter que voltar porque no dia seguinte o preço seria diferente”, descreve ao recordar os tempos de inflação galopante.

Apesar das dificuldades, Cléia era professora da rede pública do Distrito Federal e tinha a segurança do pagamento todo mês. Em alguns momentos, era acrescido em sua remuneração um “gatilho” para repor as perdas inflacionárias.

Essa hipótese não existia para todos os brasileiros, como João Batista, engraxate há 45 anos em um ponto no Setor Comercial Sul de Brasília. Ele não podia majorar o preço do serviço quando precisava atualizar sua remuneração. “Só podia aumentar quando a passagem [do ônibus] aumentava”, revelando um incidental indexador da renda para trabalhadores autônomos.

A vida de João Batista foi positivamente marcada pela estabilidade monetária após o Plano Real. “Eu não tinha nada. Hoje, graças a Deus e de tanto eu trabalhar, consegui minha casa, consegui formar meus filhos”, orgulha-se.

Comunicação e convencimento

Pessoas como a pequena empresária Rute, a assalariada Cléia e o autônomo João tiveram ser convencidas que a moeda que entrou em circulação em 1º de julho de 1994, o real, não era mais uma tentativa fadada ao fracasso para estabilizar a economia, como ocorreu em seis planos emergenciais anteriores: Cruzado 1 (fevereiro de 1986); Cruzado 2 (novembro de 1986); Bresser (junho de 1987); Verão (janeiro de 1989); Collor 1 (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991).

A comunicação foi um ponto chave para que o Plano Real, implementado em etapas, fosse assimilado e tivesse engajamento. “Sem muita explicação, verbo, liderança e apoio da mídia não se consegue o principal, que é convencer, ou seja, vencer junto tanto com as cúpulas político-tecnocráticas como, principalmente, junto com o povo”, assinala o presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota à imprensa sobre os 25 anos da iniciativa.

O jornalista Thomas Traumann, autor do livro O Pior Emprego do Mundo, que narra a trajetória de 14 ministros da Fazenda desde 1967, também aponta para o cuidado com a disseminação das medidas econômicas no lançamento do real.

Segundo Traumann, o Plano Real contou com “apoio didático preponderante da mídia”. “Os telejornais foram favoráveis ao plano desde o seu dia zero”, destaca. A informação sem sustos evitou comportamentos que em outros planos criam corrida a bancos, supermercados e postos de combustível. “Não houve surpresa. Isso foi fundamental”, acrescenta.

A transparência é elogiada até pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, crítico de alguns resultados da medida. “O Plano Real foi uma pequena joia que fará a glória dos competentes economistas que o conceberam. Mostrou que mesmo projetos complexos, quando expostos na sua integridade (começo, meio e fim), podem ser compreendidos e contar com suporte da sociedade”, escreveu à Agência Brasil. Ele admitiu que quando viu “o povo comprando berinjela em URV”, Unidade Real de Valor, ficou “na maior alegria” e viu “que o controle da inflação seria bem-sucedido”.

Ajuste fiscal e troca da moeda

De acordo com o site do Banco Central, o plano desenvolveu-se em três fases a partir do segundo semestre de 1993. Antes de a moeda entrar em circulação, houve um “esforço de ajuste fiscal, com destaque para a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido para aumentar a arrecadação tributária e a flexibilidade da gestão orçamentária em 1994 e 1995”.

O FSE desvinculou despesas e receitas orçamentárias. “De social, [o FSE] não tinha nada, mas foi a primeira vez em que se fez um ajuste nas entranhas das contas do governo”, aponta Thomas Traumann. Segundo ele, ali começou a haver uma preocupação sobre os limites até onde poderia ir o déficit público.

O economista José Ronaldo Souza Júnior, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a inflação produzia desequilíbrios nas contas públicas e dificultava a percepção do rombo. “Nem sequer tínhamos uma contabilidade pública na época. A clareza a respeito era muito pouco. Com inflação muitíssimo elevada e o déficit sendo coberto com emissão de moeda, havia uma nuvem que dificultava enxergar o problema”, disse.

Além do FSE, Souza Júnior pondera que “uma série de medidas foram tomadas com o objetivo de organizar o setor público porque se sabia que haveria uma redução de arrecadação do que se chama imposto inflacionário [quando a arrecadação sobe mais por causa do aumento de preços]”.

A gestão fiscal exigiu limitação da emissão de moeda e beneficiou-se da compra de títulos da dívida externa no mercado financeiro internacional antes do lançamento do plano. Mais adiante, o ajuste levou à renegociação das dívidas dos estados com a União e à imposição de controles das contas pelos entes federativos.

“Compreendemos que a ‘mágica’ de cortar zeros, mudar o nome da moeda ou mesmo da URV precisava de apoio em um processo de controle dos gastos públicos, renegociação das dívidas externas, privatização de bancos estaduais, enfim de uma reforma do estado. Lembre-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal só foi aprovada em 2000 e as privatizações tomaram anos (vide telefônicas) para que seus efeitos positivos fossem sentidos”, descreve em nota o presidente e ex-ministro da Fazenda FHC.

A segunda etapa, iniciada com Medida Provisória nº 434, assinada pelo então presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu a utilização de uma moeda escritural, a citada Unidade Real de Valor (URV), que serviu como uma ponte para conversão monetária entre o cruzeiro que deixaria de existir para o real que entraria em circulação quatro meses depois.

Na última fase, iniciada há exatos 25 anos, finalmente se introduziu o real. O novo padrão monetário “implicou a necessidade de rápida e abrangente disponibilização do novo meio circulante a partir de 1º. julho de 1994”, registra página eletrônica do BC.

Agência Brasil

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Política

Natália Bonavides e Mineiro têm pior desempenho do RN em ranking nacional de políticos

Foto: Reprodução

Os deputados federais Natália Bonavides e Fernando Mineiro ficaram entre os parlamentares do Rio Grande do Norte com pior desempenho no Ranking dos Políticos 2026, divulgado nesta quarta-feira (27), em Brasília.

O levantamento avalia os 594 integrantes do Congresso Nacional, sendo 513 deputados federais e 81 senadores, com base em critérios como presença em votações, combate à corrupção, uso de verbas públicas, qualidade legislativa e processos judiciais.

Dentro desse universo, Natália Bonavides apareceu apenas na 410ª posição geral. Já Fernando Mineiro ficou ainda mais abaixo, ocupando a 418ª colocação nacional.

Enquanto os parlamentares petistas ficaram próximos do fim da lista, nomes ligados à direita apareceram entre os melhores colocados do RN. O senador Styvenson Valentim ficou em 63º lugar, seguido do deputado federal General Girão, em 65º, e do senador Rogério Marinho, em 67º.

O deputado federal Sargento Gonçalves também apareceu entre os 100 melhores colocados do país, ocupando a 97ª posição.

No cenário nacional, o PT também teve desempenho discreto. A primeira parlamentar petista a aparecer no ranking geral foi a senadora Tereza Leitão, apenas na 154ª colocação.

Veja o ranking completo clicando aqui.

Por Hellen Jambor – Jornalista da 96 FM

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Cidades

Caern é multada em R$ 3 milhões por esgoto em Ponta Negra

Foto: Semurb

A Prefeitura de Natal aplicou uma multa de R$ 3,064 milhões à Caern após identificar que o lançamento irregular de esgoto proveniente da rede da companhia estava alcançando a galeria de drenagem pluvial e chegando até a área da engorda da praia de Ponta Negra. A infração foi constatada durante uma operação integrada das secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), realizada nessa terça-feira (26), no dissipador 8, localizado no final da Rua Halley Maestrinho, no calçadão da orla.

O vazamento de esgoto oriundo da rede de saneamento reforça os alertas sobre a vulnerabilidade ambiental e sanitária da área da engorda de Ponta Negra. No início do mês, o Ministério Público Federal (MPF) apontou problemas estruturais e sinais de esgoto no sistema de drenagem da engorda da praia. Na ocasião, o MPF afirmou que perícias técnicas identificaram falhas graves na drenagem, incluindo galerias obstruídas, tubulações consideradas inoperantes e indícios de mistura entre águas pluviais e esgoto. O órgão também alertou para riscos ambientais, sanitários e de erosão na área da engorda.

Agora, a vistoria da Prefeitura apontou um colapso estrutural na rede de esgotamento, com infiltrações e escoamento irregular pelas paredes e pelo piso da galeria. “A inspeção técnica revelou que a galeria de drenagem, que deveria permanecer seca, estava sendo invadida pelos efluentes. O problema resultava em acúmulo e dispersão de esgoto diretamente na área da engorda da praia”, explicou a supervisora da Fiscalização de Água e Solo (Spaso), Rejanne Alves.

De acordo com a fiscalização, os Poços de Visita (PVs) operavam próximos ao limite da capacidade, provocando infiltrações severas nas paredes laterais da galeria. A análise técnica também apontou obstrução parcial da rede. “O fluxo está muito abaixo do normal. A estrutura interna do poço de visita está danificada e isso faz com que o esgoto vaze pelas paredes e alcance a galeria de águas pluviais”, afirmou Rejanne.

O supervisor geral de Fiscalização da Semurb, Leonardo Almeida, classificou a situação como crítica e afirmou que medidas paliativas não resolverão o problema sem uma intervenção completa da Caern. “A vazão só diminui quando a pressão interna cai, mas volta a aumentar rapidamente, especialmente nos horários de pico”, destacou.

O cálculo também considerou o período desde 13 de janeiro de 2026, data de um relatório da Funpec que já apontava a chegada de esgoto ao dissipador. “Com isso, foi arbitrada uma multa no valor de R$ 3.064.000,00”, explicou Leonardo Almeida.

O secretário da Semurb, Thiago Mesquita, afirmou que novas fiscalizações serão intensificadas nos dissipadores e galerias da região para identificar possíveis ligações clandestinas e outros pontos de contaminação. “O trabalho integrado entre Semurb e Seinfra permitiu um diagnóstico rápido, preciso e tecnicamente embasado. Vamos continuar monitorando a área e cobrando da Caern a execução imediata dos reparos necessários para cessar o vazamento e evitar novos episódios de poluição”, afirmou.

A autuação foi aplicada com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998) e no Decreto Federal nº 6.514/2008. Segundo a Semurb, o valor da multa levou em consideração uma vazão estimada de 0,96 m³/h de esgoto despejado irregularmente, equivalente a 23,04 m³ por dia.

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Saúde

Carreta de Oftalmologia do Ministério da Saúde chega a São Gonçalo para reduzir fila de consultas, exames e cirurgias de catarata na Grande Natal

Foto: Divulgação

A Carreta de Oftalmologia do programa Agora Tem Especialistas já está instalada em São Gonçalo do Amarante e iniciará a partir de 1° de junho os atendimentos voltados aos pacientes que aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) por consultas especializadas, exames oftalmológicos e cirurgias de catarata.

A iniciativa é do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), com apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e das prefeituras municipais.

A unidade móvel está localizada no Parque das Fontes Paulo Emídio de Medeiros, no Centro de São Gonçalo, e atenderá pacientes dos municípios de São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Macaíba, Parnamirim e Natal, que integram a 7ª Região de Saúde.

Durante 45 dias, a estrutura estará disponível com capacidade para realizar até 120 consultas oftalmológicas e até 100 cirurgias de catarata por dia, contribuindo para a redução da demanda reprimida existente na região.

Os atendimentos serão destinados exclusivamente aos pacientes que aguardam procedimentos na fila de regulação do SUS. Os agendamentos estão sendo organizados pelas equipes de regulação dos cinco municípios participantes da grande natal.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que não haverá atendimento por livre demanda. Por isso, a população não deve se dirigir diretamente à carreta em busca de atendimento, uma vez que todos os pacientes serão previamente agendados por meio do Sistema de Regulação de cada município.

A ação integra os esforços do Governo Federal para ampliar o acesso aos serviços especializados de saúde, reduzir filas e garantir atendimento mais rápido, resolutivo e humanizado para a população.

No Rio Grande do Norte, a Unidade Móvel de Oftalmologia iniciou suas atividades em fevereiro de 2026 e já contabiliza mais de 3.200 cirurgias de catarata e mais de 5 mil consultas realizadas nas regiões do Trairi e Vale do Açu.

Agora, a estrutura chega à Grande Natal com a missão de devolver qualidade de vida a milhares de pacientes que aguardam atendimento oftalmológico, ampliando o acesso aos serviços especializados.

Opinião dos leitores

  1. – Vamos contratar médicos e construir hospitais para atender bem a população?
    – Não! Vamos usar carretas em ano eleitoral pra parecer salvadores! A gente quebra as pernas e depois dá a muleta! kkkkkkk

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Judiciário

Deputado do PT terá de indenizar Bolsonaro em R$ 20 mil por foto com IA

Foto: Kayo Magalhães

O deputado Rogerio Correia (PT-MG) foi condenado na quarta-feira (27) a indenizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em R$ 20 mil após adulteração de foto com inteligência artificial. Na publicação das redes sociais, feita em fevereiro deste ano, o parlamentar apontava proximidade e participação do antigo chefe do Executivo no escândalo do Banco Master.

O deputado removeu o conteúdo das redes sociais, mas a equipe jurídica de Bolsonaro afirmou que a exclusão “não afastou o dano”, pois a circulação da postagem já havia afetado sua “honra e imagem”. Por outro lado, Correia defendeu a liberdade de expressão e disse que “a manifestação ocorreu em contexto de debate público” sobre uma crítica política.

Opinião dos leitores

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Política

MEIO/IDEIA: 51,4% desaprovam governo Lula; 46,6% aprovam

Foto: Reprodução

Segundo nova pesquisa da Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (27), o governo Lula (PT) é desaprovado por 51,4% dos eleitores, enquanto 46,6% o aprovam. Os que não sabem somam 2%.

Além da aprovação do mandato, o instituto perguntou sobre a avaliação e se o atual mandatário deveria continuar na Presidência da República.

Segundo o levantamento, aqueles que classificam o governo Lula como ótimo são 12,2% dos eleitores; os que acham bom pontuam 23,4%; aqueles que acham regular, 21,7%; para os que avaliam como ruim, 15,3%; enquanto 25,4% consideram péssimo.

Os dados de aprovação conversam com os índices dos eleitores perguntados se Lula merece continuar na Presidência. Para 51,4% ele não deveria ser reeleito, enquanto 45,6% dizem que sim. Aqueles que não souberam responder correspondem a 3%.

CNN

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Brasil

ATLAS/BLOOMBERG: Mais de 50% dizem que situação econômica do Brasil é ruim

Foto: Pexels

A maioria dos brasileiros (52%) avalia a situação econômica do Brasil como ruim, segundo a amostra Latam Pulse do Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28). Em contrapartida, 37% a classificam como boa, enquanto 11% a consideram normal.

A visão negativa sobre a economia brasileira se inverte em relação às expectativas econômicas para os próximos seis meses.

Conforme o levantamento, 45% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país irá melhorar, enquanto 19% afirmam que ficará igual e 37% consideram que irá piorar.

Em recortes familiares, 40% dos brasileiros acreditam que a situação econômica de sua família atualmente é boa, enquanto 43% acham que irá melhorar nos próximos seis meses.

Já 33% a classificam como ruim, com 27% dos brasileiros na expectativa de piora da situação.

Hoje, 27% consideram a situação familiar normal, e 30% acreditam que permanecerá dessa forma daqui a seis meses.

A situação atual de emprego no país é bem vista pelos brasileiros. Cerca de 47% acreditam que o cenário do mercado de trabalho é bom, enquanto 18% consideram como normal e 36% acham ser ruim.

CNN

Opinião dos leitores

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Cidades

Trecho da avenida Afonso Pena tem interdição nesta quinta-feira

Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) vai interditar nesta quinta-feira (28) o trecho da avenida Afonso Pena entre as ruas Apodi e Maxaranguape, nos dois sentidos, das 8h às 15h, para a realização de serviços de poda arbórea. A ação faz parte do cronograma preventivo de manejo da arborização urbana executado pela Prefeitura do Natal para reforçar a segurança viária e reduzir riscos durante o período chuvoso.

Durante a operação, equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) estarão no local realizando a interdição e organizando o fluxo de veículos. A orientação é para que os motoristas busquem rotas alternativas ao longo do período da intervenção, evitando transtornos e possíveis congestionamentos na região.

O serviço tem como objetivo melhorar a visibilidade para condutores e pedestres, garantir mais segurança no tráfego e prevenir quedas de galhos e comprometimentos estruturais das árvores provocados pelas chuvas e ventos fortes. Estudos técnicos já apontaram a necessidade de manejo arbóreo em trechos da Avenida Afonso Pena devido aos riscos relacionados à vegetação urbana e à obstrução da sinalização viária.

Opinião dos leitores

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Economia

Fim da escala 6×1 pode gerar impacto de R$ 3 bi por ano no RN

Screenshot

Foto: Magnus Nascimento

A proposta de acabar com a escala 6×1 – seis dias de trabalho por um de descanso – e reduzir a jornada máxima semanal de 44 horas para 40 acendeu o alerta para possíveis impactos na economia. Empresas do Rio Grande do Norte podem ter custo adicional de R$ 3 bilhões por ano, segundo estimativas do Instituto Fecomércio RN (IFC) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgadas nesta quarta-feira (27). O mesmo estudo aponta para a possível perda de 7.800 postos de trabalho formais no curto e médio prazo.

Para a Fecomércio-RN, o impacto ocorre especialmente nos setores de comércio e serviços, que respondem por 79% dos empregos formais do estado. O custo adicional anual no setor de serviços pode chegar a R$ 1,9 bilhão, enquanto o comércio potiguar recebe o impacto anual de R$ 1,1 bilhão.

Ainda como reflexo da mudança, o estudo projeta aumento de preços de até 13%, e alta de 21% na folha salarial. Os cálculos levaram em consideração dados de Caged, Rais e CNC.

A proposta avançou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27), quando a comissão especial que analisa a PEC – que reduz, em duas etapas, a jornada de trabalho no Brasil – aprovou o texto apresentado pelo relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A proposta prevê a redução para 40 horas, com dois dias de descanso semanal, em uma transição de um ano.

Segundo a Fecomércio-RN, parte do aumento dos custos operacionais das empresas deve ser repassado ao consumidor. “Empresas menores podem reduzir vínculos formais e recorrer a contratos intermitentes, terceirização ou MEI; e empresas com margens abaixo de 5% são mais vulneráveis ao fechamento”, explica a entidade.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Uma grande parte das empresas brasileiras só estão esperando uma decisão do senado para definirem se irão para o Paraguai ou para Bolívia. O desemprego será grande

  2. O GOVERNO ESTÁ ENGANANDO O TRABALHADOR. O FIM DESSA ESCALA 6X1 QUEM VAI PAGAR A CONTA É O ABESTALHADO QUE ACHA QUE SERÁ BENEFIACIADO.
    O GOVERNO DO AMOR TIRA COM UMA E MÃO E ASSALTA COM OS PÉS E COM 9 DEDOS.
    FAZ O JANJO!

  3. Tudo isso num ano eleitoral. Se fosse um projeto da direita a esquerda ia impedir de ir para votação. Com certeza iriam recorrer ao STF.

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Geral

ATENÇÃO: Cosern confirma cortes de energia em Natal e Touros; veja se sua rua pode ficar sem luz

Foto: Divulgação

A Neoenergia Cosern programou desligamentos pontuais para realizar serviços de reforço da rede elétrica em dias, horários e ruas específicas dos bairros Potengi, Rocas, Cidade Nova e Ponta Negra, em Natal, e uma no Bairro São José, em Touros, até a próxima segunda-feira (1).

A suspensão temporária do serviço costuma durar em média quatro horas, enquanto os técnicos trabalham com segurança, e pode ser concluído antes do horário previsto. Confira as informações:

Cronograma:

Sexta-feira, dia 29/05
Natal – Bairro Potengi, Rua Oito de Outubro e Adjacências (103 clientes), das 9h às 13h.

Touros – Bairro São José, Rua Nova e Adjacências (76 clientes), das 8h às 12h.

Sábado, dia 30/05
Natal – Bairro Rocas, Rua do Areal e Adjacências (218 clientes), das 8h às 12h.
Bairro Cidade Nova, Rua Augusto Calheiros e Adjacências (215 clientes), das 8h30 às 12h30.

Segunda-feira, dia 01/06
Natal – Bairro Ponta Negra, Rua Hélio Galvão Adjacências (48 clientes), das 9h às 14h.

Importância da atualização cadastral

A Neoenergia Cosern reforça que é importante os clientes manterem os dados cadastrais atualizados para receber informações sobre desligamentos programados, falta de energia e participar de promoções, além de terem seus chamados atendidos de forma mais rápida.

Os dados atualizados também facilitam o cadastro automático do cliente que tem direito e não sabe ao benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica.

Canais de atendimento

  • Site (www.neoenergia.com.br/rn), clique em “Atendimento”, seguido de “Atualização Cadastral”
  • Teleatendimento: 116 – disponível 24 horas, todos os dias da semana (é possível atualizar telefone e e-mail)
  • WhatsApp (84 3215 6001) e Lojas de Atendimento (é possível cadastrar documentos como RG e CPF).

Opinião dos leitores

  1. VARIAS FATURAS DE CONSUMO DE ENERGIA, DE CLIENTES DA NEOENERGIA DO BAIRRO DE CANDELÁRIA, COM VENCIMENTO NO DIA 25 PASSADO FORAM EMITIDAS PARA PAGAMENTO NO BANCO ITAU. MAS, AO PROGRAMAR O PAGAMENTO, PELO BANCO DO BRASIL, POR EXEMPLO, O SISTEMA EMITIA UM ALERTA DE QUE AQUELA INFORMAÇÃO NÃO ESTAVA CADASTRADA NO BANCO. MUITOS FORAM PREJUDICADOS, E NO MEU CASO, TIVE QUE COMPARECER A UM POSTO DE ATENDIMENTO DA NEOENERGIA PARA RESOLVER A QUESTÃO E PODER PAGAR A FATURA!

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Política

ANÁLISE: Cláudio Humberto: estados governados pelo PT e aliados aparecem no topo do ranking da violência

Foto: Reprodução

Em análise publicada nesta quinta-feira (28), o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, afirmou que estados governados por petistas ou por aliados políticos do presidente Lula (PT) aparecem entre os maiores índices de homicídios do país, segundo números do Atlas da Violência.

O levantamento, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta o Amapá como o estado com a maior taxa de homicídios do Brasil: 45,7 mortes por 100 mil habitantes. O governo local é comandado por Clécio Luís (União Brasil), que apoiou Lula na eleição presidencial.

Na sequência do ranking aparecem Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará, conforme os dados atualizados do estudo.

A coluna destaca que a Bahia é governada pelo PT há 19 anos. Também menciona o Ceará, estado com histórico de administrações ligadas ao campo político petista.

Na outra ponta do levantamento, os menores índices de violência letal foram registrados em São Paulo (6,6), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2), segundo o Atlas.

Cláudio Humberto também cita a evolução dos indicadores ao longo dos últimos anos. De acordo com os dados do relatório, enquanto a média nacional de homicídios caiu 8,6% entre 2019 e 2024, o Ceará registrou aumento de 28% no período.

Opinião dos leitores

  1. Agora pra conversar fezes, produzir mentira e enganar os fracos da cabeça são os principais. Quando o discurso é desmantelado pela realidade.

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