Roberto Lucena
Repórter – Tribuna do Norte
Setecentos policiais militares estão afastados de suas atividades devido a problemas de saúde. O montante corresponde a quase 8% do efetivo total. Parte dos PMs foi remanejado para serviços burocráticos ou administrativos da corporação. A maioria, no entanto, está desocupada. Entre as enfermidades responsáveis pela retirada dos policiais das ruas, destacam-se as doenças psiquiátricas que são as causas de 45% das licenças médicas.
Há duas formas para o policial deixar suas funções ordinárias. Dependendo do diagnóstico médico, o PM é afastado completamente do trabalho ou assume outra função dentro do Comando. Atualmente, existem 399 policiais na primeira condição e mais 301 homens na segunda. Os dados foram revelados pelo Centro de Atenção Básica à Saúde da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PM-RN) e foram atualizados ontem, dia 28, um dia após um soldado atear fogo em três motocicletas, atentar contra a própria vida e ser internado em um hospital psiquiátrico de Natal.

os policiais tem suas armas seu corporativismo, hospitais seus extras na forma segurança particular de vários estabelecimentos e ainda tem problemas psiquiátricos, agora imaginem os cidadãos que dependem só de seus esforços para viver…. é de ficar louco ou não.
Nao entendo o Governo. Sai mais barato afastar 700 pessoas do trabalho ou contratar profissionais para tratar ou recuperar esse pessoal? Quanto custa essas 700 pessoas afastadas? quanto custa alguns profissionais de saude essenciais? Uma profissão de risco e estresse não tem apoio de psiquiatras, psicologos e nem assistentes sociais.. quando muito enviam para o Joao Machado, misturando com outros tipos de problemas que diferem do contexto de doença adquirida no trabalho.. e como fazem a seleção para concurso sem psiquiatra, com atestado particular (pago)? Isso pra mim é falta de planejamento e de improbidade com o bem publico (o ser humano).
E quantos encontram-se cedidos a outros órgãos, tais como TJ, MP, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, TCE, PROCURADORIA, ENTRE OUTROS?