Política

Por que a candidatura de Bolsonaro não é piada

Foto postada pelo deputado Jair Bolsonaro em seu perfil no Facebook

POR JUAN ARIAS / EL PAÍS

Da maneira como vão as coisas, muito deveria mudar na dinâmica das eleições presidenciais para que o ex-paraquedista e ultraconservador Jair Bolsonaro não consiga chegar ao segundo turno. De acordo com quem for seu adversário, e se Lula não puder concorrer, podem acontecer surpresas. Hoje a esquerda sozinha não tem força para freá-lo, e a direita do Governo esta desacreditada ante a sociedade, enquanto as candidaturas de fora da política vão perdendo força.

Mais do que puro folclore, a candidatura de Bolsonaro aparece como catalisadora de frustrações de uma certa sociedade com medo da violência. Existe confiança excessiva no lema “não é possível que um Bolsonaro chegue ao poder no Brasil”. Isso foi dito sobre Trump nos Estados Unidos e antes com Berlusconi na Itália, que chegou ao poder na esteira da operação Mani Pulite contra a corrupção. E na França, caso não surgisse a novidade Macron, é possível que os seguidores ultradireitistas de Le Pen estivessem hoje governando no coração da Europa.

A candidatura de Bolsonaro, sem alguém capaz de capitalizar de forma positiva as esperanças de um país desacreditado para unificá-lo e entusiasmá-lo com o futuro, pode ser menos inócua do que se pensa. Foi chamada de folclórica, dentro do tumultuado cenário político. Não é. Consciente ou não, o militar viu confluir em sua candidatura várias correntes que juntas podem criar problemas aos outros candidatos. A primeira é que se apresenta como o fiador da segurança da população e de maneiras drásticas: “a violência se combate com violência”, “os policiais têm as armas para matar”, disse. E o medo e a violência atravessam todas as classes sociais. Hoje ninguém se sente seguro em um dos países mais violentos do mundo como é o Brasil, o simples cidadão e o que anda blindado.

Os governos, todos, minimizaram no passado o problema da insegurança social, muitas vezes por simples ideologia. Até agora a esquerda e a direita não fizeram da segurança um assunto prioritário em relação a outros problemas. Existiram líderes políticos que chegaram a defender que os bandidos são proletários, já que se originam das classes pobres. Pouco ou nada fizeram contra o crime organizado que se introduziu nas dobras do Estado, contra o desvio das forças policiais aliadas ao tráfico, contra o inferno das prisões, como se a violência fosse um destino para o Brasil, com mais mortes violentas do que algumas guerras internacionais. Tudo isso criou um clima de medo e insegurança, que Bolsonaro sabe explorar como poucos, com sua paixão pelas armas, suas promessas de armar a população e seu lema de que “o melhor bandido é o bandido morto”. Nos Estados Unidos experimentou uma arma que é capaz de matar com um só tiro. Voltou entusiasmado. O verbo matar é prioritário em seu vocabulário pessoal.

Outro afluente aproveitado por Bolsonaro é a sensação de que a corrupção está sangrando o país. Não por acaso uma das instituições hoje melhor avaliadas é a dos promotores e juízes que estão combatendo a corrupção. Juízes como Moro e Bretas apresentam um dos maiores índices de aprovação popular. E Bolsonaro aparece como um dos poucos políticos que não está em nenhuma das listas negras dos corruptos. Por isso pode gabar-se de que, se for eleito, será o maior defensor da Lava Jato e até escolheria Moro como membro do Supremo Tribunal Federal. Que outro candidato teria hoje o valor de se apresentar como o defensor da Lava Jato?

Bolsonaro tomou para si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais. Dessa forma, amealha também a faixa de consensos dos nostálgicos da ditadura militar, que não sabemos ainda quantos são, mas que não parecem ser poucos, até mesmo entre os jovens. Bolsonaro já anunciou que tem quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. Um poderia ser para o Ministério da Justiça. Satisfaz também os desejos de vingança contra os corruptos de uma sociedade que não acredita na possibilidade de que políticos e empresários possam estar por muito tempo na prisão, em que alguns chegam a pedir pena de morte para eles. Ninguém melhor nesse caso do que o candidato Bolsonaro, cujo escudo de nobreza pode ser uma metralhadora, capaz de encarnar essas vísceras da sociedade em busca de castigos definitivos aos corruptos.

Mas há mais. O ex-paraquedista, que não parece estar preparado em nenhuma das matérias importantes para governar, tem a seu favor a defesa dos valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Conta também com a recusa de se valer do politicamente correto, começando por sua linguagem radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, a zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus graus e com sua férrea oposição a qualquer motivação para que a mulher possa ter licitamente o direito a abortar. O ex-militar é, também, dos poucos candidatos que podem prescindir da ajuda dos grandes veículos de comunicação porque sabe manejar como poucos as redes sociais nas quais supera todos os seus contendentes. E nessas eleições, de acordo com os especialistas, as redes serão, como nunca no passado, um elemento crucial para influenciar o voto. E não é impossível que nessas redes possa receber uma ajuda da Rússia, como deram a Trump, ajuda que foi fundamental a sua vitória.

A candidatura do ex-paraquedista não pode ser vista como uma brincadeira. Quem não deseja para o Brasil a volta ao obscurantismo civil e cultural e velhos autoritarismos não deve minimizá-la. Não serão as armas, a sede de vingança e a caça aos diferentes que construirão um Brasil de que ninguém possa se envergonhar amanhã.

Opinião dos leitores

  1. Melhor Jair se acostumando, Não existe outro, a sociedade está frustrada e desacreditada precisamos de alguém que faça alguma coisa, pois todos que lá entraram só encheram os bolsos e mataram nosso povo com a falta de oportunidades, saúde, segurança, falta de empregos, chega, basta! Claro que os direitos dos manos, imprensa estarão contra sobrevivem das desgraças dos brasileiros. Bolsonaro 2018.

  2. Bolsonaro 2018!!!!!
    Esperança na valorização da família e na moral dos bons costumes

  3. "Quem não deseja para o Brasil a volta ao obscurantismo civil e cultural e velhos autoritarismos não deve minimizá-la." Então queremos o desmando total pelo qual passa o País. Quanta parcialidade…

  4. Ainda não o tenho como meu candidato ate que o quadro de candidatos se feche. Mas, até agora, ele é o único que se apresenta

  5. Esse sujeito não ganha nem pra sindico, tem um discurso vazio, acha que pode governar sozinho, e que vai resolver tudo na bala. se ganhasse seria um desastre, como deputado deixa muito a desejar.

  6. Blog BG e melhor Jair se acostumando, me mostre um nome de um presidenciável, que não tenha o nome envolvido em corrupção, que não tenha o rabo preso com ninguém, que seja a favor da família, que tenha amor pelo seu país, eu voto, se não tente melhorar seu blog, procure crescer de outra maneira. Fica a dica.

  7. Se a máxima "violência se combate com violência" ela pode se voltar contra seus seguidores, pois o crime organizado não se intimida com nada.

  8. Realmente, não serão armas, sede de vingança e caça aos marginais( diferentes para mim ) que construirão um Brasil que queremos, é isso e somado a um verdadeiro amor pela pátria!!! Esses presidentes que destruíram o Brasil so pensaram em encher os bolsos dele e de suas famílias com nosso dinheiro , matando nosso povo sem saúde , sem educação e sem segurança!!

  9. Piada pronta nesse país é a atuação de um ministro do supremo como Gilmar Mendes fazer o que faz por essa corja de bandidos!!! Outra grande piada é um chefe de quadrilha , da mais alta periculosidade chamado Lula ai da está solto !! Isso sim é uma grande piada!!!

  10. O blog do BG cada dia mais fofoqueiro, sem noticias boas e querendo fazer a cabeça dos não entendidos, vergonhoso o jornal brasileiro e essas mídias fracas!

  11. BOLSONARO é um dos poucos políticos que não tem ficha suja, não tem as mãos na corrupção, não se envolve com a banda podre. Só por isso já deve ser olhado de forma diferenciada.
    Bolsonaro jamais colocaria o Brasil como aliado de Cuba e da Venezuela, duas ditaduras sangrentas que não servem pra nada, salvo para dar uma vida gloriosa a seus ditadores enquanto o povo não tem emprego, renda, saúde e sobrevive das migalhas do governo, além de está submetido a opressão do ditador.
    Na matéria tem: “Hoje a esquerda sozinha não tem força para freá-lo, e a direita do Governo esta desacreditada”. Não é só isso, a esquerda está desacreditada, mantém o discurso de promessas que nunca serão realizadas, vende sonhos e diz saber resolver os problemas que ela própria criou ao povo em 13 anos de poder. Como ter deixado 13 milhões de desempregados e se perdido na economia com a volta da inflação.

    Quando afirmam que “Sociedade com medo da violência”, não é isso, a sociedade foi exposta a violência. Fizeram uma consulta pública sobre o desarmamento, o povo disse NÃO! LULA ignorou e assinou a lei do desarmamento dizendo que seria a solução contra a insegurança, MENTIU! O que ocorreu na prática foi tirar a arma do cidadão de bem e deixou o bandido armado. O resultado é esse clima de insegurança e números de mortes maiores que muitas guerras.
    Quando a matéria diz: “Não serão as armas, a sede de vingança e a caça aos diferentes que construirão um Brasil de que ninguém possa se envergonhar amanhã”. Uma frase de efeito que joga no candidato responsabilidades que ele não tem e ninguém sabe se existirão. O povo está cansado de ter que abrir mão de suas convicções em nome de uma sociedade dita “mais inclusiva e igualitária”, onde não basta aceitar, tem que fazer apologia ao diferente.
    Sim, bandido bom é bandido preso, hoje temos o cidadão acuado, inseguro e o bandido solto agindo em cada esquina.

    A candidatura de Bolsonaro vem preencher um vazio que a classe política criou com tanta corrupção e impunidade. O povo não aguenta mais essa sensação de que “o crime compensa” e a impunidade é quem dá as cartas na classe política. O povo brasileiro se sente largado a própria sorte, injustiçados, esquecidos e usados em benefício de alguns privilegiados.
    Vamos com BOLSONARO 2018 para voltar a colocar Ordem e Progresso no Brasil

  12. A grande mídia continua firme no seu intento de minar a candidatura do Bolsonaro. As redações desses órgãos estão dominadas por esquerdistas já faz muito tempo. Nos EUA fizeram a mesmo coisa com o Trump mas amargaram a derrota. Lembro do semblante dos jornalistas da "Goebels" News dando a notícia da vitória do Trump. O ar de tristeza era patente. Quase choram. Mas o povo brasileiro está cansado de ser manipulado por essa gente e parece que, finalmente, vai seguir na direção certa. A bendita internet está contribuindo para isso e não é à toa que Lula e seu PT ameaçam constantemente censurá-la, juntamente com uma tal "democratização dos meios de comunicação" (a velha censura). E os vermes da grande mídia fazem "vistas grossas" para isso e mentem para o povo, querendo dizer que o perigo para a democracia é o Bolsonaro. Vão engolir o choro e amargar mais uma derrota acachapante.

    1. "As redações desses órgãos estão dominadas por esquerdistas já faz muito tempo" ??? Você só pode estar de brincadeira! O país acabou de ter uma presidente de esquerda deposta com o apoio dessa mesma mídia e você vem me dizer que é uma mídia dominada por esquerdistas? O problema é que Bolsonaro é um ser tão tosco que não consegue a simpatia de seres "normais", fica apenas para os revoltados, radicais, senhores do censo comum.

  13. Brasil nao é um país de folclore.. passamos 13 anos nas maos de duas pessoas de extrema esquerda: uma envolvida num grupo terrorista que pregava a ditadura de esquerda e que sequestrava e roubava, a val-palmares. Despreparada, levou o país ao maior caos economico com altas suspeitas de corrupcao; o outro, despreparado, condenado, investigado por diversos crimes de corrupcao passiva, pelego e tambem envolvido no maior caso de corrupcao na historia do mundo, junto a posterior, a gerente competente, segundo o proprio. Duas figuras de extrema-esquerda, com indícios de fascismo e propaganda de esquerda em seus discursos fortes. Pregam a desmoralizacao das instituicoes publicas de fiscalizacao e o controle dos meios de comunicaçao (fascismo). Esse Bolsonaro é fichinha pequena perto desses dois.

  14. gosto muito dos seus comentarios BG
    e como cidadão , tem todo direito de se pronunciar…assim como eu tenho direitos de concordar ou nao com seus comentários…meu ponto vista é que o Bolsonaro, tem todo o direito de ser nosso presindente , e pode nao ser o melhor mas tem meu voto.
    pior do que estar é se lula voltar !@

  15. A candidatura de Jair Bolsonaro não é uma piada porque a piada é o brasil. País sem lei e desgovernado, fruto da maioria corrupta, então é isso que dá.

  16. Tanto o editor, quanto o divulgador deste texto são fanfarrões.
    Dizer que Bolsonaro não estar preparado em nenhuma matéria importante…
    Não se governa sozinho, toda gestão é formada por uma equipe.
    Qual preparo foi exigido de Lula para ele ser candidado a presidência?
    Qual preparo exigiram de Dilma?
    Antes de serem "Presidentes" não tinham sido nem vereador.
    Se acham que Segurança Pública não é tema importante é porque nunca passaram o drama de ficarem nas mãos de bandidos..

  17. Quanto exagero!
    Pintou um Bolsonaro carrasco, com sede de sangue querendo destruir a todos quantos se opuserem a ele, tá fazendo igual a revista Veja e a revista IstoÉ , só faltou dizer também que ele é um perigo e uma ameaça as minorias.

  18. Juan Arias: Quem é esse cara? E por que ele defende os políticos corruptos nessa matéria? Com intuito de denegrir a imagem de Bolsonaro?
    Ele não vai conseguir!!!!!!!

  19. Tem muita gente, principalmente da imprensa, que tem medo de Bolsonaro presidente. Porquê será???
    Obscurantismo civil e cultural… Piada! Contam muitas estórias da carochinha para o povo sem memória.

  20. Sem dúvida nenhuma, Bolsonaro será a melhor opção das últimas décadas para ser o npresidente, desse país devorado pela corrupção, violência e impunidade.

  21. Você deve está muito incomodado com a candidatura de Bolsonaro. Ficou claro que o texto levou e muito, para o lado pessoal.

  22. Homem sincero e que não se intimida em falar verdade, mesmo que isso lhe custe essas acusações absurdas…

  23. Todo dia tem manchete sobre esse palhaço. Alguém quer muito fazer propaganda do nome dele, porque notícia não é. Querem empurrar de goela abaixo? A urna vai responder ano que vem.

  24. Artigo sensacionalista de uma imprensa desvairada e desesperada com o fim da hegemonia esquerdista. Comparam Bolsonaro com Trump. Espero mesmo que essa comparação se comprove justa. Os EUA de Trump nunca estiveram tão bem economicamente nos últimos 20 anos. O país perdeu a timidez e reassumiu o protagonismo na cena internacional como defensor de todo o ocidente.

  25. Perdi meu tempo lendo ESSE VÔMITO!
    Estão com medinho??? Basta não roubar, não matar, não saquear os cofres públicos e ser um cidadão de bem!!!
    #BOLSONARO2018

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Geral

Lula teve 8 minutos a mais de fala que Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, mostra levantamento

Foto: Reprodução/Rede Globo

O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista.

Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas.

Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos.

No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio.

O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo.

Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançaram neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o comércio, os serviços e o turismo possuem realidades muito diferentes, e uma regra única pode produzir consequências graves para pequenas empresas, empregos e até para os preços pagos pela população. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, defende.

O Sistema Comércio apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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Geral

Endometriose e Infertilidade: Como o diagnóstico de precisão define o melhor caminho para a maternidade

Avanços na medicina reprodutiva e exames de imagem especializados ajudam mulhe-res a mapear a doença e decidir de forma segura entre a abordagem cirúrgica e a Fertilização in Vitro

Para muitas mulheres e casais do Rio Grande do Norte, a jornada para gerar uma nova vida pode esbarrar em desafios complexos e silenciosos. Entre as condições mais investigadas nos consultó-rios de reprodução humana está a endometriose — uma doença que, embora muito debatida, ainda gera dúvidas cruciais na hora de definir o tratamento adequado para quem deseja engravidar.

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (camada da menstruação) fora do útero, podendo atingir ovários, tubas e até o intestino. No entanto, a medici-na reprodutiva moderna alerta: encontrar a endometriose não é necessariamente o fim do mistério para quem tem dificuldade de engravidar.

“Muitas vezes, a descoberta de focos leves de endometriose não altera o fato de que a paciente precisará de auxílio para engravidar. O verdadeiro salto de qualidade na medicina atual não é ape-nas diagnosticar a doença, mas sim mapear sua gravidade para tomar a decisão mais assertiva: operar ou focar na reprodução assistida”, apontam os especialistas.

O desafio da escolha: Cirurgia ou FIV? A relação entre a endometriose e a fertilidade é multifa-torial. A inflamação crônica pode prejudicar a qualidade dos óvulos e a implantação embrionária, enquanto casos mais severos podem causar distorções anatômicas. A partir de um diagnóstico pre-ciso, abrem-se caminhos distintos, que exigem avaliação médica minuciosa:

• A via cirúrgica: É frequentemente recomendada quando a mulher apresenta dores pélvicas incapacitantes que afetam sua qualidade de vida, ou quando há lesões profundas que distor-cem a anatomia pélvica a ponto de inviabilizar o funcionamento das trompas. A cirurgia minimamente invasiva foca em restabelecer a anatomia e aliviar a dor.

• A Fertilização in Vitro (FIV): Em muitos quadros — especialmente quando a reserva ovariana já está reduzida, a idade da mulher é um fator de atenção ou não há dor limitante —, a cirurgia pode não ser o melhor primeiro passo. A FIV surge como o tratamento pa-drão-ouro por permitir que o processo de fecundação ocorra fora do ambiente inflamatório da pelve, contornando as barreiras físicas e acelerando o caminho até a gravidez.

Em algumas situações mais complexas, a abordagem pode ser combinada, exigindo uma integra-ção total entre cirurgiões ginecológicos e especialistas em reprodução humana.

A importância do exame especializado

Para que essa decisão seja tomada com segurança, o ultrassom pélvico de rotina não basta. A pre-cisão diagnóstica atual baseia-se em exames com protocolos específicos, em especial quando há um exame clínico compatível, como a Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a Ressonância Magnética da pelve, que conseguem mapear os focos da doença em detalhes.

Contudo, os médicos lembram um mito recorrente: a intensidade da dor não reflete a gravidade das lesões anatômicas. Mulheres com poucos sintomas de dor podem ter quadros de infertilidade, re-forçando a necessidade de investigação técnica.

Experiência e olhar individualizado no RN No Rio Grande do Norte, a medicina reprodutiva tem acompanhado essa evolução global de perto. O DNA Fértil, instituição com atuação desde 1997 em Natal, reforça que o cuidado com a fertilidade exige ir além de protocolos padronizados.

Com quase três décadas de experiência, a clínica destaca que evitar diagnósticos genéricos e conduzir uma investigação profunda sobre a reserva ovariana, o fator masculino e o estadiamento da endometriose é o que transforma a ansiedade dos casais em um plano de ação claro, seguro e hu-manizado.

A recomendação central é o aconselhamento especializado. Mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar ou que já possuem diagnóstico de endometriose e desejam ser mães devem procu-rar um médico especialista em reprodução humana para avaliar as reais necessidades do seu caso, garantindo que o tratamento escolhido proteja não apenas a sua saúde, mas também o seu potencial fértil.

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Geral

Ô LOUCO: Não tomar banho vira tendência entre homens da geração Z

Foto: Reprodução

Sob a justificativa de que o odor natural é mais atraente, a nova tendência entre homens da geração Z é o Pheromone Maxxing. A geração Z compreende o grupo de pessoas nascidas entre 1997 e 2012. Adeptos ao movimento, meninos e jovens adultos têm deixado de tomar banho, escovar os dentes e usar desodorante antes de encontros, afirmando que essas práticas fazem os feromônios masculinos ficarem mais perceptíveis para possíveis parceiras. Alguns ainda vão além: usam camisas sujas e bebem a própria urina como uma forma de eliminar toxinas pelo suor.

Feromônios são compostos químicos que transmitem sinais entre membros da mesma espécie. Na natureza, já foram documentados entre insetos e outros animais, sendo muito associados a instintos reprodutivos. Entretanto, os estudos sobre feromônios nos seres humanos são inconclusivos, ou seja, não há qualquer evidência científica de que deixar de tomar banho ou usar desodorante aumente as chances de atrair parceiros.

O fenômeno do Pheromone Maxxing surgiu a partir do movimento Looksmaxxing, voltado para a maximização da aparência, no qual os usuários usam as redes sociais para compartilhar o processo de otimização do físico, muitas vezes adotando medidas extremas, como procedimentos cosméticos e dietas drásticas, para alcançar esse objetivo.

Metrópoles – Ilca Maria Estevão

Opinião dos leitores

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Geral

Após ter campanha eleitoral suspensa, Renan Santos troca fotos de perfis e diz ter sido “censurado” por Toffoli

Foto: Reprodução/Instagram

Minutos após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (31) que suspendeu a propaganda eleitoral digital, os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates e outros meios de comunicação, Renan Santos (Missão) se manifestou pelas redes sociais dizendo que foi “censurado” pelo ministro Dias Toffoli.

Em protesto contra a decisão, Renan trocou a foto dos perfis oficiais de sua campanha nas redes sociais.

O ministro determinou a suspensão cautelar após apontar que 16 perfis utilizados pelo candidato foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro da candidatura. Para Toffoli, a omissão poderia permitir que as contas fossem tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, obtivessem vantagem por meio dos algoritmos de recomendação.

A decisão de Toffoli é cautelar e não determina, por enquanto, o indeferimento da candidatura. Renan e o partido terão 24 horas para informar quando os perfis passaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação pode levar ao indeferimento do registro.

Em vídeo publicado nas redes sociaisum dia antes da decisão do TSE, Renan já havia comentado sobre o risco de sua candidatura e criticado a possibilidade de ser acusado de abuso de poder econômico.

“Eles estão falando aqui de um caso que está dando problema no TSE para um monte de gente, do registro das redes sociais de todos os candidatos. É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo”, afirmou.

Renan também disse que sua campanha é uma das mais baratas entre os candidatos e que depende de vaquinhas e doações privadas. “Eu posso ser enquadrado por abuso de poder econômico. […] As campanhas dos outros estão usando centenas de milhões de reais, por dentro e por fora. E eu estou abusando do poder econômico”, declarou.

Opinião dos leitores

  1. Esse cara é um descontrolado, a cara dele não nega, um príncipe desse sendo presidente do Brasil seria uma comédia.

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Geral

Toffoli suspende propaganda eleitoral de Renan Santos, veta repasse de recursos e proíbe ida a debates

Foto: Felipe Marques / Zimel Press / Estadão Conteúdo / CP

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu a campanha de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada neste domingo e foi divulgada nesta segunda (31).

Segundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato.

Toffoli, relator do pedido de registro de candidatura de Renan, determinou a suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa do Missão, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

O ministro já havia adiado o julgamento do registro de candidatura de Renan durante o fim de semana.

“A constatação é suficiente para, no exercício do poder geral de cautela, determinar, de ofício, medidas necessárias para impedir a continuidade dos benefícios obtidos de forma inidônea em razão da omissão dos endereços”, diz um trecho da decisão.

A decisão vale também para o candidato à vice-presidente, Aroldo Medina.

g1

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Geral

Lula sanciona lei que pode retirar até R$ 16,6 bilhões da saúde e educação no Orçamento 2027

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um dia depois de se apresentar no Jornal Nacional como candidato à Presidência comprometido com os mais pobres, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, a Lei Complementar 235. A medida, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (28), altera regras fiscais e abre espaço no Orçamento, com impacto direto sobre os recursos destinados à saúde e à educação.

Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a mudança pode reduzir em R$ 4,7 bilhões o piso constitucional da saúde em 2027. Além disso, até R$ 3 bilhões de recursos que deveriam ser destinados adicionalmente à saúde e à educação em 2027 foram antecipados para 2026.

Estimativas de economistas apontam que o impacto conjunto nas duas áreas pode chegar a R$ 16,6 bilhões no próximo ano.

A principal alteração retira da base de cálculo do piso da saúde receitas obtidas com petróleo, estimadas em R$ 31 bilhões para 2027. Na prática, os 15% previstos na Constituição continuam valendo, mas passam a incidir sobre uma base menor, reduzindo o volume de recursos destinados à área.

A inclusão dessas medidas ocorreu durante a tramitação do projeto que tratava da redução de impostos sobre combustíveis. As mudanças foram negociadas com a equipe econômica do governo e aprovadas rapidamente pela Câmara e pelo Senado em 12 de agosto. No Senado, um destaque apresentado pelo PL para retirar o dispositivo foi derrotado por 43 votos a 20. Os nove senadores do PT votaram pela manutenção da medida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que houve a exclusão de receitas do petróleo da base de cálculo da saúde e classificou as alterações como “ajustes e reformas por dentro dos pisos”. Segundo ele, a medida ajudará a conter despesas obrigatórias e “abrir espaço para o ano que vem”. O governo também prevê economia de cerca de R$ 10 bilhões em 2027 com as mudanças.

Com informações de Poder 360

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Geral

Carla Dickson mostra força em Nova Cruz em grande mobilização ao lado do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Beroi

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) participou, neste domingo (29), de uma grande mobilização política em Nova Cruz, no Agreste potiguar. A programação foi dividida em dois momentos. Pela manhã teve um grande adesivaço com participação de mais de 300 veículos. Já à tarde, um arrastão quilométrico percorreu as ruas da cidade, reforçando o apoio do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Beroi à reeleição de Carla.

“É com muita alegria que voltamos a Nova Cruz. Um povo lindo e acolhedor, que sempre nos recebeu de braços abertos. Ao lado de Flávio de Beroi e agora de Joquinha Nogueira já fizemos muito por essa cidade, e tenho a agradecer por essa calorosa receptividade para que possamos continuar juntos e fazendo cada vez mais”, afirmou Carla Dickson.

A deputada foi recebida com manifestações de carinho e apoio pela população. Nova Cruz é considerada uma das cidades onde Carla deverá conquistar uma expressiva votação nas eleições de outubro deste ano. O Senador Styvenson Valentin e o candidato a vice-governador, Babá, também estiveram presentes nas mobilizações.

Durante seus mandatos, a deputada Carla Dickson já destinou mais de R$ 9 milhões em recursos para Nova Cruz, voltados para melhorias em diferentes áreas e serviços públicos, reforçando o compromisso com o município e sua população.

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EXCLUSIVO: GAECO aponta líderes e “laranja gestora” de suposta organização criminosa que desviou R$ 37 milhões com esquema de home care no RN

Foto: MPRN/Cedida

Novos detalhes da Operação Oxigênio Financeiro, deflagrada pelo GAECO/MPRN na última quinta-feira (27), revelam como estava organizada, segundo a investigação, a estrutura do grupo suspeito de desviar mais de R$ 37 milhões em recursos públicos destinados a serviços de home care no Rio Grande do Norte. A decisão judicial que autorizou a operação, obtida com exclusividade pelo Blog do BG, aponta Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como os “líderes” do esquema.

De acordo com o documento, o casal teria articulado a criação das empresas Tree of Life e Evolution Home Care, utilizadas, segundo o GAECO, como supostas concorrentes da Dolce Vitta. As três empresas funcionariam, na prática, como um único grupo, operando sob um “rigoroso caixa único”, compartilhando a mesma sede física, frota de ambulâncias, cartões de abastecimento e a mesma equipe administrativa, formada por Eliene de França Freitas, Mariano Bernardo da Silva Filho e Aurora Elisa Guimarães Mafra.

Eliene de França Freitas é descrita como “laranja gestora” e “peça-chave na coordenação operacional das fraudes”. De acordo com a investigação, ela acumulava a função de gerente multidisciplinar da Tree of Life e de diretora-presidente da Universo Cooper, apontada como uma pessoa jurídica fictícia sob seu comando, que funcionaria como uma espécie de “departamento pessoal” das empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care. A cooperativa teria sido utilizada, ainda segundo o GAECO, para viabilizar sonegações fiscais e fraudes trabalhistas.

Eliene de França é apontada ainda como responsável pela “gestão do fluxo financeiro e da contabilidade oculta”, junto com Mariano Bernardo e Aurora Elisa. A decisão cita também outros integrantes com funções no grupo investigado pelo GAECO. Maciel Gomes aparece como responsável pelo “planejamento tributário espúrio”, enquanto o advogado Ennio Ricardo é apontado como uma espécie de “diretor jurídico”, coordenando as chamadas “fraudes processuais”. Já Kleysiane Cristina, Maria Edineide e Thayaná Paloma são citadas como pessoas que atuariam como “laranjas”, com a finalidade de ocultar os verdadeiros proprietários do grupo.

A investigação aponta ainda que o dinheiro obtido com o suposto esquema teria sido lavado por meio de outros negócios. Entre as empresas citadas estão a Infinity Holding, a Clínica Médica Atend Já (unidade Zona Norte), o Salão de Beleza Vitta Color e a Cafeteria Mr. Black. O documento indica que esses empreendimentos teriam sido utilizados para reinserir na economia formal recursos supostamente desviados da saúde pública.

Como funcionava o esquema

A fraude investigada começava, segundo o MPRN, com laudos médicos superdimensionados, utilizados para obter decisões judiciais de urgência obrigando o poder público a custear serviços de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo grupo apresentavam orçamentos previamente combinados, criando uma falsa concorrência e permitindo que os contratos fossem concentrados nas empresas do próprio núcleo.

Após os recursos serem liberados por decisões judiciais, o grupo teria alimentado uma estrutura empresarial paralela, utilizado pessoas como laranjas e adquirido ou financiado outros negócios. O MPRN estima que mais de R$ 37 milhões tenham sido desviados dos cofres do Estado e do Município de Natal. A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que identificou um aumento considerado anormal na judicialização dos serviços de saúde.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores, dinheiro em espécie e outros bens.

LEIA MAIS: [EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

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BRASIL: Dívida bruta sobe para R$ 10,9 trilhões e atinge 82,5% do PIB, maior patamar desde 2021

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB, informou o Banco Central nesta segunda-feira (31). É o maior patamar desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,6% do PIB. O Governo Geral compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais.

No acumulado de 2026, a dívida aumentou 3,9 pontos percentuais em relação ao PIB. Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a Presidência, em janeiro de 2023, a dívida correspondia a 71,38% do PIB.

Em junho, a relação era de 81,9%. A alta de 0,6 ponto percentual no mês foi puxada principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram 0,8 ponto, e pelas emissões líquidas de dívida, com impacto de 0,2 ponto. O crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto.

Apesar da alta do endividamento, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. O governo central teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos regionais e estatais registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão.

Em 12 meses até julho, porém, o setor público acumulou déficit primário de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB. No mesmo período, os juros nominais somaram R$ 1,15 trilhão, ou 8,67% do PIB, levando o déficit nominal a R$ 1,24 trilhão (9,34% do PIB).

Com informações de CNN

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  1. 2021 ainda estávamos sob pandemia né? O governo teve a competência de aumentar a dívida sem pandemia

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