Emme White nas gravações de ‘Urbex fuckers’ (Foto: Divulgação/Sexy Hot)
Todo mundo sabe que mulheres ganham menos que homens. No Brasil, a diferença média é de 30%, apontam dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma pesquisa do ano passado indicou que elas ganham menos em todos os cargos. Mas há exceções – e uma delas é a indústria pornô.
Enquanto Hollywood debate a desigualdade salarial entre atores e atrizes, o mercado de filmes adultos superou essa defasagem faz tempo: tanto aqui quanto lá fora, mulheres recebem cachês mais altos.
O G1 falou com atrizes, diretores, produtores e atores para saber por que elas faturam mais (em geral, o dobro). Os principais motivos citados foram estes:
as atrizes têm exposição muito maior diante das câmeras, com closes constantes etc. Aliás, a palavra “exposição” foi usada por todos os entrevistados;
fora das câmeras, a exposição também é maior: atrizes sofrem mais com preconceito da sociedade; por causa do machismo, estão mais sujeitas a constrangimento, como se para elas fazer pornô pegasse mal, ao contrário dos homens;
o público desses filmes é predominante masculino, portanto as atrizes são o principal atrativo;
é a mesma lógica da indústria da moda e da beleza: as modelos são as grandes estrelas, não os modelos;
na gravação das cenas, o desgaste físico das atrizes é maior que o dos atores;
para elas, a preparação antes de entrar em cena exige mais, com sessões de maquiagem, de foto, vídeos sensuais, enquanto o trabalho dos homens é, em tese, mais fácil;
há mais homens dispostos a trabalhar nesse mercado do que mulheres;
os remédios para disfunção erétil, em teoria, facilitam o desempenho dos atores, exigindo menos da performance deles.
Mas será que essa diferença de salário tem a ver com a ideia de que, para as atrizes, trata-se de um trabalho mesmo, que exige esforço, enquanto para os atores tudo não passaria de diversão?
“Acho que a mulher também carrega um fardo maior, principalmente aqui no Brasil. Então, acho justo uma atriz ser melhor remunerada do que o ator”, afirma Angel Lima, de 27 anos e mais de cem filmes no currículo. Uma das principais atrizes em atividade no país, ela é ganhadora do Prêmio Sexy Hot, o chamado “Oscar pornô brasileiro”.
Outra vencedora do troféu, Fabi Thompson, de 34 anos e também com uma centena de produções, concorda: “É justo, porque neste caso a mulher é muito mais mal vista, em qualquer situação. A exposição maior é totalmente da mulher”.
Mayanna Rodrigues, de 31 anos e atriz desde 2005, ressalta que “a mulher acaba sendo muito ativa em cena, no caso da atuação”.
“Porque ela tem que fazer várias coisas: oral, vaginal, anal… Então, o desgaste é muito maior, tanto de imagem quanto físico. Isso é aqui no Brasil e lá fora também. É um meio de o mercado manter as coisas equilibradas pela exposição.”
Patrícia Kimberly, de 34 anos e atuando desde 2005 (já apareceu em mais de 50 filmes), conta que “normalmente, os atores ganham metade do cachê das mulheres”. “E as atrizes fazem maquiagem, tem o ‘videozinho’ sensual, fotos. O ator chega lá, faz a cena e acabou.”
Emme White, de 37 anos e que faz filmes há dois, acredita que as atrizes pornôs ganham mais “talvez por um resquício machista, ainda, de achar que a mulher estaria se expondo mais do que o homem”.
Ainda que recebam mais que os parceiros de cena, todas reconhecem que os bons e velhos tempos ficaram para trás. Os entrevistados traçam uma linha do mercado nacional que marca ou auge entre 2004 e 2007, com celebridades participando de filmes e vendas de DVDs em bancas de jornal. Por volta de 2010, a pirataria on-line ganhou força e reduziu drasticamente o número de produtoras e ofertas de trabalho.
A atriz pornô Mayanna Rodrigues (Foto: Luiz Costa/Photografobia/Divulgação)
Kid Bengala acha ‘injusto’
Considerado o maior astro brasileiro do segmento, Kid Bengala, de 63 anos, vê razões históricas para a diferença:
“Isso aconteceu lá atrás, no início das produções de filmes pornôs. Para superar as dificuldades de encontrar talentos femininos para trabalhar na área, os produtores ofereciam a elas cachês maiores que os dos homens, é claro. Pois elas viviam numa sociedade discriminatória, com tabus e preconceito contra as mulheres”.
O veterano Kid Bengala (à esq.), de 60 anos, entrega um dos três troféus vencidos por Yuri, seu ‘sucessor’, no Prêmio Sexy Hot 2015 (Foto: Eduardo Viana/Divulgação)
Mas ele acha que, atualmente, isso já não se justifica: “Hoje, acho injusto a mulher ganhar mais. Porque a dificuldade de o homem ter uma ereção em frente às câmeras… Para as mulheres, é só se liberarem, se descontraírem, né? Entre uma descontração e uma ereção, a dificuldade da ereção é muito maior. No mínimo, [os cachês] teriam que ser iguais”.
Um dos mais requisitados diretores de pornô brasileiro, Gil Bendazon concorda com o ator: “O principal é o homem. Se ele não for bom, não existe cena”, avalia ele, que já ganhou prêmios importantes nos Estados Unidos, como o Xbiz e o famoso AVN Awards, o mais conceituado do mercado internacional.
Cachê de R$ 3 mil a R$ 5 mil
Dono da Brasileirinhas, principal produtora do Brasil, Clayton Nunes conta que o cachê das atrizes, em geral, vai de R$ 3 mil e R$ 5 mil. “Em média, é R$ 3 mil por duas cenas de sexo com um ator ou uma cena com ator e duas com mulheres, caso a modelo goste. Ou cinco cenas por R$ 5 mil”.
Já os atores recebem R$ 500 pela diária. “O custo de um filme é em torno de 25 mil reais e o gasto com os caches dos atores e atrizes é de mais ou menos a metade”, calcula Nunes.
No auge do mercado, entre 2004 e 2007 os valores eram mais elevados. O produtor lembra: “O máximo que as atrizes já ganharam foi R$ 50 mil por 50 cenas. Mas elas gravavam cinco cenas por mês… O que tinha era uma quantidade absurda de cenas, cheguei a fazer 13 filmes em um mês. Hoje, faço quatro.”
O produtor, contudo, destaca que as atrizes, em um dia habitual de trabalho, começam a trabalhar às 10h e só vão terminar às 17h, depois de sessões de maquiagem, fotos, vídeos sensuais e a gravação do filme propriamente dito. “Enquanto isso, o homem chega às 16h, grava e vai embora às 17h (risos).”
Por que o público é masculino?
As atrizes da Brasileirinhas costumam trabalhar para a produtora três ou quatro vezes por ano. Já os atores são convocados a cada duas semanas. A rotatividade é exigência do público. “Quem assiste pornô, na grande maioria das vezes, é para ver a garota, e não o cara”, diz Clayton Nunes.
Ele tem uma hipótese para explicar o motivo de seu mercado consumidor ser formado, essencialmente, por homens. “Mulher, quando quer sexo, sai na rua e consegue. Não precisa nem tomar vinho – na porta do bar, arranja alguém. Já o homem, quando quer sexo, sai para a balada, toma vários foras da mulherada na noite, chega em casa e vai assinar a Brasileirinhas (risos).”
Nunes arrisca uma segunda teoria: “O homem é muito visual, por isso assiste a filme pornô. A mulher é mais da imaginação. Ela compra livros, ‘Cinquentas tons de cinza’, que são como filmes pornô, só que sem imagem. Posso estar errado, mas a minha experiência diz isso.”
A produtora Mayara Medeiros, da XPlastic, vê semelhanças entre “o que acontece na indústria pornô e toda a indústria da beleza”. “Você sabe o nome de grandes modelos, mas a gente conhece pouco de grandes modelos masculinos. O mercado da pornografia acaba se espelhando nisso. Existe muito mais público procurando pela Fabi Thompson do que por um ator. É a mesma coisa da Victoria’s Secret.”
É mais fácil achar atores do que atrizes
A atriz pornô Patricia Kimberly (Foto: Divulgação)
Dono de uma pequena produtora tocada no estilo “exército-de-um-homem-só”, o diretor, produtor e ator Brad Montana, de 35 anos, afirma que o fato de as atrizes pornôs ganharem mais não tem relação direta com a suposta dificuldade do trabalho.
“É até mais trabalhoso para o homem, pelo aspecto da ereção. Mas, por outro lado, se eu coloco um anúncio de emprego procurando homem para ser ator pornô e um anúncio procurando mulher para ser atriz pornô, a fila de homem vai chegar a Brasília – a de mulher não chega a um terço disso”, diz Montana.
“Outro aspecto, é que, de fato para a mulher há uma sobrecarga muito maior, no que concerne a preconceito. Enquanto, para o ator, a galera chama o cara para pagar cerveja no barzinho da esquina e perguntar sobre gravação, a menina passa por um constrangimento de ter o portão de casa pichado, sofrer chacota de crianças… É mais pesado.”
Remédio
Existe um mito de que hoje, por causa dos remédios para disfunção erétil, é mais fácil ser ator pornô do que era no passado. Essa “facilidade” ajuda a explicar por que os atores já não são tão valorizados?
“A gente não dá remédio para ninguém e nem os atores assumem que tomam. Então, pra gente, depois desses remédios na teoria não mudou nada. Mas, coincidentemente, a performance dos atores melhorou muito (risos)”, conta Clayton Nunes, da Brasileirinhas. “Antigamente os filmes eram bastante editados, hoje a gente disponibiliza o material na íntegra, sem edição no site da casa das brasileirinhas. Então, se o cara não mandar bem todo mundo vê.”
Brad Montana acha que antigamente “era mais difícil para o cara gravar”. “Eu vi um filme de um ator americano muito conhecido que tinha um pênis descomunal, era um fenômeno da indústria pornográfica. O filme mostra que era como, para ele, era um ritual realmente se preparar para conseguir ficar com o pênis ereto. Um ritual que hoje ele não precisaria passar porque tem o recurso de remédio, entende?”, afirma.
“Não dá para comparar a adrenalina de um cara que não tinha nada para tomar com um cara que hoje entra no set e pode não tomar nada, mas tem a consciência de que, se quiser, pode recorrer. Facilita.”
Interessante os comentários que confirmam tudo o que foi dito na reportagem, preconceito (sério? Mulher escolhe curso mais fácil?) piriguete faz a própria filmagem (sério? Piriguete?) é todo o tipo mais de comentários de punheteiros que realmente gastam horrores na balada e voltam com a mão coçando.
Mulheres ganham menos pq as escolhas delas dentro das universidades são diferentes, geralmente escolhem cursos das áreas de humanas que pagam menos em suas profissões, no caso os homens são maioria nas salas de engenharia e tecnológica que pagam varias vezes mais. parem com essa loucura de que mulher ganha menos que homem que isso é uma mentira que vem sendo enfiada goela a baixo por grupos feministas.
é um ramo de atividade que vai se acabar em pouco tempo devido a tecnologia, hj em dia qualquer piriguete deixa alguem gravar e mandar pelas redes sociais. O Wahtzap matou a playboy e vai matar a industria pornô, da mesma forma que o uber vai matar o táxi e poucos anos, e varias outras carreiras foram destruídas ao longo dos anos, como datilografo por exemplo.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou na terça-feira (23), representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos documentos, o parlamentar acusa o governo federal de ter extrapolado o limite de gastos com publicidade em ano eleitoral.
Segundo os cálculos apresentados pelo senador, o governo já empenhou R$ 785,7 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre de 2026, valor que superaria o teto permitido em R$ 167,6 milhões (excesso de 27%).
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) foi procurada por e-mail, mas não se manifestou até a publicação desta matéria pelo jornal O Estado de S. Paulo, no fim da noite da terça-feira (23).
Marinho também mira uma campanha específica: a peça publicitária “Tempo com a Família”, lançada para defender o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o senador, a iniciativa consumiu cerca de R$ 80 milhões e “pode ser interpretada como exemplo do uso da máquina pública para deslegitimar posições políticas divergentes”.
O senador afirma que a campanha possui “evidente potencial de impacto eleitoral” e que o Planalto busca disputar a “paternidade política da proposta em ano eleitoral, em contexto de baixa popularidade presidencial”.
Além disso, Marinho relembrou um precedente do TCU. Segundo o senador, em 2019 o tribunal suspendeu uma campanha publicitária do governo Bolsonaro sobre o Pacote Anticrime, conjunto de medidas de segurança pública enviado ao Congresso. O argumento era o mesmo: o de que não é legítimo usar publicidade oficial para promover proposta legislativa ainda em tramitação.
“A coerência institucional exige que parâmetros jurídicos de mesma natureza conduzam aos mesmos resultados, independentemente do governo de ocasião”, diz o senador.
Ao TCU, Marinho pede auditoria emergencial na Secom, medida cautelar para suspender imediatamente a campanha da escala 6×1 e aplicação de multa aos responsáveis. À PGR, pede a abertura de procedimento investigatório.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou um vídeo reagindo ao vídeo onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fala com estudantes sobre as alegações de que todo político é ladrão.
– Entrem vocês na política, porque o político honesto que vocês querem está dentro de vocês, não está dentro de mim, não está dentro dele – declarou o petista, ao querer estimular os estudantes.
Nikolas, por sua vez, disse:
– Dessa vez eu vou ter que concordar com o Lula.
Na legenda da publicação, o deputado ainda escreveu: “Finalmente ele falou a verdade”.
Há menos de uma semana, Nikolas já havia reagido a outra fala controversa do petista. O parlamentar se manifestou, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, porque Lula riu ao falar que viu Neymar ser chamado de primeiro jogador home office do mundo.
Nesta quarta-feira (24), a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um vídeo produzido com inteligência artificial em que o senador aparece realizando o “resgate” de Neymar. A ação ocorre após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jogador, chamado por ele de atleta “home office”.
A nova peça publicitária dá sequência a outro vídeo lançado na semana passada, no qual Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem combatendo embarcações que simbolizam facções criminosas. A produção é assinada pelos publicitários Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari.
No novo episódio, Neymar é retratado sendo levado por Flávio para integrar a seleção brasileira. O atacante deve ser relacionado pelo técnico Carlo Ancelotti para a partida contra a Escócia que acontece nesta quarta.
No último sábado (21), o pré-candidato do PL já havia demonstrado apoio ao jogador durante um evento em Guarulhos, onde apareceu usando uma camisa com o nome de Neymar.
O filho de 27 anos suspeito de matar a própria mãe em Belo Horizonte (MG) chamou a atenção de policiais militares após confessar o crime e, dentro da viatura, cantar e demonstrar comportamento considerado incomum pelos agentes.
Segundo a Polícia Militar, o homem foi encontrado no apartamento onde vivia com a vítima, no bairro Nova Cachoeirinha, na manhã de segunda-feira (22), após vizinhos acionarem a corporação pelo desaparecimento da mulher por cerca de três dias. Após a Polícia Militar arrombar a porta do imóvel e encontrar o corpo decapitado de Jussara Maria Rodrigues da Cruz. 54 anos, ele teria admitido o assassinato.
De acordo com o sargento Gleidson Wellys, o comportamento do suspeito após a prisão surpreendeu a equipe. Ele cantava dentro da viatura e chegou a sorrir em registros feitos pelos policiais. “Ele estava muito tranquilo, muito frio. É raro deparar um filho que mata a mãe da forma que matou, decapitando e tal, e a maneira de ele estar frio, cantando até dentro da viatura, sorrindo nas fotos”, contou ao portal Metrópoles. “É macabro, é estranho”, acrescentou.
Dentro do apartamento, os militares encontraram o corpo de Jussara com sinais de extrema violência, incluindo decapitação e múltiplas perfurações. Um vizinho relatou que chegou a ouvir a mulher implorando pela vida. “Não faça isso, meu filho. Eu te amo”, teria dito Jussara antes de ser assassinada.
O suspeito estava sem camisa e de sandálias no momento da abordagem e permaneceu em silêncio até a confissão. Ele foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens para atendimento médico e depois levado à delegacia.
Familiares e vizinhos relataram que o jovem tem histórico de esquizofrenia e teria retornado de Portugal cerca de seis meses antes do crime. Também há relatos de conflitos anteriores entre mãe e filho relacionados ao imóvel onde moravam.
Parte da diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) participou nesta terça-feira (24) de uma reunião com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, e secretários municipais, no Palácio Felipe Camarão. O encontro teve como objetivo discutir medidas para aprimorar as contratações de obras e serviços de engenharia, buscando mais eficiência, segurança jurídica e qualidade na aplicação dos recursos públicos.
A pauta foi motivada pelo cenário de obras paralisadas no país. Dados apresentados pelo sindicato apontavam a existência de 11.944 obras interrompidas no Brasil. No Rio Grande do Norte, os investimentos paralisados ultrapassavam R$ 541 milhões, sendo 16 obras formalmente paralisadas em Natal.
Segundo Shirley Cavalcanti, secretária municipal de Infraestrutura, as paralisações decorrem de diferentes fatores. “Muitas vezes essas obras dependem de recursos federais ou de outras fontes externas, e a interrupção desses repasses acaba comprometendo a continuidade dos serviços. Em outros casos, encontramos problemas relacionados a projetos incompletos, erros de orçamento ou falhas no planejamento inicial, que acabam gerando dificuldades durante a execução”, explicou.
A secretária também ressaltou que a capacidade técnica das empresas contratadas é um aspecto que merece atenção especial. “Há situações em que empresas apresentam grandes descontos durante o processo licitatório, mas depois não conseguem executar o contrato por falta de estrutura técnica ou financeira. Isso acaba impactando diretamente o andamento da obra. Por isso, defendemos processos cada vez mais qualificados, que permitam avaliar não apenas o preço, mas também a capacidade de entrega, a experiência e a sustentabilidade da execução. Esse é um desafio que não é exclusivo de Natal, mas de todo o Brasil, e que exige planejamento, diálogo e aperfeiçoamento constante dos processos públicos”, enfatizou.
Durante a reunião, o sindicato defendeu medidas voltadas ao aperfeiçoamento das licitações públicas, com foco na mitigação de riscos, melhoria da qualidade dos projetos, cumprimento de prazos e garantia do interesse público. Entre os pontos destacados estão a elaboração de projetos completos, orçamentos mais consistentes, padronização de critérios técnicos para seleção de empresas, aprimoramento das fases de habilitação e qualificação dos licitantes e mecanismos que assegurem equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
A entidade também sugeriu a criação de um grupo permanente de discussão sobre contratações públicas de obras e serviços de engenharia, reunindo Prefeitura, órgãos de controle, CREA-RN e representantes do setor produtivo, com o objetivo de construir soluções para reduzir paralisações e aumentar a eficiência dos investimentos públicos.
Legislação atualizada
Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) oferece instrumentos que permitem melhorar a qualidade das contratações públicas, considerando não apenas o menor preço, mas também aspectos como qualidade, economicidade e ciclo de vida dos empreendimentos.
“Agradecemos a receptividade da Prefeitura a esse diálogo. O que estamos propondo é aproximar a forma de contratação do poder público das boas práticas já consolidadas pela iniciativa privada. Nas empresas, buscamos sempre o melhor custo-benefício, aquele que reúne qualidade, capacidade de execução e eficiência. Quando o foco está apenas no menor preço, muitas vezes se penaliza a qualidade do serviço e até a capacidade de entrega dentro do prazo. Por isso, é fundamental que propostas inexequíveis sejam analisadas com mais rigor, porque descontos excessivos podem indicar, desde o início, que a empresa não terá condições de cumprir aquilo que foi contratado. A Lei 14.133 já trouxe avanços importantes nesse sentido, e nosso objetivo é contribuir para que esses instrumentos sejam efetivamente aplicados, melhorando a qualidade dessas contratações públicas”, afirmou Azevedo.
Segundo ele, o principal objetivo da reunião é justamente contribuir para a redução das obras paralisadas. “O Rio Grande do Norte possui mais de R$ 500 milhões em obras paralisadas, e entendemos que a legislação atual oferece mecanismos capazes de enfrentar esse cenário. Estamos defendendo pilares fundamentais, como a elaboração de orçamentos consistentes, uma qualificação técnico-econômica equilibrada das empresas, projetos executivos mais completos e pagamentos realizados em dia. Quando existe equilíbrio contratual, segurança técnica e fluxo financeiro adequado, as obras têm mais condições de serem entregues dentro do prazo e sem sobrecustos. O Sinduscon quer atuar como um parceiro técnico da Prefeitura, contribuindo com propostas e compartilhando experiências para que Natal tenha contratações mais eficientes e menos obras interrompidas. Com diálogo e planejamento conjunto, quem ganha é a população, que passa a contar com serviços entregues no prazo e com qualidade”, destacou.
Corroborando com essa perspectiva, Tony Robson, assessor jurídico do sindicato, pontua que a nova Lei de Licitações trouxe uma mudança importante para as contratações públicas. “Se antes a atenção estava muito concentrada na fase de disputa da licitação, hoje existe uma valorização muito maior do planejamento. É nessa etapa que a administração pública define exatamente o que pretende contratar, desenvolve projetos, estrutura orçamentos e identifica riscos. Quanto mais completo e qualificado for esse planejamento, melhores serão as condições para que a contratação alcance o resultado esperado. Isso significa obras mais eficientes, maior segurança jurídica e uma entrega adequada dos equipamentos públicos para a população”, explicou.
O prefeito Paulinho Freire destacou que um dos desafios da gestão municipal é ampliar a capacidade de fiscalização dos contratos e obras em andamento. “Estamos trabalhando para fortalecer nossa equipe por meio de concurso público. Quanto melhor for o acompanhamento, maior será nossa capacidade de garantir obras executadas com qualidade, dentro dos prazos e de acordo com o planejado”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que a troca de experiências com entidades como o Sinduscon-RN contribui para o aprimoramento contínuo da gestão e dos investimentos públicos. “Essas discussões são essenciais porque trazem novas experiências e diferentes perspectivas sobre os desafios da administração pública. A legislação está em constante evolução, precisamos acompanhar essas mudanças, e nossa intuito é entender como podemos melhorar e entregar obras que atendam às necessidades da população e gerem benefícios concretos para quem mais precisa dos serviços público”, finalizou.
A Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) concluiu sua atuação no polo Arena das Dunas durante o São João de Natal 2026 com resultados nas áreas de limpeza urbana, coleta seletiva e inclusão socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis.
Ao longo dos oito dias de programação realizados na Arena das Dunas, a Urbana recolheu 32,7 toneladas de resíduos sólidos, garantindo a limpeza e a manutenção do espaço antes, durante e após os shows. A operação contou com a atuação de 560 garis e 16 encarregados ao longo dos três fins de semana de evento.
Para dar suporte aos serviços, foram disponibilizados 25 contêineres, 50 lixeiras e um carro-pipa, utilizados nas ações de coleta, varrição, lavagem das áreas de circulação, higienização dos banheiros químicos e limpeza do entorno da Arena.
Do total de resíduos recolhidos, foram registradas 11,8 toneladas durante os dias 5, 6 e 7 de junho; 7,4 toneladas nos dias 13 e 14; e 13,5 toneladas nos dias 19, 20 e 21, somando as 32,7 toneladas coletadas ao longo da programação.
Além da limpeza urbana, a Urbana desenvolveu ações voltadas à sustentabilidade por meio da Central de Resíduos instalada no evento. No período, foram coletados 2.838,31 quilos de resíduos, dos quais 2.670,46 quilos foram destinados à reciclagem, reforçando o compromisso com a destinação ambientalmente adequada dos materiais gerados durante o evento.
A Central de Resíduos cadastrou 166 catadores e catadoras, dos quais 120 comercializaram materiais recicláveis ao longo do evento. Ao todo, foram pagos R$ 20.304,59 pela compra de 2.330,42 quilos de materiais recicláveis, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da economia circular no município.
Os resultados demonstram a atuação integrada das equipes de limpeza urbana e coleta seletiva, garantindo um ambiente limpo, organizado e ambientalmente responsável para milhares de pessoas que participaram do São João de Natal na Arena das Dunas.
Operação segue no Ginásio Nélio Dias
Para o encerramento da programação do São João de Natal no Ginásio Nélio Dias, a Urbana manterá uma operação especial de limpeza urbana, com equipes atuando antes, durante e após os eventos.
Os serviços incluem varrição, coleta e transporte de resíduos, lavagem de áreas estratégicas, limpeza e manutenção dos banheiros químicos, além da operação da Central de Resíduos e das ações de coleta seletiva, assegurando a destinação correta dos materiais recicláveis e a continuidade do trabalho de inclusão dos catadores participantes.
A atuação integrada das equipes tem como objetivo manter a limpeza do espaço, contribuir para o bem-estar dos participantes e preservar o ambiente durante o último fim de semana de programação na capital potiguar.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, indicou que as eleições presidenciais no Brasil são um “grande teste” para estratégia de Washington de manter a “proeminência” na América Latina, conforme plano definido pela Estratégia de Segurança Nacional dos EUA publicada em 2025.
Em rede social, Trump publicou o artigo do colunista John Gizzi, setorista da Casa Branca para o veículo conservador pró-Trump Newsmax, sob o título Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina.
O colunista político cita a eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, como mais uma vitória de Trump dentro do “amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”.
O artigo cita ainda as eleições de 2026 no Peru, en Honduras, na Bolívia e no Chile, além de pleitos mais antigos em El Salvador (2019), Argentina (2023) e Equador (2023), como os “triunfos” de Trump na região.
“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, escreveu Gizzi.
Desafios restantes
O artigo republicado por Trump destaca, porém, que o governo do republicano tem ainda quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil, sendo o Brasil o “próximo grande teste” de Trump na região.
“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz o artigo.
O autor da publicação conclui que o presidente dos EUA está “tornando as Américas grandes novamente”.
“Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, diz o artigo.
A publicação lembra ainda que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de filho, Flávio Bolsonaro, na tentativa de destituir o presidente “de esquerda” Luiz Inácio Lula da Silva.
Doutrina Monroe com Trump
Em documento publicado em dezembro de 2025, o governo dos EUA diz que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, em uma espécie de releitura do projeto doutrinário do século 19 que expandiu a influência dos EUA por todo o continente.
Criada em 1823, quando os EUA despontavam como nova potência mundial, a Doutrina Monroe afirma que a “América é para os americanos” e serviu, à época, para desafiar às potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina.
Agora, sob o segundo mandato de Trump, os EUA se propõem a “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”.
“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, diz o documento da Casa Branca.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta quarta-feira (24) o terceiro suspeito de participação no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró. O investigado foi identificado como Wilson Mariano da Silva Filho e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após o avanço das investigações. Veja no vídeo abaixo:
Segundo a Polícia Civil, foram reunidos elementos que apontam o envolvimento de Wilson no crime ocorrido em 15 de junho. Após ser localizado, ele foi preso e colocado à disposição da Justiça. A prisão é considerada mais um avanço nas apurações do caso, que mobilizam forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará.
Outros dois suspeitos já haviam sido presos em território cearense durante uma operação interestadual. As investigações também resultaram na apreensão de armas com características compatíveis com as utilizadas no atentado. A Polícia Civil informou que continua trabalhando para esclarecer a dinâmica do crime, identificar possíveis mandantes e responsabilizar todos os envolvidos.
A Prefeitura do Natal realiza nesta quinta-feira (25) o pagamento antecipado de 40% do 13º salário dos professores em efetivo exercício na Rede Municipal de Ensino. A medida beneficia 4.563 profissionais e representa um investimento de quase R$ 12 milhões.
O valor será creditado antes do período tradicional de pagamento do benefício e alcança uma das maiores categorias do funcionalismo municipal.
Para o prefeito Paulinho Freire, a antecipação representa uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação. “Os professores da Rede Municipal de Ensino são profissionais essenciais para Natal e que contribuem diariamente para a formação das novas gerações”, afirmou.
Além do impacto direto para os servidores, a antecipação também deve movimentar a economia local. “São quase R$ 12 milhões chegando antes do previsto. Esse recurso circula pela cidade e alcança diferentes segmentos da economia”, acrescentou o prefeito.
O pagamento será realizado para todos os professores em efetivo exercício no magistério da Rede Municipal de Ensino.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (24/6), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) diz ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.
“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”
Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual.
A ex-primeira-dama defende que a direita apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do estado.
No vídeo, Michelle afirmou que a resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política.
Ela relembrou declarações de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar contraditório que integrantes do bolsonarismo apoiem uma aliança com alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.
A ex-primeira-dama ainda acusou os filhos de Bolsonaro de agirem de forma coordenada ao reagirem publicamente às suas críticas. “Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, afirmou.
Interessante os comentários que confirmam tudo o que foi dito na reportagem, preconceito (sério? Mulher escolhe curso mais fácil?) piriguete faz a própria filmagem (sério? Piriguete?) é todo o tipo mais de comentários de punheteiros que realmente gastam horrores na balada e voltam com a mão coçando.
Mulheres ganham menos pq as escolhas delas dentro das universidades são diferentes, geralmente escolhem cursos das áreas de humanas que pagam menos em suas profissões, no caso os homens são maioria nas salas de engenharia e tecnológica que pagam varias vezes mais. parem com essa loucura de que mulher ganha menos que homem que isso é uma mentira que vem sendo enfiada goela a baixo por grupos feministas.
É so voce fazer o q elas fazem Kid. Vai?
é um ramo de atividade que vai se acabar em pouco tempo devido a tecnologia, hj em dia qualquer piriguete deixa alguem gravar e mandar pelas redes sociais. O Wahtzap matou a playboy e vai matar a industria pornô, da mesma forma que o uber vai matar o táxi e poucos anos, e varias outras carreiras foram destruídas ao longo dos anos, como datilografo por exemplo.