O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto apresentado há quase uma década que autoriza o porte de arma de fogo aos agentes de trânsito.
O texto dá a permissão a autoridades de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, quando em serviço, “mediante comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica”. Como já foi aprovado pela Câmara, o projeto só depende, agora, de sanção do presidente Michel Temer.
O texto que altera o Estatuto do Desarmamento foi proposto em 2008, pelo então deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF). Em maio deste ano, Filippelli, que era assessor especial de Temer, foi preso pela Polícia Federal. Durante a discussão do assunto no plenário, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou os senadores que se posicionaram a favor do armamento da população.
“Infelizmente uma parte significativa dos senhores parlamentares acham que a forma de enfrentar a violência é com mais violência, porque a única coisa que justifica a defesa do armamento indiscriminado para a sociedade brasileira é isso, que uma arma poderá dar a proteção à sociedade. Não. O que poderá dar proteção à sociedade é o investimento pesado do Estado brasileiro na primeira infância, é o investimento pesado do Estado na juventude”, disse.
Antes dela, o senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que “agente de trânsito tem que estar com um [revólver de calibre] 38” e que “com um 38 até um menino de cinco anos atira, sem precisar fazer treinamento”.
O relator do texto, senador José Medeiros (Podemos-MT), recomendou em seu parecer a aprovação da matéria e argumentou que, no caso desses profissionais, o porte de arma de fogo é um instrumento de trabalho, não um privilégio.
“É inegável que a fiscalização do trânsito envolve riscos consideráveis, pois os agentes são encarregados de fiscalizar vias públicas e não raro se deparam com condutores embriagados, exaltados e violentos. Além disso, ao realizar abordagens regulares, os agentes podem ser surpreendidos pelo cometimento de crimes em flagrante delito, como o porte de entorpecentes e de armas de fogo”, diz o texto.
Folha

O cúmulo do absurdo! Chegamos no sub-solo do poço.
É verdade José Neto. A maioria dos agentes de transito foram colocados para não serem demitidos de outros órgãos municipais. Nunca ouvi falar em um concurso para agente de transito, nem tão pouco que eles foram treinados para o cargo. Não sabem tratar , educar , informar aos motoristas. É claro que tem muito maus condutores também. Imagine essa turma armada. Não concordo com agente de transito armado. É minha opinião.
Qual é a diferença entre policia civil, policia militar, guarda municipal e agente de trânsito em usar uma arma? TREINAMENTO!!! Todos antes de usarem uma arma são pessoas comuns sem preparo nenhum, agora depois de serem aprovados em testes psicológico e um treinamento para o uso de arma de fogo não vejo problemas, mas respeito o ponto de vista de todos. O futuro é todo cidadão ter direito ao porte e acabar com essa CIUMEIRA de quem conseguiu primeiro. Forte abraço a todos!!!
Só quem não pode ter arma para defesa pessoal e da família é o cidadão de bem que não tem segurança e vive por contar com a própria sorte. A única coisa que resta ao cidadão trabalhador é pagar impostos e muitos tem o direito de receber salário atrasado.
Se eles já possuem, em conformidade segundo o CTB, já não era sem tempo.
Vai dar merda . Nunca vi uma categoria com mais autoritarismo que agente de trânsito, isso sem arma . Imagine se estiverem com uma pistola na cintura.
Eles já são uma ameaça com bloquinho e caneta na mão. Imagina com uma arma!?
Na Prefeitura de Natal todos os agentes de transito estão em desvio de função e ganhando uma boa gratificação. Nunca houve concurso público.Em 2000 Vilma Maia fez um decreto permitindo que vigias, ASGs, e outros fossem sem concurso para a função de agentecde transito.