Os contratos de sondas para exploração do pré-sal renderam ao PT cerca de US$ 133 milhões em propina, segundo calculou o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Esse valor, segundo ele, seria dividido entre o partido, o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente Lula, cuja parcela seria gerenciada pelo ex-ministro Antonio Palocci. Em depoimento ao juiz Sergio Moro na sexta-feira, Duque disse ter feito, na época, uma planilha para justamente calcular quanto ele e os petistas receberiam de propina dos estaleiros responsáveis pelo fornecimento de sondas para a Petrobras.
— Os dois terços do partido Vaccari me informou que iriam para o PT, para José Dirceu e para Lula, sendo que a parte do Lula seria gerenciada por Palocci. Na época eu conversei com (Pedro) Barusco e passei essa informação para ele, falei que ele não estava lidando com peixe pequeno — disse Renato Duque.
Segundo ele, todos os estaleiros teriam se comprometido a pagar. Duque não soube dizer quantos efetivamente honraram o compromisso.
— O que (de propina) efetivamente foi pago eu não sei — afirmou Duque.
O ex-diretor da Petrobras contou que quem primeiro negociou a propina com os estaleiros foi Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras que foi trabalhar na Sete Brasil. O acerto era de 1% sobre o valor do contrato, à exceção dos estaleiros Keppel e Jurong, que pagariam 0,9%. A intenção de Barusco era dividir a propina meio a meio: metade para “casa”, representada pelos executivos da Sete Brasil e Petrobras, metade para o PT.
Quando Vaccari chegou com a determinação de que o PT ficaria com dois terços da propina, Barusco teria reclamado, pois tinha negociado com as empresas e ficaria com a menor fatia.
— Eu intervi. Calma, não é bom reclamar, você pode ser tirado daí e ficar com zero — contou Duque.
O ex-diretor da Petrobras disse que já tinha saído da estatal quando o contrato das sondas foi fechado e que Barusco pediu para usar uma conta bancária dele no exterior, no banco Cramer, na Suíça, para receber os depósitos, pagando em troca um percentual.
Em seu depoimento, Duque contou ainda que toda propina recebida era administrada pelo então gerente executivo da Diretoria de Serviços, Pedro Barusco, que cobrava as empreiteiras e providenciava o depósito nas contas que mantinha na Suíça e em Mônaco. Duque prometeu atuar a partir de agora para tentar facilitar a devolução para a Petrobras de propina depositada no exterior.
O ex-diretor da estatal informou ter recebido valores por meio de três contas, cujo saldo somaria aproximadamente € 20,5 milhões. Os valores foram bloqueados por autoridades do Principado de Mônaco e da Suíça no início de 2015, por causa das investigações da Operação Lava-Jato.
— Gostaria de enfatizar meu interesse de assinar uma repatriação, o que for necessário, para que esse dinheiro venha e volte aí para quem de direito — afirmou o ex-dirigente.
Duque já foi condenado à prisão em função dos valores que detinha no exterior, em contas mantidas no Banco Julius Baer, de Mônaco, em nome das offshores Milzart Overseas (€ 10,2 milhões) e Pamore Assets (€ 10,2 milhões).
O Globo
Foto: Felipe Sampaio/STF
E ainda se dizem o Partido dos Trabalhadores, de que esse e o trabalho deles….aff
Diferente do que a Globo Investment BV Overseas e o Ataulpho (Rede Globo)espalham por aí, o que o Renato Duque realmente disse ao Moro foi:
– quando ele, Duque, assumiu, já estava institucionalizada uma contribuição de 1% do valor da obra ao partido que o diretor da Petrobras representava;
– “fazia parte”, como diz aquele rapazinho do BBB;
– se a empreiteira ou fornecedora não fizesse a contribuição, NÃO haveria, NÃO haveria retaliação nenhuma!;
– portanto, o que o Duque fez, na verdade, foi descriminalizar a contribuição!;
– era isso o que o Lula poderia saber;
– e isso não é crime;
– crime haveria se o Partido recebesse essa contribuição de 1% e transformasse em Caixa Dois;
– mas, se o Partido incluísse a contribuição numa contribuição de campanha, registrada, NÃO HÁ CRIME!;
– a doação era ESPONTÂNEA;
– se a empresa não quisesse doar, não acontecia nada!;
– portanto, trata-se de uma operação que pode ser ABSOLUTAMENTE legal!
Em sua capa deste fim de semana, a revista Veja trata o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o juiz Sergio Moro, como uma espécie de "luta do século" entre Muhammad Ali e George Foreman; a realidade, porém, é outra e os adversários de Lula são muito maiores; o ex-presidente enfrenta, de uma só vez, a Globo, maior monopólio de comunicação do planeta, o golpe de Michel Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, e os interesses das multinacionais do petróleo, que financiaram o golpe parlamentar de 2016 para tomar o pré-sal da Petrobras; nesse embate, Moro é uma peça importante, mas não é quem comanda o show; Lula, por sua vez, representa 30% do povo brasileiro, segundo o último Datafolha, e deve levar 30 mil pessoas a Curitiba.
Ah ladrões safados. Quando comprovada a participação na roubalheira era pra fuzilar essas pragas.
BG.
Esse pré-sal era só o que os BANDIDOS falavam que iam fazer isso, que iam fazer aquilo, só iludindo o povo com suas mentiras e semvergonhice, queremos todos na CADEIA do menor ao maior MARGINAL.
Leiloado as riquezas naturais do PAÍS, como se fosse deles "PETELHADAS".
Como se resume essa quadrilha do Pt? Somples, um bando de BANDIDOS!