Finanças

Precatórios: TJRN bate recorde de pagamentos em 2018 e supera metas

A Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN alcançou o pagamento de R$ 152,7 milhões a credores durante o ano de 2018, recorde no volume anual de pagamentos desde o ano de 2013. Além disso, a gestão do desembargador Expedito Ferreira irá encerrar o biênio 2017-2018 com o montante de quase R$ 226 milhões pagos, outro recorde atingido e que supera a marca de R$ 185,6 milhões registrada no biênio 2015-2016.

“Foi um ano bem difícil, mas conseguimos superar metas e avançar no pagamento dos precatórios”, avalia o juiz João Afonso Pordeus, responsável pela Divisão de Precatórios. Os R$ 152.777.424,74 pagos este ano beneficiaram 1.937 pessoas, físicas e jurídicas.

O magistrado ressalta que desde o início da gestão 2017-2018, a Divisão vem adotando medidas efetivas para regulamentar os repasses constitucionais, bem como, para manter a adimplência das entidades devedoras, possibilitando a movimentação na fila de credores.

Ele aponta que dentre as medidas que possibilitaram a superação das metas, está o fato da unidade ter promovido o procedimento de bloqueio e sequestro de valores junto aos entes devedores, sempre que foi frustrada a tentativa de composição. Durante o ano de 2017, foram instaurados oito procedimentos, enquanto que em 2018, em razão do sucesso na realização de termos de compromisso com as entidades devedoras, foram registrados apenas três procedimentos.

Outra medida tomada, por exemplo, foi uma pesquisa realizada durante o ano de 2017, com o objetivo de verificar a existência de alvarás expedidos e não sacados. “Isso facilitou o atendimento aos credores e advogados que procuram a Divisão sem ter a certeza sobre a existência de créditos em seu favor”.

Gerenciamento

O juiz João Afonso Pordeus ressalta que o desenvolvimento do sistema próprio de gerenciamento dos Precatórios, o SIGPRE, está entre as principais medidas adotadas, já que, por meio dele o juízo requisitante preenche o ofício de requisição eletronicamente, sendo feita a lista de prioridades e cronológica, também de forma automática, possuindo o sistema algoritmo de cálculo que permite que todas as atualizações de valores sejam efetuadas automaticamente.

“Deu-se prioridade no desenvolvimento do SIGPRE, estando em ambiente de produção a versão 2.1.15, bem mais estável e evoluída, já com o algoritmo de cálculo pronto para funcionamento, entre outras funcionalidades”, antecipa o magistrado, ao acrescentar que a atual versão já apresenta, em estado avançado de desenvolvimento, a possibilidade de se conectar ao Banco do Brasil e encaminhar eletronicamente arquivo para individualização de contas.

O fato do TJRN ter sediado a 7ª Assembleia Geral da Câmara Nacional de Gestores de Precatórios dos Tribunais de Justiça, na qual foram discutidos relevantes temas sobre precatórios e onde foi eleita a nova Diretoria do Órgão de Cooperação, também colaborou para a superação das metas pela Divisão.

RAIO-X

Pagamentos pela Divisão de Precatórios no biênio 2017-2018

2017 – R$ 73.155.411,85 pagos a 1.051 beneficiários

2018 – R$ 152.777.424,74 pagos a 1.937 beneficiários

Total – R$ 225.932.836,59 pagos a 2.988 beneficiários

TJRN

 

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Saúde

Pesquisadora admite falhas em estudo sobre polilaminina e anuncia revisão do artigo científico

Foto: Reprodução/ TV Globo

A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo estudo sobre a polilaminina — substância investigada como possível tratamento para lesões na medula espinhal — afirmou que fará uma revisão no artigo científico que descreve os primeiros testes em humanos. Segundo ela, o trabalho passará por ajustes na apresentação dos dados, correções técnicas e mudanças na forma como os resultados foram explicados.

A reportagem é do g1. O estudo foi divulgado inicialmente como pré-print, ou seja, uma versão preliminar publicada antes da revisão por outros cientistas. Tatiana explicou que o texto foi disponibilizado apenas para registrar a autoria da pesquisa e reconheceu que a redação do material precisava de melhorias.

Entre os pontos que serão corrigidos está um erro em um gráfico do estudo. Na versão atual, um paciente aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento, embora o próprio artigo informe que ele morreu poucos dias após o procedimento. A pesquisadora disse que houve um erro de digitação e que os dados pertencem, na verdade, a outro participante do estudo.

Outro ajuste envolve a forma como resultados de exames de eletromiografia foram apresentados. Especialistas apontaram que alguns dados citados como indicativos de melhora não mostravam mudanças claras. Tatiana afirmou que uma das figuras será substituída por uma versão com dados organizados de forma mais precisa, mas destacou que os resultados gerais da pesquisa não serão alterados.

Apesar das correções, o tratamento ainda precisa passar por várias etapas para comprovar segurança e eficácia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos regulatórios em humanos, que ainda não começaram. Especialistas afirmam que serão necessários estudos maiores e comparações com grupos de controle para confirmar se a polilaminina realmente é responsável pelas melhoras observadas em pacientes com lesão medular.

Com informações do G1

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Política

PF extraiu e periciou mensagens entre Vorcaro e Moraes, diz jornal

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou nesta sexta-feira (6) que não há registros de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro no material analisado pela Polícia Federal. A manifestação ocorreu após reportagem do jornal O Globo apontar uma suposta conversa entre os dois no dia em que o empresário foi preso, em novembro de 2025.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Corte, o STF informou que uma análise técnica dos dados extraídos do celular de Vorcaro não identificou mensagens vinculadas ao contato do ministro. Segundo o comunicado, os arquivos analisados indicam que as mensagens de visualização única enviadas pelo banqueiro naquele dia não correspondem ao telefone de Moraes.

O tribunal também afirmou que não pode revelar quem seria o possível destinatário das mensagens citadas na investigação, pois o caso segue sob sigilo por decisão do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado ao Banco Master.

Após a divulgação da nota, O Globo reafirmou a veracidade da reportagem. De acordo com o jornal, o conteúdo teria sido obtido a partir de uma extração pericial feita pela Polícia Federal, utilizando um software capaz de recuperar arquivos e visualizar simultaneamente as mensagens enviadas por WhatsApp, inclusive as de visualização única.

Segundo a publicação, o material mostra mensagens enviadas por Vorcaro em 17 de novembro de 2025 — dia em que ele foi preso — nas quais perguntaria se seria possível “bloquear” a operação. Ainda conforme o jornal, o contato atribuído ao ministro teria respondido por meio de mensagens de visualização única e emojis, embora o número tenha sido ocultado nas imagens divulgadas para preservar dados pessoais.

Com informações da CNN

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Geral

Morre “Sicário”, espião ligado ao caso Banco Master, após suspeita de tentativa de suicídio sob custódia da PF

Foto: Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta sexta-feira (6) em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa do investigado, que informou que o óbito foi declarado às 18h55, após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica iniciado pela manhã.

“Sicário” havia sido preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Mourão era responsável por coordenar ações de vigilância e coleta de informações contra pessoas consideradas rivais ou críticas do empresário, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês para executar essas atividades.

De acordo com a PF, o investigado atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais. Agentes que estavam no local iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu. Ele foi levado em estado grave para o Hospital João XXIII, onde permaneceu internado até a confirmação da morte.

As investigações apontam que Mourão seria um dos principais articuladores de um grupo chamado de “A Turma”, organização que, segundo a polícia, atuava em diferentes frentes criminosas, incluindo fraudes financeiras, ocultação de patrimônio, corrupção e intimidação de pessoas ligadas às investigações.

No mesmo desdobramento da operação, o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser preso preventivamente sob suspeita de tentar interferir nas apurações. Por determinação do ministro André Mendonça, do STF, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, enquanto a Polícia Federal continua analisando mensagens e documentos que podem ampliar o alcance do caso.

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Política

VÍDEO: Preso por fraude bilionária, Vorcaro mandava ‘bom dia’ em série para influenciadoras

Imagens: Reprodução/Instagram/Paulo Mathias

Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que ele enviou “bom dia” quase ao mesmo tempo para três mulheres diferentes. Entre elas estão a influenciadora Martha Graeff e Erika Schneider, ex-participante do reality A Fazenda e musa da escola de samba Gaviões da Fiel.

De acordo com os prints citados na investigação, Vorcaro também organizava festas internacionais com um amigo que “agenciava” mulheres com perfil de modelo para eventos em cidades como Lisboa, em Portugal, e Saint-Tropez, na França.

As mensagens tratariam de hospedagem e da presença dessas mulheres nos encontros, indicando interesse em manter contato próximo com elas durante viagens do executivo.

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. As mensagens foram localizadas no aparelho celular do banqueiro durante a apuração.

O empresário nega as acusações. A defesa dele não comentou o conteúdo das mensagens mencionadas na investigação.

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Política

VÍDEO: [ANÁLISE] ESTADÃO: “Direito xandônico?” Apagar mensagem foi ‘ocultação de prova’ no caso Débora do Batom, lembra Carlos Andreazza

Imagens: Reprodução/Estadão

O jornalista Carlos Andreazza levantou uma comparação que voltou a circular nas redes ao comentar decisões do ministro Alexandre de Moraes. Em análise publicada pelo Estadão, Andreazza questiona o que chamou de “direito xandônico” ao tratar da interpretação sobre mensagens apagadas em investigações.

Ele relembra o caso de Débora Rodrigues dos Santos, quando Moraes afirmou que o fato de ela ter apagado mensagens representaria “desprezo para com o Poder Judiciário e a ordem pública”, classificando a atitude como ocultação de provas.

Andreazza então levanta a pergunta: se apagar mensagens foi tratado como ocultação de provas naquele episódio, como interpretar o fato de não existirem respostas de Moraes a mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro? Segundo ele, dentro da mesma lógica, a ausência dessas mensagens poderia gerar o mesmo tipo de questionamento.

Na análise, o jornalista provoca: se, nesse entendimento, a falta de mensagens pode virar indício, então a própria ausência de respostas também poderia levantar dúvidas sobre ocultação de provas ou até obstrução de Justiça. A reflexão foi publicada como comentário opinativo no Estadão.

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Política

PF diz que não há crime em mensagens entre Moraes e Vorcaro — conteúdo desapareceu em “visualização única”

Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que não encontrou indícios de crime nas mensagens trocadas entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo delegados da corporação, não foi possível recuperar o conteúdo das conversas porque elas foram enviadas no modo de visualização única, que desaparece após ser aberto.

Os registros que estão com a PF, a PGR e a defesa do banqueiro indicam apenas que houve troca de mensagens entre os dois, sem revelar o teor do diálogo, segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Por isso, investigadores afirmam que não é possível fazer qualquer suposição sobre o que foi discutido, o que levou a PF a não elaborar relatório ao STF sobre o caso — situação diferente da que envolveu o ministro Dias Toffoli.

Investigadores também avaliam que reportagem do jornal O Globo teria feito uma associação entre anotações encontradas no bloco de notas de Vorcaro e os registros de mensagens enviadas ao ministro, com base apenas na coincidência de horários. Na interpretação da PF, esse tipo de ligação seria uma inferência e não uma prova, algo que o atual comando da corporação afirma querer evitar.

Foto: Reprodução

Os registros completos das conversas estão apenas com a PF, a PGR e a defesa de Vorcaro. Já a CPMI do INSS tem apenas dados armazenados na nuvem do celular do banqueiro, que incluem textos soltos em bloco de notas, sem destinatário identificado. Nesses arquivos aparecem nomes como o do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também sem relação direta com os textos.

Um dia antes de ser preso, Vorcaro afirmou ter recebido um HD com suas conversas lacrado e na presença de um tabelião, dizendo que o material ficaria guardado em um cofre e só seria aberto em seu computador pessoal, também diante de um tabelião.

A pedido da PF, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a abertura de investigação para descobrir quem vazou a informação sobre as mensagens, se a PF, a PGR ou a defesa do banqueiro. A corporação também questionou o fato de Vorcaro ter sido filmado durante sua transferência para Brasília.

Opinião dos leitores

  1. Esse é o país da safadeza , da SACANAGEM . Tudo é normal para os poderosos
    Será que um dia muda ?

  2. ➡️➡️A Polícia Federal (PF) brasileira utilizou tecnologia avançada, incluindo ferramentas de origem israelense, para quebrar a criptografia e acessar o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
    ➡️O contrato acabou? Ou tinha validade, como as imagens do 08 de janeiro?

    1. Não precisa de software nenhum de inteligência pra comprovar as tentativas de golpe de Bolsonaro e a sua trupe! Até reunião em vídeo eles fizeram!

    2. Manoel F, vá se tratar omi. Procure urgente um psiquiatra.

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Política

Moraes nega mensagens com banqueiro Vorcaro e diz que número não é dele após prints virem à tona

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou em nota que uma análise técnica feita nos dados telemáticos do banqueiro Daniel Vorcaro concluiu que as mensagens divulgadas como sendo direcionadas a ele não correspondem a nenhum dos contatos do ministro. As informações são da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Segundo Moraes, a verificação foi feita a partir do material apreendido no celular de Vorcaro e tornado público pela CPMI do INSS. De acordo com a nota, as mensagens de “visualização única” enviadas no dia 17 de novembro de 2025 aparecem vinculadas a pastas de outros contatos da lista do próprio Vorcaro, e não ao ministro do STF.

Ainda conforme o posicionamento divulgado, os prints das mensagens estão armazenados na mesma pasta do computador de quem os gerou. Para o ministro, isso demonstra que o conteúdo está ligado a outros números salvos por Vorcaro, e não ao contato de Alexandre de Moraes.

Os trechos das conversas foram divulgados pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a jornalista, mensagens atribuídas ao dono do Banco Master teriam sido enviadas horas antes da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai.

No material divulgado, aparecem mensagens enviadas às 7h19, nas quais o banqueiro diz ter tentado agir para “salvar”, em referência à venda do banco, e pergunta se havia “alguma novidade”. As respostas de Moraes não constam no material ao qual investigadores tiveram acesso.

Opinião dos leitores

  1. Quem seria a pessoa mais importante do país e que tudo de importante fica no colo dele? É só uma dúvida, nada de acusação.

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Política

Oposição pede prisão de Moraes após revelação de mensagens com banqueiro Vorcaro

Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição ao presidente Lula (PT) passaram a pedir a prisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, após a revelação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros teriam sido feitos no mesmo dia em que Vorcaro seria preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025, conforme informações da Istoé.

Dados extraídos do celular de Vorcaro indicam que ele registrava conversas relacionadas ao inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e chegou a consultar o ministro sobre a lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. Em um dos registros, Moraes teria determinado que o empresário Joesley Batista, da J&F Investimentos, fosse “bloqueado” do evento.

As mensagens indicam ainda que, para manter sigilo, Vorcaro e Moraes escreviam textos em blocos de notas no celular, faziam capturas de tela e enviavam as imagens com o recurso de visualização única. Por esse motivo, as respostas do ministro não aparecem no aparelho, mas as anotações feitas por Vorcaro permaneceram registradas no histórico.

A repercussão no Congresso foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Moraes deveria deixar o STF e responder na Justiça, Marcel van Hattem (Novo-RS) questionou a conduta do ministro ao citar o voto de Moraes no caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, condenada a 14 anos de prisão pelo STF. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o partido estuda novas medidas institucionais após as revelações.

Do lado governista, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu a criação de um código de ética para ministros do STF, enquanto Tarcísio Motta (PSOL-RJ) pediu transparência na apuração do caso. No Congresso, já foram protocolados dois pedidos de CPI envolvendo o Banco Master, mas a instalação das comissões enfrenta resistência na cúpula do Parlamento.

Opinião dos leitores

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Política

ÁUDIO: PF encontra mensagem de Vorcaro sobre “pessoa mais importante do país” e pedido para “bloquear essas sacanagem [sic]”

Reprodução/Metrópoles

A Polícia Federal analisa mensagens encontradas no bloco de notas do celular de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master. Em um dos textos, o banqueiro escreve sobre alguém que, segundo ele, pode se consolidar como “a pessoa mais importante do país” e afirma que é preciso “bloquear essas sacanagem [sic]”, segundo informações da coluna Tácio Lorran, do Metrópoles.

O trecho diz literalmente: “Tudo de importante no final fica no seu colo! Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno. Tenho muito orgulho e tenho certeza que cada vez mais se consolidará como a pessoa mais importante do país. Então todo sacrifício pessoal no final valerá a pena!”.

Em outro parágrafo, ele continua: “Do meu lado, estou vendo chance real de sair ainda mais forte e poder contribuir tb inclusive c Brasil. Temos só que bloquear essas sacanagem pq é muita gente querendo que não dê certo, ainda mais agora que estão sentindo que podem não conseguir”.

Foto: Reprodução

De acordo com os registros analisados pela PF, a mensagem foi escrita às 13h51 do dia 30 de outubro de 2025 no bloco de notas do celular do banqueiro. O arquivo, porém, não deixa claro se o texto chegou a ser enviado para alguém.

Pouco mais de duas semanas depois, em 17 de novembro, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na ocasião, ele tentava embarcar para Dubai.

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Geral

CASO BANCO MASTER: PF, governo de MG e defesa divergem sobre morte cerebral de “Sicário”

Foto: Reprodução/Redes sociais

A prisão de Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, investigado por atuar como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, abriu uma disputa de versões sobre o estado de saúde do suspeito após uma tentativa de suicídio dentro da carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG). Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga crimes relacionados ao escândalo envolvendo o Banco Master.

Segundo a PF, a tentativa ocorreu na quarta-feira (4), quando o investigado, que aguardava audiência de custódia na sede da corporação, usou a própria camisa, de mangas longas, para se enforcar nas grades da cela. Policiais tentaram reanimá-lo e ele foi levado em estado grave para o Hospital João XXIII, referência em atendimento de trauma em Minas Gerais.

Foi a partir daí que começaram as versões divergentes sobre o quadro clínico do investigado.

Na noite da quarta, a PF informou que médicos teriam constatado morte cerebral — condição em que há perda total e irreversível das funções do cérebro. Minutos depois, porém, a Secretaria de Estado de Saúde divulgou nota afirmando que o paciente permanecia internado em estado gravíssimo no CTI.

Nesta quinta-feira (5), surgiu uma terceira versão. De acordo com o advogado Robson Lucas da Silva, que integra a defesa de Mourão, o investigado segue vivo e internado em estado grave, sem abertura do protocolo médico necessário para confirmação de morte encefálica.

Diante disso, a PF abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio dentro da custódia da corporação. Segundo a PF, a cela onde Mourão estava preso é monitorada por câmeras e não possui pontos cegos. As imagens, segundo a corporação, registram toda a sequência e indicam que nenhum objeto além da própria camisa foi usado.

A PF informou ainda que as gravações serão encaminhadas ao STF, onde o caso é relatado pelo ministro André Mendonça. Nas investigações, Mourão é apontado como líder operacional de um núcleo responsável por intimidar e constranger adversários ligados ao caso investigado. Nos autos, ele é descrito como um matador de aluguel, apelidado pelos próprios comparsas de “Sicário”.

Os investigadores afirmam que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês por serviços considerados ilícitos, que incluiriam ameaças e pressões contra adversários.

O TJMG confirmou que Mourão já é réu em outro processo por participação em organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Registros da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MG indicam que ele chegou a ficar preso por cinco dias em 2020.

 

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