Cidades

Prefeito de São José do Campestre, Neném Borges, é assassinado

Foto: Reprodução

Uma tragédia foi registrada no município de São José do Campestre, o Prefeito Neném Borges, de 44 anos, foi assassinado na noite desta terça-feira (18).

Segundo informações do Via Certa Natal, Neném Borges estaria em sua casa com familiares, quando homens encapuzados chegaram em uma moto, invadiram sua residência e efetuaram disparos que atingiram o Prefeito.

Os assassinos chegaram a anunciar um assalto, porém o crime teve características apenas de execução.

Opinião dos leitores

  1. Lamento pela morte, meus pêsames a família. Ninguém merece morrer nessas sircunstacias… mas vamos ser sinceros, ele não era um bom gestor para SJ. Do Campesfre, na área da saúde era uma negação (até soro falta), na educação, na segurança nem se fala.

  2. A BANDIDAGEM está infiltrada no RN. è um absurdo o que estamos vendo no nosso estado e no Brasil. Governo Federal, E Estadual tem que AGIR imediatamente. Estamos passando por um dos piores momentos . AUTORIDADES MUDEM ESSA LEI URGENTE.

  3. Pena que o povo não ver isso aí tds nos padecemos por erros de muitos e informações fraudulenta e incentivo de pessoas ruins

  4. Total inseguranca no RN, com uma governadora turista que não faz nada pela população. O estado esta entregue as moscas, ratos e parasitas.

  5. Vá com Deus amigo,o povo mais carente de são José do campestre sentirá sua falta,uma pessoa humilde com o coração bondoso, sempre presente no gabinete da prefeitura atendendo os mais necessitados, sempre esteve do lado dos mais humildes,sorriso sempre no rosto, esportista e carismático,foi meu primeiro voto em 2016, são José do campestre sentirá sua falta, obrigado por ajudar as famílias mais humildes de campestre, vá com Deus amigo,que deus ti receba no reino dos céus!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em sua proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 teriam sido parte de uma negociação de propina relacionada à manutenção do Credcesta no Governo de São Paulo. As informações foram reveladas em reportagem de Fábio Serapião, do UOL, nesta quinta-feira (3).

As doações foram feitas formalmente por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero. Do total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro e R$ 2 milhões à candidatura de Tarcísio ao governo paulista.

Na versão apresentada por Vorcaro, os pagamentos seriam “contrapartidas financeiras” decorrentes de um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”.

O relato consta nas três versões da proposta de colaboração apresentadas pelo ex-banqueiro às autoridades. Até agora, porém, os acordos foram recusados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de que faltariam informações inéditas e elementos que corroborassem as declarações.

Negociação teria envolvido Kassab

Segundo Vorcaro, a articulação para manter o Credcesta no governo paulista começou após a eleição de 2022, quando Augusto Lima, responsável pela operação do produto dentro do grupo, buscou garantir a continuidade do negócio na nova gestão.

“Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, diz trecho da delação.

Vorcaro afirmou ter sido informado por Augusto Lima sobre um suposto “ajuste indevido” com Gilberto Kassab. À época, Kassab apoiava Tarcísio e, após a vitória do governador, assumiu a Secretaria de Governo de São Paulo.

Ainda segundo a versão apresentada pelo ex-banqueiro, o acordo previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo, além da destinação de recursos para campanhas eleitorais de partidos ligados ao grupo político de Kassab.

“O pagamento relacionado à doação eleitoral seria inicialmente realizado integralmente em dinheiro. Todavia, Gilberto Kassab ou seus interlocutores informaram a Augusto Lima que precisaria cumprir um compromisso com partidos políticos parceiros e angariar recursos, mas, que, neste caso, os partidos parceiros somente aceitariam doações oficiais”, afirma outro trecho da proposta.

Além dos R$ 5 milhões repassados oficialmente às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio, Vorcaro também relatou uma suposta previsão de cerca de R$ 10 milhões em pagamentos informais, em espécie, a pessoas interpostas ligadas a Kassab.

Segundo o ex-banqueiro, o dinheiro teria sido entregue por Thiago Botelho, conhecido como Papel, e seria destinado a campanhas do PSD.

Doações foram feitas por cunhado

Na proposta de delação, Vorcaro afirmou que acionou Fabiano Zettel para realizar as doações oficiais destinadas a Bolsonaro e Tarcísio.

“Isso ocorreu por solicitação de Augusto Lima, que informou ao Colaborador que sua relação próxima com políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) o impedia de doar oficialmente a adversários”, diz trecho da delação.

Vorcaro sustentou que Zettel não conhecia as supostas motivações por trás dos pagamentos. Segundo o relato, o cunhado aceitou realizar os repasses por ter interesses ideológicos semelhantes aos dos candidatos e utilizar valores provenientes de negócios que mantinha com o banqueiro.

O Credcesta é um cartão de crédito consignado operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master e ligada a familiares de Augusto Lima.

A operação passou a funcionar em São Paulo em 2022 e se tornou um dos principais negócios do grupo de Vorcaro. Segundo a proposta de delação, a continuidade e a expansão do produto em diferentes estados dependeriam do pagamento de vantagens a políticos e intermediários locais.

Vorcaro afirmou ainda que as contrapartidas previstas no suposto acordo foram cumpridas e que o Credcesta permaneceu ligado ao governo paulista por mais de um ano. A situação mudou em dezembro de 2024, quando Tarcísio editou um decreto ampliando o mercado de crédito consignado para outras instituições.

Tarcísio e Kassab negam

Em nota, Tarcísio afirmou que nunca teve contato ou relação com Daniel Vorcaro e disse não ter conhecimento dos fatos relatados. O governador também declarou que sua campanha de 2022 contou com mais de 600 doadores e que a prestação de contas foi apresentada e aprovada pela Justiça Eleitoral.

Kassab classificou o relato de Vorcaro como “absolutamente fantasioso” e sem “qualquer sustentação factual”. Ele afirmou que nunca tratou de doações com Augusto Lima ou Daniel Vorcaro e negou ter recebido valores em espécie.

“Não participei ou recebi nenhuma doação de Vorcaro, de Lima, ou Botelho. Nunca recebi valores em espécie. São relatos que desconheço a origem e que não têm qualquer sustentação factual”, afirmou.

Com informações de UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Justiça anula habilitação da empresa Cril em licitação de lixo hospitalar do município de Mossoró

Foto: Divulgação

A 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró anulou a classificação da empresa Cril Empreendimento Ambiental no Pregão Eletrônico nº 09/2025, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, e determinou a retomada regular do procedimento licitatório. A decisão foi proferida em mandado de segurança impetrado pela Ecolimp Soluções Ambientais.

A licitação tem como objeto a coleta, o transporte e a destinação final de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), incluindo materiais infectantes e biológicos produzidos nas unidades de saúde do município.

Ao analisar o caso, a Justiça identificou irregularidades na documentação apresentada pela empresa então classificada. Entre elas, estava a licença ambiental expedida pelo Idema para o transporte de resíduos perigosos, que já se encontrava vencida antes da abertura das propostas.

Também foi constatado que a licença posteriormente apresentada não abrangia o objeto da contratação. Conforme informação do próprio Idema juntada aos autos, o documento autorizava exclusivamente o transporte de resíduos industriais Classe I, sem contemplar os Resíduos de Serviços de Saúde.

A sentença considerou ainda irregular a apresentação posterior de documentos por meio de diligência administrativa, por entender que a medida não poderia ser utilizada para sanar vício relacionado à habilitação originalmente exigida no edital.

A juíza Kátia Cristina Guedes Dias concluiu que a utilização de documentação vencida e incompatível com o objeto licitado configurou vício insanável de habilitação. Com isso, foram anulados os atos que haviam classificado a empresa no certame, devendo o município retomar o procedimento licitatório a partir da fase correspondente.

Com informações de Justiça Potiguar

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

[ÁUDIO] Vorcaro pediu ao pastor Valadão para cobrar ‘de que lado’ Nikolas Ferreira estava

Foto: Montagem

O banqueiro Daniel Vorcaro disse ao líder da Igreja Batista da Lagoinha, pastor André Valadão, que precisava descobrir se o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estava “do mesmo lado” que ele ou se os dois estavam agora “um contra o outro”.

Em áudio enviado em abril de 2024, quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE, Vorcaro afirmou ainda que queria saber se Nikolas pretendia “entrar num embate” sobre o assunto.

A conversa integra o conjunto de mensagens revelado nesta quinta-feira (3) pela colunista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. Como mostrou a jornalista, Vorcaro se irritou com a manifestação pública de Nikolas e mobilizou pessoas próximas ao deputado para tentar compreender e conter a repercussão.

Nas conversas com Valadão, porém, Vorcaro deixa explícita uma preocupação que ia além do conteúdo da publicação: queria entender qual era a posição de Nikolas em relação a ele.

“Só preciso saber se estamos do mesmo lado ou agora estamos um contra o outro”, escreveu o banqueiro.

A mensagem foi enviada depois de um áudio em que Vorcaro explicou por que considerava necessário descobrir a posição do congressista.

“Pra eu entender qual é a visão dele, né?”, afirmou.

Segundo Vorcaro, situações anteriores poderiam ser atribuídas ao desconhecimento de Nikolas sobre seu envolvimento. Naquele episódio, porém, o banqueiro avaliava que a situação era diferente.

“Antes eram coisas que ele não sabia, ele tava sem previsão, mas nessa ele pegou um negócio com meu nome direto”, disse.

Vorcaro então colocou de maneira explícita a possibilidade de um confronto com o deputado.

“Então tem que entender qual é o ponto e se ele vai querer entrar num embate com relação a isso.”

As mensagens indicam, portanto, que o banqueiro esperava esclarecer não apenas uma crítica pontual, mas o tipo de relação que mantinha com Nikolas. Ao procurar Valadão, Vorcaro tratou o episódio em termos de alinhamento: queria saber se estavam “do mesmo lado”.

Valadão intermediou contato entre o deputado e o banqueiro e afirmou que pediu a Nikolas para não atacar o Banco Master.

As informações são do ICL Notícias

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara aprova MP que acaba com a “taxa das blusinhas”; texto vai ao Senado

Foto: Kaio Magalhães

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a MP (medida provisória) que coloca fim à taxa de 20% nas compras internacionais de até US$ 50. A MP que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” precisava ser votada nesta semana de esforço concentrado, já que perderá validade em 8 de setembro.

Agora os parlamentares votarão os destaques, que são dispositivos que podem alterar os efeitos da medida provisória. Vencida esta etapa, a proposta segue para o plenário do Senado.

O texto foi aprovado na comissão mista nesta quarta, após um acordo costurado pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). Ela encontrou resistência do setor produtivo brasileiro, que afirma ser prejudicado com a entrada de produtos importados com baixa cobrança de impostos. Os empresários alegam que isso desequilibra a concorrência no país.

A primeira mudança acordada é uma avaliação periódica dos impactos da medida. O texto aprovado determina que a primeira análise vai ocorrer após três meses de vigência da medida provisória. Depois, o Ministério da Fazenda deverá fazer avaliações semestrais. O Congresso também fará um estudo anual sobre os impactos.

A relatora também incluiu um dispositivo autorizando o Poder Executivo a estabelecer limites quantitativos ou de frequência por pessoa física para compras internacionais. A intenção é coibir o fracionamento de remessas e a utilização do desconto no imposto para fins comerciais.

O relatório estabelece seis áreas a serem avaliadas periodicamente: emprego e renda; competitividade da indústria e comércio nacional; preços de bens; compras internacionais; diferença entre bens importados e nacionais; e efeitos na arrecadação.

A avaliação abrangerá obrigatoriamente os seguintes setores: têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos.

O texto aprovado também determina que o regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais será objeto de avaliação anual pelo Congresso. A análise terá como base um relatório de avaliação de impacto fiscal e econômico a ser apresentado pelo Poder Executivo até 30 de abril de cada ano.

Alguns pontos que estavam sendo estudados ficaram de fora, como a exigência de que as empresas beneficiadas usem os Correios para realizarem as entregas. Outro ponto que havia sido especulado, mas que também não foi incluído, era a implementação de um cashback para os consumidores. De acordo com os congressistas, esse tema será tratado na reforma tributária.

A taxa das blusinhas estava em vigor desde agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, que criou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme, que tinha como objetivo regularizar o setor de comércio eletrônico aos parâmetros da Receita Federal.

Depois da repercussão negativa da taxação, o governo editou em maio deste ano a medida provisória que colocava fim à essa cobrança. A MP perde a validade em 8 de setembro e precisa ser aprovada no Congresso até o final desta semana para se tornar lei em definitivo.

A nova regra produzirá efeitos a partir da data estabelecida pelo governo, que terá prazo máximo de 180 dias após a publicação da regra para colocá-la em vigor depois da aprovação no Senado.

O avanço da MP foi costurado na semana passada em um almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VORCARO: ‘Achava que tinha construído um sistema para me proteger, e tudo se virou contra mim’

Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

Malu Gaspar – O Globo

No depoimento que concedeu ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal (STF) André Mendonça na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que, antes de ser preso, acreditava que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele. A oitiva, revelada pela colunista Bela Megale, foi solicitada pela própria defesa do dono do Banco Master, que alegou estar sofrendo “graves intimidações”. De acordo com a transcrição obtida pela equipe da coluna, ele também relatou que a mãe e a irmã têm sofrido “inúmeras ameaças de morte”, mas não apresentou provas. Nesta quarta-feira à noite, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da denúncia.

“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, responsável por colher o depoimento, realizado sem a presença da Polícia Federal.

Em outro momento da audiência, o banqueiro afirmou que “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça um acordo de colaboração premiada, mas não elencou quais. Como mostrou a coluna, a defesa de Vorcaro avalia que, após as sucessivas recusas, não é mais possível fechar um acordo de colaboração com a PF.

Vorcaro relatou ao gabinete de Mendonça que “se incomodou” com a postura da PF no caso, que não teria demonstrado intenção em ouvi-lo. Ele citou a relação que construiu com o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e chegou a sugerir que essa seria uma das razões para acreditar na suposta falta de interesse da PF em avançar nas negociações de um acordo de colaboração premiada.

“Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro em outro momento.

Apesar dessas afirmações, porém, o ex-banqueiro manteve a mesma postura demonstrada desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano, se recusando a admitir crimes e alegando ser alvo de perseguição. Essa atitude fez com que ele tenha tido duas propostas de delação premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação dos investigadores, Vorcaro tentava fazer uma delação seletiva, preservando pessoas e omitindo informações cruciais do processo.

“Eu cometi erros, mas não são esses que estão sendo expostos aí na mídia. O personagem criado ali não é a verdade. Não sou eu. E é uma cortina de fumaça para que a verdade não seja exposta”, afirmou ele, criticado pelos investigadores justamente por não contribuir com o aprofundamento das apurações.

Preso na Papudinha, ele insistiu na linha de defesa de que se tornou alvo de “retaliação” do Banco Central, “ataque maciço” e “perseguição econômica”.

Vorcaro também relatou ter suspeitas de que as supostas intimidações que sofre fazem parte de uma tentativa de esconder “não só ilicitudes, mas atos que não tem um padrão de moralidade ou que podem criar ou afetar questões políticas”.

Em relação às ameaças aos familiares, o banqueiro afirma que elas foram feitas por e-mail de forma anônima, sem entregar o material nem dar mais detalhes. Queixou-se, também, pelo fato de sua família estar “sem homens”, já que seu pai, Henrique Vorcaro, o primo, Felipe, e o cunhado, Fabiano Zettel, estão presos.

Nesta terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal, feito a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, que detalha conversas dele com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mensagens, ele diz a Moraes que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, uma referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu Vorcaro a Moraes uma semana antes da primeira prisão dele, em novembro de 2025, segundo informações publicadas inicialmente pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna.

Um dia antes do pedido para adiar a operação, o banqueiro também fez um desabafo ao ministro do Supremo: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou, segundo a investigação.

No dia 17 de novembro, uma segunda-feira, Vorcaro acabaria preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.

As mensagens obtidas pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também revelam que o banqueiro mantinha uma rotina de reuniões reservadas com Alexandre de Moraes, conforme mostrou o blog.

Dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro também consultou o magistrado sobre a possibilidade de deixar o país para frustrar as diligências da primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele voltou a questionar a ação da polícia “bem na semana” em que estaria “resolvendo tudo”, além de perguntar se o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente do andamento do caso.

“Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo”, disse Vorcaro a Moraes. “O Galípolo está sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda-feira (17/11) já tenho que estar fora?”, completou.

Malu Gaspar – O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Em reunião com Lula, Gilmar Mendes defende que PF conteste determinações de Mendonça

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Gilmar Mendes defendeu, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a Polícia Federal conteste decisões de André Mendonça que considerar excessivas ou ilegais. A orientação ocorreu em meio à crise entre a PF e o STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o INSS.

Segundo a Coluna do Estadão, Gilmar avaliou que o governo, o Ministério da Justiça e a própria PF demoraram a reagir às decisões de Mendonça.

Entre os exemplos citados estão a restrição ao acesso de investigadores a parte do material das apurações e a ordem para concentrar processos relacionados aos casos em seu gabinete.

Na avaliação de Gilmar, a direção da PF pode recorrer ao Judiciário contra eventuais ordens ilegais e, em uma situação extrema, até impetrar um mandado de segurança. O ministro, porém, defendeu que o impasse seja resolvido preferencialmente por meio de uma articulação institucional com o presidente do STF, Edson Fachin.

A conversa com Lula ocorreu após novas revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Lula também se reuniu com Fachin.

Com informações da Coluna do Estadão

Opinião dos leitores

  1. A polícia federal tem dois pesos e duas medidas, as ordens de Alexandre de Moraes correta ou não eles cumprem rigorosamente e de um outro ministro ela pode desobedecer? Quem pode me explicar?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Reforma do Ginásio Davi Florentino tem início em Macaíba


Foto: Luan Alves

A obra de reforma total do Ginásio Davi Florentino, no bairro São José, está avançando em sua primeira etapa nesta primeira semana de setembro. A intervenção promovida pela Prefeitura de Macaíba tem como objetivo revitalizar a estrutura do equipamento esportivo e oferecer melhores condições para a prática de atividades esportivas, eventos e ações comunitárias.

Nesta etapa inicial, estão sendo executados os serviços preliminares da obra, incluindo limpeza, hidrojateamento, remoção de tramas, terças e telhas da cobertura, além de demolições em geral. As ações estão sendo acompanhadas e executadas conforme o planejamento técnico do setor de Engenharia da Secretaria de Infraestrutura. A evolução de obra está estimada em 18,32% com cerca de duas semanas de serviços.

A reforma contempla serviços de recuperação e modernização do ginásio, que deverá receber melhorias em sua estrutura e nos espaços destinados aos atletas e ao público. A expectativa é de que, após a conclusão dos trabalhos, o equipamento esteja mais adequado para receber competições, treinamentos e outras atividades.

A expectativa é que a nova estrutura do ginásio Davi Florentino contribua para fortalecer as atividades esportivas em Macaíba, beneficiando atletas, equipes, estudantes e a comunidade da Vila São José e vizinhança, voltando a ser um importante ponto de encontro para o esporte e para a população macaibense.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gilmar sugere a Fachin retirada de delegados da PF de gabinetes de ministros do STF; medida atingiria Moraes, Mendonça e Fux

Foto: Jorge William

Em meio à crise envolvendo o caso do Banco Master e André Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes defendeu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a retirada de delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes de ministros da Corte.

A proposta foi discutida nesta quinta-feira (3), diante da tensão entre o ministro André Mendonça e a cúpula da PF e dos desdobramentos das investigações sobre o banco.

Para Gilmar, a presença de policiais cedidos pode criar uma relação inadequada entre investigadores e ministros responsáveis por inquéritos. Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao STF, sendo quatro lotados diretamente em gabinetes.

André Mendonça conta com dois deles, Graziela Machado e Thiago Marcantonio. Outros dois, Fábio Shor e Anderson Antonio Ferreira de Souza, atuam com Alexandre de Moraes, enquanto Fábio Lucena está no gabinete de Luiz Fux. Raphael de Mello Batista trabalha na área de segurança da Corte.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

André Mendonça deixa sociedade em instituto privado e diz que nunca teve lucro com a entidade


Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça anunciou nesta quinta-feira (3) que deixará a sociedade do Instituto Iter, criado em 2024 e voltado a atividades educacionais e acadêmicas.

Segundo nota divulgada pela assessoria do ministro, Mendonça cederá todas as suas cotas e as da esposa, sem receber qualquer contrapartida financeira. O comunicado afirma ainda que ele nunca obteve lucro com a instituição.

O Instituto Iter será transformado em uma entidade sem fins lucrativos. Mendonça permanecerá ligado à organização apenas em atividades acadêmicas, como professor.

A decisão foi tomada na quarta-feira (2), após conversa com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga. Ele confirmou a saída e afirmou que, nos dois anos de funcionamento, não houve distribuição de lucros ou dividendos.

O Instituto Iter foi citado recentemente em reportagens que levantaram questionamentos sobre sua atuação e contratos com órgãos públicos. Em fevereiro, Mendonça havia anunciado mudanças na entidade durante uma pregação religiosa. Na ocasião, afirmou que destinaria 10% de eventuais lucros ao dízimo e os outros 90% a obras sociais e à educação.

Nota do Instituto Iter

“O Instituto Iter comunica que o Ministro André Mendonça decidiu doar a integralidade de suas quotas e deixará o quadro societário da instituição. O Ministro já havia anunciado no início deste ano que qualquer lucro ou dividendo referente às suas quotas, quando ocorressem, seriam destinados a obras sociais e educacionais. Registramos que, ao longo dos dois anos de atividade do Instituto Iter, não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos.

O Instituto Iter nasceu de um sonho e de um propósito: formar líderes e gestores de excelência, com preparo técnico, visão pública e compromisso ético. Esse propósito não se altera. O Instituto segue sendo a instituição idealizada e fundada pelo Ministro André Mendonça, com o compromisso de seguir na mesma missão e com os mesmos valores.

Nesses dois anos de atuação, os cursos, eventos, contratos públicos e privados bem como todas as ações institucionais do Instituto Iter observaram a legislação aplicável e regras de boa governança e conformidade.

O reconhecimento do trabalho do Iter é público e notório. Nossas atividades registram avaliações consistentemente elevadas, resultado do trabalho de um corpo docente qualificado e de uma equipe comprometida com a excelência.

Sobre as contratações por órgãos e entidades públicas, cabe informar o regime que a elas se aplica. Cursos e programas de formação são serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, hipótese em que a Lei nº 14.133/2021 admite a contratação direta por inexigibilidade de licitação.

A razão é objetiva: programas de formação não são intercambiáveis. Cada um tem concepção pedagógica, conteúdo e corpo docente próprios, e não há como submeter a disputa de preço aquilo que não é comparável entre si.

O corpo docente do Instituto Iter reúne profissionais de reconhecida trajetória em suas áreas, e é essa qualificação que fundamenta a escolha. Em todos os casos, a decisão sobre a modalidade de contratação é do órgão contratante, que instrui o processo com parecer jurídico próprio, justificativa de preço e autorização da autoridade competente, e o divulga de forma pública e transparente para toda a sociedade.

A direção executiva do Instituto Iter é exercida por Victor Godoy, ex-ministro da educação e auditor de carreira licenciado da Controladoria-Geral da União, com mais dezoito anos de experiência na avaliação da boa e regular aplicação de recursos públicos.

As atividades educacionais do Iter prosseguirão normalmente, no mesmo padrão de qualidade e profissionalismo. A programação de cursos, eventos e projetos está integralmente mantida, assim como os compromissos assumidos com alunos, professores, parceiros e instituições.

O Instituto Iter agradece a confiança que recebe e permanece à disposição da imprensa e da sociedade para as informações que se fizerem necessárias. São Paulo, 3 de setembro de 2026.

Victor Godoy Veiga
Presidente do Instituto Iter “

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] BOMBA: Galípolo e Banco Central “incentivaram” fusão Master-BRB, diz Vorcaro à PF

Por Andreza Matais – Metrópoles

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal, em 28 de agosto, que “o Banco Central como um todo” mantinha uma “postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão” entre o Master e o BRB, banco público de Brasília.

Segundo ele, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também era favorável à operação. O depoimento foi obtido com exclusividade pelo Metrópoles.

Questionado sobre qual seria a posição do servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza em relação ao tema, Vorcaro respondeu que toda a cúpula da autoridade monetária se mostrava favorável à fusão entre o Master e o BRB no fim de 2025.

“Eu sei qual era a postura do Banco Central como um todo. Não somente do Paulo Sérgio, como do diretor Ailton, como do próprio presidente Galípolo. A todo momento era uma postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão”, disse ele ao delegado Albert Paulo Sérvio de Moura.

“E, depois que a gente faz o pedido e o pleito ali, todas as reuniões de que a gente participou sempre eram no sentido de organizar, de solucionar alguns pontos do pleito para que pudesse ser aprovado [a fusão]”, complementou.

Apesar das declarações de Vorcaro, a fusão entre o Master e o BRB foi rejeitada pelo Banco Central em 3 de setembro, após meses de discussões.

Mesmo sem a efetivação da venda, o BRB chegou a comprar carteiras de “créditos podres” do Master por R$ 12 bilhões. O montante teve de ser reconhecido como prejuízo pelo banco público, que agora enfrenta dificuldades financeiras.

A oitava obtida pelo Metrópoles foi realizada no dia 28 de agosto de 2026. Vorcaro deu o depoimento por videoconferência da Papudinha, onde está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele estava acompanhado dos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado.

Por Andreza Matais – Metrópoles

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *