Secretários municipais de Saúde e prefeitos reagiram hoje (14) à interrupção da cooperação técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo de Cuba, que possibilitava o trabalho de cerca de 8,5 mil profissionais cubanos no programa Mais Médicos. Em nota conjunta, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) apelam para a manutenção dos profissionais cubanos no Brasil sob risco de faltar atendimento à população.
Segundo as entidades, com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba de rescindir a parceria, mais de 29 milhões de brasileiros poderão ficar desassistidos da atenção básica de saúde. Eles pediram que o presidente eleito Jair Bolsonaro reveja a decisão de aplicar novas exigências para a permanência dos cubanos no país.
“As entidades pedem a revisão do posicionamento do novo Governo, que sinalizou mudanças drásticas nas regras do programa, o que foi determinante para a decisão do governo de Cuba. Em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017”, diz a nota.
Cubanos
Os profissionais de nacionalidade cubana representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa, o que poderá acarretar em “um cenário desastroso” para pelo menos 3.243 municípios. “Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba”, informa a nota.
O Conasems e a FNP lembram ainda que o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, com 85% de satisfação em relação à melhoria na assistência em saúde após a implantação do programa.
“Cabe destacar que o programa é uma conquista dos municípios brasileiros em resposta à campanha ‘Cadê o Médico?’, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades”, afirmam prefeitos e secretários de saúde na nota.
Segundo as entidades, a cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais, já que a maioria dos médicos está espalhada no interior das regiões Norte e Nordeste.
“O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais pobres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à saúde, nem compactuar com esse retrocesso”, encerra a nota.
O presidente eleito afirmou mais cedo que pretende manter o programa, mas substituir os mais 8 mil profissionais cubanos por brasileiros ou estrangeiros de outros países. Ele afirmou que os cubanos que quiserem atuar no país devem revalidar os diplomas e se adequarem a novas regras.
Abertura de 10 mil vagas
À Agência Brasil, o presidente do Conasems, Mauro Junqueira, afirmou que pediu ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que o próximo edital de reposição de vagas no Mais Médicos, que previa a contratação de 1,6 mil profissionais, seja ampliado para 10 mil vagas, a fim de minimizar o impacto da saída dos cubanos. O edital poderá sair já na semana que vem.
“Minha impressão é de que os médicos cubanos devem ir embora até o fim de dezembro. Temos que ter agilidade do ministério de fazer esse chamamento”, afirmou Mauro Junqueira.
O presidente do Conasems lembra que os atuais editais do programa priorizam médicos brasileiros formados no país, seguido de médicos brasileiros formado no exterior, estrangeiros e só em último lugar a contratação de cubanos. Mesmo assim, uma demanda emergencial de tantos profissionais pode dificultar a reposição das vagas.
“A partir de segunda, vamos ter 10 mil vagas. Será que vamos ter 10 mil médicos para colocar no lugar?”, questionou.
Agência Brasil

Tá certo !
Que absurdo , o médico trabalha e Cuba fica com 70% do salário e não pode trazer a família.
Não adianta chorar o leite derramado, Bolsonaro falou que faria e fez, agora e pegar os médicos brasileiros e botar pra trabalhar no interior e nas periferias, o mais importante é colocar alguns coronéis pra fiscalizar se os medicos estão indo trabalhar ou batendo o ponto e indo trabalhar em clinicas particulares como ja foi mostrado diversas vezes na midia nacional, se é para moralizar vamos fiscalizar.
O que justifica manter os médicos cubanos em condições sub humanas trabalhando?
Eles trabalham e o salário é confiscado pelo governo cubano;
Eles trabalham e não tem direito a vivência com suas famílias que são impedidas de sair de Cuba pelo regime opressor e regido por ditador;
Qual a razão do privilégio dos médicos cubanos poderem trabalhar sem fazer o revalida?
Existem mais de 20 mil médicos brasileiros no exterior querendo uma oportunidade para voltar ao país e que podem vir trabalhar de forma livre, recebendo diretamente seus salários e convivendo com suas famílias.
Se os médicos brasileiros são elite e não querem ir as cidades ribeirinhas e do interior, que venham médicos dos outros países do mundo que não vivam reprimidos por uma ditadura como as de Cuba e Venezuela.
Francisco a época de fake news acabou. Deixe de espalhar mentiras. Os cubanos podem trazer família e recebem em torno de 4mil reais, além de diárias e hospedagens pagas pelas prefeituras.
Mentira q existem 20k médicos brasileiros no exterior querendo trabalhar aqui. No mais médico a prioridade é para BRASILEIROS q têm preferência mas a maioria não quer.
Nao deixe seu ódio ideológico te cegar. São pessoas simples e humildes q sofreram com esss atitude irresponsável do seu presidente.
Querem matar os pobres contratando profissionais que nao foram revalidados.. ou seja, que se dizem medicos no país de origem, mas nao se sabe a formacao se é equivalente… sao proibidos de operar (cirurgias) no Brasil e fazer alguns procedimentos. porque será?