Cidades

Estado, Prefeitura e Caern devem solucionar problema de abastecimento em Pau dos Ferros

 A Prefeitura de Pau dos Ferros, Governo do Estado e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) deverão participar da solução do problema de abastecimento naquele município, conforme decisão proferida pelo juiz Osvaldo Cândido de Lima Júnior. Publicada na última edição do Diário de Justiça Eletrônico, as medidas deverão ser cumpridas logo que os requeridos sejam intimados.

A Ação Civil Pública é movida pela 1ª Promotoria de Justiça de Pau dos Ferros contra o Estado do Rio Grande do Norte, o Município de Pau dos Ferros e a Caern. Segundo o MP, a água fornecida na cidade possui odor fétido, indicando deficiência no tratamento. “A água distribuída pela Caern, mesmo tratada, está sendo distribuída contendo algas, além de pequenos organismos vivos visíveis a olho nu”, relatou o Ministério Público.

Chamado a falar no processo, o Estado do Rio Grande do Norte informou que o prazo de 72 horas, designado pelo Judiciário, a Secretaria competente não teria como oferecer resposta. O Município de Pau dos Ferros e a Caern afirmaram, entre outras coisas, que o reservatório pertence à União, de modo modo que não poderiam responder pela problema.

Para o magistrado, as alegações do Município e da Caern não procedem. “O fato da barragem ser bem público do patrimônio da União não desloca a competência para a análise do caso para a Justiça Federal. Em verdade, no presente feito não há qualquer discussão sobre a propriedade do açude, de modo que pudesse ser verificado o interesse da União, sendo o objeto da lide o regular fornecimento de água de qualidade no âmbito do Município de Pau dos Ferros”, explicou.

Decisão com base em relatórios

Para conceder a liminar, o juiz Osvaldo Cândido de Lima Júnior valeu-se de informações prestadas por outro órgão do Governo, no caso o Idema, confirmando a baixa quantidade de água no reservatório de Pau dos Ferros. “Nesse compasso, verifica-se na informação técnica do Idema (fl. 120), que a cor da água também não se encontra dentro dos padrões aceitáveis, sendo o valor máximo permitido para o parâmetro cor (uH) 15, sendo o valor encontrado 25, o que demonstra que além de possuir mau cheiro a água possui coloração escura”, acrescentou.

Após constatar que o colapso total no abastecimento é iminente, e considerar que todos os requeridos devem responder pela melhoria do serviço, o juiz determinou ao Estado do Rio Grande do Norte que execute, conclua e ponha em funcionamento, em até 60 dias, obras que garantam a continuidade do abastecimento doméstico em Pau dos Ferros, respeitados critérios de potabilidade adotados pelo Ministério da Saúde.

Para cumprir tal medida, a empresa deverá valer-se de adutora, perfuração de poços ou outra solução adequada, sob pena de de multa diária que deverá incidir na pessoa da Governadora do Estado.

Odor

A Caern também deverá garantir a eliminação do mau cheiro e da coloração escura atualmente existentes na água, proveniente da barragem de Pau dos Ferros ou de outra fonte de água que vier a ser utilizada, sob pena de multa diária, que recairá sobre a pessoa do presidente da empresa.

Estado e Município de Pau dos Ferros terão, ainda, que realizar planejamento para abastecimento temporário por carro-pipa em caso de colapso no abastecimento, garantindo o fornecimento de água potável e de qualidade à população, no prazo de 15 dias, também sob pena de multa que recairá sobre as pessoas da Governadora e do Prefeito da cidade.

A Companhia está obrigada, por fim, no prazo de dez dias, a iniciar de forma efetiva o racionamento de água visando postergar o colapso no abastecimento, sob pena de multa diária.

TJRN

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VÍDEO: “COISA RIDÍCULA”: Jornalista critica CPMI do INSS e diz que aposentados ficaram sem respostas

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @bandjornalismo

O jornalista da Band, Eduardo Oinegue, fez duras críticas à condução e ao desfecho da CPMI do INSS, afirmando que a comissão falhou em dar respostas aos milhões de brasileiros afetados por fraudes em benefícios previdenciários. Para ele, o resultado final deixa aposentados e pensionistas sem saber quem são os responsáveis pelos desvios.

Em seu comentário, Oinegue destacou a dimensão do problema, citando que cerca de seis milhões de beneficiários teriam sido atingidos por descontos indevidos, muitas vezes em valores pequenos, que passavam despercebidos mês a mês, mas que, somados, ultrapassariam bilhões de reais.

O jornalista também questionou a atuação das autoridades antes da investigação ganhar força, afirmando que o caso só avançou após denúncias da imprensa e a entrada da Polícia Federal. Segundo ele, a expectativa da população aumentou com a criação da CPMI, mas acabou frustrada.

Outro ponto criticado foi a divisão política dentro da comissão. Oinegue ressaltou que houve dois relatórios com listas distintas de indiciados — um mais direcionado a nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores e outro a figuras associadas ao bolsonarismo — o que, na visão dele, aumentou a confusão sobre quem de fato teria cometido os crimes.

Por fim, o jornalista afirmou que a falta de consenso transforma a investigação em disputa política, deixando os aposentados sem respostas concretas. Para ele, a responsabilidade agora recai sobre a Polícia Federal, que deve seguir com as apurações para identificar os envolvidos no esquema.

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VÍDEO: Deputada chama Soraya de ‘sirigaita’ e clima esquenta na CPMI do INSS

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @jovempannews

A sessão da CPMI do INSS desta sexta-feira (27) foi marcada por troca de acusações e tensão entre parlamentares. A deputada Bia Kicis saiu em defesa do relator Alfredo Gaspar e atacou duramente a senadora Soraya Thronicke, a quem chamou de “sirigaita” durante a sessão.

A reação ocorreu após a apresentação de uma notícia-crime na Polícia Federal por Soraya e pelo deputado Lindbergh Farias, que acusam Gaspar de estupro de vulnerável e fraude processual em um suposto caso antigo. Kicis classificou a denúncia como “nojenta” e “abjeta”, afirmando que se trata de uma tentativa de desviar o foco das investigações.

Em tom de forte indignação, a deputada acusou adversários políticos de promoverem uma “jogada suja” para atingir o relator da comissão. Segundo ela, as acusações têm o objetivo de manchar a reputação de Gaspar e enfraquecer o trabalho desenvolvido na CPMI.

O relator nega as acusações e afirma que se trata de uma “cortina de fumaça”. Ele chegou a apresentar um vídeo em que a jovem apontada como suposta vítima nega o crime, reforçando sua versão dos fatos.

O episódio intensifica o clima de confronto político dentro da CPMI do INSS, que já vinha marcada por embates entre governo e oposição e terminou sem consenso após a rejeição do relatório final.

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VÍDEO: “BLINDAGEM DO GOVERNO”: Rogério Marinho critica atuação na CPMI do INSS após derrota de relatório

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O senador Rogério Marinho fez duras críticas ao governo após o encerramento da CPMI do INSS, mesmo com a rejeição do relatório final. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o resultado expôs uma suposta tentativa de “blindagem” para impedir o avanço das investigações.

Marinho destacou que, apesar da derrota por 19 votos a 12, a comissão teria cumprido um papel importante ao revelar irregularidades. Segundo ele, houve obstáculos ao longo do processo, como a não convocação de dezenas de pessoas e a negativa de quebras de sigilo que, na visão da oposição, poderiam aprofundar as apurações.

O senador também direcionou críticas ao Partido dos Trabalhadores, afirmando que a legenda teria utilizado o INSS para práticas irregulares ao longo dos anos. Ele citou prisões e investigações como evidências de que houve desvios envolvendo recursos destinados a aposentados.

Ainda de acordo com Marinho, o fim dos descontos associativos e as detenções realizadas seriam resultados concretos da atuação da CPMI. O parlamentar defendeu que, mesmo sem a aprovação do relatório, a comissão conseguiu levar informações relevantes à sociedade.

Por fim, o senador afirmou que o episódio deve ter reflexos políticos, sugerindo que a população irá avaliar o comportamento de governo e oposição nas urnas. A CPMI do INSS foi encerrada após decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a prorrogação dos trabalhos.

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VÍDEO: Jovem nega acusação, apresenta DNA e versão de Gaspar ganha força após denúncia da esquerda

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O deputado Alfredo Gaspar se manifestou após as acusações feitas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, e apresentou um vídeo de uma jovem apontada como suposta vítima. Na gravação, ela nega ter sido fruto de estupro e afirma não ter qualquer relação com o parlamentar.

Segundo Gaspar, a jovem, de 21 anos, seria filha de um primo dele com uma ex-empregada doméstica, em uma relação consensual. O deputado afirmou que houve confusão na identificação do caso e que a história apresentada pelos denunciantes não corresponde à realidade.

No vídeo divulgado, a jovem declara que não conhece o deputado e diz que seu pai — primo de Gaspar — cumpre regularmente com o pagamento de pensão. A versão apresentada reforça a defesa do parlamentar, que classifica as acusações como falsas e sem fundamento.

Em nota, Gaspar afirmou ter uma trajetória “limpa e honrada” e acusou os adversários de tentarem desviar o foco das investigações da CPMI do INSS com ataques pessoais. O deputado também informou que adotará medidas judiciais contra os autores das denúncias.

O caso segue repercutindo no meio político e deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas, com possíveis investigações e ações no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

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Geral

Lindbergh aciona PF e acusa relator da CPMI do INSS de estupro de vulnerável

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke protocolaram na Polícia Federal uma notícia de fato contra o deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, por suspeita de estupro de vulnerável. A medida foi apresentada nesta sexta-feira (27), em meio a um clima de tensão no colegiado.

O caso ganhou repercussão após um bate-boca entre Lindbergh e Gaspar durante sessão da comissão. Na discussão, o parlamentar petista chamou o relator de “estuprador” e afirmou posteriormente que a acusação já estava “entalada há dias”, confirmando que levaria o caso às autoridades.

Segundo os parlamentares, a denúncia envolve uma jovem de 21 anos que teria sido vítima de abuso quando tinha 13. Ela teria uma filha de 8 anos, que seria fruto do suposto crime. De acordo com o relato apresentado, o parto ocorreu no Rio de Janeiro e a criança teria sido registrada em nome de terceiros.

O documento enviado à Polícia Federal também aponta indícios de tentativa de silenciamento, com supostos pagamentos que somariam centenas de milhares de reais para evitar a divulgação do caso. Diante disso, Lindbergh e Soraya pediram medidas de proteção para a vítima, a criança e possíveis testemunhas.

Após a acusação, Alfredo Gaspar negou as alegações e afirmou que irá processar Lindbergh Farias, além de acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O caso agora deve ser analisado pelas autoridades, que irão apurar a veracidade das denúncias.

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Política

CPMI do INSS rejeita relatório final e termina sem consenso após madrugada de tensão

Foto: Andressa Anholete/Agência

A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos sem aprovar um relatório final. Em votação realizada na madrugada deste sábado (28), o parecer do relator Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos contra 12, aprofundando o impasse político em torno das investigações.

O texto, com mais de 4,3 mil páginas, previa o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a derrota do relatório, parlamentares da base governista pressionaram o presidente da comissão, Carlos Viana, para nomear um novo relator e analisar um parecer alternativo. Viana, no entanto, negou o pedido, alegando que a decisão é prerrogativa exclusiva da presidência e optou por encerrar os trabalhos da CPMI.

O fim da comissão ocorre dias após o Supremo Tribunal Federal decidir, por 8 votos a 2, contra a prorrogação do prazo de funcionamento. Com isso, a CPMI chegou ao seu limite sem consenso entre oposição e governo sobre os desdobramentos das investigações.

Além do relatório rejeitado, um documento paralelo apresentado por governistas também evidenciou o racha político. O texto sugeria o indiciamento de nomes como Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, além de recomendar o aprofundamento de apurações sobre outras dezenas de pessoas e empresas ligadas ao caso.

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Política

“Estou pronto”: Marcos Medeiros assume Mossoró após renúncia de Allyson Bezerra

Foto: Divulgação/PMM

Marcos Medeiros tomou posse como novo prefeito de Mossoró nesta sexta-feira (27), em solenidade no teatro Dix-Huit Rosado, após a renúncia de Allyson Bezerra, segundo a Câmara Municipal.

Durante o primeiro pronunciamento, ele afirmou que “está pronto” para o cargo e destacou o comprometimento da equipe da gestão. “Vamos dar o sangue pela cidade de Mossoró”, disse.

Allyson participou da cerimônia e elogiou o sucessor, afirmando que Medeiros será “um grande prefeito de Mossoró” e descrevendo-o como “homem de seriedade, ímpar, correto e leal”, conforme divulgado pela assessoria de comunicação da Câmara.

Ele explicou que a decisão de renunciar foi planejada. “Renunciar é um ato de desapego. Estou feliz, convicto do que estou fazendo e certo do que farei”, declarou, de acordo com boletim oficial do governo municipal.

Marcos Medeiros assume a prefeitura da segunda maior cidade do RN para um mandato que vai até dezembro de 2028, segundo informações da Câmara Municipal de Mossoró.

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Política

Rodrigo Bacellar é preso novamente pelo STF; defesa classifica ação como “indevida e desnecessária”

Foto: Reprodução

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj),  deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso novamente nesta sexta-feira (27) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A detenção ocorreu em sua residência em Teresópolis e faz parte da Operação Unha e Carne, ligada à ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, segundo a Polícia Federal.

A defesa de Bacellar, assinada pelos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval, classificou a prisão como “indevida e desnecessária”. Segundo o comunicado, o ex-parlamentar vinha cumprindo todas as medidas cautelares impostas e a equipe jurídica informou que vai recorrer para que a decisão seja revista e revogada o quanto antes.

Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025, acusado de repassar informações sigilosas sobre investigação policial envolvendo outro deputado estadual, TH Joias. Documentos da PF indicam que Bacellar teria alertado o colega sobre a ordem de prisão e orientado a apagar dados do celular, conforme relatório oficial.

Na época, o plenário da Alerj aprovou, por 42 votos a 21, a revogação da prisão de Bacellar. Posteriormente, ele teve liberdade provisória concedida pelo STF em 9 de dezembro de 2025, segundo decisão de Moraes. A Polícia Federal informou que a operação desta sexta-feira segue em andamento, mas não divulgou detalhes sobre outros alvos ou etapas do procedimento.

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Política

Ex-ministro de Lula diz que presidente “está abusando do direito de falar besteira”

Foto: Reprodução

O ex-ministro da Integração Nacional no segundo mandato de Lula, Geddel Vieira Lima, criticou o presidente nas redes sociais. Segundo Geddel, Lula “está abusando do direito de falar besteira” ao comentar os gastos dos brasileiros com cachorros.

A declaração do ex-ministro veio após Lula comentar, em evento em Goiás, que as famílias brasileiras gastam bastante com animais de estimação, como banhos e consultas veterinárias. O presidente disse ainda que a China “não deve ter” o mesmo “problema”, em tom de brincadeira, arrancando risos da plateia.

Geddel, aliado do PT na Bahia, já indicou nomes para o secretariado do atual governador Jerônimo Rodrigues. Mas a relação do ex-ministro com petistas se desgastou nas últimas semanas, em meio à tentativa de emplacar o vice-governador Geraldo Júnior (MDB-BA) na chapa do partido.

Segundo fontes, uma ala do PT resistiu à indicação de Geraldo. No início de março, ele encaminhou uma crítica ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, pedindo compartilhamento de artigo com questionamentos sobre a atuação do auxiliar de Lula. Após a repercussão, Rui teria declarado a aliados que não deseja a participação de Geraldo na chapa.

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Política

Sindicato de irmão de Lula descontou quase R$ 600 milhões do INSS, revela CPMI

Foto: Reprodução

O Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) descontou R$ 599,5 milhões de aposentados nos últimos 10 anos, segundo o relatório final da CPMI do INSS. Mais da metade do valor (R$ 339,5 milhões) ocorreu durante o governo Lula (PT), quando a arrecadação da entidade cresceu de forma expressiva.

O vice-presidente do Sindnapi é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula. Ele é citado no relatório, mas não foi indiciado, segundo informações do Metrópoles. Entre os indiciados estão o presidente do sindicato, Milton Baptista de Souza, e a ex-coordenadora jurídica, Tonia Inocentini Galleti. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até meio bilhão da entidade.

De acordo com o relatório do deputado Alfredo Gaspar, o Sindnapi efetuou 26.462.669 descontos entre janeiro de 2015 e março de 2025, arrecadando R$ 599.520.490,37, o que coloca a entidade como a terceira que mais arrecadou. O primeiro acordo de cooperação técnica com o INSS foi firmado em outubro de 2008 e renovado em 2013 e 2023.

O documento também aponta possível fraude em autorizações de aposentados. Um termo de adesão datado de maio de 2023 teria sido criado em junho de 2024 por ex-funcionária do sindicato, segundo investigação da Controladoria-Geral da União (CGU). O relatório conclui que os documentos foram “literalmente fabricados por pessoa formalmente empregada do Sindnapi”.

Ainda conforme a CPMI, o sindicato prestou declaração falsa ao INSS ao omitir o vínculo de Frei Chico com o presidente da República. As regras do INSS proíbem que dirigentes de entidades conveniadas sejam parentes de membros do poder público.

O caso segue sob investigação, e o bloqueio de valores pelo Judiciário deve garantir que os próximos passos da CPMI sejam executados, conforme determinação oficial.

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