
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (9) ser contra a realização de uma CPI para investigar institutos de pesquisa, mas disse que a comissão será instalada caso tenha cumprido os requisitos técnicos.
Protocolada a pedido do deputado Ricardo Barros (PP-PR), a CPI conta com o apoio de 171 dos 513 deputados, o mínimo necessário para a sua criação. Segundo a análise da área técnica da Casa, também há o chamado “fato determinado”, outros dos requisitos para que ela tenha sequência.
Barros pede que sejam avaliados, desde 2000, supostas contradições, distorções, erros e falhas na divulgação de pesquisas eleitorais. Pede ainda a investigação sobre eventual vínculo entre institutos, veículos de comunicação, partidos ou coligações “que produzam resultados díspares em relação às urnas, favorecendo ou prejudicando candidatos”.
“Eu particularmente acho que não [é necessária investigação sobre institutos de pesquisa], mas o problema todo é o seguinte: a mim, como presidente, cabe cumprir o regimento. Se há um fato determinado no requerimento, cumprido o número de assinaturas, eu querendo ou não querendo não está em conta. Vou ter que cumprir o regimento, como aconteceu com a CPI da Petrobras. A minha opinião não pode prevalecer”, afirmou Cunha.
Ele deve dar o aval para a criação da comissão até esta terça-feira (10). Feito isso, os partidos devem indicar seus integrantes, sem prazo definido para que isso ocorra. Com a composição completa, há a primeira reunião da comissão, ocasião em que há sua instalação de fato.
INSTITUTOS
Diretores de institutos de pesquisas, entre eles Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, afirmam considerar equivocadas as comparações entre pesquisas feitas dias antes ou na véspera com o resultado das urnas.
“Por trás desses movimentos há sempre uma tentativa de constranger institutos e evitar a divulgação de pesquisas. Há sempre um candidato ou um partido descontente com os resultados”, disse Paulino na semana passada.
O diretor-geral do Datafolha ressalta, no entanto, que embora questionem a divulgação dos levantamentos, políticos recorrem frequentemente a eles. “Os políticos entendem muito bem de pesquisas, tanto que recorrem a elas com frequência. Alguns contratam mais de um instituto para trabalhar com os dados. Os políticos gostam tanto que querem as pesquisas só para eles”, afirma.
FolhaPress
Esse Cunha tá pensando que é a Rainha de Sabá? Ou o Faraó do Egito?
Será que ainda não disseram a ele que o Cargo de Presidente da Câmara não é o mesmo de IMPERADOR? Será que ele não sabe que o Presidente é somente um coordenador político administrativo regido por um regimento interno e legislação sustentada pela Constituição Federal que dispõe que ele deve ouvir e encaminhar as proposições e projetos de acordo com tais regras consolidadas em lei?
O Plenário é o órgão máximo de deliberação da Casa. Nele, os representantes do povo, reunidos em sua totalidade, discutem e votam soberanamente as proposições em tramitação, no cumprimento da função constitucional conferida ao Poder Legislativo.
Segundo o Art. 16, "O Presidente é o representante da Câmara quando ela se pronuncia coletivamente e o supervisor dos seus trabalhos e da sua ordem, nos termos deste Regimento."
É o REPRESENTANTE e SUPERVISOR!
Entre suas atribuições estão: Presidir as sessões, manter a ordem, submeter a discussão e votação, organizar, ouvido o Colégio de Líderes, a agenda com a previsão das proposições a serem apreciadas no mês subseqüente, para distribuição aos Deputados e desempatar as votações quando houver necessidade.
O que esse Deputado quer é Holofotes e Mídia para fugir do seu envolvimento com a LAVAJATO e um passado de muitos processos colecionados, igual a seu parceiro e amigo Henrique Alves.