Presidente do PT federal, Rui Falcão disse que apenas Dilma Rousseff está consolidada como candidata à sucessão de 2014. Pôs em dúvida a capacidade de Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (sem partido) de consolidar suas respectivas candidaturas. Em entrevista ao repórter Ricardo Rodrigues, Falcão declarou:
“Ao contrário do PT, que tem definição clara de reeleger Dilma, os outros não têm. Marina tenta criar um partido. O senador mineiro não foi formalizado candidato, depende de São Paulo. Eduardo Campos tem parte de seu partido disposta a reeleger Dilma. Temos interesse de manter a aliança nacional com todos os partidos da base. A prioridade é construi-la em 2014 de cima para baixo, da presidência para os governos estaduais. Não vejo problema Dilma ter dois palanques nos Estados.”
Em litígio com os fatos, Falcão declarou que não foi Lula quem antecipou o calendário de 2014 ao lançar, em fevereiro, a recandidatura de Dilma. “A oposição precipitou a campanha eleitoral”, disse ele. “Fez um diagnóstico errado e trágico, imaginando racionamento, inflação sem controle, obras paradas e desemprego. Concluiu que era hora de atacar Dilma e isso deu errado…”
Num instante em que o eleitoral se sobrepõe ao administrativo na agenda do Planalto, o dirigente petista leva ao tombrone frases de efeito: “O que posso dizer é: deixem a Dilma trabalhar, dialogar com o Congresso e a sociedade.” Tomado pelas palavras, Rui Falcão parece desejar para 2013 uma democracia sem contraditório. E para 2014, uma reeleição por WO, sem adversários.
Por que tanto medo de Eduardo Campos?