Depois de esperar por uma hora na fila para votar em um colégio em Brasília, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, disse que chamou sua atenção o esforço dos eleitores para comparecer ao pleito.
“Verifiquei enquanto esperava para votar algumas coisas muito interessantes: pessoas de idade, que já não precisariam mais votar, pessoas com dificuldade de locomoção, com crianças de colo, todos vindo ordeiramente e de maneira tranquila para apresentar o seu voto”, disse o ministro a jornalistas.
“Hoje é o dia em que o cidadão é igual”, disse Toffoli, em referência à igualdade dos votos.
Uma confusão entre torcedores argentinos e um motoboy chamou atenção neste domingo (19), em Copacabana, no Rio de Janeiro, após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo.
Imagens registradas no local mostram o momento em que o trabalhador é atingido por torcedores e reage à agressão. Durante o confronto, ele derruba um dos envolvidos no asfalto.
Segundo o registro, o motoboy teve a viseira do capacete quebrada durante a confusão.
Após a reação do trabalhador, ele aparece sendo cercado por outros torcedores que estavam no local. O vídeo do caso passou a circular nas redes sociais.
Além do Rio de Janeiro, houve registros de confusões envolvendo torcedores argentinos em outros destinos turísticos, como Arraial d’Ajuda (BA), Búzios (RJ), Balneário Camboriú (SC) e Pipa, no RN.
Os episódios ocorreram após a final da Copa do Mundo, marcada pela derrota da seleção argentina.
A corrida eleitoral de 2026 entra oficialmente em uma nova fase nesta segunda-feira (20), com o início do prazo para os partidos realizarem suas convenções e definirem os candidatos que disputarão as eleições.
As legendas terão até o dia 5 de agosto para confirmar os nomes para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Após as convenções, os partidos precisam enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados dos candidatos e os números que serão usados nas urnas.
Também é durante esse período que as siglas podem oficializar coligações e definir alianças para a disputa eleitoral.
Em 2026, os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados. As convenções estaduais serão responsáveis pela escolha dos candidatos aos cargos estaduais e legislativos, enquanto as convenções nacionais definirão as candidaturas à Presidência e Vice-Presidência da República.
Partidos que já marcaram convenções nacionais
Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho
Partido Liberal (PL) – 25 de julho
Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho
Partido Novo (Novo) – 27 de julho
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
Os decretos assinados pelo presidente Lula (PT) que ampliam a responsabilidade das plataformas digitais entram em vigor nesta segunda-feira (20) e já provocam reação de especialistas e empresas de tecnologia.
As medidas alteram regras do Marco Civil da Internet e dão à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) novas atribuições para regulamentar, fiscalizar e apurar possíveis infrações cometidas pelas plataformas.
Especialistas ouvidos pela CNN apontam preocupação com a falta de critérios objetivos para responsabilizar as chamadas big techs. O advogado Rafael Pellon afirmou que existe risco de “censura prévia” caso as empresas adotem medidas preventivas para evitar punições.
Segundo Pellon, a insegurança ocorre em meio ao debate envolvendo Executivo, Judiciário e Congresso sobre a regulamentação das redes sociais.
“Temos um risco, em determinados conteúdos, de censura prévia, por falta de critério ou objetividade das decisões”, afirmou o especialista.
As empresas de tecnologia também demonstraram preocupação. Entidades que representam o setor afirmaram que os temas envolvem liberdade de expressão, atividade econômica e responsabilidade das plataformas e defenderam uma discussão mais ampla antes da criação das novas regras.
Pelos decretos, as plataformas terão de adotar medidas para combater conteúdos ligados a crimes graves, proteger usuários e manter canais permanentes para denúncias de irregularidades. A ANPD passa a ter papel central na fiscalização dessas obrigações.
A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (20) a operação de segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
O serviço será disponibilizado aos candidatos homologados nas convenções partidárias, desde que façam o pedido oficial de proteção.
Segundo a CNN, os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) informaram que vão solicitar a escolta da PF.
Já Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optou por manter a equipe da Polícia Legislativa do Senado, responsável por sua segurança em razão do mandato de senador, e não usará o serviço da corporação.
No caso do presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, a proteção será compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A Polícia Federal informou que mais de 600 policiais foram treinados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos presidenciáveis.
Ao todo, até 458 servidores poderão ser mobilizados na operação. A corporação também classificou os candidatos em quatro níveis de risco — muito alto, alto, moderado e baixo —, critério que servirá de base para definir o esquema de proteção de cada um.
A estimativa é de que a operação custe cerca de R$ 95 milhões caso sejam atendidas até dez candidaturas. O orçamento prevê despesas com veículos blindados, coletes balísticos, sistemas antidrones, kits antibombas e logística.
Segundo a PF, os mesmos critérios técnicos serão adotados para todos os candidatos, e as equipes atuarão em conjunto com as forças de segurança estaduais e municipais.
A Embaixada dos Estados Unidos no Bahrein emitiu um alerta de segurança neste domingo (20) informando que o Irã pode ter como alvo áreas não especificadas no centro de Manama, capital do país, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
No comunicado, a representação norte-americana orientou cidadãos dos EUA a permanecerem em alerta, seguirem as orientações das autoridades locais e acompanharem os avisos oficiais.
A embaixada também recomendou que, em caso de explosões ou sirenes, as pessoas procurem abrigo imediatamente.
O alerta não informa quais seriam os possíveis alvos nem detalha quais informações de inteligência motivaram o aviso.
No sábado (19), o Departamento de Estado dos EUA já havia emitido um alerta global de segurança para cidadãos americanos no exterior, citando o aumento das tensões na região e o risco de uma escalada imprevisível do conflito.
Também neste domingo, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã.
Segundo os militares, a ofensiva ocorre após a morte de três soldados americanos em um ataque atribuído a Teerã contra uma base dos EUA na Jordânia.
De acordo com o governo iraniano, os bombardeios realizados na última semana deixaram 38 mortos e mais de 400 feridos no país. O Centcom não informou quais foram os alvos dos novos ataques nem os armamentos utilizados.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de ampliar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro levou o PL a reorganizar a comunicação entre ele e a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo partido como pré-candidato à Presidência da República.
De acordo com integrantes da legenda, os advogados que integram a defesa de Bolsonaro passarão a ser o principal canal para repassar orientações políticas e decisões estratégicas do ex-presidente à equipe da pré-campanha.
Na sexta-feira (17), Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro e impôs novas restrições após Flávio publicar nas redes sociais uma carta em que o pai o apresentava como porta-voz. N
a decisão, o ministro afirmou não considerar plausível a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia a divulgação do documento.
Entre as medidas determinadas por Moraes está a proibição de visitas de Flávio ao pai por 90 dias.
O ministro também suspendeu, até o fim do período eleitoral, visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos de Bolsonaro, inclusive por terceiros.
Além disso, o ex-presidente permanecerá por 30 dias sem receber visitas, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
Após a decisão, Flávio Bolsonaro classificou a medida, em publicação nas redes sociais, como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”.
No sábado (18), durante um evento no Espírito Santo, o senador voltou a criticar Alexandre de Moraes, afirmou que não pretende buscar vingança e fez novas declarações contra o ministro.
O Banco Master concedeu R$ 336 milhões em empréstimos a acionistas, sócios e conselheiros da farmacêutica Biomm em 2024, período em que as ações da empresa acumularam valorização superior a 300% na Bolsa.
A Biomm foi fundada pelo ex-ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia, que integrou o primeiro governo do presidente Lula (PT).
As informações foram divulgadas por uma coluna jornalística, com base em documentos compartilhados pelo liquidante do Banco Master em um processo judicial.
Segundo a publicação, os empréstimos foram concedidos entre fevereiro e abril de 2024, intervalo em que as ações da Biomm passaram de R$ 5,75 para R$ 17,80.
A reportagem informa que as operações apresentam características que, na avaliação da publicação, lembram o caso da Ambipar, analisado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Naquele processo, a área técnica da autarquia apura uma suposta atuação coordenada para influenciar a cotação das ações da companhia.
Até o momento, porém, não há informação de que a CVM investigue operações envolvendo a Biomm nem acusação formal relacionada aos empréstimos citados.
Entre os beneficiários dos financiamentos, segundo a coluna, estão Walfrido dos Mares Guia, empresas ligadas à sua família, o empresário André Emrich, o conselheiro Pedro Mesquita e o investidor Lucas Kallas.
O maior empréstimo mencionado foi de R$ 254 milhões, concedido a uma empresa ligada a Kallas dias antes da assembleia que elegeu um indicado do banqueiro Daniel Vorcaro para o Conselho de Administração da Biomm.
Procurados pela coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, Pedro Mesquita, Exa Capital, Lucas Kallas e Cedro Participações não se manifestaram.
Walfrido dos Mares Guia afirmou que, tanto no caso dele quanto no de André Emrich, os recursos foram utilizados para financiar a participação no aumento de capital da Biomm.
Dados do Portal da Transparência apontam que o governo federal projeta encerrar 2026 com déficit de pelo menos R$ 22,6 bilhões nas contas públicas.
A estimativa consta no sistema da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável por divulgar as receitas e despesas da União.
A previsão é de arrecadação de R$ 6,34 trilhões, enquanto as despesas devem alcançar R$ 6,36 trilhões. A diferença representa um déficit estimado em R$ 22,6 bilhões, equivalente a cerca de 0,3% do Orçamento atualizado da União.
Até o momento, o Portal da Transparência registra R$ 3,12 trilhões em receitas e R$ 3,1 trilhões em despesas.
Já o monitor Gasto Brasil, mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apresenta números diferentes, em razão da metodologia utilizada pela entidade.
Segundo o levantamento, os gastos do governo federal já ultrapassaram R$ 3 trilhões, enquanto a arrecadação está em torno de R$ 2,2 trilhões.
A equipe da pré-campanha do presidente Lula (PT) avalia que a taxação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros pode render dividendos eleitorais ao petista, mas teme que declarações do próprio presidente atrapalhem essa estratégia. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Nos bastidores, o receio é de que Lula endureça o discurso contra os Estados Unidos e que parte do eleitorado passe a atribuir o tarifaço à condução das negociações pelo governo brasileiro.
De acordo com a coluna, a orientação da campanha é manter o presidente afastado das negociações e evitar embates públicos com integrantes do governo de Donald Trump.
As conversas ficariam concentradas nos ministérios da Fazenda, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A avaliação é que Lula poderá usar o episódio durante a campanha para reforçar críticas ao presidente norte-americano e apresentar o tarifaço como uma medida que prejudica o Brasil.
Cláudio Humberto também cita episódios que provocaram repercussão internacional, como a comparação feita por Lula entre a guerra em Gaza e o Holocausto, em 2024, além de declarações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Segundo o colunista, esse histórico explica a cautela de aliados diante do atual cenário.
O governo do presidente Lula (PT) colocou em marcha um pacote de crédito que soma cerca de R$ 145 bilhões em recursos autorizados para 2026.
As medidas incluem financiamentos para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, programas habitacionais, agricultores e ações de renegociação de dívidas.
De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, a maior parte dos recursos não deve gerar custo direto para a União, já que os financiamentos serão pagos pelos beneficiários e os valores retornarão aos cofres públicos.
A expectativa do governo é estimular a economia, incentivar a geração de empregos e ampliar a renda.
Economistas, por outro lado, avaliam que a expansão do crédito pode aumentar a pressão sobre a dívida pública e dificultar o controle da inflação pelo Banco Central ao estimular o consumo.
Entre as principais medidas estão R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas, além de R$ 9 bilhões destinados à renegociação de dívidas de produtores rurais e a novas linhas de apoio para empresas afetadas pelas mudanças nas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Parte dos recursos virá do Orçamento da União e de fundos públicos, como o Fundo Social.
O uso dessas fontes de financiamento é alvo de questionamentos de órgãos de controle, que defendem maior transparência sobre os impactos fiscais das medidas. As informações são do Estadão.
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