Época
O clima entre os detentos do presídio Ary Franco, em Água Santa, zona Norte do Rio, não era dos melhores durante a chegada do empresário Eike Batista, na segunda-feira pela manhã. Ao ser levado para a cela que ocuparia, ouviu ameaças, enquanto passava pelos corredores. Na descrição de um dos presentes, “vou te matar, desgraçado” foi a frase mais amena pronunciada enquanto Eike seguia para o cárcere.
Eike teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal, a pedido da Força Tarefa da Operação Lava Jato no Rio, na fase “Eficiência”, deflagrada na semana passada, sob suspeita de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Ary Franco é o presídio para onde vão os detentos com pedido de prisão decretada pela Justiça Federal sem curso superior. A unidade também recebe os presos do Comando Vermelho. Às demonstrações de hostilidade, juntaram-se as alegações de agentes penitenciários de que o fato de Eike ter patrocinado o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora fazia dele alvo da ira dos bandidos da facção.
Foto: Antonio Augusto/STF
Não concordo com o tratamento dado a ele na verdade nesse país empresário não consegue fazer negócio com o executivo legislativo ou judiciário isso nas três esferas sem que negocie propina. Que ele deve ser preso pra esclarecer os fatos tudo bem mas esse circo armado de raspar cabeça, coisa que com assassino e estuprado não é feito, e ainda colocá-lo em um presídio onde certamente corre risco de vida me cheira a outra coisa.
Colocaram o cara em situação de risco, usaram o pretesto dele não ter nível superior para colocar junto com facções, isso é coisa de quem tem interesse em queima de arquivo.
A chance de queima de arquivo é de 200%