Pressionado por Previdência e pessoal, gasto do governo pode crescer mais em 2018

As despesas totais do governo podem crescer em 2018 a uma taxa três vezes maior que a verificada em 2017, devido principalmente ao aumento das despesas com Previdência Social e com pessoal, apontam números divulgados pelo Ministério do Planejamento por meio do decreto de revisão orçamentária.

Para este ano, o governo autorizou um aumento de despesas de R$ 92,6 bilhões. Em 2017 os gastos superaram em R$ 29,61 bilhões o valor registrado em 2016. A expansão autorizada para os gastos públicos em 2018 também está acima da média dos últimos dez anos, que foi de R$ 79,5 bilhões por ano.

Apesar de autorizado, esse aumento de gastos pode não se confirmar, por exemplo, se a arrecadação estimada pelo governo para este ano não se confirmar. Foi o que ocorreu no ano passado, quando o governo fez bloqueios de despesas para atingir a meta fiscal (resultado pré-fixado para as contas públicas).

Aliás, a autorização para o crescimento maior dos gastos neste ano foi possível porque o governo não utilizou toda sua margem de aumento em 2017.

No fim das contas, o governo acabou gastando, ao todo, R$ 1,279 trilhão em 2017, cerca de R$ 30 bilhões a menos do que o limite autorizado para as despesas incluídas no novo regime fiscal (R$ 1,309 trilhão).

 

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Amigo disse:

    A previdência é superavitária. A CPI mostrou isso. Querem é roubar ainda mais do trabalhador brasileiro.

    • Netto disse:

      Amigo, a previdência infelizmente não é superavitária. A CPI lhe enganou usando alguns truques como: a) pegar toda a arrecadação de PIS, Cofins e CSLL para dizer que tudo faz parte da previdência, quando na verdade vai também para saúde e assistência. b) negar que em rigor, somente as contribuições sobre salários é que deveriam fazer parte da arrecadação, mas vivem criando penduricalhos; c) esconder que a previdência não é um sistema de capitalização individual, mas um sistema de pirâmide que está se invertendo por questões demográficas e quando só cerca de 30% se aposenta por tempo de serviço; d) enganar as pessoas ao dizer que se cobrar os atrasados, para além de ir atrás de empresas que não existem mais, quando isso resolveria o problema do déficit de menos de dois anos (isso tudo sendo pago de uma vez); e) esconder que a DRU só faz descobrir um santo para cobrir outro; f) que corrupção, por mais detestável que seja, não é o maior dreno de recursos do País. ///////// Tá na hora do Brasil encarar isso com mais realismo e menos maniqueísmo.

    • Rick disse:

      Se vc acha que o maior problema são os salários de políticos e de juízes, faça então as contas.
      Some tudo e divida pelo número de aposentados e pensionistas. O problema é mais o efeito-comparação que deixa as pessoas, com justiça, incomodadas.

    • Ceará-Mundão disse:

      Parabéns, Netto. A questão previdenciária nunca será resolvida enquanto for tratada com tantas mentiras, de parte a parte. Apenas um debate sério e falando a verdade poderá trazer progressos.

  2. Eleitor disse:

    E por que os políticos não cortam os gastos com gabinete, carros, viagens, telefones e pessoal??? Ajudem a economizar também !!!!

    • Netto disse:

      Daria resultado mais pelo exemplo do que em termos financeiros.
      É válido.

  3. Ferreira disse:

    A propósito, o que o candidato Bolsonaro diz a respeito da Reforma da Previdência e dos Auxílios Moradia, hein?

    • Ceará-Mundão disse:

      Bolsonaro já falou sobre a previdência, embora seu programa de governo ainda não tenha sido elaborado. Mas, lembro bem das ações efetivas do Lula e da Dilma sobre o assunto. Lula fez DUAS reformas, mediante as Emendas 41 e 47. A primeira, EC 47, foi basicamente em cima dos servidores públicos, dificultando suas aposentadorias. E não vi petistas reclamando. Nem sindicatos. A Dilma mandou uma proposta de reforma para o Congresso em janeiro de 2016. Só não aprovou porque não mais governava, na prática. Mas os fanáticos seguidores da seita vermelha esquecem fácil do que lhes convém, não é mesmo?

    • Ceará-Mundão disse:

      A EC 41 é que foi basicamente em cima dos servidores. Piorou muito suas condições de aposentadoria. Leia a respeito.

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