Há quase dois anos à frente da Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol), Fábio Rogério não resistiu às pressões e caiu do cargo, que será ocupado pelo atual diretor da Academina de Polícia Civil, Ricardo sérgio de Oliveira.
Pesou contra Fábio, a indisposição criada na cúpula de segurança. A própria governadora Rosalba Ciarlini já deixara em aberto a possibilidade a pré-disposição em substituir o responsável por conduzir a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
A confirmação veio hoje, quando o secretário de Segurança Pública, Aldair da Rocha, confirmou a substituição e declarou que quer mudanças na Degepol. Acrescentou que não tem nada contra Fábio.
Recentemente, uma agenda negativa tomou de conta da Polícia Civil, com a informação pública de que 5% dos homicídios no Estado são solucionados, havendo impunidade, portanto, em 95% dos casos.
Fábio chegou ao RN em 1997. Veio para assumir a posição de delegado substituto de Polícia Civil. Desde então passou por várias delegacias, na capital e no interior, como a 12ª DP, 9ª DP, 5ª DP, Delegacia Municipal de Ceará-Mirim, Delegacia de Capturas (Decap), DP de Goianinha e 10ª Delegacia Regional de João Câmara, onde respondeu diretamente pelas dezesseis Delegacias Municipais da Região.
Mesmo sem conhecer o Delegado Geral fico imaginando como poderia solucionar o problema da segurança sem ter autonomia, como atribuir o fracasso vivido pela sociedade que busca segurança a uma só pessoa.
Cabem as perguntas :
o que o governo está fazendo em prol da segurança?
Houve aumento do contingente, capacitação para os que estão na ativa, foram ampliados os serviços de inteligência, adquiridos novos equipamentos, teve algum incentivo para os policiais, melhoraram os presídios?
É muito irônico querer solucionar um problema tão grave apenas com a atuação de uma pessoa e com reza.
As vezes dá para pensar que o governo está aliado aos criminosos, pois insiste em deixá-los a vontade para cometerem seus crimes.
E a sociedade ficando neurótica com medo de tudo, não se pode mais ir a praia, ao sítio, andar de ônibus, …
Talvez a governadora não sinta esses traumas porque tem segurança paga por nós.
Porém seu mandato único está acabando e ela voltará a ser uma pobre mortal como nós, exposta ao mesmo pânico que vivemos, isso se não tiver muito dinheiro para contratar segurança particular.
Infelizmente temos que criar nossos filhos nesse mundo de ninguém, onde ninguém faz nada para nos proteger. SALVE- SE QUEM CONSEGUIR.