Jornalismo

Previdência: idade mínima começará em 61 anos para homens e 56 para mulheres. Vejam o que muda

O presidente Jair Bolsonaro apresenta nesta quarta-feira ao Congresso Nacional sua proposta de reforma da Previdência. O governo fez ajustes de última hora no texto e elevou para 61 anos a idade mínima inicial de aposentadoria para os homens do setor privado (INSS). Na semana passada, técnicos da equipe econômica informaram que a transição para trabalhadores da iniciativa privada partiria de 60 anos, mas os números foram recalculados pela equipe. No caso das mulheres, ficou mantida a idade inicial de 56 anos. Essas idades começarão a subir seis meses a cada ano, a partir da aprovação da reforma, até chegar em 65 anos (homem) e 62 anos (mulher).

Atualmente, não há idade mínima para requerer o benefício no INSS, e as pessoas podem se aposentar por tempo de contribuição, que é de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres). A média de idade de aposentadoria é de 55 anos.

As regras dos benefícios assistenciais — pago a idosos e deficientes da baixa renda — também foram alteradas pelo governo. Segundo fontes a par das discussões, o auxílio começará a ser pago aos 60 anos, no valor de R$ 400, e passará a ser equivalente ao salário mínimo aos 70 anos. Antes, a proposta era pagar R$ 500 a partir dos 55 anos.

Regra mais vantajosa

Das três possibilidades de transição que serão colocadas na proposta de reforma da Previdência, a que considera a contagem de pontos (somando idade e tempo de contribuição) será a mais vantajosa para a maioria dos trabalhadores que já estão no mercado, estimam os técnicos do governo. O somatório que começa com 86/96 (mulheres e homens) e começa subir a partir de 2020 um ponto a cada ano até alcançar 100/105 valerá tanto no setor privado (INSS) quanto no setor público.

Por outro lado, a mudança no cálculo da aposentadoria será imediata à aprovação da reforma. Ou seja, para obter um benefício integral será preciso trabalhar por 40 anos. Atualmente, a contagem de pontos é usada para obter o pagamento integral. Isso vai mudar, e a contagem de pontos será apenas um dos critérios de acesso à aposentadoria.

‘Problema do governo’

Nesta terça-feira , o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP),disse que a crise envolvendo Bolsonaro e o agora ex-ministro Gustavo Bebianno é um “problema do governo” , quando perguntado sobre os efeitos da turbulência no andamento da reforma no Congresso.

– Vai ser dada entrada amanhã (hoje) na Câmara, e vamos aguardar o debate e acompanhar. O Senado tem que trabalhar dentro da pauta do Senado, e a Câmara também. Isso aí (a crise) é um problema do governo, o governo tem que resolver – afirmou, ao chegar para um jantar com governadores para discutir a reforma.

O texto deve trazer ainda a criação do sistema de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para uma conta individual que vai financiar sua aposentadoria no futuro. As regras deste sistema serão definidas em projeto de lei complementar. Uma das diretrizes em estudo é que o valor dos benefícios varie de acordo com os indicadores nacionais, como crescimento da economia, da massa salarial e da arrecadação tributária.

O governo deve aproveitar a divulgação da reforma e anunciar um projeto de lei para acelerar a cobrança da dívida ativa, na tentativa de demonstrar que está fazendo a sua parte e cobrando dos devedores da Previdência, na mesma linha da medida provisória (MP) de combate às fraudes no INSS.

Pelas estimativas oficiais, a reforma vai gerar uma economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos . Este cálculo não considera os efeitos da MP e do projeto da dívida ativa.

Veja o que muda com a reforma:

REGRA GERAL

IDADE MÍNIMA:   65 para homens e 62 anos, mulheres;

Como é hoje:  Não existe idade mínima de aposentadoria no setor privado (INSS). No serviço público, ela é de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres;

Como fica : Trabalhadores do INSS e do serviço público terão idade mínima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher);

TRANSIÇÃO

No INSS:  A partir da aprovação da reforma, a idade mínima será de 56 anos (mulheres) e 61 anos (homens) para quem se aposenta por tempo de contribuição. Esse tempo é de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). A idade mínima vai subir seis meses por ano até atingir 62/65 anos;
No caso de quem se aposenta por idade (hoje de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres), a idade da mulher subirá seis meses por ano até alcançar 62 anos;

No serviço público : As idades de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homenes) também subirão gradativamente até atingir 62/65 anos;

COMO FUNCIONARÁ A REFORMA PARA QUEM ESTÁ NO MERCADO

Serão oferecidos três critérios para pedir aposentadoria. As pessoas poderão escolher o que for mais vantajoso:

-Idade;

– Somatório de pontos (idade e tempo de contribuição) de 86/96 pontos (mulheres/homens). Essa pontuação vai subindo a partir de 2020 até chegar em 100/105 pontos. No caso dos professores, são cinco pontos a menos (95/100)

-Tempo de contribuição, que é 30 anos (mulher) e 35 anos (homem). Mas neste caso, só vale para o INSS e para quem estiver a dois anos da aposentadoria quando a reforma for aprovada.  Ainda assim, se a pessoa for jovem terá uma redução no valor do benefício e terá de pagar pedágio de 50% sobre o tempo que faltar;

TEMPO MÍNIMO DE CONTRIBUIÇÃO

Como é hoje: de 15 anos;

Como fica: o tempo mínimo subirá para 20 anos;

REGRA DE CÁLCULO

Como é hoje: O valor do benefício é calculado com base em 80% dos maiores salários de contribuição;

Como fica: O valor do benefício será calculado com base na média dos salários de contribuição. Com 20 anos de contribuição, a pessoa tem direito a 60% do valor do benefício. Quem ficar mais tempo na ativa ganhará um acréscimo de 2% até o limite de 100%.  Para receber integral será preciso contribuir por 40 anos;

BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS (pago a idosos e deficientes da baixa renda que não contribuíram para regime)

Como é hoje: O auxílio é concedido aos 65 anos para homens e mulheres e corresponde ao valor salário mínimo;

Como deve ficar: Pessoas com 60 anos passam a ter direito a um benefício de R$ 400. Aos 70 anos, elas receberão um salário mínimo;

PENSÕES

Como é hoje: O valor da pensão é integral;

Como fica: O valor da pensão cairá para 50%, mais 10% por dependente (incluindo a viúva ou o viúvo). Quando os beneficiários perderem a condição de dependentes, as quotas são extintas;

ACUMULAÇÃO DE BENEFÍCIOS

Como é hoje: É possível acumular aposentadoria e pensão;

Como fica: O segurado ficará com o benefício de maior valor, mais uma parcela do de menor valor, obedecendo uma escadinha: 80% se o valor for igual a um salário mínimo; 60% do valor que exceder o mínimo, até o limite de dois; 40% do valor que exceder a dois mínimos e 20% do valor acima de três salários mínimos;

APOSENTADORIAS ESPECIAIS (a idade mínima será a mesma para homens e mulheres)

Policiais federais e civis 

Como é hoje: Podem se aposentar com 30 anos de contribuição (homens) e 25 anos de contribuição (mulheres) e com tempo na atividade policial de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). Não há idade mínima de aposentadoria;
Como fica: Precisam atingir idade mínima de aposentadoria de 55 anos (homens e mulheres). O tempo mínimo de contribuição será mantido em 30 anos (homens) e 25 anos (mulheres). Mas os policiais terão de comprovar 25 anos de efetivo exercício da função;

Trabalhadores rurais

Como é hoje: Podem se aposentar aos 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens). Eles não são obrigados a contribuir para a Previdência, mas precisam comprovar pelo menos 15 anos de atividade no campo;
Como fica: A idade mínima de aposentadoria sobe para 60 anos (homens e mulheres). O tempo mínimo de contribuição também será elevado para 20 anos e eles serão obrigados a dar alguma contribuição para o sistema, podendo optar em recolher um percentual sobre a produção ou pagar um valor fixo de R$ 600 por ano por núcleo familiar;

Professores (ensino infantil, médio e fundamental)

Como é hoje:

. Rede privada (INSS): Podem se aposentar com 30 anos de contribuição (homem) e 25 anos de contribuição (mulher), sem exigência de idade mínima;

. Rede pública:  Podem se aposentar com 30 anos de contribuição (homem) e 25 anos de contribuição (mulher);
Há idade mínima de aposentadoria de 50 anos (mulher) e 55 anos (homem);

Como fica: Nos dois casos, a idade mínima será de 60 anos (homens e mulheres). O tempo mínimo de contribuição deve ser mantido;

Policiais militares e bombeiros

Como é hoje: As regras variam de acordo com as legislações estaduais. Não há idade mínima de aposentadoria;

Como ficar: Serão igualados aos militares das Forças Armadas. Deverão permanecer sem idade mínima, mas as regras previdenciárias vão mudar:  o tempo na ativa será de 35 anos, com possibilidade de cobrança da contribuição previdenciária para policiais inativos (reserva/reforma) e de pensionistas e alunos em escola de formação (academia);

Políticos

Como é hoje: Podem se aposentar aos 60 anos (homens e mulheres)  e incorporar no benefício uma parcela do salário no Legislativo

Como fica:  A idade subirá para 65 anos (homens e mulheres). Os novos ocupantes de cargos eletivos serão enquadrados nas mesmas regras do INSS;

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Como vai ser para me aposentar?
    Tenho hoje em 2019, 62 anos com 22 de contribuição do sexo masculino, estou no RGPS desde 1976, pretendo tentar me aposentar pelo regime de transição antigo, será que consigo?
    Ou é melhor aguardar os 65 anos para aposentadoria por idade.
    Por favor me instrua neste campo, porque estou totalmente perdido.
    Obrigado.

  2. Tenho muito desejo de saber como uma pessoa deficiente poderá sobreviver com R$ 400,00 por mês.
    Minha sugestão é encerrar este negócio de aposentadoria no Brasil, prá que este povo aposentado, talvez assim os empresários do mundo todo venham ao Brasil investir , melhor que fazer este puxa e encolhe, no final as grandes aposentadorias vão ficar grandes e os pequenos cada vez mais pequeno.

  3. Interessante, não se fala em um programa de cobrança aos devedores da prvibencia, 450 bi….

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MODERNIZAÇÃO: São Gonçalo do Amarante conquista certificação do TCE-RN e está apto a executar emendas parlamentares municipais e estaduais

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante conquistou um importante reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN). O município recebeu a Certidão de Regularidade de Emendas Parlamentares, documento que atesta o cumprimento das exigências de transparência e rastreabilidade na gestão dos recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares.

A certificação foi emitida no dia 31 de julho de 2026, após um trabalho técnico que se estendeu por mais de 90 dias e envolveu uma força-tarefa coordenada pela Controladoria-Geral do Município (CGM), em parceria com a Secretaria Municipal de Finanças, a Procuradoria-Geral do Município (PGE) e a Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo, com acompanhamento direto do prefeito Jaime Calado.

A conquista coloca São Gonçalo do Amarante entre um grupo restrito de municípios potiguares que conseguiram atender às rigorosas exigências estabelecidas pela Resolução nº 034/2025 do TCE-RN, em conformidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a adoção de mecanismos de transparência e rastreabilidade para a execução de emendas parlamentares em todo o país.

Na prática, a certificação garante que o município está apto a executar recursos provenientes de emendas parlamentares municipais, estaduais e federais. Até então, mesmo com a destinação das emendas estaduais e municipais, a Prefeitura estava impedida de iniciar a execução dessas verbas por não possuir a certificação exigida pelo Tribunal de Contas.

Para alcançar esse resultado, foi necessário promover uma série de adequações nos sistemas de controle e transparência da administração municipal, incluindo a atualização do Portal da Transparência (SISPUB/LEMARQ), a revisão de procedimentos internos e a elaboração de um decreto municipal regulamentando a execução das emendas parlamentares, em conformidade com as normas estabelecidas pelo TCE-RN.

O processo passou por uma criteriosa análise técnica realizada por auditores do Tribunal de Contas, que verificaram a conformidade dos procedimentos administrativos, dos mecanismos de controle e da publicidade das informações relacionadas às emendas parlamentares.

Outro fator de grande relevância é que os sistemas de controle utilizados pelo TCE-RN e pelo Governo Federal são integrados. Sem essa regularização, a ausência da certificação poderia impedir não apenas a execução das emendas impositivas dos vereadores, mas também de recursos destinados por deputados estaduais, senadores e deputados federais, com riscos de comprometer os investimentos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Para o prefeito Jaime Calado, a certificação representa mais um avanço na modernização da gestão pública municipal.

“Esse resultado demonstra o compromisso da nossa gestão com a responsabilidade, a transparência e o respeito ao dinheiro público. Foi um trabalho técnico intenso, realizado por várias equipes da Prefeitura, que agora garante segurança jurídica e permite que São Gonçalo possa executar importantes investimentos destinados ao município por meio das emendas parlamentares”, destacou o prefeito.

Com a emissão da certidão, São Gonçalo do Amarante passa a atender integralmente às exigências de transparência e rastreabilidade estabelecidas pelo Tribunal de Contas, garantindo mais segurança na aplicação dos recursos públicos e ampliando a capacidade do município de receber e executar investimentos que beneficiam diretamente a população.

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Jon Secada e Marina Elali farão shows em Natal e outras três capitais

Foto: Divulgação

O cantor internacional Jon Secada e a cantora brasileira Marina Elali voltam a dividir o palco no Brasil com o espetáculo “Canções Eternas”, um encontro de grandes vozes, sucessos inesquecíveis e uma parceria musical que atravessa os anos. Amigos desde 2009, quando gravaram juntos um dueto que integrou a trilha sonora de uma novela da TV Globo, Jon e Marina já realizaram turnês pelo Brasil em diferentes momentos. Mais recentemente, o cantor também participou do especial comemorativo dos 20 anos de carreira de Marina Elali, gravado pela TV Globo. Agora, a parceria ganha um novo capítulo com a volta de “Canções Eternas”, com apresentações no Rio de Janeiro, em São Paulo, Recife e Natal.

Dono de sucessos mundiais como “Just Another Day” e “Angel”, Jon Secada construiu uma carreira internacional com mais de 20 milhões de discos vendidos e três Grammys. Marina Elali, também vencedora do Latin Grammy, reúne mais de 20 músicas em trilhas de novelas. Em “Canções Eternas”, os dois artistas revisitam grandes sucessos de suas carreiras e canções que marcaram gerações, em um repertório que passeia pela música nacional e internacional. Entre os momentos especiais da noite, Jon e Marina dividem os vocais em duetos como “The Time of My Life” e “Endless Love”, entre outros. O repertório traz ainda sucessos na voz de Marina, como “Eu Vou Seguir” e “One Last Cry”.

Em Natal, cidade natal de Marina Elali, o reencontro acontece no dia 4 de setembro, no Teatro Riachuelo, em uma noite para cantar, dançar e se emocionar. Os ingressos estão à venda no site uhuu.com e na bilheteria do Teatro Riachuelo.

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Inmet publica alerta de baixa umidade para 76 municípios do RN

Reprodução / Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade para 76 cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (3). O aviso é de perigo potencial, o menor grau de severidade na escala do órgão, e é válido a partir das 10h às 21h.

Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20% nas áreas atingidas. A condição representa baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.

Entre os municípios incluídos no alerta estão Mossoró, Caicó, Açu, Apodi, Pau dos Ferros, São Miguel, Patu, Martins, Portalegre, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Serra Negra do Norte, Alexandria, Umarizal e Luís Gomes.

O órgão recomenda que a população aumente a ingestão de líquidos, evite atividades físicas intensas durante os períodos de menor umidade e reduza a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Em caso de necessidade, a orientação é buscar informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.

Confira a lista completa:

Açu
Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Antônio Martins
Apodi
Augusto Severo
Baraúna
Caicó
Caraúbas
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Doutor Severiano
Encanto
Felipe Guerra
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Governador Dix-Sept Rosado
Ipueira
Itaú
Janduís
Jardim de Piranhas
Jardim do Seridó
João Dias
José da Penha
Jucurutu
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Mossoró
Olho d’Água do Borges
Ouro Branco
Paraná
Paraú
Patu
Pau dos Ferros
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
Santana do Matos
Santana do Seridó
São Fernando
São Francisco do Oeste
São João do Sabugi
São José do Seridó
São Miguel
São Rafael
Serra Negra do Norte
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Timbaúba dos Batistas
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Venha-ver

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Disputa pelo Governo do Ceará: Aliados de Elmano veem vantagem de Ciro no debate sobre segurança

 Divulgação/Reprodução

O entorno do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), avalia que o ex-ministro e adversário Ciro Gomes tem ao menos uma vantagem clara sobre o petista: o debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado.

Na avaliação de aliados de Elmano, Ciro projeta imagem de linha-dura ao tratar do tema. Outra característica apontada é a capacidade do ex-governador de comunicar de forma mais clara suas propostas para enfrentar o crime organizado no estado.

Como exemplo, pessoas próximas a Elmano citam o evento em que Ciro confundiu um gesto feito por um apoiador com um símbolo associado à facção criminosa Comando Vermelho e pediu que ele fosse preso. “Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disse Ciro.

O episódio ocorreu durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Ceará no dia 16 de maio. Na ocasião, Ciro foi imediatamente corrigido por pessoas da plateia e por sua esposa, Giselle Bezerra, e pediu desculpa ao apoiador.

À época, o próprio Ciro publicou vídeo nas redes sociais dizendo que, entre os apoiadores, a reação foi interpretada como sinal de sua “obsessão de combater a criminalidade”, já entre a oposição, um indicativo de que a “impulsividade” o domina.

Metrópoles 

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Dívida pública em alta vai exigir negociação de medidas logo após as eleições

Prédio do Ministério da Fazenda e Receita Federal na avenida Prestes Maia, em São Paulo • ITACI BATISTA/AE/ESTADÃO CONTEÚDO

O crescimento da dívida pública para o mesmo patamar da época da Covid-19 vai exigir a negociação de medidas ainda neste ano pelo próximo presidente eleito para entrarem em vigor nos primeiros três meses de 2027.

A avaliação de economistas ouvidos pela Folha é que o salto de quase 11 pontos percentuais da dívida bruta durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva torna urgente a discussão das medidas robustas de ajuste nas contas públicas pelos candidatos que disputam o Palácio do Planalto.

O diagnóstico dos especialistas é que o tema não terá influência direta na escolha do voto dos eleitores no pleito de outubro, mas será usado pela oposição para pressionar Lula.

Os adversários do petista têm criticado a política fiscal do governo e o aumento do endividamento público, mas até agora ainda não apresentaram nada de concreto.

O estoque da dívida bruta saltou de 71,7% em dezembro de 2022 para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho deste ano, alcançando R$ 10,8 trilhões. Um incremento de 10,2 pontos percentuais ao longo de três anos e meio do governo Lula 3.

Na época da Covid-19, os gastos do governo federal aumentaram para fazer frente ao impacto da emergência sanitária na economia e na vida dos brasileiros.

Ao contrário de 2022, quando a equipe do presidente Lula negociou a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que elevou em cerca de R$ 168 bilhões as despesas do Orçamento da União, agora o sinal terá que ser o contrário: de aperto com corte das despesas obrigatórias.

A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão técnico vinculado ao Senado que promove a transparência das contas públicas, projeta que a dívida bruta deve chegar a 95,7% do PIB no último ano do próximo governo e ultrapassar o patamar de 100% em 2032, se nada for feito para conter o crescimento das despesas.

Daqui a dez anos, o endividamento do país estaria em 115% do PIB. A probabilidade de o estoque da dívida ultrapassar 90%, entre 2026 e 2030, é de 80%, de acordo com a IFI.

“Às vezes as pessoas não conectam as coisas. O sinal maior disso tudo são as próprias taxas de juros. O maior devedor da economia é o governo e isso põe pressão nas taxas de juros, que se manifesta também no dia a dia da política fiscal expansionista”, diz o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central.

Para ele, o problema não é somente o tamanho da dívida, mas o fato de ela estar crescendo muito rápido, sem a realização de superávit primários nas contas do governo, o que acaba refletindo em taxas de juros de 8%, 9% em termos reais.

“A relação dívida e PIB só vai crescer e isso é um fator de grande estresse em potencial. Mas neste momento, como as coisas da economia andam bem, desemprego muito baixo, o país cresceu de fato nos últimos três anos, acho que está encomendada uma decepção, um susto quando esse assunto começar a aparecer, e as tensões do mercado continuarem a aumentar”, ponderou.

A economia brasileira, afirma ele, já vive um quadro “no mundo do crédito” extremamente delicado, tanto para as pessoas físicas, quanto para as empresas, além do próprio governo.

Na sua avaliação, o governo Lula, favorito para ganhar as eleições, está dando todos os sinais de que não está muito preocupado, apesar das indicações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a representantes do mercado, de reforço no arcabouço fiscal em 2027. Como mostrou a Folha, o movimento do ministro recebeu críticas nos bastidores de uma ala do governo e do PT.

Fraga diz que a sinalização precisa partir do presidente Lula. “Ele [Durigan] fez alguns comentários, eu acho que pelo menos isso, mas a experiência mostra que enquanto não vem lá de cima fica difícil acreditar que vai acontecer na intensidade necessária. Isso pode mudar, mas no momento não há elementos.”

META FISCAL PURA

O diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, prevê que o próximo presidente eleito terá que fazer o ajuste no primeiro trimestre, sem tempo a esperar. “Qualquer que seja o presidente, ele vai ter que chegar com medidas [depois das eleições] para o primeiro trimestre, apresentar um plano de voo para o país e construir maioria para levar”, diz.

“Tem que ter uma reforma que está contratada para o primeiro trimestre, que era um conjunto de medidas que passa por revisar gastos tributários, revisitar a questão da Previdência, fazer a reforma administrativa não tanto para ganho fiscal.”

Ele defende a manutenção do arcabouço fiscal pelo próximo governo, mas com a adoção “meta fiscal pura” de resultado das contas públicas sem os descontos e abatimentos. Ou seja, o governo assume o compromisso de fechar as contas no valor exato prometido, sem descontar gastos que normalmente ficam de fora das regras fiscais.

“A vida com ela é”, afirma ele ao fazer uma comparação com a série de contos de Nelson Rodrigues.

Pestana diz que as projeções da IFI apontam que em 2027, sem mudanças, o Orçamento da União já estará 100% engessado.

O Brasil, ressalta o executivo da IFI, convive há 13 anos com déficit primário —uma trajetória hoje a ser corrigida. O chefe da IFI inclui nessa conta o último ano do governo Bolsonaro, quando as contas públicas registraram pequeno superávit. “Havia vários passivos para baixo do tapete”.

Segundo ele, economistas, especialistas, gerentes de fundo, fundos de investimento que conversam com a IFI não prestam mais atenção nas metas fiscais, mas na curva da dívida, o que confirmaria que na análise econômica não importa tanto a foto, mas o filme.

“Seja lá quem for o vencedor, será importante que ele se debruce e adote medidas ainda em novembro, dezembro, por exemplo, para afetar o salário mínimo de 2027”, diz Fábio Giambiagi, especialista em contas públicas da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ele avalia que o tema endividamento público e medidas fiscais não fará parte de um debate profundo na eleição, mas ponderou que o momento de fazer o ajuste é primeiro ano de governo.

Para Giambiagi, o presidente Lula, se eleito, se quiser de fato poderá tomar as medidas de ajuste fiscal, que não fez no seu terceiro mandato. “O presidente Lula faz o que ele quiser. E o PT vai ter que aceitar. O que o presidente pedir do partido, o PT vai dar”, diz ele ao comentar as resistências.

Além de mudanças no Fundeb e na correção do salário mínimo, Giambiagi defende a revisão do BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Esse é um debate difícil, mas imprescindível de ser dado, porque não é possível que o benefício continue aumentando mais de 10% ao ano num país cuja população aumenta em números redondos em 1% ao ano”, diz.

Estadão

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Senador americano divulga informações sobre possível origem da Covid-19

Informações sobre a origem da Covid-19 foram divulgadas a partir do diário pessoal de Anthony Fauci, principal conselheiro médico do presidente Biden durante a pandemia (Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS)

O senador republicano Rand Paul divulgou milhares de páginas do diário pessoal do médico Anthony Fauci, que atuou como um dos principais conselheiros do presidente Donald Trump e do ex-presidente Joe Biden na resposta à Covid-19. As revelações detalham a disputa política no período da pandemia, entre 2019 a 2022, e as possíveis origens da doença.

A divulgação ocorreu antes do cientista participar nesta quarta-feira (29) de uma audiência no Senado sobre suas ações durante esse perído. Informações divulgadas pela emissora CNN apontam que Fauci invocou seu direito à Quinta Emenda da Constituição americana, que protege contra a autoincriminação.

O senador republicano Rand Paul, que atua como presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado, intimou o ex-conselheiro de saúde a comparecer na audiência como parte da investigação do painel sobre as origens do vírus que provocou a pandemia.

O congressista defende a teoria de que a doença surgiu de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em vez de ter sido transmitido naturalmente de animais para humanos. Ao lado de aliados, ele acusa Fauci e outros funcionários do governo democrata de enganarem o público e o Congresso sobre a origem do surto ao não darem espaço para a hipótese.

Relação tensa com Trump e obsessão com a imprensa

Entre os trechos do diário extraídos estão críticas ao presidente Donald Trump. A pandemia teve início ainda durante seu primeiro mandato, o que permitiu a Fauci trabalhar ao lado de Trump durante o primeiro ano do surto.

O cientista do Instituto Nacional de Saúde reclamou em particular das “conversas desconexas” que teve com o líder republicano, além de ter ficado com uma certa obsessão pela cobertura midiática sobre seu papel nesse período.

No primeiro contato que tiveram, na Sala de Situação, em 29 de janeiro de 2020, o cientista relata que o presidente Trump o tratou respeitosamente, com elogios.

Ele escreveu: “O Presidente entrou e a primeira coisa que disse ao me olhar foi: ‘Anthony, você é realmente uma pessoa famosa. Meu bom amigo Lou Dobbs… me disse que você é uma das pessoas mais inteligentes, experientes e excepcionais que ele conhece.’ Ele então ficou por 20 minutos e me fez a maioria das perguntas. Fiquei surpreso e muito satisfeito, e os assessores ficaram claramente impressionados e admirados.”

Em fevereiro, no entanto, a situação começou a mudar. Ele escreveu que Trump o havia telefonado para falar sobre a situação da covid, e Fauci disse que o “encorajou a não minimizar a gravidade da situação, pois, se piorasse, pareceria que ele estava acobertando algo. … Achei que ele tivesse entendido o que eu disse, mas, no dia seguinte, ele minimizou a situação novamente.”

Em dois escritos posteriores, Fauci escreveu sobre estar cada vez mais cansado dos “discursos desconexos” de Trump. Além de alternar entre elogios e críticas ao presidente, o médico demonstrou uma certa obsessão com a mídia. O médico fez anotações sobre as inúmeras entrevistas e aparições que concedeu durante a pandemia. Ele chegou a usar o temo “Fauci 5”, uma referência a quando apareceu em todos os cinco principais telejornais matinais de domingo.

Gazeta do Povo

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Seridó de Fé: Álvaro Dias participa da tradicional Procissão de Sant’Ana em Caicó

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste domingo, da tradicional Procissão de Sant’Ana, em Caicó. A celebração marca o encerramento da Festa de Sant’Ana e reúne milhares de fiéis que percorrem as principais ruas da cidade.

Durante o percurso, Álvaro caminhou ao lado dos fiéis e acompanhou um dos momentos mais tradicionais do calendário religioso do Seridó. Ao longo da tarde, também concedeu entrevistas e falou sobre o significado da celebração para a história e a cultura da região.

“Mais um ano retorno ao encerramento da Festa de Sant’Ana, participando desta procissão tão tradicional. Hoje é um dia especial para renovar a minha fé e celebrar uma tradição que faz parte da história de Caicó e do Seridó”, ressaltou.

A Procissão de Sant’Ana encerra a programação religiosa da festa, considerada uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. O evento reúne, anualmente, milhares de fiéis, moradores e visitantes, consolidando-se como um dos principais acontecimentos do calendário religioso e cultural do estado.

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BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro e Caiado no 2º turno

Montagem com fotos de Stuckert, Luis Nova e Kebec Nogueira

A Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança numérica sobre seus adversários na corrida pela Presidência da República no que diz respeito ao primeiro e ao segundo turnos das eleições. É o primeiro levantamento divulgado após as convenções partidários que oficializaram as candidaturas dos principais nomes para as eleições 2026.

Nas projeções para o primeiro turno, o petista supera o seu principal concorrente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), por 41% a 37%, e mostra uma recuperação do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É a menor distância entre ambos desde abril, segundo a série histórica do instituto.

Enquanto Lula caiu um ponto percentual em relação à amostra anterior, de 27 de julho, Flávio subiu 4 pontos. A diferença, que era de 9 pontos percentuais, caiu para 4 pontos e configura empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No 2º turno

Já no segundo turno, Lula mantém a dianteira, mas empata tecnicamente com Flávio, com 46% a 45% (era 47% a 43%), e com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 46% a 42% (era 45% a 43%).

O petista abre distância para o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 46% a 40% (era 46% a 42%). Contra o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Renan Santos, Lula mantém praticamente a diferença da pesquisa anterior, com 47% a 37% (era 47% a 39%).

Metodologia

Foram ouvidos 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-02874/2026.

Metrópoles 

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Motociclista sem CNH e com moto adulterada é preso durante Operação Zero Álcool em Extremoz

Divulgação / CPRE

Três condutores foram presos por embriaguez ao volante durante uma fiscalização da Operação Zero Álcool, realizada na noite deste sábado (1º), em Extremoz, na Grande Natal. A ação ocorreu na Avenida Pedro Vasconcelos e foi conduzida pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).

Entre os flagrantes, um homem de 27 anos foi abordado enquanto conduzia uma motocicleta com sinais de adulteração. Segundo o CPRE, ele também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O motociclista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou índice de 0,67 mg/l de álcool por litro de ar alveolar. O valor configura crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

Tribuna do Norte

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Geral

Milei volta a chamar Lula de ‘ladrão’ e ‘corrupto’

Foto : Luis Robayo / AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, uma semana depois de declarações do argentino provocarem uma crise diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, Milei chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.

“É um ladrão, é um corrupto, foi condenado por ser ladrão e corrupto, ficou preso, por isso também é verdade o que disse sobre ser presidiário”, afirmou. Milei alegou ainda que Lula teria sido libertado por uma “falha administrativa do processo” e não por ser inocente.

As condenações de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, após a Corte concluir que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. Com isso, o petista recuperou os direitos políticos. O STF também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá.

Ao ser questionado sobre as declarações feitas anteriormente contra Lula, Milei voltou a sustentar as acusações. “A pergunta é: eu menti?”, disse.

Os primeiros ataques ocorreram durante a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil, em evento realizado em São Paulo. O senador enfrentará Lula nas eleições de outubro.

As falas levaram o governo brasileiro a chamar para consultas o embaixador do País em Buenos Aires. O Itamaraty também convocou o representante argentino em Brasília para manifestar “repúdio” e cobrar explicações pelas declarações contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Durante a semana, o governo argentino tentou reduzir a tensão. O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, afirmou que não havia possibilidade de rompimento das relações com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina.

Neste domingo, porém, Milei retomou os ataques e acusou Lula, sem apresentar provas, de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região.

O argentino também reclamou das reações às suas declarações e afirmou que críticas feitas a ele pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não provocaram repúdio semelhante.

“Quando me insultam, está tudo bem. Agora, se eu respondo, está errado. O pior é que eles acusam com mentiras, e eu respondo com verdades”, declarou.

Lula, de 80 anos, oficializou neste domingo sua candidatura a um quarto e último mandato. Milei ainda não lançou formalmente sua candidatura à reeleição, mas tem intensificado o discurso de confronto antes da disputa presidencial argentina, marcada para outubro de 2027.

Estadão

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