Judiciário

Prisão de Queiroz acelera degradação de status criminal de Flávio Bolsonaro

prisão do policial militar aposentado Fabrício Queiroz torna iminente a denúncia a ser apresentada contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Dessa forma, o filho do presidente Jair Bolsonaro deixará o “status” de investigado para se tornar acusado.

As decisões já proferidas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, indicam que o magistrado entende haver provas suficientes para aceitar uma peça acusatória, o que tornaria Flávio réu pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, da qual seria o líder.

“Analisando as provas constantes da investigação, em especial os relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Coaf, os extratos bancários e demais diligências produzidas, verifica-se que há prova da existência do crime de peculato, materializado no esquema de ‘rachadinhas’ dos salários de servidores da Alerj”, escreveu Itabaiana, na decisão que mandou prender Queiroz.

O Código de Processo Penal prevê apresentação de denúncia contra investigados presos em dez dias. O prazo não costuma ser respeitado com rigor, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro raramente extrapola mais de dois meses de intervalo.

O procedimento tramita há dois anos e meio no MP-RJ, tendo ficado parado por quase cinco meses em razão de decisões monocráticas dos ministros Luiz Fux e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em áudio revelado pela FolhaQueiroz definiu o perigo das investigações como “uma pica do tamanho de um cometa”.

A dinâmica descrita pelo Ministério Público sobre o funcionamento da “rachadinha” já foi desenhada nos três pedidos de medidas cautelares apresentados pelos promotores à Justiça. Ainda falta saber a dimensão do total de pessoas e valores envolvidos.

De acordo com as investigações, Queiroz era o operador financeiro do senador no esquema. Ele recebia parte do salário de alguns assessores de Flávio por meio de depósitos em espécie, transferência bancária ou dinheiro vivo. Promotores afirmam que parte do recurso recolhido era destinado para pagar despesas pessoais do senador.

No pedido de prisão de Queiroz, o Gaecc (Grupo de Atuação Especializada de Combate à Corrupção) aponta 11 assessores que fizeram pagamentos para Queiroz identificáveis na quebra de sigilo bancário autorizada em abril. No total, esse grupo repassou R$ 2 milhões a Queiroz entre 2007 e 2018.

Contudo, os promotores escrevem que o ex-assessor de Flávio sacou R$ 2,9 milhões no período, indicando que o volume entregue a ele pode ser maior. As quebras de sigilo atingiram 78 ex-servidores da Assembleia ligadas a Flávio, segundo o MP-RJ.

A petição deste mês do Gaecc também indica como os promotores devem vincular os pagamentos em espécie feitos por Queiroz para Flávio com o esquema da rachadinha.

Ao analisar a quitação de boletos de mensalidade escolar e plano de saúde em nome do senador, os investigadores apontam para o fato dele e da mulher não terem realizado saques no período correspondentes.

Até 2015, Flávio não tinha outra fonte de renda além do salário da Assembleia depositado em conta. Foi neste ano que o senador abriu sua loja de chocolate, estabelecimento que costuma receber pagamentos em espécie e é apontada como uma outra forma de lavar dinheiro da rachadinha. A outra é a compra e venda de imóveis, segundo o MP-RJ.

A explicação ainda não apresentada é o benefício recebido por Queiroz para ser um operador do esquema. A última petição do MP-RJ à Justiça dá uma sinalização ao dizer que Márcia Aguiar, mulher do ex-assessor de Flávio, e uma vizinha não identificada cediam seus dados em troca de uma espécie de “mesada”.

Outra questão que advém deste questionamento é sobre onde Queiroz guardava ou investia seu dinheiro em espécie. Sua mulher obteve R$ 174 mil em espécie, segundo os investigadores de origem desconhecida. O valor foi usado para pagar o tratamento do PM aposentado.

As transações financeiras de Queiroz e o miliciano Adriano da Nóbrega devem ser também mais detalhadas. O MP-RJ estimou que o PM aposentado recebeu mais de R$ 400 mil do ex-colega de farda, sem detalhar a fonte de todo os recurso no pedido de prisão. No documento, porém, os promotores ressaltaram o que consideram uma “influência sobre milicianos” de Rio das Pedras.

As provas até aqui recolhidas não indicam a participação do senador na tentativa de dificultar as investigações, o que inviabilizaria algum pedido de prisão.

A polícia apreendeu dois celulares com Queiroz e um com o advogado Luis Botto Maia, muito ligado ao senador. O resultado dessa análise pode vir a levantar o questionamento sobre eventual continuidade delitiva de Flávio, o que poderia levar o caso à Procuradoria-Geral da República, em razão do foro especial.

O senador é investigado em primeira instância porque os fatos não tem relação com o cargo que ocupa atualmente.

A apuração contra Flávio começou em janeiro de 2018, quando um relatório do Coaf apontou uma movimentação financeira considerada atípica nas contas bancárias de Queiroz de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Assembleia.

Queiroz faltou a quatro depoimentos marcados no Ministério Público entre novembro de 2018 e janeiro de 2019 para explicar sua movimentação financeira. Após faltar às oitivas, afirmou que iria se submeter uma cirurgia em decorrência de um câncer no intestino e nunca mais foi localizado até o dia de sua prisão.

Numa manifestação escrita em fevereiro de 2019, o PM aposentado afirmou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele disse que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem conhecimento do então deputado estadual. A sua defesa, contudo, nunca apontou os beneficiários finais dos valores.

Jair Bolsonaro e Queiroz se conhecem desde 1984. Queiroz foi recruta do agora presidente na Brigada de Infantaria Paraquedista, do Exército. Depois, Bolsonaro seguiu a carreira política, e Queiroz entrou para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, de onde já se aposentou.

Queiroz, que foi nomeado em 2007 e deixou o gabinete de Flávio no dia 15 de outubro de 2018, é amigo de longa data do atual presidente. Entre as movimentações milionárias que chamaram a atenção na conta de Queiroz está um cheque de R$ 24 mil repassado à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Segundo o presidente, esse montante chegava a R$ 40 mil e o dinheiro se destinava a ele. Essa dívida não foi declarada no Imposto de Renda. Bolsonaro afirmou ainda que os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. Incrível como ainda tem parte do Gado, tentando justificar, Eu estou rindo muito da cara do Gado ???????

  2. O Brasil todo está assistindo a oposição suja tentando derrubar o governo federal , são conspiradores com abstinência do dinheiro da corrupção e ainda tem um bando que defende pq deve agarrar umas têtas, caso isso aconteça. Torcer pelo quanto pior melhor é o mesmo que desejar o mal pra própria família.

  3. O bananinha está atolado até o talo . O papito , votei nele e me arrependo , já estava prevendo tudo isso daí o escancaramento das patas para o centrão . A situação é tão séria que qualquer declaração nesse momento pode precipitar a queda . O BOZO , votei nele e me arrependo , é um cara interessante . Ele já tinha dimensão de tudo isso , seus movimentos no entanto são iguais a de um elefante em uma loja de cristais .
    A coisa é um poço sem fundo de podridão , aos ainda admiradores do mito , já fui um deles , sugiro : Calma , paciência , análise fria , meticulosa , caldo de chuchu , chá de erva doce , camomila e boldo , compressa matinal , banho de acento com folha de eucalipto . A liberdade dessalgava vem com o tempo . TÂMO JUNTO .

    1. Esse “votei nele e me arrependo” é muito manjado. Kkkkkk

    2. NÃO ME ARREPENDO DE NADA EM TER VOTADO NELE, PELO CONTRARIO, VOTO NOVAMENTE, INFELIZMENTE OS FILHOS ESTÃO FAZENDO BESTEIRAS, MAIS EU NUNCA VI NA HISTORIA DESSE PAIS, CASCAVILHAREM A VIDA DE UM PRESIDENTE E SUA FAMÍLIA DESSE MODO… INVESTIGUEM A VIDA DOS FILHOS DE LULADRÃO TB, MILIONÁRIOS DA NOITE PRO DIA. PAU QUE BATE EM CHICO TEM QUE BATER EM FRANCISCO.

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Homem que agrediu senador Rogério Marinho estava em motociata que saiu da Zona Norte


Foto: Reprodução / Sem Mordaça

O homem identificado como Aldo Teixeira de Lima, de 24 anos, que agrediu o senador Rogério Marinho (PL) arremessando um ovo contra o seu rosto na tarde desta segunda-feira (7), estava em motociata que partiu da Zona Norte em direção ao Largo do Atheneu, local da manifestação de 7 de setembro onde ocorreu a agressão.

De acordo com informações preliminares, o rapaz seria ligado à esquerda e teria se infiltrado entre os participantes da manifestação. Aldo é natural de São Paulo do Potengi e foi conduzido à delegacia logo após ter agredido o senador.

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[VÍDEO] Delegada explica ataque ao senador Rogério Marinho em manifestação do 7 de setembro


Reprodução / Via Certa

A delegada Danielle Filgueira explicou na noite desta segunda-feira (7), como aconteceu o ataque ao senador Rogério Marinho (PL), que foi atingido por um ovo arremessado contra o seu rosto durante uma manifestação no Largo do Atheneu, em Natal.

A agressão foi realizada por um rapaz de 24 anos, identificado como Aldo Teixeira de Lima, que foi detido no local e conduzido à delegacia. “Ele foi conduzido, este rapaz de 24 anos, em decorrência desse ataque ao senador. Ele pegou um ovo e atingiu essa região do senador [indicando a nuca] vai responder pelo crime de injúria”, comentou a delegada.

Danielle Filgueira revelou que o caso será investigado para verificar se foi um fato pensado somente por ele ou se trata-se de um ato político. “A investigação ela precisa avançar. O celular dele ficou apreendido para saber se foi um ato isolado, pensado por ele ou se foi um ato político planejado”, disse a delegada.

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BTG/NEXUS: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury ultrapassam Lula em simulações de segundo turno


Fotos: Divulgação

A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), aponta uma curva de crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma disparada nas intenções de voto do escritor Augusto Cury (Avante). Ambos aparecem numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de segundo turno para a Presidência da República.

Na disputa direta contra o petista, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Em outro cenário testado, Augusto Cury atinge 45% e supera o atual presidente, que marca 43%. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os quadros configuram empate técnico.

No primeiro turno, Lula mantém a liderança numérica sobre os principais adversários, mas vê a distância encurtar. O petista permanece com os mesmos 39% da rodada anterior, realizada em 31 de agosto, ao passo que Flávio Bolsonaro cresce dois pontos percentuais e passa de 33% para 35%. Com uma diferença de quatro pontos percentuais, que também se encontra dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas de 4 a 7 de setembro de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026. O estudo custou R$164.888,89. Foi pago pelo banco BTG Pactual.

Com informações do Metrópoles

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QUAEST: Flávio Bolsonaro lidera transferência de votos de outros candidatos para o segundo turno contra Lula

Foto: Alexandre Meneghini/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato à Presidência da República que possui maior capacidade de atrair votos transferidos de outros postulantes em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7).

O levantamento revela que 59% dos eleitores de Romeu Zema (Novo) migrariam para o senador em uma disputa direta contra o petista. O percentual também é expressivo entre o eleitorado de Renan Santos (Missão), com 58%. A lista segue com os seguidores de Pablo Marçal (47%), atualmente inelegível, e de Augusto Cury (46%).

O menor índice de transferência para Flávio registra-se entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (36%). Mesmo nesse grupo, a preferência supera o apoio a Lula, que atrai 25% dos eleitores do ex-governador de Goiás.

O petista também pontua nas migrações de outros redutos: 24% dos eleitores de Cury declaram voto em Lula no segundo turno. Os menores índices de transferência para o atual presidente ocorrem entre os eleitores de Marçal (19%), Renan Santos (14%) e Zema (4%).

Cenário eleitoral

A nova pesquisa Quaest apontou um empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno. Já na disputa de primeiro turno, Lula lidera com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 2 de setembro, o petista pontuava com 37% contra 30% do senador.

Intenções de voto no primeiro turno:

Lula (PT): 36% (37% em 2 de setembro)

Flávio Bolsonaro (PL): 29% (30% em 2 de setembro)

Augusto Cury (Avante): 8%

Ronaldo Caiado (PSD): 3%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 2%

Brancos e nulos: 8%

A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-01720/2026.

Com informações de O Antagonista

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Governo Lula tem 50% de desaprovação e 43% de aprovação, revela nova pesquisa Quaest


Evaristo Sa / AFP

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 50% do eleitorado, enquanto a aprovação recuou para 43%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Outros 7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em 2 de setembro, a desaprovação subiu dois pontos percentuais (passando de 48% para 50%), e a aprovação caiu na mesma proporção (de 45% para 43%). Como as variações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a distância entre os dois índices se ampliou de três para sete pontos, desfazendo o cenário de empate técnico anterior.

Resumo da aprovação:

Desaprovam: 50% (ante 48% em 2 de setembro)

Aprovam: 43% (ante 45%)

Não sabem/não responderam: 7% (estável)

No detalhamento sobre a qualidade da administração — que classifica o governo entre ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo —, a avaliação negativa (soma de ruim e péssimo) passou de 37% para 38%. Já a avaliação positiva (ótimo e bom) oscilou de 35% para 34%, enquanto os que consideram a gestão regular mantiveram-se em 25%.

Avaliação da gestão:

Negativa: 38% (eram 37%)

Positiva: 34% (eram 35%)

Regular: 25% (eram 25%)

Não sabem/não responderam: 3% (estável)

Percepção da economia

O cenário econômico permaneceu estável em relação à pesquisa anterior. Para 49% dos eleitores, a situação do país piorou nos últimos 12 meses. Outros 29% avaliam que permaneceu inalterada, e 19% apontam melhora.

A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-01720/2026.

Com informações do G1.

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QUAEST: Crise no STF impulsiona temor com corrupção, que chega a 20% e empata com a economia


Foto: Reprodução / STF

A preocupação com a corrupção no Brasil cresceu seis pontos percentuais e alcançou 20% do eleitorado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O salto coincide com a escalada da crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada pelo pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra seu colega André Mendonça. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais.

Com esse avanço, a corrupção igualou-se à economia (19%) como a segunda maior preocupação dos brasileiros. O tema que lidera o ranking continua sendo a violência, que se manteve estável em 31%.

A crise no STF ganhou novos contornos na semana passada com a revelação de mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedia orientações a Moraes dias antes de ser preso. A decisão de Mendonça, relator do caso, de levantar o sigilo sobre as conversas aprofundou o atrito na Corte e motivou o pedido de investigação por parte de Moraes.

Impacto por grupos e regiões

O crescimento na percepção da corrupção foi geral, mas ganhou destaque em redutos específicos: na direita não bolsonarista, por exemplo, subiu de 21% para 28%, já na direita bolsonarista teve um salto de 10 pontos percentuais, subindo de 18% para 28%.

Entre os lulistas, o crescimento na percepção de corrupção subiu de 5% para 12%, enquanto entre os eleitores de esquerda não lulistas, o salto percentual foi de 8% para 14%. Já entre os eleitores considerados independentes, o crescimento foi de 16% para 20%.

Geograficamente, a Região Sul registrou a maior alta, passando de 16% para 28%. No Nordeste, o índice foi de 7% para 17%. No Sudeste (de 17% para 21%) e no agrupamento Centro-Oeste/Norte (de 15% para 17%), as variações ficaram dentro da margem de erro local.

Aprovação do governo e cenário eleitoral

Os índices de aprovação e rejeição do governo federal mantiveram-se estáveis dentro da margem de erro. Atualmente, Lula é aprovado por 43% dos eleitores e desaprovado por 50%. Em agosto, a gestão registrava 48% de aprovação e 47% de desaprovação.

Na corrida presidencial, o primeiro turno projetado mostra Lula na liderança com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Augusto Cury (Avante) aparece com 8%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, há um empate técnico inédito desde março de 2026, com ambos marcando 41%. A distância entre os dois candidatos vinha diminuindo progressivamente nas últimas semanas, tendo sido de oito pontos em 26 de julho (45% a 37%).

Nos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest:

Lula (41%) x Ronaldo Caiado (38%) (Brancos/nulos: 17%; Indecisos: 4%)

Lula (39%) x Augusto Cury (35%) (Brancos/nulos: 21%)

Lula (44%) x Romeu Zema (33%)

Lula (42%) x Renan Santos (37%)

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-01720/2026.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.

Com informações do O Globo

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ANDREZA MATAIS: Fachin procura ministros e mostra disposição para punir Moraes

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Por Andreza Matais – Metrópoles

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, chamou ministros da Corte para conversas nesta semana sobre a crise no tribunal. Os encontros devem ocorrer nos próximos dias, sem que esteja definido se Fachin reunirá o grupo ou falará individualmente com os colegas.

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Fachin tenta acordo para tirar de Mendonça relatorias do Banco Master e INSS, e encerrar inquérito das fake news

Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, articula um acordo interno para tentar reduzir a crise que divide a Corte. A proposta prevê que o ministro André Mendonça deixe as relatorias dos casos Banco Master e fraudes no INSS, enquanto Fachin assumiria os dois processos.

A ideia seria evitar um novo sorteio das relatorias e diminuir a tensão entre os grupos ligados a Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça, porém, resiste à mudança.

Segundo a CNN Brasil, nenhum dos dois grupos recebeu bem a proposta, mas Fachin avalia que ambos terão de fazer concessões para construir uma saída para a crise.

O presidente do STF também pretende encerrar o inquérito das fake news, atualmente relatado por Moraes. A investigação foi instaurada pela Presidência da Corte, o que daria a Fachin competência para determinar seu encerramento.

A estratégia ainda inclui a possibilidade de Fachin assumir eventuais investigações contra ministros do STF, caso o plenário decida pela abertura de procedimentos.

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Lula cai, Flávio cresce e vantagem de 8 pontos percentuais no 2º turno que o petista tinha desaparece em dois meses, aponta pesquisa Quaest

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ruy Baron/BaronImagens/Divulgação

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados numericamente em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Mas o que chama atenção é a queda de Lula e o crescimento de Flávio em relação ao levantamento publicado no mês de julho pelo mesmo instituto de pesquisa.

Em julho, Lula tinha 45% contra 37% de Flávio, uma vantagem de oito pontos percentuais. Agora, essa diferença desapareceu. Os dois têm 41% das intenções de voto, segundo o resultado da pesquisa revelado hoje.

O resultado mostra que o desgaste de Flávio com o caso Dark Horse foi superado. Além disso, a nova rodada da Quaest ainda não reflete totalmente o impacto sobre as intenções de voto após a repercussão das mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a abertura de investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Encomendado pela Globo, o levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.

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Multidão participa de ato com Álvaro e Rogério Marinho em defesa de André Mendonça, da liberdade de expressão e da democracia

A defesa da liberdade de expressão foi o ponto central do discurso de Álvaro Dias (PL) durante a mobilização pela democracia realizada nesta segunda-feira (7), no Largo do Atheneu, em Natal. Diante do público, o candidato ao Governo do RN fez um chamado direto em defesa da liberdade e encerrou sua fala com uma pergunta que recebeu resposta imediata:

“Se tem alguém aqui que acha que deve ter respeito pela liberdade de expressão, levanta as mãos.”

A reação do público marcou o encerramento do discurso de Álvaro no 7 de Setembro, data em que o país celebra a Independência do Brasil. A mobilização teve como eixo a defesa da democracia e das liberdades.

Em sua fala, Álvaro defendeu o respeito à liberdade de expressão e afirmou que a democracia pressupõe o direito à manifestação e a garantia das liberdades individuais. O candidato também destacou a segurança pública como uma de suas prioridades e prometeu uma atuação incansável no combate ao crime organizado e às facções criminosas no Rio Grande do Norte.

A mobilização contou ainda com importantes lideranças que apoiam Álvaro, entre elas o senador Rogério Marinho, o prefeito de Natal, Paulinho Freire, a vice-prefeita Joanna Guerra, a vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, o candidato a vice-governador Babá Pereira e o presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome.

Também participaram candidatos a deputado federal, deputado estadual e ao Senado pela coligação.

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