
A prisão do presidente da Confederação Nacional da Indústria e de presidentes das federações em estados vizinhos ao Rio Grande do Norte é o primeiro passo para lançar luz sobre a engenhosa máquina do Sistema S, cuja contribuição para a sociedade é inegável, mas que não deve ter carta branca com o descompromisso, como esse blog praticamente sozinho vem apontando há muito.
A prisão de Robson Andrade carrega muito simbolismo e deve ser levada em consideração ao discutirmos até mesmo os rumos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.
É um vexame que uma entidade que tenha se envolvido, inclusive financeiramente na luta pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e bancado protestos contra a corrupção seja ela mesma patrocinadora de práticas pouco republicanas.
O atual presidente da CNI está no comando da entidade máxima da indústria nacional desde 2010. Quando seu mandato terminar – se terminar – em 2022, ele terá passado 12 anos no cargo. Um continuísmo que não cabe em entidades serias.
É impossível não deixar de apontar o contrassenso. Industriais acostumados ao poder copiaram o exemplo do Andrade. Se antes, o permitido era apenas a reeleição, com mandato de oito anos no máximo, logo foi possível mexer nos estatutos para manutenção de postos de poder ad infinitum.
Tal postura foi igualmente adotada na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, onde o presidente, Amaro Sales vai para o terceiro mandato. Como Robson, de quem é amigo pessoal, ele vai para o terceiro mandato como manda-chuva do Sistema Fiern. Se Amaro não mexer de novo com a anuência praticamente absoluta de toda diretoria que se diz defensora das boas práticas, ele encerra só com 12 anos à frente da entidade.
A prisão do presidente da CNI deve servir para reflexão. O Sistema S recebe aporte bilionários de recursos públicos sim senhor. Deve se submeter a regras de moralidade e conduta exemplares.
Sob pena das suas suntuosas fachadas das federações das indústrias amanhecerem com sineres e viaturas da Polícia Federal.
Aqui em terras de Poti o sistema "S" há muito tempo deixou de funcionar em prol dos seus reais benefíciarios e passou a ser um cabide de empreguismo de indicados de políticos e de parentes de membros dos três poderes aqui do RN com altos salários e ainda tem o seu uso político eleitoral de forma explícita, é pesquisar das redes sociais que tem um presidente de um dos tentáculos do sistema que faz política partidária 24 horas por dia, inclusive chegando a ser candidato.
As atividades afins que outrora eram realizadas em prol dos comerciários e dos industriários boa parte foram extintas e outras tiveram os valores ajustados ao preço de mercado práticado pela iniciativa privada, ficando impraticável o seu acesso.
O maior exemplo negativa é fechamento do balneário e do hotel pousada em Ponta Negra e dos restaurantes do Alecrim e do centro da cidade.
Enquanto isso, as reformas do Barreira Roxa e Prédio da Rio Branco não foram muito caras não doutor!
Imagina quando Paulinho Guedes vender tudo e todos que comprarem ganharem bilhões em contratos com o governo. Vai ser Show.
Se privatizar resolve tudo. Kkkkkkkkk
O certo é deixar na mão do Estado apenas as funções que lhe são próprias. As demais, é entregar à iniciativa privada que faz muito melhor, mais barato e sem nos roubar (já que o negócio não é mesmo nosso). Por exemplo, se a Petrobrás fosse uma empresa privada, não teria sido tão roubada. Estatal só presta para servir de cabide de emprego para os políticos e para ser por eles assaltada.
Vixe , só empreendedores…. Ave Maria!!!!
Olha ai Amaro
Agora a gente entende o pq de quem entra não quer sair.
Quando essa operação da PF chegar aqui, vão confundir laranja com sereja… quero dizer, cereja. kkkkkkkk