Judiciário

Processo sobre a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel completa dois anos parado no STF

2002-010629-_20020219Foto:  Paulo Cesar Bravos/19-01-2002

O processo sobre a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel completa nesta quinta-feira dois anos parado no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma liminar concedida no dia 4 de dezembro de 2012 pelo ministro Marco Aurélio Mello determinou a suspensão do júri do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, apontado pelo Ministério Público como mandante do crime.

Sombra, que está solto, é o único dos sete réus do assassinato, ocorrido em 20 de janeiro de 2002, que ainda não foi julgado. Os outros seis, acusados de terem executado o sequestro seguido da morte do ex-prefeito, foram condenados e cumprem penas de prisão entre 18 e 24 anos.

De acordo com o juiz Antonio Hristov, da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra, responsável pelo caso, o julgamento do empresário deveria acontecer em março de 2013. A defesa de Sombra entrou no STF com um habeas corpus alegando que não teve o direto de questionar dois dos outros réus em depoimentos à Justiça. Marco Aurélio Mello concedeu a liminar (decisão provisória) para suspender o processo, mas o mérito do habeas corpus ainda não foi julgado. Em abril de 2013, a Procuradoria Geral da República (PGR) deu parecer pela não procedência do pedido da defesa de Sombra.

No mês passado, o juiz Hristov encaminhou ao STF um pedido do Ministério Público para que fosse autorizada a continuidade do processo, já que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já rejeitou os argumentos do advogado do empresário sobre a impossibilidade de acompanhar os depoimentos dos outros réus.

– Depois que ocorrer a liberação do STF, o julgamento pode ser realizado num prazo de até seis meses – disse Hristov.

O promotor Lafaiate Pires, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do ABC do Ministério Público, lamenta a demora do julgamento do crime, que completa 13 anos no mês que vem, e reconhece que a situação cria uma sensação de impunidade.

– A defesa se vale do que está previsto em lei para postergar o julgamento. Infelizmente, essa demora acaba gerando essa sensação (de impunidade) – afirmou o promotor.

A investigação do Ministério Público apontou que a morte de Celso Daniel foi encomendada porque o prefeito teria decidido acabar com um esquema de cobrança de propina na prefeitura de Santo André liderado por Sombra. O prefeito foi encontrado morto com oito tiros numa estrada rural de Juquitida, na região metropolitana de São Paulo. Ele havia sido sequestrado dois dias antes na Zona Sul da capital paulista, quando voltava de um jantar com Sombra, de quem era amigo. O empresário dirigia uma Pajero blindada e o prefeito estava no banco do passageiro.

Ainda segundo a apuração do MP, para manter o esquema de corrupção, o empresário decidiu mandar matar o amigo e simulou um sequestro para disfarçar. Com o objetivo de colocar o plano em prática, Sombra contratou Dionísio de Aquino Severo, resgatado de helicóptero de um presídio em Guarulhos um dia antes do sequestro do prefeito, para organizar a ação e contatar os demais integrantes da quadrilha. Dionísio foi morto dias depois de ser preso, em abril de 2002, antes de dar o seu depoimento sobre o caso.

Além dele, outras seis pessoas que tiveram algum tipo de vínculo com a morte de Celso Daniel morreram, depois do crime. Sérgio “Orelha”, que abrigou Severo em sua casa nos dias subsequentes à morte de Daniel, foi metralhado em sua casa em novembro de 2002. Outra morte é a do investigador de polícia Otávio Mercier. A quebra do sigilo telefônico revelou ligações do celular do policial para Severo na véspera do sequestro. Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Redua foi assassinado com dois tiros. Ele foi o primeiro a identificar o corpo de Daniel. O garçom do restaurante Rubayat Antonio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito no jantar junto com Sombra no dia 18 de janeiro de 2002, horas antes do sequestro, morreu, em fevereiro de 2003. Ele foi perseguido por dois homens quando dirigia uma moto na Zona Leste da capital paulista, levou um chute, perdeu o controle e colidiu com um poste. Nada foi roubado. A única testemunha que declarou à polícia ter assistido à morte do garçom, Paulo Henrique Brito, foi assassinada, 20 dias depois, com um tiro nas costas. O médico legista Carlos Alberto Delmonte Printes, que constatou indícios de tortura ao examinar o corpo de Daniel, se suicidou com ingestão de medicamentos em 2006.

A tese do Ministério Público de crime de mando foi colocada à prova no julgamentos dos seis réus já condenados até agora e aceita pelos jurados. Antes da acusação contra Sombra apresentada em 2003, o Ministério Público havia feita uma outra denúncia, baseada na investigação da Polícia Civil, em que o caso era tratado como crime comum. O prefeito teria sido pego, por acaso, pela quadrilha. O empresário não havia sido denunciado dessa vez.

Depois de investigações do Ministério Público, foi feito aditamento da denúncia com a acusação contra Sombra, em 2003. O empresário teve a prisão decretada e ficou na cadeia entre dezembro de 2003 e julho de 2004, quando conseguiu um habeas corpus no STF.

Um outro habeas corpus apresentado em 2004 pela defesa de Sombra no STF questiona o poder de investigação do Ministério Público e não foi julgado até hoje. O ministro Ricardo Lewandwski pediu vistas em dezembro de 2012 e ainda não devolveu o processo ao plenário.

Procurado, o Supremo não se manifestou sobre a demora para o julgamento dos dois habeas corpus apresentados pela defesa de Sombra. O empresário, que nega participação na morte do prefeito, responde ainda outras ações criminais por causa dos suposto esquema de propina em Santo André.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Sinceramente essa máfia do PT é digna de fazer inveja a Pablo Escobar o maior traficante de drogas de todos os tempos. Quando se fala em organização criminosa, não poderia existir um adjetivo mais apropriado. Agora o que nos entristece é ver o STF andando a passos de tartaruga para colocar esse criminoso na cadeia.

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[VÍDEO] BAIXARIA: Debate da Band termina em gritaria e tumulto entre apoiadores de Lula e Flávio

O debate presidencial da Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terminou neste domingo (18) em clima de baixaria, com uma disputa de gritos entre apoiadores dos dois candidatos na plateia.

Enquanto os apoiadores do presidente entoavam “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, os de Flávio respondiam com gritos de “mito, mito, mito”.

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DEBATE NA BAND: Jornalista Vera Magalhães destaca tom enfático de Flávio ao defender combate às facções criminosas

Foto: Reprodução

A jornalista Vera Magalhães, colunista de O Globo, comentou a participação de Flávio Bolsonaro (PL) no debate presidencial da Band, realizado na noite deste domingo (18), contra o presidente Lula (PT).

Vera destacou que Flávio afirmou que pretende classificar as facções criminosas como grupos narcoterroristas, caso seja eleito presidente da República.

Segundo a jornalista, o candidato adotou um tom enfático, semelhante ao utilizado na propaganda eleitoral, com falas treinadas e olhar direcionado à câmera.

Com informações de O Globo

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Lula defende saidinha de presos para visitar familiares

O presidente Lula (PT) defendeu a saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”, durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18). Segundo ele, detentos que apresentam “comportamento decente” e estão “se recuperando” devem ter o direito de visitar suas famílias.

Em 2024, o Congresso Nacional aprovou uma lei que restringiu o benefício. Lula vetou o trecho que proibia a saída temporária para visitas familiares, mas o veto foi derrubado por deputados e senadores.

Com a mudança na legislação, a saída temporária ficou restrita a presos do regime semiaberto que atendam aos requisitos legais para frequentar cursos educacionais ou de formação profissional.

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DEBATE NA BAND: Flávio promete guerra ao narcoterrorismo e leis mais duras contra criminosos


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu declarar “guerra ao narcoterrorismo” e endurecer as leis contra criminosos, caso seja eleito. A declaração ocorreu durante o debate presidencial da Band, na noite deste domingo (18).

Flávio criticou a política de segurança pública do governo Lula (PT) e acusou o presidente de adotar medidas que favorecem a soltura de criminosos.

“No governo do Flávio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido como tem no atual governo, que faz uma política de desencarceramento, que coloca nas ruas marginais perigosos alegando que não tem vagas no sistema penitenciário”, afirmou.

O candidato também prometeu ampliar o enfrentamento à criminalidade pelas forças policiais. “Eu vou dedicar cada dia do meu mandato como presidente da República para devolver as ruas para vocês para que possam andar em paz”, declarou.

 

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LUTO NA MPB: Morre Benito di Paula aos 84 anos em São Paulo

Foto: Reprodução

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia cerca de um ano. A doença foi a causa da morte.

Um dos nomes conhecidos da música popular brasileira, Benito di Paula construiu uma carreira marcada pela mistura do samba com elementos românticos e pelo uso do piano em suas apresentações.

Ao longo de décadas, conquistou diferentes gerações com seu estilo de interpretação e composições que se tornaram parte do repertório da música brasileira.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio diz que implantar programa para conectar trabalhadores a vagas de emprego pelo celular


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar um programa de mobilidade social para conectar trabalhadores a oportunidades de emprego por meio do celular.

Segundo o candidato, a proposta prevê integrar o governo aos setores de recursos humanos das empresas, permitindo que os brasileiros consultem vagas disponíveis perto de casa, de acordo com sua profissão e qualificação.

Flávio também afirmou que pretende tratar a internet como infraestrutura e ampliar a conectividade em escolas, hospitais e aldeias indígenas.

“Eu vou fazer o maior programa de mobilidade social da história desse Brasil”, declarou.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: “Lula se preocupa mais com direitos dos bandidos do que das vítimas”, diz Flávio


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) criticou o presidente Lula (PT) ao abordar a segurança pública.

“Lula se preocupa mais com direitos dos bandidos do que das vítimas”, afirmou Flávio durante o confronto entre os candidatos à Presidência da República.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio fala em cortar gastos com Janja e Lula o chama de “malandro carioca”


Durante o debate da Band, na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) trocaram acusações ao discutir cortes de gastos públicos. O presidente questionou o adversário sobre onde faria o chamado “tesouraço”.

Flávio respondeu que seria nas “costas” de Lula e acrescentou: “Nos seus privilégios. Nas suas viagens com a Janja. R$ 7 milhões que você já gastou com a Janja”.

Lula negou a acusação e chamou Flávio de “mentiroso contumaz”. “É o malandro carioca, que finge que não finge e mente descaradamente”, afirmou o presidente.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio critica preços altos e promete devolver poder de compra aos brasileiros

Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro criticou o aumento dos preços dos alimentos e afirmou que os R$ 600 do Bolsa Família já não são suficientes para encher o carrinho de compras, como, segundo ele, acontecia no governo de Jair Bolsonaro.

Flávio também prometeu melhorar o poder de compra dos brasileiros, combater o endividamento e ampliar a segurança da população. “Eu quero que você tenha a capacidade de sair da sua dívida que esse governo te colocou”, declarou.

“É assim que eu vou governar, levando prosperidade para o trabalhador brasileiro”, completou.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio pergunta “cadê o Lulinha?” e Lula diz que Luchsinger é “problema da PF”


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro questionou o presidente Lula sobre o paradeiro de seu filho, conhecido como Lulinha. Na resposta, Lula afirmou que Luchsinger é “problema da Polícia

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