Por interino
O Dia de Santos Reis é comemorado nesta terça-feira, dia 6, com intensa programação religiosa e sócio-cultural no bairro de Santos Reis, Zona Leste da capital onde está localizado o Santuário Arquidiocesano dos Reis Magos. A tradicional festa lúdico-religiosa, no dia do seu encerramento, começa às 6h com toque de alvorada e às 7h o padre Cesar de Morais, da paróquia Sagrada Família, situada no bairro das Rocas, celebra a Santa Missa.
Às 9h é a vez do padre João Paulo da Costa, da paróquia de São José Operário, rezar a missa dos Peregrinos, já que a Festa de Santos Reis atrai muitos devotos de vários municípios do Rio Grande do Norte, principalmente da Grande Natal. Após a missa, é a vez dos pais levarem os filhos para receber o sacramento do batismo.
A tradicional procissão das veneráveis imagens dos Santos Reis Magos começa às 16h, pela ruas do bairro e Rocas, culminando com a missa de encerramento, celebrada pelo arcebispo da Arquidiocese de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. À noite, a parte festiva corre por conta do Grupo as Nordestinas e Deny Dantas.
A Festa de Santos Reis tem o apoio da Prefeitura do Natal, por intermédio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), que aprovou a projeto inscrito pelos organizadores do evento no edital Festividades e Expressões Religiosas 2014.
Desde sexta-feira as festividades vêm acontecendo na capela e no entorno, com missas e shows musicais.
Santuário Arquidiocesano dos Santos Reis.
Segundo a Paróquia da Sagrada Família, os Magos fazem parte do nascimento de Jesus. Tudo o que o Evangelho nos diz é que vieram do Oriente seguidos por uma estrela, viram o menino com Maria, sua mãe, e lhe entregaram suas ofertas: ouro incenso e mirra. Nada mais acrescenta o Evangelista. Não diz que eram três, nem lhes mencionam nomes.
Antes do séc. III predominava uma crença popular de que eram 4, 5 ou 12, mas uma tradição da Igreja, no século IV, estabeleceu que eram três, eram reis e lhes deu nomes: Gaspar, Baltazar e Melchior, popularmente Belchior. Inspirado na trilogia das ofertas, logo os hagiógrafos concluíram definitivamente que eram três reis. A idade média foi pródiga em milagres, grandes descobertas hagiógrafas e encantadoras revelações. A Igreja Ocidental criou a sua festa, no dia 06 de janeiro, com o nome de Epifania, palavra de origem grega que significa manifestação ou aparição dos Magos.
A piedade popular encarregou-se das devoções e da valorização de seu culto. Essa tríade ouro, incenso e mirra, na celebração da liturgia, tomou um significado místico e simbólico. E na cidade de Natal, seguiu a seguinte história de fé e devoção desde os mais remotos que se tem, que a capelinha dedicada aos Reis Magos, na Fortaleza da Barra, é de 12 de dezembro de 1633. Relata- se também, que o Forte seja da mesma época. De 1654 em diante, não se tem registros.
As centenárias imagens dos magos foram doadas por Sua Majestade Dom José I, rei de Portugal, no ano de 1753 e na referida capela às imagens ficaram até 1901, quando por imposição de um ministro da Marinha, as imagens foram retiradas do Forte e transportadas, de modo festivo, para a Igreja do Senhor Bom Jesus das Dores, na Ribeira. (Fonte: Paróquia da Sagrada Família).

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