O procurador-geral da Câmara, o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), diz não temer impacto eleitoral negativo na Bahia, o maior reduto de resistência governista, por votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. No bolão de apostas que está sendo feito na Câmara, ele cravou que o impeachment será aprovado por 362 votos, mas admite que o suspense e a ansiedade hoje é grande. Cajado diz que independente do resultado, Dilma terá seu mandato cassado hoje.
— O impeachment passando ou não, Dilma estará impedida interna corporis. Lula vai assumir de fato e ela será afastada — diz Cajado.
Ele diz que a razão para Bahia ser reduto anti-impeachment são as verbas públicas destinadas ao estado.
— Não temo retaliações na Bahia. Qual a explicação de a Bahia ser um reduto contra o impeachment? A pressão do governador Rui Costa e do ministro Jaques Wagner. Isso é suficiente, serem baianos? Não. Os convênios e verbas públicas têm um peso grande. Eu tenho seis mandatos, quatro na oposição e nunca vou mudar de partido.
(Maria Lima – O Globo)

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