Profano e Sagrado: Marista lembra princípios cristãos após barraco causado por figurinha vendida a 40 reais

O Colégio Marista emitiu nota destinada aos pais ou responsáveis pelos alunos após a contenda entre duas mães nessa segunda-feira.

Conforme apurou o blog, dois alunos comercializaram uma figurinha da Copa por R$ 40,00. Quando a mãe do aluno que adquiriu a peça chegou ao colégio para apanhar o filho, recusou-se a aceitar que as crianças já assimilaram a lei de mercado, aquela segundo a qual tão mais escasso o item, mais caro.

Movida pela contrariedade sobre a transação, a mulher rasgou o álbum da criança.

Só que a mãe do menino cujo álbum foi picotado chegou na sequência.

Instalou-se o caos na portaria da Rua Apodi do colégio baseado no sonho de São Marcelino, ícone da verdade e da justiça na cronologia cristã.

Como cada mãe achou que tinha a verdade e a justiça a seu lado, resolveram medir qual verdade e justiça prevalecia mais.

Saíram nos tapas.

E ao Marista restou a nota que segue abaixo:

“A educação marista, empenhada na luta por justiça, paz e por estruturas de solidariedade, valoriza o indivíduo como sujeito de direitos e cria oportunidades para seu acesso espaço-tempos sociais, culturais e educacionais.
(Projeto Educativo do Brasil Marista, p.26).

Prezados Pais e/ou Responsáveis,

O Colégio Marista de Natal, inspirado no sonho de São Marcelino Champagnat de educar amorosamente as crianças, os adolescentes e os jovens de todas as “dioceses do mundo” tornando Jesus Cristo conhecido e amado, preza por oferecer um serviço educacional e evangelizador de excelência.

Exatamente em razão disso, a cada profissional desta casa é confiada a responsabilidade pela missão do Instituto Marista de formar “bons cristãos e virtuosos cidadãos” por meio de intervenções pedagógicas conscientes, pacíficas, focadas na presença, no amor, no respeito, na solidariedade e no aprender convivendo e fazendo.

Queremos nossos estudantes cada vez mais protagonistas, envolvidos, comprometidos e focados em seu processo de aprendizagem, e interagindo com o que lhes é próprio e de sua responsabilidade junto à escola – imersos em uma educação contemporânea que articula espaços focados na aprendizagem, expandindo o seu potencial criativo, em todas as suas possibilidades e competências.

Tendo em vista essa premissa, queremos contar com o apoio e a parceria dos Pais e/ou Responsáveis, no discernimento quanto à orientação dos estudantes acerca dos objetos ou brinquedos que devem ser trazidos para a escola e quando devem trazê-los.

Sobre isso, devem ser seguidas as orientações do “Guia do Aluno 2018”, além do que foi combinado com os educadores sobre o dia em que o brinquedo fará parte da rotina pedagógica, cujo objetivo é promover a socialização, o respeito, a cooperação, bem como de tornar um ambiente agradável e pacífico, de integração entre os estudantes, incentivando o manuseio correto e o empréstimo dos brinquedos.

Orientamos, ainda, a TODA A COMUNIDADE EDUCATIVA que evite trazer para a escola álbuns, figurinhas e/ou objetos semelhantes, a fim de se preservar um ambiente educacional pacífico e de maior concentração e aproveitamento acadêmico.
Sabemos que, principalmente para as crianças, tudo isso é muito divertido e atraente dada a proximidade do período da Copa do Mundo; mas, por serem crianças, elas não têm conseguido manter a atenção e o foco na construção do saber de modo satisfatório.

Cientes de que sempre contamos com a parceria das famílias no fortalecimento de nosso espaço de convivência e aprendizagem, solicitamos a todos vocês compreensão e colaboração para a manutenção de um ambiente educacional propício a um ensino cada vez mais intenso, cada vez mais Marista!
Que São Marcelino Champagnat e a Boa Mãe nos abençoem e caminhem conosco todos os dias de nosso fazer evangelizador e pedagógico!

Atenciosamente,

IR. JOSÉ DE ASSIS ELIAS DE BRITO
DIRETOR

Comentários:

  1. Augusto disse:

    Ora, o que está acontecendo ali? O de sempre para quem convive naquele ambiente frequentado por uma classe média mesquinha, pequena, limitada na sua capacidade de reconhecer que perdeu o jogo.

    O fato é que as pessoas que frequentam aquela escola (e as demais, do mesmo nível na nossa falida cidade) não sabem perder. Não conseguem administrar a ideia de que foram insuficientes na preparação para os momentos de convívio social no qual as habilidades (física, mental, social) se fazem mais importantes que o saldo das suas contas bancárias.

    Há pouco mais de 5 meses, estávamos horrorizados com o comportamento dos alunos desta escola diante de uma partida dos JERN´s na qual os alunos torcedores gritavam "O meu pai come a sua mãe" e "sua mãe trabalha para a minha" numa tentativa de diminuir a estima dos alunos do IFRN que perderam o jogo, mas não sem oferecer uma dura resistência, física e tática, no jogo, dentro da quadra, das regras do esporte e da ética social.

    O que se queria naquele momento era ao tentar vincular a ideia de que os alunos do IF, por estudarem em uma escola pública, são filhos das empregadas domésticas deles. E o pior, que as empregadas domésticas são suas escravas sexuais… mais imbecil, impossível!

    Há cinco meses, "alunos Maristas" agrediam pessoas porque tinham medo de perder um jogo. Desta vez as "mães Maristas" agridem-se por medo de perder, não o dinheiro (pois para eles R$ 40,00 não é nem um troco), mas sim a pose de esperto, daquele que sempre vence.

    Sou funcionário desta casa e não suporto mais ver os colegas baixando a cabeça para os abusos destes pais. Não todos, pois sempre há trigo no meio do joio, mas uma grande maioria que pressiona a escola com o seu poder financeiro para rever a nota dos seus filhos, quando estes tem insucesso nas avaliações.

    Imaturidade emocional. Esse é o nome do problema. Esses alunos e seus pais, acostumados a vencer pelo poder do dinheiro que tem, não suportam a possibilidade de perder diante dos demais. Por isso vão às vias de fato, xingam e se expõem publicamente sem se dar conta que a sua vitória a qualquer preço é bem menos honrosa que a coragem de assumir a derrota, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

    O resultado disso? Não sei, mas imagino diante de uma sociedade que, para manter as aparências, suja as mãos cada vez mais e esquece de educar os seus filhos, deixando tal tarefa para uma escola que, por sua vez, joga a tarefa para as mão de Nossa Senhora e São Marcelino, que tem muito mais o que fazer do que cuidar de meninos e pais tão mal criados.

  2. JOAO LIGEIRO disse:

    O caso infelismente aconteceu no MARISTA, é essa sua única pareticipação, qual seja: Nas suas dependências. A mãe ofendida deveria entra na Justiça. e a Justiça punir a agressora. Nada haver proibir a troca de figurinhas, isso só vai levar a troca troca escondida kkkkkkkk

  3. Fernandes disse:

    Comentário ridículo! O ambiente de escola não é lugar para álbum de figurinha, as duas erraram a que rasgou e a que bateu, onde já se viu ser este o modo de mostrar a seu filho que a violência é a resposta para tudo. Primeiro deveria seguir o tradicional reclamar perante a direção e se não resolvesse levar até a delegacia, a agressão foi o jeito mais fácil que a mãe encontrou de resolver quando poderia ter dado uma lição para seu filho de ter errado em levar tal objeto para escola e ao mesmo tempo ensinar que há os meios legais para resolver a contenda por isso que o mundo está tão virado. Na minha época teria ficado de castido só por ter levado o álbum para a escola, mas hoje os valores estão invertidos tudo se resolve no pau quanta infelicidade ser filhos dessas duas mulheres, outra coisa ambos os alunos deveriam ter sido EXPULSOS DA ESCOLA.

  4. Aparecida disse:

    É por essas e outras que os portugueses não estão mais suportando tanto brasileiro em Portugal, sobretudo os endinheirados que estão indo para lá com essa fina educação, kkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Omar Salgado disse:

    Conversa mole e choca essa do Marista. Não tem a ver com figurinhas, nem nada disso que estão falando. Tem a ver com o fato de uma mãe ter rasgado o álbum de uma criança que não era o filho dela. Isso é inadmissível. Tinha mais é que levar uns tabefes. Onde já se viu praticar tamanha violência com o filho dos outros ? Se algum pai rasgar o álbum de figurinhas do meu filho, eu saio de mim, com certeza. Qualquer pai ou mãe que se prezem, perdem a cabeça, com certeza. O resto é conversa mole.