Os professores da rede pública estadual estão reunidos neste momento para decidir se entram em greve. A assembleia acontece desde as 8h30 na escola estadual Winston Churchill, em Natal.
A pauta de reivindicações é extensa, mas uma das principais, segundo o sindicato, é o descumprimento por parte do governo da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de pagar as horas extras aos professores.
Por causa da assembleia, algumas escolas não tiveram aulas nesta manhã.
Confira os principais pontos de reivindicação dos professores:
– Pagamento das horas de trabalho excedentes aos professores, da carga suplementar, das gratificações dos diretores e vice-diretores e dos professores recém-ingressos que estão sem receber;
– Compromisso da secretária Betânia Ramalho com os funcionários na atualização e pagamento da tabela salarial de vida desde 2011, pagamento de direitos funcionais previstos no Plano de Carreira dos funcionários, oferta de formação prevista em lei, pagamento correto do Pasep, concessão de licenças, pagamento de quinquênios e aposentadorias a serem concedidas;
– Implementação imediata do planejamento para quem está em sala de aula;
– Concessão imediata das licenças-prêmios aos professores que estão em sala de aula;
– Encaminhar imediatamente projeto de lei para promoção de duas letras que correspondem a 10% e a garantir negociada com a Assembleia Legislativa do pagamento imediato;
– Pagamento de 0,26% para professores/educadores da ativa e aposentados decorrente da consolidação do piso salarial com efeito retroativo a janeiro de 2013;
– Reforma e manutenção das escolas;
– Convocação dos concursados;
– Cessar a perseguição ao Sinte/RN e devolver a remuneração referente a julho confiscada pela Seec.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Não entendo como uma classe formada por pessoas tão esclarecidas aceita ser massa de manobra política de um sindicato. Nem precisa ser o maior dos gênios para perceber que essa greve tem como fundamento um item que não vai aparecer nunca na lista de reivindicações: a volta dos 35 apaniguados pagos para dar aula nas escolas, mas que trabalham no Sindicato.
Junte aí o enorme contingente que para ficar em casa e receber o salário só quer um pezinho, pronto temos mais uma greve de professores no RN.