
A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) disse nesta quinta-feira (16) em Salvador que o presidente interino Michel Temer (PMDB) está “desmontando o país” e aplicando um programa que não passaria nas urnas.
Em discurso ao receber um título de cidadã baiana na Assembleia Legislativa da Bahia, Dilma criticou a proposta enviada ao Congresso Nacional por Temer que retira o índice mínimo de investimento em saúde e educação.
“Não há nenhuma justificativa, nem sequer razão para reduzir justamente saúde e educação num país como o Brasil. Sabemos que este programa levado a cabo pelo governo golpista e provisório não passaria nas urnas deste país”, disse.
No discurso, Dilma não fez nenhuma menção à delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que acusa Temer de ter pedido recursos ilícitos para a campanha a prefeito de São Paulo de Gabriel Chalita em 2012.
Dilma comparou os opositores a “parasitas” que querem destruir a “árvore da democracia” e acusou o governo interino de “desmontar o país” aplicando um programa de governo sem debater com os movimentos sociais.
“Um governo provisório não pode desmontar o país, não pode fazer o país voltar atrás”.
Dilma ainda afirmou que o programa Bolsa-Família “está correndo risco”. “Cada vez que falaram que o programa tem que ser focado, que tem que pagar só para 5% das famílias, isso tem na base disso um preconceito de que quem recebe está enganando e fingindo que precisa. É um preconceito forte contra os pobres”, disse.
E acusou o governo interino de querer acabar com a faixa um do Minha Casa, Minha Vida, que destina imóveis para famílias mais pobres, com renda familiar mensal até R$ 2 mil.
“Acabar com a faixa um é ferir o Minha Casa, Minha Vida de morte, é acabar com o programa. 80% do deficit habitacional está nesta faixa”.
Dilma ainda criticou a proposta que flexibiliza o regime de concessão dos campos de petróleo do pré-sal.
Tchau querida falastrona, já vai tarde.
Grande Dilma.