O ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com ação de revisão criminal, com pedido de liminar e de indenização. Condenado por violação do sigilo funcional, Protógenes é comparado na ação ao juiz Sérgio Moro, devido à divulgação, em março passado, do áudio de uma conversa privada entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, a respeito do envio de um termo de posse para que ele ocupasse o cargo de ministro da Casa Civil.
Adib Abdouni, advogado de Protógenes, afirma na ação que, enquanto o ex-delegado foi tratado com os “rigores da lei”, a violação de sigilo na divulgação da conversa da então presidente “foi contestada apenas superficial e parcimoniosamente, com alguns votos de censura” de ministros do STF. No caso da Lava-Jato, diz, não foi detectado ilícito, “mas apenas um leve desvio, remediável por meio de simples pedido de desculpas vertidas pelo juiz”.
Protógenes coordenou a Operação Satiagraha e, de acordo com o processo, avisou dois jornalistas da TV Globo sobre a hora e o local em que seriam feitas prisões. Foram transmitidas a prisão do empresário Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido. Protógenes também havia informado os jornalistas sobre hora e local de uma reunião entre dois empresários investigados da operação e um delegado da Polícia Federal. No encontro teria ocorrido negociação de pagamento de propina para beneficiar investigados.
O advogado afirma que não há diferença alguma entre as duas violações de sigilo funcional, a da Operação Satiagraha, que resultou na condenação de Protógenes, e a ocorrida na Operação Lava-Jato. Dizem ainda que a situação política do país hoje, com a Lava-Jato, é igual à da época da Satiagraha. “A corrupção deflagrada na Operação Lava Jato já vem de muito tempo, muitos de seus protagonistas já faziam parte da Satiagraha, ou já estavam ligados a todo este cenário político que estourou agora, tais como: banqueiros, políticos, empresários etc”, afirmam.
A defesa diz ainda que acredita que, assim como Moro, Protógenes agiu para “o interesse público, interesse da nação, interesse do povo brasileiro”.
A ação pede que Protógenes, que foi deputado federal, também volte a ter direitos políticos (a pena incluiu perda de seus direitos políticos por oito anos) e seja indenizado pelo tempo em que ficou afastado.

Por que será que enquanto o ex-delegado foi tratado com os “rigores da lei”, a violação de sigilo na divulgação da conversa da então presidente “foi contestada apenas superficial e parcimoniosamente, com alguns votos de censura” de ministros do STF?
Protógenes coordenou a Operação Satiagraha e, de acordo com o processo, avisou dois jornalistas da TV Globo sobre a hora e o local em que seriam feitas prisões. Foram transmitidas a prisão do empresário Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido.
A Satiagraha foi arquivada…
Vcs sabem porque?
Esse é um sem caráter fez uma operação antecipada com erros para livrar o Lula
MERECE UMA PEDRADA.