Diversos

Prova de títulos passa a ser cobrada também em concursos de nível médio

A busca por estabilidade faz com que a concorrência nos concursos públicos seja cada vez maior. Com isso, hoje é mais comum que as bancas organizadoras exijam a titulação do candidato como forma de aumentar a pontuação e resolver um desempate, por exemplo. Embora essa exigência seja facultativa e apenas de caráter classificatório, mais bancas têm lançado mão deste recurso, não só para cargos de nível superior como também para aqueles de nível médio.

Karina Jaques, professora do curso on-line Agora Eu Passo, confirma a tendência, embora ainda rara e um tanto polêmica:

— Temos, sim, alguns concursos de nível médio exigindo provas de títulos. Um exemplo são as seleções para nível médio das universidades federais, que, em sua maioria, pedem experiência na área, comprovada em carteira de trabalho.

A professora ressalta que, nestes casos, os títulos exigidos devem ser compatíveis com as exigências do cargo, e, se falamos de nível médio, estes devem estar relacionados com o nível de escolaridade exigido, como experiência comprovada na área, cursos de atualização na área de atuação e aprovação em outros concursos similares.

Professor do Universo do Concurso, Gladstone Felippo também tem notado uma maior incidência de comprovação de titulação nos concursos de nível médio. Além da Polícia Civil de alguns estados, que costuma incluir esta fase no processo de seleção, a Polícia Federal e várias prefeituras passaram a incluir a prova de títulos para cargos que não os de nível superior.

— A meu ver, a exigência de titulação não é propriamente uma prova, embora ostente essa nomenclatura. Trata-se de uma fase apenas classificatória, onde se busca os candidatos mais bem qualificados para o exercício da função pública. Sendo assim, penso que a exigência de titulação do candidato não seria contraditória em relação à natureza do cargo de nível médio. Ao contrário, deveria ser uma regra. Pena que ainda não existe legislação tratando da regulamentação da titulação para concursos públicos.

Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, confirma que vários concursos estão valorizando a prova de títulos (cursos de especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado), quase a totalidade para cargos que exigem formação superior. Para os cargos de nível médio, o que ele tem visto é uma prova que, no lugar de títulos acadêmicos, favorece a experiência em cargos similares a que o candidato está concorrendo. Neste caso, o tempo de experiência na carteira dá ao candidato pontos no mesmo modelo da prova de títulos, explica.

Saída estratégica

— Do meu ponto de vista, é uma saída bem estratégica. Embora o conceito das provas de títulos em concursos de nível superior e naqueles de nível médio seja diferente, elas são aplicadas com o intuito de valorizar o conhecimento e experiência na atividade do cargo, sem com isso desclassificar quem não tem essas habilitações.

Karina reforça o que diz Estrella. Segundo a professora, o objetivo desta fase do concurso, seja qual for a escolaridade exigida para o cargo, é selecionar a “nata” dos candidatos:

— Os concorrentes já fizeram as provas objetivas e já houve a eliminação dos menos preparados. Agora, nesta fase, o objetivo é aproveitar apenas os mais qualificados.

O professor do Universo do Concurso esclarece que a fase de títulos tem como objetivo atender ao princípio cada vez mais observado da qualidade e eficiência:

— Quanto mais qualificados previamente, mais recursos públicos se economizam na qualificação deles e melhor será sua atuação. Por isso, a exigência de titulação atende ao mesmo tempo aos princípios da economicidade, eficiência e da administração pública gerencial.

Karina explica que o mais correto e comum é que a fase de títulos ocorra no fim da seleção, até porque há casos de candidatos não terem nenhum título, mas estarem muito bem preparados para a vaga em questão:

— Assim, se a prova de títulos ocorresse no início, impediria que o candidato de alto nível mostrasse suas qualidades na prova objetiva. Então, faz-se a prova objetiva e discursiva, que são eliminatórias, e só depois a de títulos, classificatória.

Vale ressaltar que o candidato que pretende fazer um concurso que tenha a prova de títulos, seja para nível médio ou superior, deve saber que não serão aceitas outras formas de comprovação dos títulos além daquelas exigidas no edital. Por exemplo: se ele tem dois anos de experiência na área, mas não consegue comprovar com a anotação na carteira de trabalho como foi exigido no edital, não conseguirá a pontuação.

— O objetivo que move uma banca a aplicar prova de título deve ser, sempre, o de aproveitar os melhores candidatos. Mas é importante que se faça sem favoritismos a determinados grupos. Exigir como títulos a qualificação, cursos de atualização, aprovação em concursos anteriores é uma forma de selecionar os que primaram pelo estudo, mas exigir comprovação de experiência na área, pode favorecer quem já trabalha na instituição, muitas vezes como terceirizado, deixando assim de aplicar o princípio da isonomia — completa Karina, que reforçando a ideia de que se faz urgente uma legislação detalhada para disciplinar os concursos públicos em geral no país, para estabelecer parâmetros, limites e regras claras para esse processo de seleção. — A prova de títulos pode, sim, ser uma tendência, mas deve passar por um aperfeiçoamento, e a forma menos traumática é aperfeiçoar através de uma legislação justa e transparente.

Esclarecendo algumas dúvidas sobre a prova de títulos:

Peso dos títulos: Não há uma uniformização quanto aos procedimentos de pontos e cobrança dos títulos. A prova de títulos varia de seleção para seleção, mas normalmente não foge muito à regra: normalmente, o acréscimo de pontos possíveis varia entre 10 a 30 pontos, dependendo do concurso e da importância que o órgão dá para esses títulos.

Legislação específica: A ausência de uma legislação específica e minuciosa sobre os concursos faz com que as instituições e organizadoras tenham liberdade para estabelecer suas regras. Prova de títulos, atribuição de peso no cálculo das questões ou disciplinas, nota de mínima, limite de candidato para a correção da redação são formas de selecionar os candidatos, mas, especialistas nesse setor defendem uma legistação específica.

Documentação: Reunir os documentos exigidos antes do prazo é essencial, pois geralmente o tempo é curto (não costuma passar de 30 a 45 dias, salvo a existência de problemas na execução das fases e suspensão do concurso). Mas é importante que se saiba que a prova de títulos é classificatória e que estar bem colocado nas fases anteriores é muito importante: em diversos concursos, os melhores classificados não apresentaram títulos ou apresentaram poucos títulos, mas tinham feito uma excelente pontuação e, por isso, não foram alcançados pelos outros.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de manifestar minha tristeza.trabalho na prefeitura de natal há mais de 03 anos, Como Agente de combate as endemias e agora vai ter concurso na aréa e não estão nus oferecendo a oportunidade de entrar com provas de títulos.Gostaria de pedir ajuda a todos.obrigada pela atênção.

  2. Prova de títulos é muito interessante, pois não. Mas essa, para todos os efeitos, será uma exigência 'sine qua non' aplicável exclusivamente no serviço público. A qualquer empreendedor da iniciativa privada prevalecerá tão-somente o interesse pela competência e habilidade de seus colaboradores. Mestre e doutor com produtividade pífia e qualidade duvidosa só se dão bem no serviço público.

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Política

Rogério Marinho diz que nem ele e nem PL pode dizer que houve fraude nas Eleições 2026

Foto: Mateus Bonomi – 6.out.26/Reuters

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (28) que “nem ele, nem p PL” podem afirmar a existência de fraude nas eleições de 2026, por falta de provas.

Em entrevista no Senado, Marinho classificou como um “desabafo” a carta divulgada por Flávio, na qual o senador questiona o resultado eleitoral. “É evidente que, se você faz alguma afirmação, precisa trazer provas”, declarou.

O líder da oposição também afirmou que não tinha conhecimento prévio do documento e disse que a versão mais recente, com alterações no texto, representa a posição oficial de Flávio. Rogério ressaltou ainda a importância de Flávio como a principal expressão da direita conservadora e legítimo líder da oposição no país.

Rogério também informou que não discutiu com o senador Flávio sobre como ele irá fazer oposição dos Estados Unidos ou sobre quais seriam as condições para retornar ao país.

Com informações do UOL

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Economia

Alta dos juros imobiliários para 15% ao ano no Bradesco irá frear vendas e inflar as prestações da casa própria

Reprodução

O Bradesco reajusotu a taxa mínima do financiamento imobiliário de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). O aumento significa que o cliente deverá pagar mais para financiar a casa própria.

A medida acende um alerta sobre o rumo do crédito e da atividade econômica no país. O movimento reflete o ambiente de juros elevados e maior custo de captação de recursos no mercado financeiro, sinalizando que a pressão sobre a taxa básica de juros e a inflação continua a se desdobrar de forma direta sobre as linhas de financiamento de longo prazo.

A elevação do custo do crédito imobiliário afeta diretamente a dinâmica da economia, uma vez que o setor da construção civil e o mercado imobiliário são grandes geradores de emprego e renda. Na prática, o aumento das taxas de juros encarece o valor das prestações, reduz o poder de compra e o limite de crédito das famílias, o que tende a desestimular novas contratações e desacelerar um dos motores mais importantes do crescimento econômico do país.

Com informações do Poder 360

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Política

[VÍDEO] Rogério Marinho comenta carta de Flávio, reafirma que ele é “o líder da direita” e chama fala sobre “fraude” nas eleições de “desabafo”


Rogério Marinho (PL-RN) comentou a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após chegada aos Estados Unidos. No primeira versão do documento, o ex-presidenciável se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito”, mas depois retificou e disse que era o “líder o Brasil”.

“De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil. (…) Ele se autodenomina como líder e é um fato, ele é um líder no Brasil”, comentou Marinho.

O senador potiguar também comemorou a alegação de Flávio Bolsonaro de que as eleições teriam sido “fraudadas” para dar a vitória ao presidente Lula (PT). Para ele, a afirmação foi um “desabafo” do ex-candidato do PL.

“O Flávio está nos Estados Unidos, exilado, levou toda a sua família. Vocês devem imaginar o que é a ruptura da relação das suas filhas, da sua esposa. Certamente ele está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive para praticamente toda a sociedade brasileira”, disse.

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Geral

Natal lidera ranking nacional de qualificação dos servidores municipais

Foto: Arquivo Secom

Natal conquistou o primeiro lugar no indicador Qualificação do Servidor do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com pesquisa técnica da Gove. A capital potiguar apresenta a maior proporção de servidores com ensino superior na administração direta entre os municípios avaliados.

Na classificação, Natal aparece à frente de Londrina (PR), Lauro de Freitas (BA), Uberlândia (MG) e Itatiba (SP), que completam as cinco primeiras posições.

O indicador utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e considera a proporção de servidores com ensino superior em relação ao total de profissionais da administração direta municipal.

Para o secretário municipal de Administração, Brenno Queiroga, o resultado evidencia a capacidade técnica do quadro de servidores e reflete a política pública municipal de valorização dos profissionais que investem em sua qualificação.

“Esse resultado demonstra a qualificação dos profissionais que atuam na administração municipal e a capacidade técnica do nosso quadro de servidores. Investir na formação e na valorização desses profissionais é fundamental para aprimorar os serviços públicos, melhorar os processos de trabalho e oferecer respostas cada vez mais eficientes às demandas da população”, afirmou.

A qualificação dos servidores integra o pilar Funcionamento da Máquina Pública, da dimensão Instituições do ranking. Publicado desde 2020, o levantamento chega à sétima edição e avalia municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.

 

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Judiciário

Presidente do TSE garante lisura das Eleições 2026 e diz que “questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados”

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, divulgou nota oficial ressaltando o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com o resultado das urnas e com a vontade soberana do eleitorado brasileiro. Diante dos questionamentos levantados por alas da oposição e das narrativas de instabilidade no encerramento da votação do último domingo, o magistrado garantiu que as Eleições 2026 transcorreram dentro da absoluta normalidade e do estrito respeito aos ditames constitucionais.

Nunes Marques sublinhou o empenho dos técnicos da Corte, dos servidores públicos e das forças de segurança, classificando o pleito como o mais inclusivo e seguro da história da República. O presidente do TSE fez questão de sinalizar ao mercado político e às bancadas partidárias que eventuais questionamentos formais protocolados pelas coligações serão devidamente analisados e respondidos dentro do devido processo legal, sepultando tentativas de contestação fora dos trâmites institucionais.

Veja a nota:

Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25/10), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira.

Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança. Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

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Brasil

“A ELEIÇÃO ACABOU”: Tarcísio diz que entendo “o sentimento de Flávio”, mas pede para “respeitar o resultado das urnas”

Foto: Fábio Tito/g1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se distanciou da contestação de Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou nesta quarta-feira (28) que o resultado das eleições precisa ser respeitado.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio ao Estadão.

A manifestação ocorreu após Flávio divulgar uma carta na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito” e chamou o resultado do segundo turno de fraude, sem apresentar provas. Posteriormente, o senador apagou a primeira versão e substituiu a expressão por “líder do Brasil”.

Tarcísio defendeu uma oposição forte, mas atuando dentro das instituições. Segundo ele, o momento exige “responsabilidade, serenidade” e respeito ao processo democrático.

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Mundo

[VÍDEO] “NÃO VOU ME ENVOLVER”: Trump evita apoiar Flávio como “verdadeiro presidente” do Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou apoiar nesta quarta-feira (28) a declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil.

Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump respondeu: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”.

Apesar de se afastar da autoproclamação, Trump voltou a classificar as eleições brasileiras como “muito estranhas”, sem apresentar provas de irregularidades.

Flávio utilizou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” na primeira versão de uma carta divulgada nas redes sociais. Posteriormente, apagou a publicação e substituiu os termos por “líder do Brasil”.

 

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Política

Em nova versão da carta divulgada após chegar aos EUA, Flávio retira trecho em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente” e afirma que é o “líder do Brasil”

Wagner Meier/Getty Image

O senador Flávio Bolsonaro recuou e alterou o texto de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), retirando o trecho em que se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, o parlamentar passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

A primeira versão do manifesto havia sido divulgada logo após o desembarque do senador nos Estados Unidos acompanhado de sua família. No texto original direcionado à comunidade internacional e aos seus eleitores, o candidato derrotado no segundo turno usava a expressão de autoproclamação para questionar o resultado das urnas, em um movimento alinhado ao discurso do ideólogo Steve Bannon.

O recuo na carta ocorre no momento em que o próprio Partido Liberal e o candidato a vice na sua chapa, deputado Alfredo Gaspar, já reconheceram formalmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral e por diversos chefes de Estado ao redor do mundo.

Alfredo no entanto, atribuiu ao que chamou de “sistema” a derrota para o presidente Lula. Ele afirmou que o grupo enfrentou perseguições e defendeu a continuidade da atuação política no Congresso.

Com informações do Metrópoles

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Política

Dos EUA, Flávio lança candidatura de Rogério Marinho para a Presidência do Senado

Carlos Moura/Agência Senado/Waldemir Barreto/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à Presidência do Senado. O anúncio aparece na carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador após a sua chegada aos Estados Unidos.

No documento, Flávio se dirige aos parlamentares e governadores ligados ao seu grupo político e cita diretamente o senador potiguar: “Em especial ao meu candidato à Presidência do Senado, Rogério Marinho”.

Flávio também afirma que pretende liderar dos Estados Unidos a oposição ao quarto governo Lula. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.

Rogério coordenou a campanha presidencial de Flávio e ocupa posição central na articulação nacional do PL. A candidatura à Presidência do Senado, porém, ainda precisará ser oficializada e submetida à votação dos senadores.

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Política

Em carta, Flávio agradece a Milei e Trump e diz ter recebido apoio dos governos dos EUA e da Argentina

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em nota divulgada inicialmente pelo comentarista Paulo Figueiredo e depois publicada nas redes sociais do ex-presidenciável, que recebeu apoio após deixar o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos. O senador agradeceu diretamente aos presidentes Javier Milei da Argentina e Donald Trump dos EUA.

“Queria agradecer ao presidente Milei pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher”, declarou.

Flávio não detalhou no documento como Milei teria ajudado em sua saída. Em relação aos Estados Unidos, o senador foi mais direto. Ele agradeceu “ao presidente Trump e ao governo americano” por receberem sua família e oferecerem, segundo suas palavras, a “segurança jurídica que não temos mais no Brasil”.

Trump declarou que aprovou a entrada de Flávio no país. Autoridades americanas também informaram que o governo emitiria vistos para o senador, a esposa e as duas filhas.

Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), embarcou para o Equador e chegou a Miami na manhã desta quarta-feira (28). A viagem ocorreu após ele deixar de entregar seus passaportes à Polícia Federal e descumprir a proibição judicial de sair do Brasil.

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