Polêmica

Provas obtidas por VEJA mostram que Mauro Cid mentiu no STF sobre mensagens

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro nunca escondeu que uma das estratégias para tentar livrar o ex-presidente da acusação de golpe é desqualificar as revelações feitas pelo tenente-coronel Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens fez um acordo de delação premiada e, em troca de benefícios, ajudou a PF a montar o quebra-cabeça do suposto plano urdido no fim de 2022 para anular as eleições, impedir a posse de Lula e manter o ex-capitão no poder. Na segunda 9 e na terça 10, o Supremo Tribunal Federal começou a interrogar os oito réus acusados de integrar o núcleo central da conspirata. Cid foi o primeiro a ser ouvido. De uma maneira geral, repetiu boa parte do que já havia dito antes. Em vários momentos, no entanto, soou tatibitate ao narrar certas passagens e foi acometido por alguns estranhos lapsos de memória. Ao longo de quase quatro horas de depoimento, repetiu incontáveis vezes “não me lembro” e “não me recordo”.

DETALHES - Cid conta que prestou depoimento durante três dias e reclama de manipulação
DETALHES - Cid conta que prestou depoimento durante três dias e reclama de manipulação (./.)

Uma novidade capaz de provocar uma turbulência surgiu no final da audiência, quando um dos advogados de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, fez uma pergunta fortuita. “Quero saber se ele fez uso em algum momento para falar de delação de um perfil no Instagram que não está no nome dele”, indagou. Cid disse que não. O defensor do ex-presidente insistiu: “Ele nunca usou perfil de mídia social para falar com ninguém?”. Cid, de novo, garantiu que não. “Conhece um perfil chamado @gabrielar702?”, tentou mais uma vez o advogado. Cid, nesse momento, gaguejou: “Esse perfil, eu não sei se é da minha esposa”.

PERSEGUIÇÃO - O ex-ajudante de ordens diz que se sentiu pressionado e que os investigadores teriam um objetivo preestabelecido, que era prender o ex-presidente
PERSEGUIÇÃO - O ex-ajudante de ordens diz que se sentiu pressionado e que os investigadores teriam um objetivo preestabelecido, que era prender o ex-presidente (./.)

Era uma armadilha — e o tenente-coronel, ao que parece, caiu nela sem perceber. Ao assinar o acordo de delação premiada com a Justiça, ele assumiu o compromisso de falar a verdade, manter em segredo o teor de suas revelações, não ter contato com outros investigados nem usar redes sociais. Vilardi sabia que Cid havia desrespeitado ao menos duas determinações impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF — e as provas de que isso de fato aconteceu estão em um conjunto de mensagens trocadas entre o tenente-coronel e uma pessoa do círculo próximo a Jair Bolsonaro. VEJA teve acesso aos diálogos. Eles mostram que Cid, já na condição de delator, fazia jogo duplo. Enquanto fornecia à PF informações sobre a movimentação antidemocrática, contava a pessoas próximas uma versão completamente diferente do caso. Nessas conversas, revelou a terceiros o teor de seus depoimentos à PF e bastidores do que se passava durante as audiências. O militar fala em pressões, conta que o delegado responsável pelo inquérito tentava manipular suas declarações e diz que Alexandre de Moraes já teria decidido condenar alguns réus antes mesmo do julgamento. Essas confidências, em tese, podem resultar na anulação do acordo de colaboração e, por consequência, na revisão dos benefícios dados ao tenente-coronel. Há um problema adicional para o delator. Antes do início do interrogatório, Cid foi advertido por Moraes sobre a obrigação de falar apenas a verdade. Ao afirmar, na sequência, que não usou a rede social, ele mentiu.

NA MIRA - Moraes: magistrado é alvo de comentários e apelidos pouco amigáveis
NA MIRA - Moraes: magistrado é alvo de comentários e apelidos pouco amigáveis (./STF)

As mensagens obtidas por VEJA foram trocadas entre 29 de janeiro e 8 março de 2024. O acordo de colaboração premiada havia sido homologado por Alexandre de Moraes cinco meses antes. Nesse período, Cid usava tornozeleira, tinha obrigação de se apresentar semanalmente a um juiz e já estava proibido de se comunicar com investigados e falar sobre o conteúdo de sua delação. Por alguma razão, ele decidiu burlar a determinação de Moraes, usando o Instagram @gabrielar702 para conversar com colegas e pessoas diretamente interessadas no andamento das investigações. Nos diálogos, fala abertamente das longas oitivas que estava tendo de enfrentar — “Foram três dias seguidos” — e do desconforto em relação ao trabalho dos investigadores — “Toda hora queriam jogar para o lado do golpe… e eu falava para trocar porque não era aquilo que tinha dito”. Há várias citações a Alexandre de Moraes, identificado pelas iniciais “AM”. Em uma delas, o tenente-coronel diz ao interlocutor que o “jogo é sujo”, que as petições dos advogados não adiantam nada e que o ministro “já tem a sentença pronta” para condenar ele, o “PR, Heleno e BN” — referência a Jair Bolsonaro e aos generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto.

ARMADILHA - Vilardi e Oliveira Lima: advogados pretendem usar mentira para pedir anulação da delação premiada
ARMADILHA - Vilardi e Oliveira Lima: advogados pretendem usar mentira para pedir anulação da delação premiada (Ton Molina/STF)

Em outra conversa, ao fazer considerações sobre os depoimentos que estava prestando, o delator é indagado sobre a postura do delegado que conduzia o inquérito. “Sabe tentar te conduzir para onde ele quer chegar”, ressaltou Cid. O interlocutor então pergunta se o “ele” é Alexandre de Moraes ou Luís Roberto Barroso, presidente do STF. Cid responde: “AM é o cão de ataque”, “Barroso é o iluminista pensador”. E arremata: “Quem executa é o AM”. As críticas a Moraes, aliás, são constantes, com algumas variações de nível. O ministro, segundo o delator, “tem talento”, mas para ser um “grande pensador Netflix”. “Não precisa de prova!!! Só de Narrativas!!!! E quando falam de provas… Metem os pés pelas mãos… Como foi com FM… que não viajou aos EUA”, ressalta o tenente-coronel, se referindo a Filipe Martins, o ex-­auxiliar de Bolsonaro preso por ordem do ministro por supostamente ter tentado fugir do país, o que até hoje não foi comprovado.

PRERROGATIVA - Gonet: o procurador-geral da República também pode pedir o rompimento do acordo de colaboração
PRERROGATIVA - Gonet: o procurador-geral da República também pode pedir o rompimento do acordo de colaboração (Antonio Augusto/STF)

Cid se mostra resignado com o futuro. “Eu acho que já perdemos… Os Cel PM (coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal) vão pegar 30 anos… E depois vem para a gente”, diz. Uma das alternativas naquele momento para evitar as prisões de todos, na avaliação dele, seria um movimento conduzido pela cúpula do Congresso. “Só o Pacheco ou o Lira vai (sic) nos salvar. O STF está todo comprometido. A PGR vai denunciar”, diz. A outra alternativa vislumbrada era a ascensão de Donald Trump, então candidato a presidente nos Estados Unidos, que poderia impor sanções ao Brasil. “Uma coisa que pode mudar… é uma vitória do Trump… E o Brasil começar a ter sanções… igual Nicarágua e Venezuela”, escreveu, antecipando, sem saber, o que, de fato, pode ocorrer. Cid também faz questão de deixar claro nas mensagens que não fez acusações de golpe contra Jair Bolsonaro. “Eu falava que o PR não iria fazer nada”, diz. O delator fala do desejo de reagir a Moraes e das estratégias de defesa dos seus advogados, que ele considera inúteis. “No final todo mundo acha que não dará em nada… Só eu voltar para a cadeia… junto com o PR”, diz.

PETARDOS - O tenente-coronel faz críticas aos ministros do Supremo, particularmente a Alexandre de Moraes, relator do processo sobre a suposta trama golpista
PETARDOS - O tenente-coronel faz críticas aos ministros do Supremo, particularmente a Alexandre de Moraes, relator do processo sobre a suposta trama golpista (./.)

Braço direito de Bolsonaro durante os quatro anos de governo, o tenente-coronel acompanhava reuniões e conversas de toda natureza e tinha acesso à cúpula militar. Em agosto de 2023, convencido de que poderia ser condenado a até trinta anos de prisão, o tenente-coronel decidiu delatar. As revelações dele foram consideradas fundamentais para a apresentação da denúncia contra o chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe — formado pelo ex-presidente, os ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, pelo ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem e pelo ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Cid foi citado 179 vezes na peça de acusação da Procuradoria-Geral da República e prestou nove depoimentos antes da fase de interrogatório. Sua colaboração serviu como linha mestra da denúncia. As provas fornecidas por ele incluíram nove celulares, três computadores, além de tablets e um sem-número de mensagens e arquivos que deram dimensão, rosto e gravidade à tentativa de golpe.

DEPOIMENTOS - Andrei Rodrigues, diretor da PF: queixas de Cid sobre os delegados que conduziram os inquéritos
DEPOIMENTOS – Andrei Rodrigues, diretor da PF: queixas de Cid sobre os delegados que conduziram os inquéritos (Ton Molina/Fotoarena/.)

O acordo de colaboração tem cláusulas rígidas. Para ter direito a benefícios, Cid não pode mentir, omitir, desviar a investigação com versões conflitantes nem proteger ninguém. No interrogatório do STF, ladeado de Bolsonaro e outros cinco integrantes da alta cúpula do antigo governo — Braga Netto, que está preso, prestou depoimento por videoconferência—, ele reafirmou ter presenciado reuniões entre o ex-presidente e militares nas quais foram discutidas medidas que poderiam ser implementadas para impedir a posse de Lula, disse que Bolsonaro acreditava em fraude nas urnas eletrônicas, repetiu que o ex-candidato a vice enviou dinheiro para os militares das Forças Especiais do Exército, reproduziu os xingamentos que eram proferidos contra o ministro Alexandre de Moraes e confirmou ter ouvido que o então comandante da Marinha teria colocado suas tropas à disposição do ex-presidente. Para o Ministério Público, essas informações, aliadas a documentos e outros depoimentos colhidos durante a investigação, não deixam dúvidas de que Bolsonaro e seus auxiliares tentaram um golpe de Estado no fim de 2022.

PROCESSO - Sessão histórica: o interrogatório dos réus durou dois dias e não produziu novidades sobre o caso
PROCESSO - Sessão histórica: o interrogatório dos réus durou dois dias e não produziu novidades sobre o caso (Antonio Augusto/STF)

O delator, no entanto, também minimizou a relevância do que havia contado. Segundo ele, apesar de ter analisado minutas que previam anular a eleição e até a prisão de ministros do STF, Bolsonaro nunca pensou em golpe — algo claramente sem sentido dentro do contexto. Muitos dos diálogos comprometedores encontrados nos telefones dos envolvidos, inclusive no dele, seriam “conversas de bar”, “bravatas” ou lamúrias. Disse que uma de suas funções era servir de “anteparo” do presidente, evitando que ideias e propostas esdrúxulas chegassem ao chefe. Afirmou ainda não se lembrar ao certo em que local do Alvorada teria recebido de Braga Netto um maço de dinheiro para pagar militares que supostamente atuariam na operação golpista. A postura pouco firme do delator no Supremo abriu o flanco para a defesa de alguns réus. O general negou ter endossado ou financiado planos golpistas, alegou que não deu ordens para desqualificar militares que, segundo a acusação, eram reticentes ao golpe e acusou Cid de mentir a seu respeito. Principal atingido com a delação de seu antigo auxiliar de confiança, Bolsonaro também negou todas as acusações. Refutou ter planejado um golpe de Estado, resumiu reuniões com militares a conversas informais, disse que as discussões que teve miravam uma “alternativa constitucional” e afirmou não ter mexido em minuta golpista ou dado ordens para prender autoridades. Para a defesa do ex-presidente, o interrogatório de Cid foi a melhor coisa que aconteceu desde o início do processo.

JOGO DUPLO - Cid fala que a sentença já estaria pronta antes do julgamento e, mais uma vez, defende o ex-presidente das acusações de liderar a conspirata
JOGO DUPLO – Cid fala que a sentença já estaria pronta antes do julgamento e, mais uma vez, defende o ex-presidente das acusações de liderar a conspirata (./.)

Pelas cláusulas do acordo do ex-ajudante de ordens, se a delação for cancelada, ele volta a responder pelos mesmos crimes dos demais réus. Se condenado, pode pegar até quarenta anos de prisão. Em troca das revelações, o tenente-coronel pediu a concessão de perdão judicial ou uma condenação não superior a dois anos. Como ele já ficou preso preventivamente por cinco meses e está com tornozeleira há mais de dois anos, a pena já estaria devidamente cumprida. Livre da cadeia, Cid poderia seguir a carreira militar, inclusive com direito a promoções. Os benefícios da delação são extensivos ao pai dele, o general Lourena Cid, que está sendo investigado por ajudar Bolsonaro a vender presentes recebidos durante o exercício do mandato, à esposa e à filha. Encerrado o processo, todos ainda teriam direito à segurança da Polícia Federal. Tudo isso agora corre risco. “Como grande parte do conjunto probatório demonstrativo da autoria delitiva decorreu da colaboração premiada, se ela cair, de uma certa maneira isso vai ensejar o enfraquecimento geral do conjunto probatório”, diz Gustavo Sampaio, professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense, falando em tese.

O teor das mensagens no Instagram é parecido com os áudios obtidos e divulgados por VEJA no ano passado, ocasião em que Cid acabou preso e seu acordo de delação por pouco não foi rompido. Na época, justificou que as conversas eram um mero desabafo de quem atravessava uma situação difícil. Essa explicação, se repetida hoje, provavelmente será insuficiente. Além de desrespeitar as regras de confidencialidade, ele dessa vez mentiu ao tribunal, o que é crime. Todos os envolvidos no caso podem pedir o rompimento do acordo de delação e utilizar a transgressão de Mauro Cid para tentar colocar em dúvida boa parte do que foi levantado no processo — hoje são quase 80 terabytes de evidências — ou mesmo usar a descoberta para conseguir uma divergência na Primeira Turma e transferir os embates para o plenário do STF, onde, acreditam, o caso pode tomar outro rumo. A PF e a PGR também podem requisitar a rescisão da delação. A decisão caberá a Alexandre de Moraes. Seja qual for ela, vale lembrar mais uma vez: a acusação elencou muitas provas, não se fiando apenas nas palavras do tenente-coronel. Em tempo: o perfil @gabrielar702 foi retirado do ar logo depois do interrogatório do ex-ajudante de ordens.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

BOA NOTÍCIA: Bolsonaro apresenta melhora após crise de soluços, diz boletim

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora após enfrentar uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (24). De acordo com a equipe médica, ele não teve novos episódios nos últimos dias após ajuste na medicação.

Ainda conforme o boletim, Bolsonaro permanece estável e também apresenta evolução na recuperação dos movimentos do ombro direito, sem sentir dores na região.

Os médicos informaram, porém, que o ex-presidente ainda apresenta instabilidade no equilíbrio devido aos efeitos colaterais dos medicamentos. Por isso, segue com cuidados para reduzir o risco de quedas.

A recomendação médica inclui dieta rigorosa, com baixo teor de acidez e pouco sódio, além da manutenção de atividades físicas regulares e do uso contínuo dos medicamentos já prescritos.

Domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, após um período de internação por broncopneumonia.

No último dia 17, o ministro Alexandre de Moraes manteve a medida, mesmo após concluir que o ex-presidente descumpriu as regras do benefício ao divulgar uma carta com conteúdo político por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após corte de R$ 1,45 bilhão, FAB alerta que pode faltar combustível para voos até o fim do ano

Foto: Divulgação/Embraer

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou ao Ministério da Defesa que o bloqueio de R$ 1,45 bilhão no Orçamento compromete sua capacidade de operação e que os recursos disponíveis “não garantem a operação das aeronaves até o fim de 2026”. O documento foi obtido pelo portal Metrópoles.

Segundo a Aeronáutica, a restrição de verbas atingiu áreas consideradas essenciais, como combustível de aviação, manutenção, suprimento de material aeronáutico e projetos estratégicos.

A FAB afirmou ainda que o orçamento atual não permite o treinamento completo de todas as equipes operacionais.

Diante da limitação de recursos, a Força informou que passou a priorizar missões de defesa aérea, busca e resgate, instrução aérea e transporte de órgãos.

Caso os valores bloqueados sejam liberados, a prioridade será recompor os recursos destinados aos combustíveis, à manutenção da frota, à infraestrutura militar e aos projetos Gripen.

Bloqueios milionários

Os bloqueios somam R$ 1,015 bilhão em recursos do Novo PAC e outros R$ 435,7 milhões em despesas discricionárias.

Entre os programas afetados estão o Projeto FX-2, responsável pela compra dos caças Gripen, que teve R$ 800 milhões bloqueados, e o KC-390, com bloqueio de R$ 215,8 milhões.

O Metrópoles também informou que a FAB considera insuficiente o lote de 36 caças Gripen contratado pelo Brasil.

Segundo a Aeronáutica, seriam necessárias 66 aeronaves para atender às demandas da Defesa Nacional. Até agora, dez caças foram entregues, enquanto os demais têm previsão de incorporação até 2032.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

NADA DE VERMELHO: Milei será recebido em convenção nacional do PL com tapete azul

Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, será recebido neste sábado (25) na convenção nacional do PL sobre um tapete azul, segundo informações do Diário do Poder. O detalhe chama atenção por deixar de lado a tradicional cor vermelha durante a cerimônia.

O evento vai oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e reunirá lideranças do partido em um dos principais atos políticos da legenda.

A escolha do tapete azul ocorre em meio ao simbolismo que costuma marcar grandes eventos políticos e foi destacada nos preparativos da convenção.

Milei é aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro e participa do evento como um dos convidados de maior destaque.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

[VÍDEO] Motorista com sinais de embriaguez invade praça, atropela adolescente e acaba preso em flagrante na Grande Natal

Imagens: Reprodução/Braga Notícias

Um adolescente de 15 anos foi atropelado após um carro invadir a área de passeio no centro de São José de Mipibu, na Grande Natal. O caso aconteceu na noite deste sábado (24) e foi registrado em vídeo, segundo informações divulgadas pelo perfil Braga Notícias.

De acordo com testemunhas, o motorista, suspeito de dirigir sob efeito de álcool, perdeu o controle do veículo enquanto trafegava em velocidade acima da permitida. O carro saiu da pista, invadiu a praça e atingiu o adolescente, que caminhava pelo local.

Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito isolaram a área até a chegada de equipes da Polícia Militar, da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE/CPTRAN) e de duas unidades do Samu, que prestaram atendimento à vítima.

Conforme o perfil, o adolescente é filho de Rafael Diniz, morador conhecido em São José de Mipibu. Até a publicação desta matéria, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde do jovem. O motorista foi preso em flagrante.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Lula diz que quer Forças Armadas preparadas para “ninguém meter o nariz” no Brasil

Imagens: Reprodução/Jovem Pan News

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que pretende ampliar os investimentos nas Forças Armadas para fortalecer a capacidade militar e tecnológica do Brasil. A declaração foi feita durante visita à empresa Avibras Aeroespacial, em Jacareí (SP).

Ao defender os investimentos, Lula disse que quer o país preparado para proteger sua soberania.

“Com armamento e conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz. Mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, afirmou.

Segundo o presidente, o objetivo é garantir que o Brasil tenha condições de defender seus interesses e manter sua autonomia, sem abrir mão do discurso de paz.

A declaração ocorre na mesma semana em que os Estados Unidos ampliaram as tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa para até 37,5%.

Lula, no entanto, não vinculou diretamente sua fala à medida adotada pelo governo norte-americano.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

DESESPERADOR: Pacientes transplantados enfrentam falta de remédio contra rejeição de órgãos há 6 meses na Unicat

Foto: Reprodução

Pacientes transplantados e pessoas com doenças autoimunes no RN enfrentam uma situação dramática: a falta do medicamento ciclosporina na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) já dura cerca de seis meses.

O imunossupressor é essencial para evitar a rejeição de órgãos e medula óssea.

Uma das afetadas é Rogéria da Silva, moradora de São Bento do Trairi, que passou por transplante de medula e depende da medicação contínua, conforme informações do G1 RN.

Segundo ela, a resposta na unidade é sempre negativa, forçando os pacientes a buscarem alternativas para não interromperem o tratamento diário.

Especialistas alertam que a ausência do remédio traz risco real e imediato de rejeição grave.

A cardiologista Lorena Marques revelou que hospitais vêm utilizando doações e estoques próprios para conter o avanço de quadros críticos em pacientes que chegaram com sinais de rejeição.

Em resposta, a direção da Unicat admitiu o desabastecimento, informando que realizou a compra e aguarda a entrega pelo fornecedor. O órgão estadual, no entanto, não deu qualquer prazo para a regularização do estoque aos pacientes cadastrados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Inmet amplia alerta de chuva para 100 cidades do RN neste sábado (25)

Foto: Reprodução

O final de semana promete ser de atenção dobrada para a maioria das regiões do RN. O Inmet renovou o aviso meteorológico e estendeu a área de risco de 61 para 100 municípios potiguares até o fim deste sábado (25).

O alerta amarelo indica chuvas de até 50 mm por dia, além de ventos intensos e baixo risco de alagamentos.

Foto: Reprodução/Inmet

A situação pede cuidados redobrados na capital Natal, que já acumula um volume impressionante de 408 mm de chuva somente no mês de julho.

A Defesa Civil orienta que a população evite enfrentar o mau tempo e observe qualquer alteração ou risco de deslizamento em encostas.

Em caso de emergência ou alagamentos, os moradores devem acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199 ou os Bombeiros pelo 193.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Justiça ordena que Vorcaro pague dívida em honorários advocatícios à esposa de Moraes

Fotos: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e Antonio Augusto/Secom/TSE

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado pela Justiça de São Paulo a pagar honorários advocatícios a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma causa perdida em 2024. O banqueiro tem o prazo de 15 dias para realizar o pagamento no valor de R$ 5.600, sujeito a multa e outras penalizações.

A dívida é decorrente de uma derrota nos tribunais sobre uma queixa-crime por calúnia e difamação de Vorcaro contra o fundador da gestora Esh Capital, Vladimir Timerman. Após derrota em todas as instâncias, o banqueiro foi condenado a pagar honorários a todos os advogados que defenderam o empresário.

De acordo com os documentos, Timerman teria enviado ao Ministério Público Federal (MPF) denúncias sobre fraudes e crimes contra o sistema financeiro realizados pelo Banco Master. As denúncias acabaram se comprovando após a realização da Operação Compliance Zero.

A ação da Polícia Federal que culminou na prisão de Daniel Vorcaro e outros envolvidos ainda está em andamento. Até o momento, foram detidos: Henrique Vorcaro, pai de Daniel; Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB; Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro; Luiz Phillipi Mourão, o Sicário (morto na prisão); Daniel Monteiro, operador jurídico; Marilson Roseno, policial federal; além de outros intermediários.

Os agentes seguem apurando e verificando centenas de gigabytes em arquivos nos dispositivos de Daniel Vorcaro, além de outros documentos apreendidos em endereços ligados ao banqueiro. A quebra dos bancos Master e WillBank causou um rombo estimado de quase R$ 50 bilhões, superando o fechamento de outras instituições, como o Banco Nacional e o Bamerindus.

Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Subsídio de R$ 0,44 da gasolina deve custar até R$ 1,3 bilhão por mês

Foto: Divulgação

A prorrogação da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina deve custar até R$ 1,3 bilhão por mês aos cofres públicos, segundo estimativas do governo divulgadas nesta sexta-feira (24/7). A medida foi adotada para segurar o preço do combustível nas bombas, diante da alta internacional do petróleo e deve continuar por mais 30 dias, a partir do dia 26 de julho.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a decisão de estender a validade da medida ocorre em um contexto de preocupação com a inflação e com o impacto dos combustíveis sobre o custo de vida.

No caso do diesel, a subvenção de R$ 1,12 por litro terá custo entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões por mês, segundo ele.

O ministro reforçou o impacto do cenário de incertezas, devido a crise no Oriente Médio, e destacou que as medidas serão reavaliadas para que, no menor prazo possível, sejam extintas. De acordo com Moretti, não é intenção do governo prolongar os subsídios mais que o necessário.

O ministro destacou também que, mesmo com a alta do preço do petróleo no mercado internacional – que já passou dos US$ 100 o barril -, o governo não pretende retomar o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. A medida entrou em vigor em maio e foi finalizada no mês passado.

De acordo com ele, o governo avaliou que os preços internos estão equilibrados e que não existe a necessidade de seguir com o subsídio, mesmo que o preço do petróleo tenha apresentado nova disparada.

“Considerando nossa estratégia de suavização, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, que já nos demanda forte esforço fiscal, mas não a retomada do subsídio de R$ 0,35, até o momento”, disse o ministro, durante divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Bimestral.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

DANOU-SE: Avalanche promete distribuir iPhones se for eleito presidente do Brasil

Foto: Getty

O pré-candidato do PRTB à Presidência da República, Leonardo Avalanche, tem como promessa de campanha entregar um iPhone e um ano de internet gratuita a brasileiros que concluírem um curso de empreendedorismo oferecido pelo eventual governo.

Segundo a proposta, o benefício também seria destinado a pessoas inscritas no Bolsa Família. A campanha afirma que o aparelho serviria como ferramenta de capacitação, inclusão digital e acesso ao mercado de trabalho.

Avalanche será oficializado candidato ao Palácio do Planalto durante a convenção nacional do PRTB, marcada para 29 de julho. Presidente da legenda, ele também conduz a mudança do nome do partido para “Brasileiro”.

O plano de governo ainda prevê a criação de um imposto único de 3,5% sobre transações, em substituição a tributos federais, estaduais e municipais.

De acordo com a pré-campanha, a medida reduziria o preço final de alimentos, veículos e imóveis. O grupo ainda não apresentou estimativas de impacto fiscal nem detalhou como ocorreria a divisão da arrecadação entre União, estados e municípios.

Outra proposta é facilitar o financiamento de veículos para motoristas de aplicativo, com o objetivo de permitir que os profissionais comprem o próprio carro e deixem de depender de aluguéis diários.

Avalanche também pretende negociar com empresas, como a Uber, uma redução das taxas cobradas sobre cada corrida.

Caso não haja acordo com as plataformas, o pré-candidato promete criar um aplicativo público de transporte, com cobrança de 3,5% sobre o valor das viagens.

Metrópoles

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *