O Estado de S. Paulo
Na quinta-feira a Executiva Nacional do PT se reuniu em São Paulo para, entre outras coisas, avaliar os estragos causados ao partido pelas Operações Lava Jato e Acrônimo. Na reunião, o PT tomou duas decisões importantes.
A primeira, tornada pública, foi aprovar uma resolução política na qual sai em defesa das empreiteiras suspeitas de desviar recursos da Petrobrás. A segunda, até agora mantida em sigilo, foi convidar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a dar explicações ao partido sobre as últimas ações da Polícia Federal, subordinada a ele.
O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o objetivo é simplesmente ouvir o ministro. No entanto, conforme integrantes da cúpula petista, a ideia é enquadrar Cardozo. Militante do PT há mais de 30 anos, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, o ministro é responsabilizado por setores do partido pela manutenção da prisão temporária do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, detido desde 15 de abril, e pelas buscas no escritório político do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e na agência Pepper, que presta serviços à sigla.
PIMENTEL:
O governador petista de Minas Gerais, Fernando Pimentel, formalizará nesta segunda-feira junto ao ministro José Eduardo Cardozo, seu companheiro de PT, um pedido de abertura de investigação contra a Polícia Federal. Acusa o órgão de “politizar” uma investigação. Pede a identificação do responsável pelo vazamento de relatório em que a PF o apresenta como suspeito de chefiar uma “organização criminosa”. O documento estava protegido pelo “segredo de Justiça”.
Ao lado de sua mulher, Carolina Oliveira, Pimentel é protagonista de uma operação que a PF batizou de Acrônimo. Contratou para defendê-lo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Além de se dirigir a Cardozo, o defensor do governador mineiro protocolará uma petição no gabinete do ministro Herman Benjamin, relator do processo aberto contra Pimentel no STJ. Na peça, ele reforçará o pedido para que sejam apurados o vazamento do texto sigiloso e o que chama de “instrumentalização” do inquérito policial.

O PT não quer saber se o ministro está fazendo o trabalho dele.
Reclama porque a Polícia Federal está fazendo o seu trabalho constitucional com primazia.
Depois o partido da enganação vai dizer em rede nacional de TV que manda investigar tudo.