
O diretório do PT em São Paulo promoveu na manhã deste sábado (3) um ato popular para inaugurar o viaduto Dona Marisa Letícia, que liga a Estrada do M’Boi Mirim à avenida Luiz Gushiken, na zona sul de São Paulo. Há inauguração oficial no início de janeiro foi cancelada pelo prefeito João Doria.
No carro de som, discursaram vereadores, deputados estaduais e lideranças do PT, como Luiz Marinho, Rui Falcão, Eduardo Suplicy e os ex-ministros Alexandre Padilha e Eleonora Menicucci.
A ex-ministra das mulheres na gestão Dilma relembrou a história da mulher de Lula e soltou o grito “Marisa, presente!”, entoado pelos militantes, ativistas sociais e políticos no local. Também houve falas de apoio à candidatura de Lula à Presidência e contra a decisão do judiciário de confirmar a condenação do ex-presidente no caso do tríplex em Guarujá.
O vereador Suplicy também falou do companheirismo de Marisa e do apoio dado por ela aos metalúrgicos presos durante as greves em São Bernardo, no ABC. Já o presidente estadual do PT, Luiz Marinho afirmou que foi a ex-primeira-dama que costurou a primeira bandeira do partido.
Militantes e moradores de bairros da região se concentraram num canteiro ao lado da obra. Segundo a organização do evento, cerca de 500 pessoas participaram do ato. A dona de casa Tereza Oliveira, 57, moradora do jardim Horizonte Azul saiu de casa às 8h e pegou dois ônibus para chegar ao local. Ela disse que Marisa merecia a homenagem. “Achei perfeito. Ela uma mulher lutadora, decente e que sempre honrou os direitos dela”.
Marisa morreu há um ano, aos 66 anos, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ex-ministro Alexandre Padilha fez um discurso duro e afirmou “a dona Marisa Letícia não morreu: ela foi assassinada pela intolerância que toma conta desse país”.
Padilha atribuiu à piora do quadro clínico da ex-primeira-dama ao que chamou de “perseguição” a Lula e aos filhos do casal e declarou “deixem em paz essa família”. O ex-ministro da saúde também criticou a postura dos médicos de Marisa, que divulgaram informações sigilosas sobre a paciente na época.
PLACA
Sob gritos de “olê, olê, olá, Lula… Lula” e “Marisa, presente”, petistas descerraram uma placa feita pela própria militância do partido para substituir a oficial, vandalizada no início de janeiro e retirada para reforma pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Segundo o diretório do PT, não há informação sobre quando a placa original será instalada novamente.
O prefeito João Doria foi criticado de forma unânime pelos presentes por ter se recusado a inaugurar a obra. “Se fosse um prefeito democrático e não um agente do ódio instalado nesse país, ele viria aqui pessoalmente para a inauguração. Deixo aqui meu repúdio e protesto contra a postura arrogante, preconceituosa e, acima de tudo, odiosa”, afirmou o presidente estadual do PT, Luiz Marinho.
O projeto que deu o nome de Marisa à obra foi sancionado pelo prefeito interino Milton Leite (DEM) na última semana do ano, quando Doria e o vice-prefeito Bruno Covas estavam em viagem. Vereadores presentes no ato falaram que além da mulher de Lula, Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também foi homenageada pelo legislativo.
De autoria do vereador Reis (PT), o projeto inicialmente previa a adoção do nome para o prolongamento da Avenida Chucri Zaindan até a rua Laguna, mas não houve acordo com as bancadas de outros partidos. O local foi nomeado de Cecília Lottenberg.
A poucos metros do ato, o pintor Carlos Damasceno, 60, o morador antigo do jardim Figueira Grande, também disse achou a homenagem “bacana”, que há apoio na região, mas que alguns queriam que o viaduto fosse nomeado com alguma referência ao bairro, como a estrada M’Boi Mirim. “Colocaram o nome dela e arrancaram a placa”, conta. O pintor chamou a atitude de Doria de “palhaçada”.
Chaveiro no jardim São Luiz, Arcanjo Pereira Neto, 73, acompanhava dentro do comércio o ato de inauguração. “Eu achei uma coisa muito errada, porque tem muitos moradores antigos que mereciam ter o nome no viaduto e colocaram o nome de uma pessoa que nunca foi nada, só mulher do Lula”. O morador concordou com a atitude de Doria.
Além do ato desta manhã, uma missa em memória de Marisa Letícia será celebrada às 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Encerrado o período de luto, Lula e os filhos decidiram doar os pertences de Dona Marisa.
Folhapress
Esse viaduto fica ao lado da Marginal Luiz Inácio Lula da Silva né?
kkk muito boa. Com certeza deve ficar ao lado.
Viaduto fica na Marginal Lula da Silva
Podia se chamar viaduto a JATO
Como tem hipocrisia, baderna e autoritarismo nesse tal de PT. Imaginei, em determinada época, que seria um excelente partido para filiação, mas graças a Deus não o busquei – como a nenhum outro – pra me filiar. Fico a pensar se vivemos na chamada Democracia, qual a necessidade impositiva de se filiar a partido para o cidadão se candidatar? Afinal, aqui no nosso Brasil, se vota no(a) candidato(a) ou em um partido?
Parece torcedores de um time de futebol. Esse pessoal não pensam no Brasil podes crê.
Falou e disse: Chaveiro no jardim São Luiz, Arcanjo Pereira Neto, 73, acompanhava dentro do comércio o ato de inauguração. “Eu achei uma coisa muito errada, porque tem muitos moradores antigos que mereciam ter o nome no viaduto e colocaram o nome de uma pessoa que nunca foi nada, só mulher do Lula”. O morador concordou com a atitude de Doria.
Acesse a Postagem Original: http://blogdobg.com.br/#ixzz565XOoHUB
O que foi mesmo que ela fez a ponto de merecer ter o seu nome numa obra, na maior cidade do país, conhecida como a capital do trabalho?? SÓ mesmo coisa da malandragem petista. Pobre Brasil aturar gente deste porte. Affff