
Está na Tribuna do Norte de hoje, comento em baixo da notícia:
O Sindicato das Empresas de Comunicação do Rio Grande do Norte promoveu ontem uma reunião para discutir as ações judiciais impetradas pelo Ministério Público que tentam suspender os contratos de publicidade do Governo estadual. Na reunião, os integrantes do Sindicato avaliaram que as petições do MP estão em contradição com a legalidade e a legitimidade da propaganda institucional e afrontam o papel dos veículos de comunicação que garantem a publicização e contribuem para a transparência dos atos praticados pelo Poder Público.
“As questões abordadas pelo Ministério Público nas ações, como saúde e segurança, são legítimas, mas retirar a verba de publicidade não é a solução para o problema”, destacou o superintendente da InterTV Cabugi, Dirceu Simabucuru. Ele destacou o importante papel desempenhado pela propaganda institucional, inclusive para questões de saúde, como as campanhas educativas de combate à dengue e os alertas para o trânsito e as ações preventivas.
“A publicidade contribui para o exercício da cidadania. É através dos veículos de comunicação que as pessoas ficam sabendo do que está ocorrendo. Acabar com a publicidade pública prejudica de forma significativa a cadeia produtiva de comunicação no Estado”, disse o representante da InterTV Cabugi.
“É um equívoco o que está acontecendo. O orçamento do Governo é de R$ 12 bilhões, a publicidade tem um orçamento de R$ 25 milhões. O auxílio paletó (recebido pelo Ministério Público) é mais do que duas vezes essa verba de propaganda. Não são soluções paliativas que resolverão os problemas do Estado”, destacou Cassiano Arruda, diretor do Novo Jornal. Ele chamou atenção ainda que a verba de publicidade (R$ 25 milhões) representa apenas 0,19% de todo orçamento do Estado para 2014. “O problema não é uma questão de Governo, mas de Estado. A discussão que se faz agora é se a atividade de propaganda é legal ou não é legal. O Rio Grande do Norte é o único Estado do Brasil onde se discute isso”, analisou Cassiano Arruda, ressaltando que em nenhum outro Estado há movimento do Ministério Público para acabar com a verba de publicidade governamental.
Diretor da TV Tropical, o jornalista Jânio Vidal analisou que há questões muito mais relevantes a serem tratadas pelo Ministério Público do que ficar questionando a verba de publicidade do Governo do Estado. “Esse contrato (de publicidade) é legal, ético e moral. As peças do Ministério Público não representam o pensamento legal”, disse Jânio Vidal, lembrando que o assunto já foi levado ao Tribunal de Justiça quando um magistrado de Currais Novos tentou suspender a aplicação da verba de propaganda do Governo. “Naquela ocasião, o desembargador Cláudio Santos, por duas vezes, derrubou a decisão (do juiz de primeira instância, que era favorável a suspensão da verba de publicidade)”, completou.
Na reunião do Sindicato das Empresas de Comunicação do Rio Grande do Norte estavam presentes representantes das rádios Mix, Jovem Pan, 95FM, 104 FM, 96 FM, 98 FM, Rádio Globo Natal, dos jornais TRIBUNA DO NORTE e Novo Jornal, e das emissoras de televisão InterTV Cabugi, TV Tropical, TV Ponta Negra, Band Natal e SimTV.
Do BLOG:
O Ministério Público mais uma vez “atira com a pólvora alheia”, cortar na própria carne que é bom o MP não faz.
Esse blog pode falar com propriedade porque nesses quase três anos nunca recebeu publicidade intistucional que seja de qualquer órgão público.
Se o governo não anda bem na saúde, educação ou segurança, a culpa não é da verba de publicidade, mas da administração. Se procurarmos no Google vamos ver que o só o MP do RN está com esse tipo de ação, o governo federal tem gasto bilhões, bilhões em publicidade de toda ordem e não se ver nenhuma atitude do MP para coibir esse desmantelo, agora o MP do RN está dizimando a atividade da propaganda no RN. Essa é a pura verdade. DIZIMANDO…
Não custa lembrar que esse governo está sem anunciar há quase um ano por impedimentos provocados pelo MP e pela justiça, é justo com uma atividade tão importante mais um ano, ou talvez até mais?
Como fica a população nas campanhas educativas, de prevenção e sociais? Campanhas que dão resultados comprovadamente como na saúde, educação, segurança, transito, mobilidade? Como fica?
A crise no mercado é tão grande, que mais de 100 profissionais já foram demitidos das agencias e veículos, empresas estão a porta de fechar, existe um exercito de publicitários na rua sem trabalho e se continuar dessa forma vai ser a “pá de cal”.
Acho que precisa ter sensibilidade, não é justo uma única atividade pagar um preço tão caro, e principalmente, sem ter culpa por má administração ou por má vontade ou até por perseguição.
O MP devia abrir mão do auxilio paleto que passa dos 200 milhões kkkkkkkkkkkkk todo mundo defende o SEU, educação, saúde, policia, pergunto pq o o Mercado publicitário do RN que ta falido tb nao pode se defender, pimenta no c. dos outros eh refresco.
Parabéns ao MP do RN por ter percebido que entre os interesses coletivos/públiocos, a Educação, a Saúde a Educação e o consequente pagamento das remunerações dos diversos trabalhadores do Estado: Efetivos, Contratados, Terceirizados, estagiários, etc.; e a Propaganda Oficial de um Governo que só faz mentir, enganar e descumprir promessas e compromissos, além de provocar desastres após desastres, inclusive atingindo outros poderes com mentiras sobre Orçamento e Limites Fiscais.
Quando estamos diante de escolhas, temos que priorizar o essencial. Publicidade é um luxo, excetuando-se apenas as necessárias para informação e proteção da população. Um Estadista sabe disso e para de ficar chorando o leite derramado. No mais as empresas não podem viver em função apenas dos contratos com o Estado, pois essa não é uma atividade fim da administração pública. Antes, agora podemos entender as relações imbióticas do poder do governante controlando empresas de comunicação de massas por meio de contratos polpudos…
Pra continuar mamando nas tetas gordas do estado todo mundo chora, mas não pode ir a um debate que defende a livre iniciativa e culpa o Estado por ser intervencionista demais.
Causa espanto que membros qualificados, líderes de empresas privadas, que defendem a concorrência do mercado, fiquem lambendo feridas ao assumir a dependência do Poder Público. Se não há investimento do Governo procurem nas demais empresas.
De tempos em tempos aparece notícia que agências do RN ganharam prêmios nacionais de publicidade, contas em outros estados, etc. Para onde lançam essas conquistas?
As tetas públicas, ou sua falta, desmascaram os arautos liberais. Mostram de forma nua e crua suas incapacidades. Se as Agências são daqueles que só tem um cliente, é melhor procurar um Highlander para vender, porque, fora ele, todos morrem um dia.
De há muito a publicidade tornou-se a prima-dona de qualquer acontecimento, até para casos de traições. Quando corre o boato de que alguém está sendo traído, vem sempre a expressão "isso é propaganda enganosa". É ela, a propaganda , uma atividade legal e de direito do cidadão à informação; a primeira a ser sacada, como se fosse um cartão crédito que se usa ao bel prazer. Ao enfraquecer a publicidade, o MP fragiliza os veículos de comunicação. É bom lembrar que, indiretamente, o Ministério Público é um dos maiores beneficiários de toda e qualquer verba de publicidade, pois, é através dela, a verba, que as empresas de comunicação se mantêm na ativa e podem, também, dar visibilidades às ações do Ministério, dando ciência de suas atividades e entrevistando seus representantes. Se corta a verba, corta o verbo, que é a palavra que deveria chegar ao cidadão. Foi graças à grita e pressão dos meios de comunicação, que a PEC 37 não foi aprovada. Em sendo aprovada, o Ministério Público perderia seu poder de investigação. Está na hora de o MP rever seus conceitos.
O problema com a verba da publicidade todos sabem mais não falam. É uma verba que nao tem como fiscalizar, vc nao tem como medir, diferente da compra de veiculos,computadores, uma reforma, se
Comprou, tem que esta la, tem que tombar, diferente da verba de publicidade, quem vai contar propagandas, panfletos, outdoors, enfim fica muito mais facil pra desviar. Acredito que publicidade tem que existir, mais tem que criar uma maneira de controlar isso.
Isso não é verdade Jonas. Qualquer Governo nessa País só paga publicada com a fatura comprovada de veiculação, seja na TV, radio, impresso e até na blogsfera.
Não é verdade Jonas, toda publicidade governamental nesse País só é paga com a fatura comprovando a veiculação, seja na TV, Rádio, Impressos ou Net.
Propaganda que nada. São verbas públicas destinadas a manter, em boa parte, muitos veículos de comunicação falidos. Para se ter uma ideia, só no âmbito da União, é destinado mais de um bilhão por ano para muitas emissoras de TV. Dinheiro esse que daria para ser investido em outros sociais setores prioritários e mais urgentes das políticas públicas: educação, saúde, segurança etc. Sem falar que tal verba serve, em muitos casos, para que não se fale mal dos governantes. E se falar mal, que seja de forma amena. Afinal, verba públicas para manter emissoras, boa parte dessas, em crise financeira.
Greve na saúde: a população sofre; Greve na educação: a população sofre; Greve na segurança: a população sofre, Greve nos setor de transporte: a população sofre.
Como seria a greve dos Publicitários?
Campanhas de saude, a exemplo da dengue, era pra ser contrapartida das concessoes…
Acredito que as pessoas concordam com o MP, transparência não é conseguida com essas campanhas de "musiquinhas, gente trabalhANDO, melhorANDO, mudANDO, ando, ando, ando…". A verba com publicidade deve ser a menor possível, deve ser TRANSPARENTE e ser direcionada realmente a campanhas educativas.