Por Rubens Lemos Filho
A foto publicada pelo Portal Uol se sobrepõe à tinta forte de qualquer escrita.
É o sujeito que confessou ter acendido o rojão que atingiu e matou o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade.
Segundo o próprio advogado, recrutado por 150 reais a soldo de políticos para tumultuar manifestações.
Com oito badernas remuneradas por mês – previsão pessimista -, o rapaz terá ganho R$ 1.200,00.
São R$ 476,00 a mais que um salário mínimo pago a um trabalhador honrado.
Quem são os políticos financianciadores?
O olhar é de um cinismo cândido entre os três policiais.
Desaparece a valentia covarde.
O advogado ainda veio com o discurso de que se trata de um miserável.
Como se todo miserável fosse bandido.
E como se todo bandido, necessariamente, fosse miserável.
PS. Pense sempre se fosse o contrário, como queriam tantos. Reflita.
Se fosse um policial, estaria execrado, humilhado e banido.
O país já teria parado de tantas passeatas.


Quer dizer então que os políticos estão pagando pessoas pra fazerem badernas pra que o povo que protesta pacificamente ficar com medo de protestar ??!!
Tem gente que tem Titico na cabeça.
QUEM MATOU O CINEGRAFISTA FOI A IMPRENSA DOMINANTE NA EUFORIA DE DENEGRIR O GOVERNO FEDERAL. MANDOU OS SEUS PROFISSIONAIS COBRIREM A BADERNA E FICAM DIZENDO QUE É TUDO PACÍFICO COMO NO MEIO DO ANO PASSADO. AGORA FICAM PROCURANDO CULPADOS, QUANDO SÃO ELES MESMOS OS ASSASSINOS DOS QUE SÃO USADOS DE FORMA DIRETA E INDIRETA PELOS QUE SE ACHAM DONOS DO NOSSO BRASIL
A propósito, meu estimado editor, veja como não se faz mais bom jornalismo como antigamente. A imprensa local só fala de política (escrevem para eles mesmos, plantam mais do que plantador de soja), só fala de política, comes-e-bebes e as mazelas de praxe. Picuinhas. Ninguém se dispôs a investigar e contabilizar os prejuízos de shoppings, lojas e os da Câmara Municipal. Afinal, o dinheiro da Câmara sai do nosso bolso. Não tenho conhecimento de que algum veículo tenha se empenhado para mostrar o volume do prejuízo causado pelos baderneiros. Claro, o povo esquece. Basta a manchete do dia. E vamos papear porque o cafezinho é uma delícia.
Taí: só, acovardado e o olhar perdido num futuro que não existe mais. Ainda está no lucro, pois o rapaz é que perdeu a vida. Não vou me estender, meu nobre editor. Não vou chover mais do mesmo. Mas, e aqui? Será que será? Também? Acho que tem um novelo aí para as autoridades locais tentarem desenlinhar. Nunca se sabe.