O TCU (Tribunal de Contas da União) identificou quase 11 mil candidatos que declararam à Justiça Eleitoral serem donos de patrimônio superior a R$ 300 mil e que receberam o auxílio emergencial.
Deste total, de acordo com o levantamento da cortes de contas, 1.320 candidatos têm bens que somam mais de R$ 1 milhão.
O auxílio de R$ 600 mensais foi criado pelo governo federal como política de enfrentamento da crise financeira decorrente da pandemia do coronavírus.
As informações foram apresentadas nesta quarta-feira (28) durante sessão de julgamento do TCU pelo relator da matéria, ministro Bruno Dantas. A análise foi feita a partir de uma representação do Ministério Público de Contas.
“É de causar perplexidade imaginar que uma pessoa que tenha patrimônio dessa monta e, mesmo assim, se disponha a solicitar o recebimento de auxílio emergencial possa vir a ser eleito e gerir a coisa pública e a vida da comunidade”, disse Dantas.
Como proposta de encaminhamento, aprovada pelo plenário, o ministro recomendou ao Ministério da Cidadania que revise os benefícios e indique providências e controles internos a serem adotados sobre as irregularidades identificadas.
O assunto será levado pelo TCU também ao conhecimento do MPF (Ministério Público Federal) e da PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral), para análise e eventual adoção de medidas nas searas criminal, administrativa e eleitoral.
Os R$ 300 mil foram usados como parâmetro pelos auditores do TCU porque a medida provisória com regras para o pagamento do auxílio fixou como um dos requisitos ter até R$ 300 mil em bens declarados em 31 de dezembro de 2019.
A pesquisa revelou 5.873 candidatos têm patrimônio de R$ 300 mil a R$ 500 mil; 2.525 candidatos, de R$ 500 mil a 750 mil; 1;006 candidatos, de R$ 750 mil a R$ 1 milhão; e 1.320 candidatos, superior a R$ 1 milhão.
A auditoria apontou também que 321 candidatos estão inscritos no Bolsa Família e também têm alto patrimônio. Desse total, 59 têm mais de R$ 1 milhão em bens declarados à Justiça Eleitoral.
FOLHAPRESS
Foto: Asscom
É só colocar os nomes no horário eleitoral.
Por aí você tire o nível de honestidade do perfil dos candidatos a política brasileira. Quanto a classificação da distribuição dos recursos através dos meios digitais está correto sim, muito mais desvios ocorreram na época que passava pelas mãos dos Prefeitos, pois além da família do mesmo serem contempladas, ainda tinha os amigos, os compadres, etc. Se o brasileiro não tivesse a índole de oportunista e desonesto, nada disso aconteceria.
Identifica e OBRIGA a DEVOLUÇÃO. Está resolvido. Não pode é fazer vista GROSSA.
O governo fez a sua parte e os desonestos as deles agora é ver uma forma de punir estes "espertos" .
O presidente e sua equipe que escolheu essa forma de distribuição, tirando as prefeituras do acompanhamento da distribuição e classificação social da população. Tinha que dar nisso. Quiz inventar a roda, e a nova saiu quadrada!!!
Isso é um país chibata mesmo. Tem toda a informação na palma da mão e deixa uma brecha dessa. Poderiam ter feitos os cruzamentos q estão fazendo agora, tinha inibido essa turma de receber