Política

QUE SITUAÇÃO: Aécio Neves luta para se eleger deputado federal depois de quase virar presidente do Brasil

Aécio Neves (PSDB-MG), em campanha à Câmara dos Deputados no Vale do Mucuri, em Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) cantarola um hino de Minas Gerais, canção de Almir Sater. “Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais”, entoa meio sem jeito. “Grava não, hein?”

Gravou e publicou em suas redes sociais um vídeo em que o senador fala de uma gama de assuntos como sua fama de “pegador” (“na verdade, fui namorador”) e suas supostas preferências alimentares (“Feijão em cima, né? Não existe feijão embaixo do arroz. Se possível, com um ovo frito, gema mole”).

Entre uma amenidade e outra, toca no assunto que é a verdadeira e única razão de estar ali: sua campanha para deputado federal.

“Me orgulho de poder constatar que, para cada R$ 1 investido nas regiões mais ricas, investimos R$ 2 nas regiões mais pobres, em especial na área da saúde”, afirma o ex-governador de Minas por dois mandatos.

Depois de conquistar 51 milhões de votos na eleição presidencial de 2014, 3,5 milhões a menos que a vencedora, Dilma Rousseff (PT), o tucano está, ainda que disfarce nas redes, aflito e tenso, de acordo com interlocutores. Aécio tem insegurança quanto aos 80 mil votos de que precisa para se eleger.

Para atingir a meta, mira as regiões mais pobres do estado, os vales do Mucuri e do Jequitinhonha, onde o pai, Aécio Cunha, fez carreira.

Aliados intuem que o motivo da inquietação é uma ambição, embora redimensionada, persistente. Quer não só se eleger, mas ser o mais votado de MG, para começar a reescrever sua biografia, como vem dizendo. Não se conforma em sair da vida pública pela porta dos fundos.

Desde que foi delatado por Joesley Batista, denunciado por corrupção e tornado réu no Supremo, o senador se recolheu. Não quis falar à Folha e evita aparecer em público.

Evita e é evitado. Seu antigo afilhado político e sucessor Antonio Anastasia (PSDB) estabeleceu como uma das condições para disputar de novo o governo de Minas que Aécio não fosse candidato à reeleição no Senado. Considerou que, com tamanha rejeição, o levaria à derrota.

O constrangimento é explorado pelos adversários. O governador Fernando Pimentel (PT) levou ao ar uma propaganda em que pessoas associam Anastasia a Aécio como goiabada a queijo.

A resposta, além de ações judiciais movidas por ambos os ex-governadores, veio com o slogan da campanha tucana, “Anastasia é Anastasia”.

Na quarta (12), em Contagem, na Grande BH, ao lado do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), Anastasia foi questionado sobre o antigo aliado. “Aécio é candidato a deputado federal, não a governador ou à Presidência”, respondeu e mudou de assunto. “Que mais?”

Tucanos mineiros mencionam certa insatisfação do grupo de Aécio com a perda de influência. Mas nada se compara à decepção que ele relata ter tido com o deputado federal Domingos Sávio, presidente do PSDB mineiro.

Aliados de longa data, afastaram-se quando Aécio foi dragado pela Lava Jato e se ressentiu da falta de empenho de Sávio em defendê-lo.

O rompimento mesmo veio quando decidiu concorrer à Câmara. Candidato à reeleição, Sávio tem base na região onde fica São João Del Rei, cidade de Tancredo Neves, avô de Aécio.

“Vamos falar de mim, sou candidato também. Você vai querer falar dos meus concorrentes?”, reagiu Sávio ao telefone quando informado do assunto que a Folha queria abordar. “Fica antiético para mim.” O deputado negou rompimento e se despediu.

Apesar do isolamento, Aécio recebeu do diretório nacional do PSDB, presidido por Alckmin, R$ 1 milhão. Outros R$ 15 mil declarados vêm de pessoas físicas como o ex-deputado estadual Silvio Mitre.

Acostumado a frequentar as altas rodas políticas de Brasília e da elite carioca, Aécio se viu obrigado a recorrer a lideranças locais para articular sua campanha. Tem procurado —com insistência, segundo relatos— deputados estaduais e prefeitos pedindo ajuda para conquistar votos.

Ouve, não raro, respostas negativas de políticos dizendo que já se comprometeram com outros candidatos a federal. Aécio pede que, pelo menos, consigam uma parcela minoritária dos votos de suas cidades.

Como argumento, lembra feitos de seu governo à frente do estado. Cita obras e melhorias na região.

A seu pedido, deputados estaduais têm marcado reuniões fechadas com aliados municipais para conquistar apoio. Publicamente, Aécio Neves comparece apenas a atos com simpatizantes.

Como tem sido a marca desta eleição em geral, candidato e povo não se cruzam. “Confesso que estou reenergizado”, afirma, em mensagem nas redes. “Com uma força muito grande para enfrentar os ataques e construir de novo uma nova página bonita”, encerra fazendo sinal positivo com o dedo polegar.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Chega a ser patético lulopetista zoar quem votou no criminoso Aécio. Olha, vamos dar as mãos e fazer as pazes, irmãozinhos?! Sejam inteligentes: ninguém, NINGUÉM, quer ou gosta de ser traído. Deixem de bobagens e votem em pessoas confiáveis, sérias, no dia 7 de outubro! PS.: Poderemos ser novamente traídos, mas essa é a vida!

  2. Esse jaques é extremamente desinformado, o capitão BOLSONARO foi citado pelo ministro Joaquim Barbosa como o único deputado que não aceitou suborno…
    Se liga ptralha!

  3. As viúvas de Aécio que agora são bolsominions só esqueceram que Dilma é honesta, não foi acusada de corrupção diferente do ex ídolo de vocês.

  4. Nao devemos ter ladrao de estimacao. Aecio, Lula, Dilma. Gleise, Renan, etc
    Deveriam ser excluidos da vida publica, porque quando la estavam surrupiaram o erario.

  5. As viúvas aecistas estão magoadas.Tadinhas,arrumem logo os míseros 80 mil fotinhos pro seu ídolo não ir pra cadeia.

  6. sempre admirei o povo mineiro …mas em saber que Dilma já está eleita senadora por minas ,estou desapontado com o povo mineiro pois teremos no senado uma analfabeta política que quando abre a boca só sai m… sem falar no que ela fez ao ser PRESIDENTA está Fedorenta nazista que matou muita gente quando era guerrilheira
    se vcs povo mineiro que tanto admiro tem coragem de colocar esta maldita em primeiro lugar nas pesquisas para senadora …..porque não dar uma chance também ao Aécio que fez tanto por minas é filho de minas e se for provado que realmente ele roubou dos cofres públicos mesmo assim é trombadinha batedor de carteira perto de Dilma e lula

    1. Coxinhas enjoam logo dos bandidos e buscam novos para fazer a dança do acasalamento hahaha

  7. Todos os políticos ladrões deveriam ser excomungado da vida pública, sem exceção, pra servir de exemplo pra os outros. Elegendo-os, serve de inspiração para outros que queiram roubar. Acordem bando de babacas.

    1. Os que recebem auxílio moradia e usam para "comer gente". Os que praticam o nepotismo empregando filhos e mulher. E até os que empregam pessoas para trabalhar como empregada na sua casa sendo pago pelo congresso, não é mesmo?
      Não devemos reeleger políticos, principalmente aqueles que estão há mais de 20 anos na política sem fazer praticamente nada de relevante para o país.
      kkkkkkkkk
      Político Copa do Mundo como Henriquinho, que de quatro em quatro anos aparecer e quer dar uma de Salvador da Pátria.
      kkkkk kkkkk
      E tem gente que acredita nesse Mico?

  8. Comparar o que esse ladrão fez com o mega desvio de 100 bilhões de reais dos miseráveis e desempregados praticado por luladrão, foi o mesmo que roubar frutas no quintal do vizinho, luladrão e seus comparsas, inclusive Aécio e Ciro, conforme confessou o Coroné Ciro em vídeos, dizendo que abafaram CPI, em troca de vantagens econômicas e políticas.
    Pior é saber que é o representante desse mega ladrão de milhões de miseráveis e desempregados ainda se apresenta como candidati a presidente da república. Só num país de patetas e idiotas.

  9. Além disso. A.VERGONHA maior passa o povo Mineiro em ter Dilma como Senadora. Que vergonha alheia.

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Droga apreendida após tiroteio no Aeroporto de Guarulhos valeria R$ 3,6 bilhões na Europa

Foto: reprodução

A carga de 400 quilos de cocaína apreendida durante a operação policial no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na última sexta-feira (31), está avaliada em R$ 3,6 bilhões no mercado europeu, segundo estimativas das autoridades.

A droga foi interceptada após traficantes invadirem a área das pistas por meio de uma obra próxima ao aeroporto, provocando uma troca de tiros com forças de segurança. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido e nenhum voo precisou ser interrompido.

VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Criminosos trocam tiros com policiais federais em área do Aeroporto de Guarulhos

Durante a ação, dois homens foram presos. Um deles afirmou que receberia dinheiro para transportar a carga até o aeroporto. O outro, funcionário terceirizado do terminal, foi detido pela Polícia Federal. As investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa responsável pela tentativa de envio da droga ao exterior.

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Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A cobrança extra está em vigor desde abril e será aplicada pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre devido à redução das chuvas durante o período seco, o que diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o adicional será de aproximadamente R$ 5,66.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia. Atualmente, a bandeira verde não tem cobrança extra, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam valores adicionais conforme as condições de geração elétrica no país.

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ANDREZA MATAIS: André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS

Fotos: Luiz Silveira/STF e Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por Andreza Matais, Metrópoles

Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.

Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.

André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.

Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.

A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.

A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.

A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.

O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.

As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.

O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.

Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.

O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.

O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.

Por Andreza Matais, Metrópoles

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Navio de guerra da Marinha do Brasil terá visitação gratuita no Porto de Natal neste sábado (1º) e no domingo (2)

Fragata da Marinha abre para visitação pública gratuita no Porto de Natal — Foto: Divulgação

A Fragata “Independência” (F44), da Marinha do Brasil, estará aberta à visitação pública neste sábado (1º) e domingo (2), das 14h às 17h, no Terminal Marítimo de Passageiros, no Porto de Natal.

A entrada é gratuita, mas é necessário fazer agendamento prévio devido ao número limitado de vagas, clicando aqui.

A embarcação chega ao Rio Grande do Norte após participar da Operação FLEETEX 250, exercício multinacional realizado nos Estados Unidos com a participação de marinhas de mais de 20 países.

Incorporada à Marinha em 1979, a Fragata “Independência” tem 129,5 metros de comprimento, desloca 3.300 toneladas e é equipada com mísseis Exocet e Aspide, além de canhões de 4,5 e 40 milímetros.

Serviço

  • Data: 1º e 2 de agosto
  • Horário: 14h às 17h
  • Local: Terminal Marítimo de Passageiros, Porto de Natal
  • Entrada: Gratuita, mediante agendamento prévio (FAÇA AQUI)

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Multidão em Grossos reforça apoio da prefeita Cinthia para Zenaide, autora de quase R$ 2 milhões em investimentos no município

Uma verdadeira multidão participou, na noite desta sexta-feira, de um encontro político promovido pela prefeita Cinthia Sonale, em Grossos, que reafirmou apoio à candidatura da senadora Dra. Zenaide Maia à reeleição para o Senado. O ato reuniu lideranças e apoiadores e reforçou a parceria construída entre o mandato da senadora e o município.

“Esse encontro renova a nossa esperança e fortalece a certeza de que vale a pena continuar trabalhando por uma cidade cada vez melhor”, afirmou a prefeita. Ao longo do mandato, Zenaide já destinou mais de R$ 1,7 milhão para Grossos, com investimentos em saúde, aquisição de veículos e obras de infraestrutura.

Ao agradecer a recepção, a senadora destacou a importância da união em favor dos municípios. “Seguimos juntos, com trabalho, diálogo e compromisso, construindo um futuro cada vez melhor para Grossos e para todo o Rio Grande do Norte”, disse Zenaide.

O encontro também contou com a presença do candidato a governador Allyson Bezerra, do deputado federal Benes Leocádio e do deputado estadual Ivanilson Oliveira.

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Careca do INSS visitou cinco vezes à pasta de assessor de Lula

 

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, informou ter visitado cinco vezes a secretaria-executiva do Ministério da Saúde, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger – atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula (PT).

A Polícia Federal (PF) suspeita que as negociações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenham sido intermediadas por uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Berger é figura histórica do PT, tem ótima relação com o Lula e também com o filho, agora investigado pela PF por corrupção e tráfico de influência. Lulinha teria atuado em conjunto com a amiga e empresária Roberta Luchsinger para ampliar os negócios de cannabis medicinal do Careca do INSS. O inquérito foi aberto após autorização do ministro do STF André Mendonça.

As visitas do Careca do INSS aconteceram entre 2024 e 2025, enquanto Berger estava na Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Foi o próprio lobista quem informou na portaria do prédio qual seria o seu destino na pasta. Somente um encontro, contudo, foi registrado na agenda oficial de Berger. Ele admitiu à coluna que o tema tratado na reunião foi justamente negócios relacionados a cannabis medicinal.

Em meio às visitas, o Careca do INSS recebeu uma mensagem, na qual encaminhou a um interlocutor. “Berger já está com aquela orientação em mãos”, diz o texto repassado pelo lobista, em 6 de novembro de 2024, segundo material obtido pela coluna que está em posse da Polícia Federal.

Esse diálogo aconteceu entre duas visitas do lobista ao então número dois do Ministério da Saúde. Documentos mostram que, naquele ano de 2024, ele deu entrada três vezes no prédio da pasta: nos dias 6 de março, 13 de agosto e 20 de dezembro. Naquele ano, ele se apresentou três vezes como diretor de uma empresa de telemedicina. Em uma dessas idas, estava acompanhado da lobista Roberta Luchsinger – amiga de Lulinha.

Metrópoles 

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Mais três fugitivos de Alcaçuz foram detidos pela polícia

Tiago Silva foi um dos três recapturados pelas forças policiais entre a madrugada de sexta (31) e sábado (1°). Foto: Divulgação Seap

As forças de segurança mobilizadas na operação de buscas pelos foragidos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga recapturaram, entre a noite da sexta-feira (31) e a madrugada deste sábado (1º), mais três fugitivos: Issac Deodato Rodrigues, Tiago da Silva Maia Braga e Diogo da Luz Silva. Este último foi baleado durante a ação após resistir à prisão.

Com as três recapturas, quatro dos 11 fugitivos já foram detidos e reintegrados ao sistema prisional. Sete permanecem sendo procurados pelas forças de segurança.

Diogo da Luz Silva foi localizado em uma área de mata no município de Nísia Floresta, durante um cerco realizado pela Polícia Militar. Ao resistir à prisão, ele foi baleado, recebeu atendimento no local e foi encaminhado ao Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, onde permanece internado com quadro de saúde estável.

Na continuidade das diligências, já durante a madrugada deste sábado, Issac Deodato Rodrigues e Tiago da Silva Maia Braga também foram localizados e recapturados na zona rural de Nísia Floresta, mas em locais diferentes.

Participam da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Guarda Municipal de Parnamirim e Polícia Rodoviária Federal, que seguem atuando de forma integrada nas buscas pelos demais foragidos.

Ainda durante o dia de ontem, o primeiro fugitivo, identificado como Julianderson Francisco Nogueira, conhecido pelos apelidos de “Boladão” e “Mucaia”, foi localizado na região de Pium. 

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Líder de Lula na Câmara tem crescimento de patrimônio em R$ 1,68 milhão em quatro anos

Reprodução / Câmara dos Deputados

O líder do governo Lula na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 1,8 milhões em 2026, um aumento de R$ 1, 6 milhões em relação aos R$ 192,8 mil de 2022. Com a atualização patrimonial, os bens declarados por Pimenta ficaram cerca de 9,7 vezes maiores do que os informados há quatro anos, quando se elegeu deputado federal. Agora, ele concorre a uma vaga ao Senado.

Pela análise da lista enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, a alta é puxada pela inclusão de alguns bens, o principal deles é 50% de um imóvel residencial em Brasília, declarado em R$ 815 mil.

Pimenta também declarou um Toyota Hilux 2022, avaliada em R$ 292 mil, aplicações financeiras de R$ 170,9 mil, investimentos em ações de R$ 178,7 mil, R$ 130 mil em espécie e R$ 123 mil em créditos decorrentes de empréstimo.

O apartamento do deputado em Porto Alegre, declarado em 2022 por R$ 97,4 mil, permaneceu na relação de bens com um aumento mínimo de R$ 0,06 centavos.

O que diz Pimenta

Em nota enviada à coluna, Pimenta disse que os valores declarados em correspondem à atualização de bens informados à Receita Federal.

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Rachadinhas de Janones: PGR pede que parlamentar comprove pagamentos das parcelas finais do acordo

Reprodução / Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal André Janones (Avante-MG) seja intimado para comprovar o pagamento das parcelas finais de acordo fechado após o parlamentar admitir a prática de “rachadinha“.

Janones fechou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público e se comprometeu a pagar R$ 131.511, a título de reparação de danos à Câmara dos Deputados, bem como ao pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 26.302, correspondente a 20% do dano ao erário. O valor total ajustado é de R$ 157.813,00.

O pagamento foi organizado em uma parcela única de R$ 80 mil mais 12 parcelas R$ 6.484,48. No entanto, a PGR alega que os boletos vencidos nos meses de fevereiro, março e abril não têm comprovação de que foram quitados.

Além da cobrança relativa ao acordo financeiro, a PGR informou ao STF que não se opõe ao pedido de cópia dos autos feita pela Comissão Permanente de Disciplina da Câmara dos Deputados.

A PGR destacou que existe “legítimo interesse” por parte da Câmara na obtenção dessas informações para a instrução de procedimentos correcionais internos.

A manifestação da PGR foi emitida em atenção a um despacho do ministro Luiz Fux, relator do caso de Janones do STF, em 30 de junho de 2026.

O acordo firmado entre Janones e o MPF foi homologado pelo ministro Luiz Fux na investigação que apurou a prática popularmente conhecida por “rachadinha”, enquadrada como crime de peculato.

No ANPP, introduzido no Código de Processo Penal (CPP) pelo Pacote Anticrime, os envolvidos reconhecem a culpa e cumprem condições ajustadas, como prestação de serviços e multa, para não serem presos.

No caso, Janones admitiu a “rachadinha” em seu gabinete. A prática consiste no desconto ou na devolução de parte do salário de assessores para o parlamentar. Ele disse que pagou despesas pessoais em 2019 e 2020 com o cartão de crédito de um auxiliar, que arcou com as faturas.

Metrópoles 

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PT teme ataques à campanha de Lula diante de investigações contra Lulinha e Jacques Wagner

Ricardo Stuckert / PR

A convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) que oficializa a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição acontece neste domingo (2), sob perspectiva de preocupação entre os integrantes da campanha. Essa é a avaliação de um dos aliados do presidente, de acordo com o site Infomoney.

O receio dos aliados é que os desdobramentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) pode oferecer ‘munições’ à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para atacar a candidatura petista em um momento que o opositor busca reorganizar sua estratégia eleitoral.

O temor não decorre de um impacto direto das investigações sobre a candidatura de Lula, mas do efeito político que elas podem produzir na disputa. A estratégia petista vinha sendo manter o debate concentrado na economia, na comparação entre governos e na recuperação dos índices de aprovação do presidente.

Com informações do Infomoney

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