
POR JOSIAS DE SOUZA
Intensificaram-se as conversas entre aliados do governo sobre a hipótese de substituição de Michel Temer pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Alheio aos sinais de fragilidade, Temer reuniu 26 ministros na noite desta quarta-feira (22 titulares e quatro interinos). Reiterou sua disposição de lutar pelo cargo. Distribuiu cópias da defesa entregue horas antes à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pelo advogado Antonio Cláudio Mariz. Pediu apoio e mobilização para assegurar os votos necessários à rejeição da denúncia que o acusa de corrupção. Tachou a acusação de inepta. E disse estar convicto de que prevalecerá sobre o procurador-geral da República Rodrigo Janot.
Temer viajará nesta quarta-feira para a reunião do G-20, na Alemanha. Às vésperas do embarque, acumularam-se ao seu redor os sinais de deterioração do apoio congressual do governo. Enquanto o Planalto cantava vitória, Rodrigo Maia dizia em privado que Temer ainda não dispõe de votos para barrar na Comissão de Justiça a denúncia da Procuradoria. Faltam-lhe inclusive os votos dos pseudoaliados do PSDB. Dos sete tucanos com assento na CCJ, apenas Paulo Abi-Ackel está propenso a salvar Temer.
O movimento da infantaria do tucanato na Câmara levou o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jeressati, a elevar o tom. Um dia depois de Aécio Neves ter defendido o apoio a Temer em discurso no Senado, Tasso referiu-se à possibilidade de o tucanato finalmente desembarcar do governo como algo inevitável: “Não se pode brigar com os fatos. Certas coisas a gente não controla”, disse ele ao comentar os humores do ninho. Mesmo no Senado, sete dos 11 integrantes da bancada tucana já torcem o bico para Temer.
Em conversa com o blog, o tucano Cássio Cunha Lima, vice-presidente do Senado, traduziu o drama vivido por Temer: “Impopular, o presidente está perdendo o seu grande trunfo, que é o apoio congressual. Escolheu-se para relatar a denúncia da Procuradoria na CCJ um deputado (Sérgio Zveiter) que é do PMDB e deve apresentar um parecer contrário aos interesses do presidente. Ou seja: Temer já não conta nem com o apoio integral do seu partido. Sua situação vai ficando insustentável.”
Cunha Lima prosseguiu: “O principal capital político de Temer é a capacidade de cultivar um bom relacionamento com o Congresso. Mas o deputado Rodrigo Maia, que pode vir a ser o seu substituto, também desfruta de excelentes relações na Câmara. Na prática, instalou-se no Brasil uma espécie de parlamentarismo informal. E Temer está sob o risco de receber um voto de desconfiança do Parlamento.” Na reunião com os ministros, Temer soou confiante. Mas declarou a certa altura que, se a Câmara autorizar a abertura do processo, o Supremo Tribunal Federal o absolverá da acusação de corrupção passiva.
Ironicamente, Temer sofre o mesmo processo de erosão que fez ruir o apoio de Dilma Rousseff no Congresso. Nesse enredo, Rodrigo Maia está para Temer assim como Temer estava para Dilma. Ou seja, o presidente da Câmara, ”Botafogo” nas planilhas da Odebrecht, virou candidato natural ao trono. A exemplo da antecessora petista, Temer alimenta seus apoiadores à base de cargos e verbas. Entretanto, até os seus aliados mais fisiológicos começam a enxergar em Maia uma opção de poder que lhes garante o mesmo tipo de ração sem o desgaste de ter que grudar a imagem à figura radioativa de Temer, hoje um grande anti-cabo eleitoral. Partidos do chamado centrão perceberam que podem trocar de presidente sem mudar a estrutura do governo.
Com um pedido de reserva quanto à divulgação do seu nome, um deputado que costuma ser tratado no noticiário como membro do chamado “baixo clero” disse ao blog: “Eu gosto muito do Temer. Ele trata os deputados com um respeito que a Dilma não tinha. Mas preciso me reeleger no ano que vem. Será uma eleição dura. Não dá para carregar nas costas um presidente com 7% de popularidade. Se fosse para rejeitar uma denúncia, vá lá. Mas parece que haverá outras duas. É difícil absorver tanto desgaste perto da eleição.” O autor desta avaliação integra os quadros do PR, um partido controlado pelo mensaleiro e ultrafisiológio Valdemar da Costa Neto, com quem Temer reuniu-se reservadamente há três dias.
Também no meio empresarial o apoio a Temer começa a migrar do estado sólido para o gasoso. Nas últimas 48 horas, o repórter conversou com um industrial de São Paulo e um dirigente de banco de investimentos. Ambos já incluíram a hipótese de queda de Temer no rol de suas previsões. Um deles disse que começa a enxergar em Rodrigo Maia um mal menor. Afirmou que o próprio presidente da Câmara sinaliza ao mercado a intenção de manter as reformas econômicas.
O outro empresário, anotou numa mensagem de WhatsApp: “A queda de Temer já está precificada pelo mercado. Se cair, não muda nada. Temer perdeu muito do apoio que tinha do empresariado, cansado, desiludido e que já está aceitando o Maia. A PEC do teto foi um tiro no pé. Se não passar qualquer coisa palatável na reforma da Previdência, só os gastos da própria Previdência ultrapassarão o limite de gastos da PEC, o que configuraria crime de responsabilidade.”
Ele era pra ter saído junto com Dilma, mais fica essa cachorrada e esses bandidos ganhando tempo. Justiça morosa.
Até a Globo reconhece: nunca houve governo tão corrupto como o de Temer:
Responsável por colocar Michel Temer no poder, ao desestabilizar o País e apoiar o golpe parlamentar que derrubou a presidente legítima e honesta Dilma Rousseff, o jornal O Globo, de João Roberto Marinho, admitiu, nesta quinta-feira, que o Brasil é hoje comandado pelo governo mais corrupto de sua história; "Michel Temer acumula ineditismos. Além de ostentar o posto de primeiro presidente da República em exercício a ser denunciado por corrupção, Temer tem, e teve, ao redor auxiliares e aliados com diversos tipos de problemas com a Justiça e o Ministério Público. Numa dimensão nunca vista pelo menos em passado recente".
Presidente(a) honesta…É ótimo! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O PT é tão amaldiçoado que saiu e ainda deixou esse cabra de peia pra gente.
É oq?! O Pt se associou com essa desgraça atras de governabilidade, mas quem colocou ele no poder foram os patos amarelos e quem esta apoiando o governo dele é o PSDB do Aecio e o DEM que subiram no poder com votos dessa gente!
A cegueira (ou fingimento) dos fanáticos petistas é mesmo algo fantástico. Fazem aliança com o PMDB, põem o Temer na vice e uma porção de peemedebistas em cargos da administração federal, rouba (desde o Mensalão isso vem sendo provado) e deixam seus aliados roubar à vontade, dividem os lucros da bandidagem, usufruem do apoio político comprado com essas práticas criminosas e, depois, quando uma parte da quadrilha se rebela e resolve agir por conta própria, vêm com esse papo furado de que corruptos são os outros. Criem vergonha na cara, "cumpanheros" e assumam seus atos. PT e PMDB são apenas facções da mesma quadrilha. E falta prender o chefão da ORCRIM, não podemos esquecer.
PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO, NÃO É Ceará Mundão?
Não entendo porque vc, um mega defensor da honra e dos bons costumes, combatente contra a corrupção e anti políticos, agora se desespera pra defender Temer e sua quadrilha com tanto ardor?
O PT não já caiu? Não era bom acusar baseados apenas em delações programadas e noticias de jornais?
Agora que se tem documentos, filmagens, gravações, testemunhas e comprovantes de contas na Suíça, vc vem com essa conversa mole pra dormitar bovinos?
Criticar e pedir o Fora Dilma, dá pra entender. Mas defender Cunha, Henrique, Aécio e Temer, NÃO.
Deixe de ser hipócrita!
BG
Pense nuns "santos" esses ptRALHAS eles querem justificar que os outros também roubaram, quem ti viu quem te VÊ, foi ladrão não importa a sigla são todos iguais.
Lula 2018!
Esse julgamento vai ser igual ao do TSE ou seja temer não cai………..
"A PEC do teto foi um tiro no pé". Não se controla apenas gastos. Existe o outro lado da moeda, Receitas. O cumprimento fiel da Lei de Responsabilidade Fiscal já era suficiente. Era logico e claro que ia virar uma panela de pressão.
A questão não é tão simples. Devemos apoiar o aumento da contribuição previdenciária? Já temos uma altíssima carga tributária e herdamos dos governos petistas uma economia em recessão. Portanto, o controle dos gastos é essencial nessa hora. E tem de controlar também os gastos previdenciários. É impossível cumprir um teto de gastos se existe uma rubrica onde a coisa "corre frouxa". Questão de matemática.