Jornalismo

R$ 4 milhões pelo lobby: as conexões e os contratos milionários de Lula com a Odebrecht

Reportagem excelente da revista Época mostra as conexões de LULA com a Odebrecht e descortina como eram feito os lobbys(palestras), do ex-presidente para construtora, a reportagem é longa, mais vale a pena. Segue:

 

EFICIENTE Lula com Hugo Chávez em Caracas, em 2011, e trechos de seus contratos com a Odebrecht (abaixo). Após uma palestra de Lula, o governo venezuelano pagou uma dívida com a Odebrecht (Foto: Jorge Silva/Reuters)

No final da manhã de quinta-feira, 15 de outubro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava bem-humorado. Por iniciativa própria, prestava um depoimento reservado ao Ministério Público Federal, em Brasília, para explicar sua atuação ao lado da empreiteira Odebrecht. Em vez de ir ao prédio da instituição, Lula foi ouvido em uma casa no Lago Sul, de forma discreta. Foi seu único pedido ao procurador, para escapar ao assédio de jornalistas. Ao seu estilo sedutor, Lula fez piadas com o procurador da República Ivan Cláudio Marx, ao dizer que o Corinthians, seu time, será campeão brasileiro. Na hora de falar sério, disse que não fez lobby, mas sim palestras no exterior com a missão de explicar a receita brasileira de sucesso em países da África e da América Latina. Procurou defender-se na investigação, revelada por ÉPOCA em maio, que apura se ele praticou tráfico de influência internacional em favor da empreiteira Odebrecht. Lula disse que não é lobista, que recebeu “convites de muitas empresas e países para ser consultor”, mas não aceitou porque “não nasceu para isso”. Num termo de declaração de quatro páginas obtido por ÉPOCA, ele sustenta que todos os eventos para os quais foi contratado estão contabilizados em sua empresa L.I.L.S. – um acrônimo de seu nome. Foi por meio dela que Lula ficou milionário desde que deixou o Palácio do Planalto, em 2011.

Contratos assinados entre Lula e Odebrecht (Foto: reprodução)

 

ÉPOCA obteve cópia dos contratos privados, notas fiscais edescrições das relações entre o ex-presidente e sua principal contratante. Nomeado projeto “Rumo ao Caribe”, as viagens de Lula bancadas pela Odebrecht inauguraram um padrão de relacionamento do ex-presidente, poucos meses após deixar o Planalto, com a empreiteira-chave da Lava Jato.  Ao longo dos últimos quatro anos, a L.I.L.S. foi acionada para que Lula desse 47 palestras no exterior, muitas a convite de instituições. Sua maior cliente é, de longe, a Odebrecht.

A construtora que lidera a lista das patrocinadoras de Lula pagou quase R$ 4 milhões para o ex-presidente fazer dez palestras. Além disso, bancou os custos das viagens para países em que possui obras financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como Angola e Venezuela. Esses gastos de R$ 3 milhões, ao câmbio da época, incluem transporte e hospedagem em hotéis “5 estrelas ou superior”, com dormitório com cama king size, sofás, frutas, pães, queijos, frios, castanhas, água, refrigerantes normais e do tipo “zero” e, em alguns casos, fora do contrato, bebidas alcoólicas. As contratantes eram responsáveis por fretar aeronaves particulares. Ter Lula como palestrante custava caro. Mas, na maioria das vezes, valia muito a pena.

O “Palestrante” Lula (grafado desse jeito pela própria empresa em seus papéis internos) passou a ser mobilizado para atuar em locais onde a Odebrecht enfrentava pepinos em seus contratos. Em 1º de maio de 2011, Lula se comprometeu, por R$ 330 mil, a desembarcar na Venezuela no início de junho para falar sobre os “Avanços alcançados até agora pelo Brasil”. A descrição das atividades que constam da cláusula 1.1 do contrato dizia que o “Palestrante” não participaria de qualquer outro evento além daqueles descritos “exaustivamente” no anexo 1. O tal anexo, no entanto, possui duas linhas que mencionam apenas que o ex-presidente ficaria hospedado no Hotel Marriott de Caracas. Quando superposto aos documentos doInstituto Lula sobre o mesmo evento, vê-se que Lula se encontrou com o empresário Emílio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, hoje preso em Curitiba, e com o então presidente venezuelano, Hugo Chávez, morto em 2013. Era um momento de tensão entre o governo venezuelano e a empreiteira, que cobrava uma dívida de US$ 1,2 bilhão.

Telegramas sigilosos do Itamaraty sugerem que Lula e Chávez trataram sobre a dívida. A Odebrecht construía, desde 2009, a linha II do Metrô de Los Teques e a linha 5 do Metrô de Caracas. Fruto de uma negociação entre Lula e Chávez, o projeto foi irrigado com US$ 747 milhões (R$ 1,2 bilhão, em valores da época) em empréstimos do BNDES. A pressão de Lula surtiu efeito. Quatro dias após a visita do ex-presidente a Caracas, Chávez se encontrou com a presidente Dilma em Brasília. Naquele momento, a dívida com a Odebrecht já estava acertada. As duas obras são investigadas pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União. A principal suspeita, conforme revelou ÉPOCA em maio, é que os recursos tenham sido utilizados de forma irregular e de maneira antecipada sem o avanço do projeto – o dinheiro chegou, mas a obra não andou.

Um mapa, um negócio (Foto: Revista ÉPOCA/Reprodução)

Um mapa, um negócio (Foto: Revista ÉPOCA/Reprodução)

Em alguns casos, as viagens de Lula eram sucedidas por concessões de empréstimos do BNDES para obras de infraestrutura no país.Angola é um exemplo disso. Desde 2011, a Odebrecht foi a que mais recebeu financiamentos do BNDES no país africano, que está no topo da lista de recursos destinados pelo banco para exportação. Entre abril de 2011 e abril de 2014, foram liberados US$ 3,1 bilhões dos cofres do BNDES para a Odebrecht. Nos dias 30 de junho e 1o de julho de 2011, Lula foi contratado pela Odebrecht para dar uma palestra na Assembleia Nacional em Luanda, capital da Angola, sobre “O desenvolvimento do Brasil – modelo possível para a África”. Em seguida, Lula se reuniu por 40 minutos com o presidente do país, José Eduardo dos Santos. Após a conversa, Lula se encontrou com Emílio Odebrecht e com diretores das empreiteiras Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Lula aterrissou em São Paulo no dia 2 de julho, à 0h30. No dia 28 de julho de 2011, o BNDES liberou um empréstimo de US$ 281 milhões (R$ 455 milhões, em valores da época), tão aguardado pela Odebrecht, para a construção de 3 mil unidades habitacionais e desenvolvimento de infraestrutura para 20 mil residências em Angola.

No dia 6 de maio de 2014, Lula e Emílio Odebrecht voltaram a se encontrar em Angola. O ex-presidente viajou, numa aeronave cedida pelo governo angolano, de Luanda para a província de Malanje, onde visitou a usina de açúcar e etanol Biocom, sociedade entre a Odebrecht Angola e a Sonangol. Em depoimento de sua delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Baiano, disse que se associou ao empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, para viabilizar a palestra do ex-presidente em Angola. Baiano atendia a um pedido de um general angolano, interessado no negócio. Lula estava a todo momento acompanhado por Emílio Odebrecht, pela ex-ministra do Desenvolvimento Social Márcia Lopes e pelo ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, além de autoridades angolanas. Na manhã do dia seguinte, o ex-presidente teve uma reunião de cerca de uma hora com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Nesse encontro, discutiram, entre outros assuntos, a linha de crédito do BNDES para a construção da hidrelétrica de Laúca, segundo telegramas do Itamaraty. Em dezembro do ano passado, sete meses após a visita de Lula, o ministro de finanças de Angola, Armando Manuel, assinou o acordo de financiamento com o BNDES. Em maio deste ano, o presidente do banco, Luciano Coutinho, deu o último aval para a liberação de um empréstimo que pode chegar a US$ 500 milhões (R$ 1,5 bilhão). Questionado pelo Ministério Público, Lula disse que “nada foi referido sobre o financiamento do BNDES para a construção da hidrelétrica de Laúca e que o presidente José Eduardo nunca tratou desses temas”, embora documentos oficiais do Itamaraty mostrem uma versão diferente. “Não passa de uma ilação, porque o comunicante (do Itamaraty) não teria participado da reunião”, disse Lula.

Em suas viagens pela América Latina e pela África, Lula era acompanhado de perto pelo diretor de relações institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado como o lobista da construtora na Operação Lava Jato. Após quatro meses preso, o executivo foi libertado na sexta-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, após quatro meses preso em Curitiba, no Paraná. O contrato original, que selou a parceria da Odebrecht com Lula, leva a assinatura de Alexandrino e de Paulo Okamotto, braço direito do ex-
presidente. Lula e Alexandrino se conhecem desde os tempos de Lula no Planalto. A proximidade entre eles era tão grande que se cumprimentavam com um beijo no rosto. Essa intimidade se intensificou após 2011, quando Lula passou a defender, ao lado de Alexandrino, os interesses da Odebrecht no exterior. Um relatório de perícia do MPF sobre os movimentos migratórios de Lula e o ex-funcionário da Odebrecht aponta que os dois companheiros compartilharam ao menos cinco voos juntos nos últimos quatro anos, de acordo com dados extraídos do sistema de tráfego internacional da Polícia Federal. Nesta semana passada, no depoimento ao Ministério Público, Lula manteve uma distância olímpica do amigo ao dizer que “Alexandrino era representante da Odebrecht, não sabendo precisar o cargo; que só tinha relação profissional com Alexandrino”.

Um dos destinos da dupla foi uma caravana para Cuba e República Dominicana entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro de 2013. Lula recebeu R$ 373 mil pelas palestras. Naquela ocasião, Lula visitou o Porto de Mariel, parceria entre a Odebrecht e o governo cubano. Ao todo, a obra recebeu US$ 832 milhões do BNDES com um prazo para pagamento de 25 anos – e com uma parte das garantias atreladas à produção de fumo na ilha. Quatro meses após a passagem de Lula por Cuba, o banco estatal brasileiro liberou a quinta parcela do financiamento do projeto, de US$ 229,9 milhões (R$ 482,7 milhões), que estava represada devido ao atraso nos pagamentos e à falta de garantias para a operação. Em 31 de janeiro, Lula desembarcou na República Dominicana, onde se encontrou com o presidente Danilo Medina. E lá foi o líder petista visitar, novamente, outro canteiro de obras da Odebrecht. Seis meses depois, a Odebrecht conseguiu mais US$ 114 milhões (R$ 228 milhões) do BNDES para desenvolver o corredor Viário Norte-Sul no país.

Procurada, a Odebrecht afirma por meio de nota que mantém “uma relação institucional e transparente com o ex-presidente Lula. O ex-presidente foi convidado pela empresa para fazer palestras para empresários, investidores e líderes políticos sobre as potencialidades do Brasil e de suas empresas, exatamente o que têm feito presidentes e ex-presidentes de outros países, como Estados Unidos, França e Espanha”. A Odebrecht nega que Lula tenha feito lobby em seu favor junto a governos estrangeiros. O depoimento de Lula pode ter sido agradável, mas o Ministério Público Federal no Distrito Federal estuda formar uma força-tarefa de procuradores para investigar as suspeitas de tráfico de influência. Pediu até o compartilhamento de provas da Operação Lava Jato que mencionem o ex-presidente, a Odebrecht e o BNDES.

Opinião dos leitores

  1. A Época dizendo isso?!!! É sério mesmo?!!! Já foi condenada inúmeras vezes por calúnia e difamação e vem "dizendo" isso? A revista não tem mais credibilidade que até o próprio Lula para estar veiculando isso. O molusco e a revista se equivalem perfeitamente…
    O que as pessoas tem que parar e raciocinar é que não se tira um governo por não gostar dele. No Brasil o regime de governo é presidencialista e como tal o impedimento do governante só ocorre se houver crime de RESPONSABILIDADE por ato cometido pelo mesmo. NÃO HÁ (ATÉ O MOMENTO) O MÍNIMO INDÍCIO DE CRIME COMETIDO NESSE MANDATO PELA PRESIDENTE, diferentemente do que aconteceu com Collor(lembrem-se da fiat Elba).
    SEJAMOS INTELIGENTES E RACIONAIS.
    O que se está querendo é um afronte não a "esquerda", não ao PT, não a Dilma, mas a DEMOCRACIA, reconquistada à duros esforços (prisões, torturas e até vidas)…
    PS1.: Votei no Lula e na Dilma, mas hoje enxergo perfeitamente que o primeiro montou um esquema não de governo,mas de poder e a segunda, apesar de ser uma pessoa decente, está jogando o país no buraco por INCOMPETÊNCIA, FALTA DE HUMILDADE e seguidas TRAPALHADAS no campo político e economico. Não votarei mais neles. Ponto. Esse é meu maior trunfo: o voto.
    PS2.: Sei muito bem em quem e porque votei nas eleições. Cobro os que ajudei a eleger pelas suas posturas, votos e ações parlamentares. Acredito que se todos nós fizessemos o mesmo veríamos uma significativa mudança na classe política. Não adianta criticar e não AGIR legitima/legalmente para mudar. Além de ser um ato imoral é covarde…

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Política

DESESPERO NO PT : Lula perde a paciência com aliados e diz ter a campanha mais desorganizada desde 1989

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Frustrado por ter terminado a primeira etapa da disputa presidencial atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu a paciência com os próprios aliados e cobrou publicamente sua equipe de campanha, classificando a estrutura atual como a “menos organizada” de toda a sua trajetória política desde 1989.

Diante do avanço consistente da direita e da perda de tração nas urnas, o petista admitiu publicamente o fracasso em convencer o eleitorado e cobrou maior empenho da tropa governista para tentar reverter um cenário que já é tratado com pessimismo por setores do próprio governo.

Reajuste às pressas do Bolsa Família, o fim das bets e a promessa de canetas emagrecedoras no SUS foram alguns dos recursos técnicos tirados no improviso. Nada deu certo.

A reação explosiva nos bastidores reflete o pânico de uma campanha que tropeçou em seus próprios erros, ignorou os problemas reais da população e agora tenta, sem sucesso, estancar a sangria rumo ao segundo turno.

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Política

MANOBRA: Alcolumbre pauta escala 6×1 e Governo Lula articula atalho para acelerar votação

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para quarta-feira (14) a primeira votação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. O governo Lula tenta acelerar a tramitação para permitir que os dois turnos sejam votados no mesmo dia, mediante um calendário especial.

A proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno. Sem a quebra do intervalo regimental, a aprovação final pode ficar para depois das eleições. Alcolumbre afirmou que colocará o requerimento de urgência em pauta quando ele chegar à Mesa, cabendo ao plenário decidir.

A oposição, liderada no Senado por Rogério Marinho (PL-RN), questiona a votação em pleno período eleitoral e acusa o governo de tentar usar o tema politicamente. Marinho defende uma proposta alternativa para flexibilizar as escalas e critica mudanças impostas de cima para baixo. Flávio Bolsonaro também afirmou ter uma alternativa ao fim da escala 6×1.

Com informações da CNN

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Política

Deputada eleita, aliada de Lula, admite posts criticando as igrejas e brancos

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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, admitiu que são verdadeiras publicações antigas em seu perfil no X com críticas a Lula por não fechar igrejas, mensagens sobre “zoar brancos” e propostas para proibir padres de manter perfis nas redes sociais. Nesta sexta-feira (9), ela afirmou que os conteúdos foram tirados de contexto, pediu desculpas a quem se sentiu ofendido e desativou a conta.

A jovem, no entanto, negou ter publicado uma mensagem defendendo o fechamento de igrejas, cuja imagem foi divulgada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo a assessoria, a publicação não aparece no histórico da conta e seria uma montagem. A equipe afirmou que pedirá perícia para comprovar a alegação.

A repercussão ocorre após Ana Elisa viajar a Brasília para se reunir com Lula e participar de articulações digitais da campanha petista. Eleita com 524.219 votos, ela foi a segunda candidata mais votada para deputada federal em Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira.

Com informações do Poder 360

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Judiciário

DISPUTA NO STF : Fachin barra acesso de Fux ao inquérito das fake news

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O presidente do STF, Edson Fachin, negou o acesso integral e imediato do ministro Luiz Fux ao inquérito das fake news, contrariando determinação para que o material fosse liberado em até 48 horas.

Segundo Fachin, 104 procedimentos ligados ao inquérito ainda precisam ser analisados antes da conclusão das etapas processuais. Três dos quatro procedimentos solicitados por Fux já são públicos, mas o inquérito das fake news permanece sob sigilo.

Fachin afirmou que pretende encaminhar o caso para arquivamento definitivo após a análise pendente. Fux defende o acesso para avaliar questionamentos sobre a constitucionalidade das investigações e a atuação de Alexandre de Moraes como relator.

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Brasil

Foto mostra cadeira reservada a Vorcaro em evento de Lula em Paris

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Uma foto enviada pelo advogado Walfrido Warde a Daniel Vorcaro mostra uma cadeira reservada ao banqueiro na cerimônia em que Lula recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Paris, em junho de 2025. A imagem foi encontrada pela Polícia Federal em mensagens de WhatsApp extraídas de um dos celulares apreendidos durante a investigação.

Segundo a coluna do Metrópoles, Warde enviou o convite para a cerimônia em 2 de junho e, nos dias seguintes, compartilhou fotos de sua participação em outras agendas de Lula em Paris. Em 6 de junho, encaminhou a imagem da cadeira com um papel identificando o lugar reservado a Vorcaro. O banqueiro reagiu à mensagem com uma curtida, mas a troca de mensagens indica que ele não compareceu ao evento.

Em conversa anterior, no dia 4 de junho, Warde sugeriu que Vorcaro encontrasse o “homem” em Brasília, em vez de viajar a Paris em meio à agenda movimentada. “Ele te atende lá”, escreveu o advogado. Vorcaro respondeu positivamente, e Warde afirmou que faria o agendamento. De acordo com a reportagem, os investigadores interpretam a referência ao “homem” como uma menção a Lula.

Com informações do Metrópoles 

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Política

Record cancela debate entre Flávio e Lula após impasse nas agendas

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A Record cancelou o debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), previsto para domingo (11). Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (9), a emissora alegou incompatibilidade de agendas dos candidatos.

O cancelamento ocorre após outros debates do primeiro turno também não serem realizados. Para o segundo turno, seguem previstos encontros no SBT, em 15 de outubro; na Band, em 18 de outubro; e na Globo, em 23 de outubro.

Segundo o Poder360, a campanha de Lula confirmou a participação do presidente nos debates do segundo turno, salvo se as emissoras cancelarem os encontros.

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Política

Zenaide reafirma apoio a Allyson Bezerra e classifica versão contrária como mais uma narrativa inverídica do PT

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A senadora Zenaide Maia reafirmou nesta sexta-feira (9), em conversa com jornalistas, seu apoio a Allyson Bezerra na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e rejeitou versões sobre uma mudança de posicionamento.

“Meu candidato para o Governo é Allyson Bezerra! ”, declarou.

A declaração contrapõe a possibilidade de aproximação política apresentada pela deputada estadual Isolda Dantas (PT), em entrevista ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM de Mossoró, também nesta sexta-feira (9).

Ao reafirmar sua escolha por Allyson, Zenaide classificou as informações contrárias ao seu apoio como mais uma narrativa inverídica do PT!

A trajetória de Zenaide na defesa do povo potiguar e de pautas importantes no Senado merece respeito. Divergências políticas permitem críticas, mas não justificam a divulgação de inverdades.

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Geral

Associação dos comerciantes do alecrim mostra preocupação com o evento de Lula em Natal, no horário de maior movimento do comércio

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A Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), em nota, manifestou sua insatisfação e preocupação com o horário escolhido para a realização do evento “Piseiro com Lula e Cadu”, previsto para este sábado, 10 de outubro, com concentração a partir das 8h, no bairro do Alecrim, em Natal.

Segundo a nota, a escolha do horário é especialmente preocupante por coincidir com um dos períodos de maior movimentação do comércio local, justamente no sábado que antecede o Dia das Crianças, uma das principais datas comemorativas para o setor varejista. A expectativa de grande aglomeração, possíveis interdições de vias e dificuldades de acesso aos estabelecimentos comerciais poderá afastar consumidores e comprometer significativamente as vendas.

Para a AEBA, o cenário se torna ainda mais delicado diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos empresários, especialmente em razão das elevadas taxas de juros, do endividamento e dos custos crescentes da atividade comercial. Nesse contexto, comprometer o movimento de uma data tão importante representa um prejuízo que muitos comerciantes não podem suportar.

A AEBA ressaltou ainda que não se opõe à realização do evento, mas considera inadequada sua programação durante o principal horário de funcionamento do comércio, sobretudo em uma data de tamanha relevância econômica para o bairro.

Diante disso, a Associação solicita à organização do evento que reconsidere o horário anunciado, sugerindo que toda a programação, inclusive a concentração, seja remanejada para as 14h, quando o fluxo de consumidores em busca de compras já é naturalmente menor.

A entidade reafirmou seu compromisso com a defesa dos empresários do Alecrim e espera que prevaleçam o diálogo e o bom senso, de modo a conciliar a realização do evento com a preservação da atividade comercial, dos empregos e da renda de milhares de famílias que dependem economicamente do bairro.

 

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Brasil

Dez dos 15 jovens mais engajados nas redes são eleitos em 2026

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Dez dos 15 candidatos de até 29 anos com maior engajamento nas redes sociais no primeiro turno foram eleitos. O levantamento do Instituto Democracia em Xeque analisou 65,7 mil publicações de 691 candidatos em cinco plataformas (Instagram, no TikTok, no X, no Facebook e no YouTube).

Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, liderou o ranking e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos, ficou em sétimo lugar e foi eleita deputada estadual com a maior votação do estado para o cargo.

Os dois publicaram conteúdos em parceria e contaram com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, que não entrou no recorte etário da pesquisa.

O estudo também identificou 59 eleitos entre os 831 jovens de até 29 anos que disputaram vagas legislativas, uma taxa de 7,1%, apontada pelo instituto como a maior das últimas quatro eleições.

Com informações da Revista Oeste

 

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Política

[VÍDEO] PROTESTO MINGUADO: Ato contra Flávio em Natal reúne poucos alunos do IFRN, atrapalha o trânsito e mobiliza viaturas da CPRE


Imagens recebidas pelo Blog do BG mostram um pequeno grupo de manifestantes do IFRN em Natal em um ato contra Flávio Bolsonaro. A mobilização chamou atenção pelo uso de viaturas do Comando de Polícia Rodoviária Estadual, cuja presença no local levantou questionamentos sobre a necessidade de deslocar os veículos de instituição pública para acompanhar um protesto de baixa adesão.

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