JOSIAS DE SOUZA
Contrariando pedido feito pela Polícia Federal, a procuradora-geral da República Raquel Dodge se negou a requisitar ao Supremo Tribunal Federal a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Michel Temer. Alegou que não há, por ora, elementos que justifiquem a providência. Temer é investigado no caso dos portos. Apura-se a suspeita de recebimento de propina em troca da edição de um decreto que favoreceu empresas do setor portuário.
Deve-se a descoberta ao repórter Aguirre Talento. Em notícia veiculada pelo Globoem sua edição desta terça-feira, ele conta que Dodge requisitou ao Supremo, em 12 de dezembro de 2017, apenas a quebra dos sigilos de outros investigados. Entre eles Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor da Presidência; e o coronel aposentado da PM paulista João Baptista Lima, amigo de Temer há tês décadas. Ambos são suspeitos de receber propinas em nome do presidente.
Em despacho datado de 15 de dezembro de 2017, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso na Suprema Corte, deferiu todas as quebras de sigilo avalizadas por Dodge. A relação inclui também um par de empresas: a Rodrimar, que opera no porto de Santos e tentou interferir na redação do decreto de Temer; e a Argeplan, pertencente ao coronel Lima, uma espécie de faz-tudo do presidentee.
Em 19 de dezembro, o delagado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação que envolve Temer, protocolou no Supremo um ofício. Nele, enfatizou a necessidade de apalpar os dados bancários e fiscais do presidente. No dia seguinte, 20 de dezembro, Barroso requisitou a manifestação da procuradora-geral. O processo permaneceu retido na Procuradoria até a última sexta-feira, quando Dodge devolveu-o ao Supremo, reiterando seu entendimento contrário à quebra dos sigilos de Temer.
Quatro dias antes, na segunda-feira, conforme noticiado aqui, o delegado Cleyber enviara ao ministro Barroso pedido de prorrogação do inquérito por mais 60 dias. Alegou, entre outras coisas, que aguardava desde dezembro pela liberação de diligências que solicitara à Procuradoria-Geral. Classificou as providências como “imprescindíveis para esclarecer os crimes investigados, notadamente possíveis atos de corrupção ativa passiva e lavagem de dinheiro.” Sem elas, acrescentou o delegado, “a investigação poderá não atingir sua finalidade”.
Curiosos embaraços passaram a tisnar o inquérito que envolve Temer, comentou-se aqui no blog no domingo. O duo entre a PF e a Procuradoria, que deveria tocar no mesmo tom, desafina. Incomodada, Raquel Dodge mandara sua assessoria informar no último sábado que, ao contrário do que alegara a PF, não havia pendências a liberar. Sem citar nomes, esclareceu que já requisitara e obtivera do Supremo, em dezembro, as quebras de sigilo que julgara adequadas.
Nesta segunda-feira, em novo ofício à Corte Suprema, a procuradora-geral manifestou-se a favor da prorrogação do inquérito dos portos. Num trecho do documento, Dodge deu, por assim dizer, o braço a torcer. Ela repetiu que os pedidos de quebra de sigilo que já solicitara basearam-se em elementos colecionados pela PF. Mas admitiu: “No entanto, pelo que observei da análise dos autos que ingressaram nessa procuradoria recentemente, houve novas diligências que serão analisadas e poderão ensejar eventuais pedidos complementares deste órgão ministerial.” Onde se lê “recentemente”, leia-se há mais de dois meses. É esse o prazo do represamento das providências que o delegado Cleyber tachara de “imprescindíveis” no ofício entregue a Barroso na semana passada.
Raquel Dodge vai consolidando neste inquérito uma incômoda imagem de retardatária. Passa a impressão de chegar sempre atrasada nos lances. No mesmo ofício em que referendou o pedido de prorrogação do inquérito por dois meses, ela pediu ao ministro Barroso a expedição de uma ordem judicial para que o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se abstenha de praticar “qualquer ato de ingerência sobre a persecução penal em curso, inclusive de manifestações públicas a respeito das investigações, sob pena de afastamento do cargo.”
Referia-se a uma entrevista que Segovia concedera no Carnaval. Nela, o comandante da PF insinuara que a investigação contra Temer seria arquivada por falta de provas. E deixara no ar a hipótese de punir o delegado Cleyber com uma advertência ou até uma suspensão. Antes da Quarta-feira de Cinzas, Barroso já havia intimado Segovia a prestar esclarecimentos. Recebeu-o em seu gabinete oito dias atrás. Além de dizer que fora mal interpretado, o delegado já assumiu o compromisso de não abrir mais a boca sobre o inquérito. Ou seja: ao pedir providências, Dodge chove no molhado.
Raquel Dodge talvez não tenha notado, mas sua atuação no processo contra Temer é observada com lupa pelos amigos e, sobretudo, pelos inimigos. Os dois grupos realçam traços distintos de sua biografia.
Os amigos reforçam, com razão, suas qualificações técnicas: uma criminalista de mostruário, com mestrado em Direito na prestigiosa escola de Harvard, colecionadora de notáveis serviços prestados ao Estado. Os inimigos recordam que foi guindada ao posto de procuradora-geral por Temer, um investigado que, na véspera de sua nomeação, jantara na casa do ministro Gilmar Mendes, desafeto do seu antecessor Rodrigo Janot, na companhia de Moreira Franco e Eliseu Padilha, dois ministros encrencados na Lava Jato.
Ainda resta o Fernando Haddad.
Pronto ela em tempo comçou a pagar por ter sido a escolhida pelo chefe da quadrilha do MDB…aliás ela já tinha começado a pagar engavetando outros processos contra essa quadrilha do planalto.
A petralhada comemora tudo que desvia o foco do condenado barbudo.
Muito bem, você foi nomeado para isso, a pior ditadura e a do judiciário, com ela não temos a QUEM recorrer, estamos nas mãos DESSA elite PAGA por nós FACISTA E ANTI POVO.
Grande acordo nacional com stf e tudo….
Voltamos ao tempo do engavetador da republica!! parabéns coxas rsrsrs
Chora, besta. O que restava para a petralha era o outro ladrão da Bahia, que agora se lascou também. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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Panelas?
Não há mais?
Patos?
Onde estás?
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Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Alexandre Morais… O STF está dominado ou acovardado?
Os Militares retomaram o Ministério da Defesa e estão querendo ocupar o território acabando de vez com a Comissão da Verdade.
A Procuradoria Geral da República se alinha ao grupo e barra o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Temer…
Segóvia segue fazendo seu trabalho pra arquivar tudo que for contra seu chefe mor…
E o povo?
E os Revoltados ON LiNE?
E o MBL?
E o Silas mALAFAIA, aLEXANDRE frota, Lobão, Ronaldinho Fenômeno, Luciano Hulk…
E o Bostanágua?
Onde estão os guardiões da Moral e dos Bons Costumes?
Deixa ele cair nas mãos do juiz Sergio Moro que terá o mesmo destino do teu bandido predileto.
E o teu Ceará?
Estás todo dia o dia todo postando em tudo quanto é comentário contra teus bandidos de estimação e atacando os petralhas?
Quanto te pagam?
Tu faz isso de graça?
Quá, quá, quá…
Tem um carguinho comissionado, uma gratificação ou só é babão e fanático mesmo?
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Senhora muito fiel ao seu PATRÃO. Tudo perfeito, como combinado.
Assim como lula e Dilma, qdo terminar o mandato de presidente, a Justiça bota a mão nele, se encontrar um moro.
Isso mesmo. Os verdadeiros brasileiros anseiam por isso. Não temos bandidos prediletos. Já os militontos petistas…
Arranje um carguinho pra mim também.
Prometo comentar tudo todo dia, igual vc faz.
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Você perdeu algum com o impeachment da Dilma? Ou com a "briga" dos petistas com o governador no RN? Bolsonaro não tem como dar cargos a ninguém, "cumpanhero". Arruma algo melhor prá dizer. Pena que não tem, né?
Grande acordo nacional. Kkkkk.