Diversos

Reajustes do Judiciário e do Bolsa Família contrariam o discurso de austeridade fiscal

michel-temerTemer, na cerimônia em que anunciou o aumento para os beneficiados pelo Bolsa Família: aumento de despesas já começa a provocar críticas na sua base – Adriano Machado/Reuters

Na contramão do discurso de austeridade fiscal do presidente interino, Michel Temer, medidas aprovadas ou patrocinadas por seu governo elevaram gastos públicos. Só na quarta-feira, Temer avalizou um aumento de despesas de mais de R$ 3,6 bilhões até o fim do ano, com o anúncio de reajuste dos benefícios do Bolsa Família (R$ 1,6 bilhão), acima do patamar proposto por Dilma Rousseff, e a aprovação no Senado do reajuste dos servidores do Judiciário e do Ministério Público da União (R$ 2 bilhões), apoiado pelo Palácio do Planalto.

Quando assumiu interinamente, em maio, Temer declarou não estar preocupado com popularidade e que seu governo “cortaria na carne” para arrumar as contas públicas. No entanto, as medidas de contenção de despesas anunciadas até agora, como a redução de ministérios e o corte de cargos comissionados, tiveram um impacto pequeno no orçamento. Pesa na decisão de Temer, de apoiar a expansão das despesas, a interinidade de seu governo.

Para tentar se viabilizar definitivamente no cargo, ele cedeu a pressões, pondo em risco o discurso da austeridade fiscal. Em contrapartida, procura pavimentar um caminho político sem tantos percalços, evitando greves de servidores e pressão de governadores, além de obter uma trégua dos movimentos sociais. Esses três segmentos foram os maiores beneficiados pelas ações do governo interino até agora.

SENADO APROVA REAJUSTE NO JUDICIÁRIO

Na quarta-feira, o Senado aprovou os projetos de reajuste dos servidores do Judiciário e do Ministério Público da União. As duas categorias terão um reajuste de 41,5%, a ser pago em oito parcelas, até 2019. O rombo nas contas públicas será de R$ 26 bilhões até 2019, sendo R$ 22,26 bilhões destinados ao Poder Judiciário e R$ 3,52 bilhões ao Ministério Público da União e ao Conselho Nacional do Ministério Público da União.

Nessa conta não está o impacto fiscal causado pela renegociação das dívidas dos estados com a União, de R$ 30 bilhões até 2017, nem o aumento dos servidores do Executivo, cuja votação está prevista para a próxima semana. A aprovação de todos os 14 projetos de reajuste dos três poderes significará um impacto de R$ 67,7 bilhões em 2018. Mas o gasto pode chegar a R$ 100 bilhões, conforme cálculos do PSDB, se forem somadas as parcelas de reajuste de 2019.

Em maio, quando a presidente afastada, Dilma Rousseff, anunciou o reajuste de 9% do Bolsa Família, a medida foi criticada por pelo menos dois importantes integrantes do governo Temer: o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que, mesmo após ter se demitido do Ministério do Planejamento, atua como um dos principais consultores de Temer na área orçamentária. Ambos declararam em maio que o anúncio de Dilma era “populista”. Na quarta-feira, o governo se desdobrou para justificar os aumentos e dizer que não pôs em prática um pacote de bondades.

Ao anunciar o reajuste do Bolsa Família de 12,5%, ainda maior do que os 9% prometidos e não cumpridos por Dilma em maio, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explicou que os recursos virão do descongelamento do orçamento da pasta e do déficit previsto de R$ 170,5 bilhões na meta fiscal.

PRIMEIRA MEDIDA FOI AMPLIAR A META FISCAL

Quando Temer assumiu, a sua primeira medida foi ampliar de R$ 96,6 bilhões para R$ 170,5 bilhões a meta fiscal, sob o argumento de que Dilma subestimara e maquiara os números. Agora, a fonte para os aumentos é praticamente a mesma: a reprogramação da meta fiscal.

O aumento global no valor do Bolsa Família foi de R$ 2,23 bilhões ao mês para R$ 2,5 bilhões, uma diferença mensal de R$ 270 milhões. Até o fim do ano, o aumento terá um impacto de R$ 1,62 bilhão.

— Há uma situação dramática da economia. O governo reajustou sua meta e não se pode, em torno disso, sacrificar a política social. Não tem sentido deixar quebrar os estados. Dentro dos reajustes possíveis tem que se atacar as situações emergenciais, priorizando questões que são importantes para o governo — justificou o ministro Osmar Terra.

No Congresso para defender os reajustes dos servidores e do Bolsa Família, o ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse que ambos esses gastos estavam previstos e estão adequados à lei orçamentária.

— Não se trata de pacote de bondades. O reajuste do Bolsa Família já estava anunciado, inclusive pelo governo anterior. O que não se pode é esperar que esse ajuste seja cobrado apenas de uma das parcelas da população (os servidores). É preciso que a gente vá ao longo do tempo, distribuindo o peso desse ajuste — disse o ministro.

Apesar das justificativas, aliados do governo demonstraram incômodo com as ações que parecem ir na contramão do discurso do ajuste. Na noite de terça-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou de um jantar com cerca de 50 senadores na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), onde ouviu reclamações pelos sinais contraditórios do governo. Indagado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a necessidade de se votar os reajustes, o ministro, segundo participantes do encontro, foi evasivo. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) se irritou.

— O senhor tem que responder objetivamente — disse ela.

Na quarta, no Congresso, após o anúncio do reajuste do Bolsa Família, o clima entre os aliados ainda era incômodo. O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), afirmou, por exemplo, que esperava de Temer mais rigor e austeridade em relação aos gastos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Michel Temer não foi o presidente que desejei para o meu país, mas é o que temos por hora.
    Tenho visto muito mi-mi-mi por causa dessa pauta dos salários dos servidores, das despesas decorrentes disso, mas acho que MT foi muito justo em dar andamento ao tema. Os servidores públicos são pais e mães de família que com seus salários bancam a economia do Brasil, ou esse dinheiro não é injetado na economia do país? Vai pra Cuba? Não sou servidor público do judiciário, não receberei este aumento, mas o tal aumento, na prática não cobre a inflação prevista para o período. Os percentuais previstos de reajustes por período são menores que o índice inflacionário previsto, assim os servidores públicos acabam dando sua cota de contribuição em absorver nos seus vencimentos parte da inflação do período desonerando o tesouro e não onerando como dizem por ai. O que de fato existe é o modelo de correção salarial aplicado aos servidores. Não existe uma data base anual para as categorias do serviço público como ocorre na iniciativa privada, assim estes " aumentos" acabam sendo praticamente acertados por um mandato presidencial o que prenuncia um impacto maior do que realmente é. Nem sempre existe de fato ganho. Nesse bolo todo juízes e promotores sal provavelmente os únicos que vem auferindo ganhos reais , pois estes são defendidos pelo STF que determina o seu próprio aumento para ele e para a sua categoria que por tabela, estes cascateiam para o MP e judiciário estadual. MT, foi muito honesto em cumprir os acordos que estavam acertados desde o governo anterior para com os servidores.

  2. Acabou o restante do País. Agora o contribuinte que trabalhe mais e muito mais porque o Salário. Minimo Hoo…. ??

  3. Xiiiiiii, não era contra a corrupção, amigos coxas. Deve ter sido frustrante bater panela e vestir camisa da CBF em frente ao midway mall para depois ir almoçar no NAU, não?

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Mundo

Astro de futebol é condenado a 99 chibatadas no Irã após acusação de estupro

Foto: AFP

O ator e ex-jogador de futebol Pejman Jamshidi foi condenado a 99 chibatatas após a Suprema Corte do país manter a condenação em caso relacionado à acusações de estupro, afirma o jornal britânico Daily Star.

Ele foi oficialmente condenado por manter “relações ilícitas” num caso que chegou ao público em outubro do ano passado, quando Jamshidi foi preso após a atriz Melika Parsadoust apresentar uma queixa-crime por estupro contra o astro.

Ex-jogador do Persepolis FC e da seleção iraniana, o ex-meio-campista se tornou ator após sua aposentadoria, começando na série “Pejman”, uma versão ficcional da sua vida após a aposentadoria, em 2012.

Após a acusação feita por Parsadoust, Jamshidi teria fugido para o Canadá, passando um tempo na Turquia, antes de retornar ao seu país natal para enfrentar as audiências sobre seu caso no início deste ano.

Ele acabou sendo inocentado pelo suposto estupro, mas acabou sendo condenado por manter um relacionamento extraconjugal ilícito, de acordo com o Artigo 637 do código penal iraniano, recebendo a maior pena possível: 99 chibatadas.

Parsadoust, embora tenha sido parte do relacionamento, não foi condenada. Segundo o jornal Emtedad, a atriz afirmou que a decisão não desfaz os danos físicos e emocionais que alega ter sofrido, mas que ter a confirmação em tribunal de que a relação foi “não-consensual” é extremamente importante para ela.

Extra

 

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Política

“Lulinha, Marcola e INSS são temas de campanha”, diz vice de Flavio na primeira entrevista

Foto: Câmara dos Deputados

Na sua primeira entrevista após ser escolhido candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) disse à CNN que “Lulinha, Marcola e as fraudes do INSS” serão temas de campanha.

Leia abaixo a entrevista:

Por que o sr. acha que foi escolhido vice de Flávio Bolsonaro?

Eu só credito isso ao meu histórico de trabalho no combate ao crime, às organizações criminosas e à corrupção, somado ao trabalho em defesa dos aposentados e pensionistas. Não tenho mais nada a dizer, a não ser o meu currículo profissional e a minha atuação no combate ao crime organizado e à corrupção.

Em que momento o sr. soube?

Fui chamado ontem para vir a Brasília no final da tarde, mas sem me comunicarem do que se tratava o encontro. Soube mesmo hoje de manhã.

Como o sr. recebeu?

Como recebo todas as missões da minha vida. Eu estava pontuando em primeiro lugar para o Senado em Alagoas como fruto do meu trabalho, mas não posso faltar a um chamamento desse. É um projeto de mudança do país e de combate ao que sempre fiz na minha vida: corrupção, crime organizado e facções. Trabalhei sempre em prol da Justiça e do povo. É uma missão muito honrosa, que sei que não bate à porta todos os dias. Vindo do Flávio, muito me honra. Terei muita responsabilidade e trabalharei muito.

A avaliação predominante é que o sr. foi escolhido para focar nos temas envolvendo Lulinha e fraudes do INSS. Seu discurso será esse?

Meu discurso vai ser mais amplo do que Lulinha e INSS, mas esse tema estará presente, sim. Fui o principal investigador de Lulinha, do INSS e do Careca do INSS. Como isso vai ficar fora do meu radar? Claro que continuará sendo um foco.

O sr. acha que os temas Lulinha e corrupção são os principais temas da campanha?

Como não seriam? Marcola recebendo dinheiro de Roberta Luchsinger, que recebeu dinheiro do Careca do INSS, que, por sua vez, pagou vantagem indevida a Lulinha, como passagem de avião em primeira classe. O Careca do INSS pagou consultoria para a Roberta. Marcola saiu do Palácio do Planalto há duas semanas apenas, depois que isso foi descoberto pelo governo. Lulinha fez tráfico de influência. Lulinha, Marcola e as fraudes do INSS precisam ser discutidos na campanha. São temas de campanha. A verdade tem que ser dita. Lulinha está envolvido, e a gente vai discutir isso.

A oposição o acusa de desvio de emenda e estupro. Como responde?

O PT é craque em inventar fake news, mas a verdade não pode ser escondida. Mandei emenda Pix. O TCU pediu esclarecimentos à Prefeitura. Pelo que tenho conhecimento, a Prefeitura respondeu, e Lindbergh entrou com uma representação na PGR. A PGR mandou arquivar no dia 26 de maio. O que houve foi apenas a remessa da emenda.

E estupro?

Foi uma leviandade. Denunciação caluniosa. Faz cinco meses que isso veio à tona. O DNA foi realizado, a suposta vítima gravou um vídeo, e o aparelho estatal foi mobilizado. Foi um crime praticado por Lindbergh Farias e ele vai responder por isso.

Com informações da CNN

 

 

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Brasil

AÍ MENTE: Lula ‘esquece’ outros presidentes e afirma que todos os aviões da FAB foram comprados nos seus mandatos

Foto: Divulgação/PT

O presidente Lula da Silva fez declarações imprecisas sobre a Força Aérea Brasileira e a indústria de drones durante discurso na convenção do PT neste último final de semana, segundo a Folha de S.Paulo. Ele afirmou que o Brasil não possui fábricas de drones e que todos os aviões da FAB foram comprados em seus governos, o que é incorreto, pois o país tem empresas que fabricam drones e adquiriu aeronaves militares em gestões anteriores, como a de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.

O presidente Lula da Silva fez declarações incorretas sobre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a indústria nacional de drones durante discurso na convenção nacional do PT, no último domingo, 2, em São Paulo. A avaliação é de uma checagem publicada nesta quarta-feira, 5, pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Lula afirmou que o Brasil não possui fábricas de drones e que todos os aviões da FAB foram comprados durante seus governos. As declarações são incorretas, na visão do jornal.

Atualmente, o país conta com empresas que desenvolvem e fabricam drones para uso civil e militar. Entre elas estão companhias ligadas ao setor de defesa e tecnologia aeronáutica, algumas delas participantes de projetos em parceria com as Forças Armadas.

De acordo com a Folha, o petista foi impreciso ao dizer que aeronaves militares não foram adquiridas em outros governos. O programa dos caças Gripen, por exemplo, teve a escolha do modelo anunciada durante o governo Dilma Rousseff.

Da mesma forma, novas compras e contratos relacionados à frota da FAB ocorreram durante a gestão de Jair Bolsonaro. O levantamento aponta ainda divergências em outras afirmações feitas pelo presidente durante o discurso.

Entre elas estão comentários sobre o custo anual de presos no Estado de São Paulo e referências a momentos históricos relacionados à inclusão social no Brasil.

O discurso de Lula na convenção petista durou mais de uma hora e teve forte tom político e eleitoral, com críticas à oposição, defesa das políticas sociais dos governos do PT e apelos à militância do partido para a campanha presidencial de 2026.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

Programas de Lula perdem tração e capacidade de seduzir o eleitor, diz pesquisa

Foto: Divulgação/PT

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 5, mostra que vários programas do governo Lula, criados para conquistar eleitores, estão perdendo tração bem no momento em que a campanha começa para valer.

O prazo para os partidos enviarem suas chapas ao Tribunal Superior Eleitoral se encerra nesta quarta, 5.

A partir de agora, faltam apenas 60 dias para as eleições.

No último levantamento, 68% disseram que não foram beneficiados pela isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil salários mínimos.

Em julho, o índice foi de 65%.

Ao mesmo tempo, houve uma queda entre os que disseram terem sido beneficiados: de 32% para 30%.

Entre julho e agosto, subiu de 39% para 46% o índice daqueles que disseram não ter sentido diferença com a isenção do imposto de renda.

Outro programa para ganhar votos foi o Desenrola 2.0.

Entre julho e agosto, os que acham que o Desenrola 2.0 foi uma boa ideia caiu de 55% para 47%.

O índice dos que acham que o Desenrola aumentou a renda significativamente despencou de 35% para 26%.

Lula também tem recorrido ao enfrentamento com os Estados Unidos para ganhar votos.

Antes, os brasileiros estavam achando que Lula estava agindo corretamente ao peitar o presidente americano Donald Trump.

O Antagonista

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Política

Perto da campanha eleitoral, Lula vive seu pior momento com Trump em meio a temor por intervenção

Foto: Andrew Caballeto-Reynolds/AFP

Após um ano e meio de idas e vindas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca esteve tão distante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de duas semanas do início oficial da campanha eleitoral.

A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, anunciada na terça-feira (4/8) pelo governo americano, agravou ainda mais a crise diplomática entre os dois países. A medida se soma às tarifas de 25% e 12,5% aos produtos brasileiros, anunciadas em julho, e reduz a viabilidade de acordos comerciais que satisfaçam ambas as partes.

Outro fator que ampliou as tensões foi a revelação, no dia 24 de julho, de que o Brasil negou o visto de dois funcionários da administração Trump que seriam enviados para questionar a transparência das urnas eletrônicas, além de uma suposta demora na aprovação do nome de Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada americana em Brasília.

Roberto Uebel, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos e professor de relações internacionais da ESPM São Paulo, avalia que a última medida da Casa Branca coloca o governo Lula em uma “situação dupla”: atende a uma narrativa de “perseguição” dos EUA que pode ser útil à campanha de Lula, mas dificulta a negociação dos setores que foram atingidos pelo novo tarifaço.

“A relação atravessa sua fase mais tensa desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Apesar de tentativas de negociação direta, a imposição de novas tarifas e a judicialização do tema na OMC (Organização Mundial do Comércio) demonstram que a agenda comercial passou a ser fortemente influenciada por fatores políticos e estratégicos, reduzindo o espaço para soluções exclusivamente diplomáticas”, afirma.

Uebel relembra outros momentos delicados na relação entre Brasil e EUA, como durante a Segunda Guerra Mundial e em episódios de espionagem em 2013, nos governos Dilma Rousseff e Barack Obama, mas ressalta: “a diferença atual é a combinação de atritos diplomáticos, comerciais e eleitorais, que amplia a percepção de deterioração simultânea em várias frentes”.

Receio de interferência

As recentes ações da gestão de Donald Trump já são lidas por integrantes do governo Lula como tentativas de interferência eleitoral no Brasil. O temor é de que, com a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se acirrando, a Casa Branca adote novas medidas no campo diplomático, como uma eventual expulsão Maria Luiza Viotti do país ou a retirada da indicação de Daniel Perez. O cenário resultaria no rebaixamento do status das relações diplomáticas entre os países.

Nesta quarta-feira (5/6), contudo, Lula indicou não temer uma interferência dos EUA sobre as eleições e enviou um “recado” ao secretário de Estado americano Marco Rubio.

“Se o secretário de Estado quiser vir aqui fazer comício para o meu adversário, eu acho até bom. Eu quero derrotar todos eles juntos. Eu não sou de ficar fazendo bravata. […] Quem governa esse país sou eu. Quem disputa as eleições aqui são os brasileiros, e qualquer um pode”, disse, em entrevista ao podcast “Os Três Elementos” e ao canal “Meteoro Brasil”.

Ao mesmo tempo, em seus discursos, Lula alterna entre alfinetadas a Trump e falas de que não quer conflitos, apenas “guerra de narrativas” com o presidente dos EUA.

“Quero todo mundo como amigo, nem Trump quero como inimigo. Não sou louco. O cara diz que tem os maiores navios do mundo, as maiores bombas atômicas, os maiores aviões, o maior exército do mundo. […] Quero guerra apenas de narrativa. Na narrativa, nós estamos certos. Quem tem razão não baixa a cabeça”, declarou, no dia 29 de julho.

Com informações de O Tempo

 

 

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Política

“Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição”, tranquiliza Lula

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que a eleição presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito da vida dele. O petista disse que deseja ir pescar após o término de um eventual quarto mandato.

– Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador – declarou em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

Durante a entrevista, Lula também falou sobre projetos do Executivo para combater a desinformação nas redes sociais.

– Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais – declarou.

– A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime, isso não é liberdade de expressão, isso é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca – disse.

OUTRO LULA?

Uma pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta (5) aponta que 12,5% dos eleitores brasileiros acreditam que o presidente Lula morreu e foi substituído por um clone, enquanto 28,5% não sabem ou não quiseram responder à pergunta. Dessa forma, são 41% da população aqueles que mantém a tese em aberto.

Já os que negam a teoria categoricamente totalizam 58,9% dos entrevistados.

Entre os argumentos usados por quem defende a teoria, está a vitalidade que o chefe do Executivo demonstra aos seus 80 anos de idade.

Pleno News

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Brasil

SEM FREIO: Governo Lula já torrou R$3,3 trilhões entre janeiro e início de agosto

Foto: Ricardo Stuckert

O governo brasileiro já conseguiu torrar mais de R$3,3 trilhões, este ano, segundo a plataforma Ga$to Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que contabiliza os gastos das esferas dos governos municipais, estaduais e federal.

O governo federal de Lula (PT) torrou mais de R$1,5 trilhão até o início de agosto. É, de longe, o maior gastão. As informações são da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Só o Poder Executivo federal, sob responsabilidade direta do governo Lula, torrou quase R$200 bilhões com pessoal e encargos, em 2026.

O Judiciário, alvo de ações no STF por conta dos penduricalhos, gastou cerca de R$581 milhões com pessoal e encargos, neste mesmo período.

O Legislativo federal, que inclui o Congresso e Tribunal de Contas da União, custou pouco mais de R$3,5 bilhões no mesmo período.

Diário do Poder

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Política

Prefeito Jaime Calado acompanha investimentos e melhorias em escolas de São Gonçalo

Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (5), o prefeito Jaime Calado vistoriou as ações realizadas na Escola Poti Cavalcanti, em Novo Amarante, e nas unidades Maria de Lourdes e CMEI Padre Thiago Theisen, no bairro Jardins. A agenda teve como objetivo acompanhar os serviços em andamento nas três unidades.

O prefeito estava acompanhado pelo secretário de Educação, Micael Moreira; pela secretária adjunta da pasta, Socorro Medeiros; pela secretária de Manutenção, Rosemeire Moura; e pelo subsecretário de Obras, Arthur Queiroz.

Na Escola Poti Cavalcanti, foram executadas melhorias como rampas de acessibilidade, novos corrimãos, adequações nos banheiros, trocas de portas e janelas para adaptação das salas e adequações na estrutura para receber aparelhos de ar-condicionado.

Durante a passagem pela unidade, Jaime Calado destacou que as mudanças garantem mais conforto e condições adequadas para o aprendizado dos estudantes. “Foi feita toda a adaptação da escola para a instalação dos aparelhos de ar-condicionado. Isso dá mais conforto às crianças e condições para que elas possam se concentrar no aprendizado, que é o nosso principal objetivo. A escola passou por uma transformação, com ampliação da acessibilidade e adequações que elevaram o padrão oferecido aos nossos alunos”, afirmou.

A diretora da Escola Poti Cavalcanti, Eliane Avelino, afirmou que as mudanças já são percebidas pelas famílias. “É gratificante ouvir dos pais dos nossos alunos a frase: ‘É uma nova escola’. Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo para oferecer um ambiente cada vez melhor para o aprendizado”, ressaltou.

No bairro Jardins, o prefeito acompanhou o início dos serviços de climatização da Escola Maria de Lourdes. No CMEI Padre Thiago Theisen, foram vistoriadas as adequações na rede elétrica para a instalação dos equipamentos. A creche também recebeu placas solares, contribuindo para a eficiência energética.

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Política

Ação de improbidade pede suspensão dos direitos políticos de Valtinho Monteiro, presidente do MDB de Serra de São Bento

Foto: Reprodução/Instagram

Uma ação de improbidade administrativa protocolada no Poder Judiciário do Rio Grande do Norte pede a suspensão dos direitos políticos de Valtinho Monteiro, presidente do MDB em Serra de São Bento. A ação também pede a proibição de contratar com o poder público por até 14 anos.

De acordo com as informações apuradas pelo Blog do RR e com o que está disponível no processo judicial nº 0800974-28.2026.8.20.5153, Francisco Erivaldo da Silva Monteiro, conhecido como Valtinho, presidente do MDB em Serra de São Bento e dirigente do IGRN, é alvo de suspeitas dos órgãos de controle envolvendo recursos públicos administrados pelo instituto. Serra de São Bento aparece como vítima e autora das providências: identificou os indícios, suspendeu os repasses e levou o caso à Justiça. Caso seja condenado por enriquecimento ilícito, Valtinho poderá ter os direitos políticos suspensos e ficar proibido de contratar com a Administração Pública por até 14 anos, além de sofrer multa e ressarcir eventual prejuízo.

Outros municípios, como Natal, Vera Cruz, Major Sales, Areia Branca e Maxaranguape, também já foram acionados para prestar esclarecimentos sobre eventuais irregularidades.

Ainda de acordo com o Blog do RR, documentos bancários apontam R$ 70 mil transferidos para a Estação Service, empresa da qual Valtinho é sócio-administrador, e outros R$ 30 mil destinados à empresa do diretor financeiro do IGRN. A ação de improbidade questiona a ausência de documentação suficiente para justificar os pagamentos e relata o cancelamento de nota fiscal após o recebimento do dinheiro público. O instituto também aparece como reclamado em processos trabalhistas, aumentando a pressão por uma auditoria ampla sobre sua gestão financeira e suas obrigações com os trabalhadores.

De acordo com as informações, a CGU, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual foram acionados por meio de representações e passaram a integrar as investigações.

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Economia

Salário mínimo de 2027 tem reajuste estimado; veja o que mudaria

Foto: Getty

O governo federal projeta elevar o salário mínimo para 1.717 reais em 2027, conforme estimativa apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado ao Congresso Nacional em abril. Se a previsão for confirmada, o piso nacional subirá 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, o que representa um reajuste nominal de 5,92%.

A estimativa, no entanto, ainda poderá ser alterada. O valor definitivo depende da inflação acumulada até novembro de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além dos demais parâmetros previstos na legislação. Após a divulgação do índice pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo editará o decreto que oficializará o novo salário mínimo, válido a partir de 1º de janeiro de 2027.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a projeção considera um ganho real de 2,5%, portanto acima da inflação, preservando a política de valorização do piso nacional e ampliando o poder de compra dos trabalhadores que recebem o salário mínimo.

O processo de definição começa com a estimativa incluída no PLDO, que orienta a elaboração do Orçamento da União. Em seguida, o valor é incorporado ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado ao Congresso no segundo semestre. Somente após a divulgação do INPC de novembro e a publicação de decreto presidencial é que o montante oficial é definido.

A política permanente de valorização do salário mínimo foi restabelecida pela Lei nº 14.663/2023. Pela regra, o reajuste combina a variação do INPC acumulada nos 12 meses encerrados em novembro do ano anterior, responsável por recompor a inflação, com o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que garante aumento acima da inflação quando a economia apresenta expansão.

No caso do piso previsto para 2027, será considerado o desempenho da economia em 2025. Ainda assim, o ganho real está limitado a 2,5% ao ano, conforme determina o arcabouço fiscal, mesmo que o crescimento do PIB supere esse percentual.

O salário mínimo serve de referência para trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e para uma série de benefícios vinculados ao piso nacional, entre eles aposentadorias e auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Depois de aprovado pelo Congresso, o PLDO se transforma na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento federal. Posteriormente, o valor definitivo do salário mínimo será incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por autorizar os gastos do governo no exercício seguinte.

Veja

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