Por Interino
A apresentação do conceito de reestruturação da avenida Engenheiro Roberto Freire, conduzida pelo Secretário de Estado da Infraestrutura, Jader Torres, faz parte de um calendário onde se busca a participação da sociedade antes do início da obra, prevista para começar no segundo semestre deste ano.
Com a presença dos moradores de Ponta Negra, Capim Macio, Neópolis, Cidade Jardim, Alagamar, representantes de Organizações não Governamentais – ONGs e ciclistas, a reunião ocorreu, na noite desta sexta-feira (20), na Associação dos moradores do conjunto, a AMPA.
O atual projeto foi discutido e readequado visando atender o interesse dos pedestres, ciclistas e o transporte de massa, adaptando-se às necessidades e interesses ambientais, sociais e econômicos de todas as partes interessadas.
Essa foi a terceira reunião realizada neste mês de maio, onde o secretário tirou as dúvidas dos presentes e enfatizou “a importância do projeto e das melhorias para a via com a mobilidade urbana”.
Finalizando ciclo de reuniões, a quarta e última apresentação será com as instituições de ensino, na terça-feira (24), às 17h30min, no auditório de Centro Universitário FACEX, Campus de Capim Macio – Unidade I.
Quesede paga Roberta com dinheiro da Construservice | Foto: Metrópoles
Essa avenida não necessita de muitas intervenções. Só há alguns gargalos de trânsito que precisam ser solucionados. Soluções pontuais. Não há a menor necessidade de fazer aquele projeto faraônico proposto durante o governo Rosalba. Espero que o governador tenha sensibilidade para fazer as adequações necessárias, sem interferir muito no visual, no tráfego da região, nem gerar muitos transtornos aos moradores de Capim Macio e adjacências.
Sim, e querem deixar a avenida como está? As belezas naturais da nossa cidade já estão entregues ao léu a muito tempo! Ponta negra sempre será a intocada?
Estão mais do que certos em fazer essa reestruturação! No meu ponto de vista o comércio sofrerá alterações, basicamente na fase de execução do projeto, pois quem quer comprar algum produto adentra no estabelecimento da mesma forma e, certamente haverão níveis e vias de acesso que facilitem a entrada nesses pontos comerciais.
As pessoas dessa cidade, aliais província, precisam urgentemente aprender a trafegar por outras vias e nada mais justo do que utilizar as intocáveis ruas de capim macio. Esse projeto trará mobilidade para uma ampla região, com ciclovias, faixas para ônibus e afins.
As belezas da orla continuarão do mesmo jeito, será até mais interessante ter aquela passarela mirante,que passará a ser outra referência turística para o nosso esgotão, leia-se praia de ponta negra do que manter do jeito que está.
O projeto em torno da arena das dunas, foi terrivelmente criticado, haveriam outras formas mais inteligentes de execução? obvio que sim! Mas infelizmente não podemos ter o melhor, antes ter uma solução que ajude em alguma coisa do que continuar do mesmo jeito.
Caro BG e demais natalenses, nativos e adotivos. Eu gostaria de poder dizer que esse projeto é bom para Natal, mas infelizmente ele não é.
Enquanto todas cidades importantes do mundo estão fazendo projetos para reduzir o uso do carro e aumentar a mobiliade a pé (o que inclui usar transporte público de qualidade), tornar a cidade maiss agradável e verde, esse projeto vai na direção exatamente contrária, em uma direção que comprovadamente no mundo e em Natal produz degração econômica e urbanística.
Me refiro especialmente ao conceito das inúmeras trincheiras e túneis artificiais a serem construídos se essa obra for adiante. O que se pretende é fazer a mesma coisa que foi feita na região do Arena das Dunas – Prudente de Morais, Lima e Silva, Romualdo Galvão, Mor Gouveia, Jerônimo Câmara. Na região do Shopping Cidade Jardim e Nordestão Cidade Jardim, duas trincheiras e uma laje de concreto irão fazer com que os carros passem por baixo e seus motoristas deixem de frequentar o shopping o supermercado – irão decair e com eles o movimento de pessoas da região. Em Ponta Negra, de logo após o Praia Shopping até próximo ao Posto Shell na Rota do Sol, duas trincheiras paralelas vão isolar o conjunto Ponta Negra da região da Praia. Será a destruição de uma beleza natural construída pela natureza ao longo de milhares, milhões de anos, uma marca registrada de Natal, seu principal cartão postal.
Os prejuízos futuros para o comércio da região e para o turismo de Natal são incalculáveis, mas certos. É preciso ter claro que o grande atrativo de Natal é a natureza, o céu, o ar puro, a água leve, as águas mornas da praia, características que colocaram Natal como uma das 5 cidades das Américas para americanos se aposentarem e mudarem.
Adicionalmente, pretende-se transformar ruas residenciais do emergente bairro de Capim Macio em ruas de passagem de tráfego intenso, condenando a vida residencial do bairro, com consequências de perda de valor imobiliário. A Praia de Ponta Negra, onde novos bares e restaurantes florescem, seria tornada uma via expressa de mão única com quatro faixas para automóveis. Desastre.
Claro, há problemas pontuais como o acesso na região da Fiat Ponta Negra, o sinal para entrada na Ayrton Senna, o veraneio, mas há outras alternativas que irei apresentar oportunamente, alternativas em uma direção oposta à do projeto.
Precisamos, de uma vez por todas, mudar de direção para o futuro de Natal. Essa direção deve passar por uma ação efetiva pró-natureza, pró-beleza, por uma cidade agradável de se viver andando na calçadas, em bares, cafés, quiosques, restaurantes. O momento é propício ao debate, esclarecer visões, mudar conceitos. Natal pode e deve ser uma cidade moderna, e ser moderna é não fazer obras como essas apresentadas para reestruturação da Roberto Freire.
Em Natal, 21.0.5.2016, Prof. Rubens Ramos, Cidadão Natalense.
*mais
*degradação
*o shopping e o supermercado
Tomara que não estraguem a av. Roberto Freire como estragaram a Bernardo Vieira.
Confio muito Q meu filho Q ainda vai nascer, antes de morrer, terá o prazer de andar nessa nova Roberto Freire